(…)
Precisamos de renunciar a uma pequena parte da nossa liberdade para termos toda a liberdade. »
(…)
Precisamos de renunciar a uma pequena parte da nossa liberdade para termos toda a liberdade. »
Reparem neste comentário, neste postal:
Denunciei seu site à Safernet por promover o ódio e a discriminação dos homossexuais.
Nós não temos culpa de existir. Sinto muito, se odeia homossexuais, então mude de planeta, porque eles sempre existiram em todas as partes do mundo (e quem sabe na sua própria família?)
Por isso, fiz a denúncia. Muitos homossexuais sofrem a vida toda com isso, alguns acabam se matando ou entrando e depressão. Pense que existem crianças de 13 anos de idade que nasceram homossexuais e precisam ouvir esta brutalidade que vc escreveu.
Peço que retire isto do ar. Já está denunciado.
Até mais.»

Em Inglaterra, um desgraçado levou uma multa por ter praguejado em sua própria casa, frente à sua própria televisão. Um vizinho ouviu os seus palavrões dirigidos à televisão (certamente estaria a ouvir o “Sócas”), chamou a polícia, e o homem foi parar ao tribunal.
No último postal falei de Hannah Arendt. Ela foi conhecida por ter referido a confusão entre o privado e o público, característica do Modernismo. Este caso ilustra bem essa confusão.
Adenda: gostaria de compreender a sociedade na qual alguém que “insulta o seu televisor” é multado, enquanto um canal de televisão transmite um suicídio em directo sem que seja censurado.
As predicted recently by economist David McWilliams, the Lisbon Treaty result hinged very much on a question of class, and access to wealth. Yesterday’s result proved him not only to be right, but exposed the brutally the ignorance of the Irish and European political establishments to the needs and wants of the Irish people.
Esta análise no blogue Irish Bulletin é acertada. Do que se trata, quando discutimos o Tratado de Lisboa — e para além da perda de soberania e da humilhante subordinação nacional a interesses inconfessáveis –, é de uma questão de classes sociais. O Tratado de Lisboa transporta no seu bojo uma estratégia neoliberal radical de distanciamento progressivo de rendimentos entre ricos e pobres (países do norte e do sul, do centro e da periferia), com a agravante de tentar legitimar uma crescente injustiça social através da repressão autoritarista sancionada pelos governos que delegam o seu poder na União. O fenómeno irlandês não é isolado.
Those supporting Lisbon are the political and media establishments, the rich in their strictly Anglo-Irish bubble settlements, the pension-proud elderly, the cosmopolitan and those who have excelled in climbing the ladders of the civil service. (…) In one form or another, miserable and Masonic plans for a European superstate have been rejected by the people of Holland, France and now Ireland, and yet still they plot with the cards they still hold. And let’s not be under any illusion here – while the cards they hold are backed by the pokerfaces of the media, the legal and political professions and the world of high finance, as long as right-thinking people exist in large numbers, their foothold is as flimsy as a house of those same cards.
O que está em causa é a legitimação de uma elite plutocrata controlada pela maçonaria e a consolidação de uma nomenclatura social que a sustente, à custa de medidas repressoras que mantenham as classes mais baixas controladas através de uma repressão autoritária que se acentuará inexoravelmente, se o Tratado de Lisboa seguir em frente. Por isso, existe, de facto, um paralelismo entre a UE do leviatão e a ex-URSS; uma as diferenças é que o leviatão europeu ainda não está consumado nem consolidado, sendo ainda muito cedo para falarmos na brutalidade de um sistema que ainda não existe — mas os sinais estão todos lá para quem quer ver.
PROJECTO DE RELATÓRIO sobre a concentração e o pluralismo dos meios de comunicação social na União ( 7/3/2008 — ficheiro PDF )
A União Europeia anda preocupada com os blogues; anda preocupada com o blogue da Maria e com as “bocas” do Manel. Espero que a Irlanda opte pelo NÃO; caso contrário, vamos ter uma ASAE a actuar na blogosfera, a vasculhar os posts do Zé Povo, a aplicar o lápis azul a torto e a direito.
Essa coisa da “responsabilização da opinião” é um déjà vu; ainda existe na China.
Actualização (via) : Parlamento Europeu analisa estatuto da blogosfera
Actualização: 2008-06-14T13:26:45+00:00:
Sarkozy culpa os blogues pela fraca procura dos jornais impressos.
Adenda:
“Europa foi raptada por Júpiter”. Não só a Europa, mas Ganimedes.
Ganimedes era um “belo mancebo” ― segundo palavras de Heródoto ― filho de Treos, de quem houve nome Tróia; vivia numa Grécia esclavagista, guerreira, militarista, imperialista e, portanto, misógina. Nas expedições militares de vários anos consecutivos sem regresso à pátria, a homossexualidade passou a fazer parte da lógica militarista e imperialista. A mulher grega, cada vez mais afastada das grandes decisões da sociedade, encarna o papel de Hera, mulher de Zeus, que se revoltou contra o seu marido que tinha raptado Ganimedes para o sodomizar. Foi assim que os militaristas gregos justificaram a homossexualidade e a pederastia como sendo comportamentos divinos. Mais tarde, os nazis das SA (Sturmabteilung) de Ernst Roehm, fizeram exactamente o mesmo.
O mito de Ganimedes é hoje amplamente invocado pelos pederastas jupiterianos que controlam a União Europeia.
Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.