perspectivas

Sexta-feira, 5 Fevereiro 2010

Maria José Morgado e as bases de dados de ADN

« (…) precisamos de bases de dados de ADN, amostras de ADN, porque essas amostras de ADN previnem erros judiciários, permitem focalizar a investigação no autor verdadeiro dos crimes e afastar as hipóteses de imputação ao autor errado.

(…)

Precisamos de renunciar a uma pequena parte da nossa liberdade para termos toda a liberdade. »

Maria José Morgado

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Sábado, 22 Agosto 2009

O PS e as suas ideias e propostas

ps-ajuda

Um indivíduo está de férias, acorda e ainda estremunhado liga o laptop, e dá de caras com esta notícia: Ferreira Leite tem falta de ideias e propostas, acusa Santos Silva. Para além de estremunhado fiquei estupidificado; fui tomar um café bem forte.

Portanto, de acordo com o caceteiro do PS, a governação de um país resume-se a “ideias e propostas”. “Quer-se-dizer”: a gente faz uns brainstorms aqui no bairro, inventa umas ideias porreiras, e está feito: ficamos aptos para a governação.

E depois há pelo menos uma coisa que de facto separa o PS de José Sócrates do PSD de Manuela Ferreira Leite: o nível de intervenção do Estado na sociedade civil. As ideias e as propostas do PS ― para além de serem muitas delas promessas de mau pagador [aperta-me as mamas!] ― têm como alvo a asfixia da sociedade civil e o condicionamento por parte do Estado em relação às empresas e aos cidadãos.

As únicas ideias boas que um governo pode ter são aquelas que se destinam a facilitar a organização autónoma da sociedade, e nunca aquelas que pretendem intervir directamente na sociedade de forma a condicionar a sua auto-organização. Simplesmente não queremos um governo que se meta na nossa vida privada com as “ideias e propostas” da sua lavra.

Eu espero que Manuela Ferreira Leite siga Alberto João Jardim na recusa dos chips electrónicos nas matrículas dos automóveis que são privados porque pertencem aos cidadãos. O meu automóvel é privado, não pertence ao Estado, e portanto não tem que ser localizável discricionariamente pelas forças policiais a seu bel-prazer, e contra a minha vontade. A colocação obrigatória dos chips electrónicos de controlo dos automóveis privados não faz absolutamente nenhum sentido e pode constituir um precedente extremamente perigoso. Se querem estabelecer portagens nas SCUTS que construam pontos de portagem tradicionais.

Quinta-feira, 13 Agosto 2009

O socialismo fabiano de Obama

Nos Estados Unidos, são considerados hoje pelo regime obâmico como “potenciais terroristas”, os cidadãos americanos que se enquadrem nas seguintes condições:
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Quarta-feira, 29 Julho 2009

A ameaça de tentativa de polícia política na Internet

Reparem neste comentário, neste postal:

«Prezado,

Denunciei seu site à Safernet por promover o ódio e a discriminação dos homossexuais.

Nós não temos culpa de existir. Sinto muito, se odeia homossexuais, então mude de planeta, porque eles sempre existiram em todas as partes do mundo (e quem sabe na sua própria família?)

Por isso, fiz a denúncia. Muitos homossexuais sofrem a vida toda com isso, alguns acabam se matando ou entrando e depressão. Pense que existem crianças de 13 anos de idade que nasceram homossexuais e precisam ouvir esta brutalidade que vc escreveu.

Peço que retire isto do ar. Já está denunciado.

Até mais.»

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Quarta-feira, 10 Dezembro 2008

Privacidade em causa

Filed under: curiosidades — orlando braga @ 4:44 pm
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man-at-tv

Em Inglaterra, um desgraçado levou uma multa por ter praguejado em sua própria casa, frente à sua própria televisão. Um vizinho ouviu os seus palavrões dirigidos à televisão (certamente estaria a ouvir o “Sócas”), chamou a polícia, e o homem foi parar ao tribunal.

Plumber Martin Solomon, 62, was heard by neighbours as he shouted ‘foul and offensive language’ at his TV, magistrates in Stroud, Glos, heard.
His ranting put him in breach of an anti-social behaviour order (ASBO) which had been imposed at an earlier hearing to try to stop him shouting and swearing at the television whenever he disagreed with a programme.

No último postal falei de Hannah Arendt. Ela foi conhecida por ter referido a confusão entre o privado e o público, característica do Modernismo. Este caso ilustra bem essa confusão.

Adenda: gostaria de compreender a sociedade na qual alguém que “insulta o seu televisor” é multado, enquanto um canal de televisão transmite um suicídio em directo sem que seja censurado.

Quarta-feira, 3 Setembro 2008

Sobre o chip da ditadura sorridente

Filed under: Política,socratinices — orlando braga @ 3:02 pm
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Existe uma petição online.

Domingo, 15 Junho 2008

Balanço do “não” irlandês

As predicted recently by economist David McWilliams, the Lisbon Treaty result hinged very much on a question of class, and access to wealth. Yesterday’s result proved him not only to be right, but exposed the brutally the ignorance of the Irish and European political establishments to the needs and wants of the Irish people.

Esta análise no blogue Irish Bulletin é acertada. Do que se trata, quando discutimos o Tratado de Lisboa — e para além da perda de soberania e da humilhante subordinação nacional a interesses inconfessáveis –, é de uma questão de classes sociais. O Tratado de Lisboa transporta no seu bojo uma estratégia neoliberal radical de distanciamento progressivo de rendimentos entre ricos e pobres (países do norte e do sul, do centro e da periferia), com a agravante de tentar legitimar uma crescente injustiça social através da repressão autoritarista sancionada pelos governos que delegam o seu poder na União. O fenómeno irlandês não é isolado.

Those supporting Lisbon are the political and media establishments, the rich in their strictly Anglo-Irish bubble settlements, the pension-proud elderly, the cosmopolitan and those who have excelled in climbing the ladders of the civil service. (…) In one form or another, miserable and Masonic plans for a European superstate have been rejected by the people of Holland, France and now Ireland, and yet still they plot with the cards they still hold. And let’s not be under any illusion here – while the cards they hold are backed by the pokerfaces of the media, the legal and political professions and the world of high finance, as long as right-thinking people exist in large numbers, their foothold is as flimsy as a house of those same cards.

O que está em causa é a legitimação de uma elite plutocrata controlada pela maçonaria e a consolidação de uma nomenclatura social que a sustente, à custa de medidas repressoras que mantenham as classes mais baixas controladas através de uma repressão autoritária que se acentuará inexoravelmente, se o Tratado de Lisboa seguir em frente. Por isso, existe, de facto, um paralelismo entre a UE do leviatão e a ex-URSS; uma as diferenças é que o leviatão europeu ainda não está consumado nem consolidado, sendo ainda muito cedo para falarmos na brutalidade de um sistema que ainda não existe — mas os sinais estão todos lá para quem quer ver.

Sexta-feira, 13 Junho 2008

Blogues “preocupam” União Europeia

Considerando que, apesar de os blogues serem um meio de expressão cada vez mais comum, utilizado por profissionais de comunicação social e por particulares, o estatuto dos seus autores e editores, nomeadamente o seu estatuto jurídico, não está definido nem é indicado aos leitores dos blogues, o que causa incertezas em relação à imparcialidade, fiabilidade, protecção das fontes, aplicabilidade dos códigos deontológicos e atribuição de responsabilidades em caso de acção judicial.

PROJECTO DE RELATÓRIO sobre a concentração e o pluralismo dos meios de comunicação social na União ( 7/3/2008 — ficheiro PDF )

A União Europeia anda preocupada com os blogues; anda preocupada com o blogue da Maria e com as “bocas” do Manel. Espero que a Irlanda opte pelo NÃO; caso contrário, vamos ter uma ASAE a actuar na blogosfera, a vasculhar os posts do Zé Povo, a aplicar o lápis azul a torto e a direito.

Essa coisa da “responsabilização da opinião” é um déjà vu; ainda existe na China.

via

Actualização (via) : Parlamento Europeu analisa estatuto da blogosfera


Actualização: 2008-06-14T13:26:45+00:00:

Sarkozy culpa os blogues pela fraca procura dos jornais impressos.


Adenda:

“Europa foi raptada por Júpiter”. Não só a Europa, mas Ganimedes.

Ganimedes era um “belo mancebo” ― segundo palavras de Heródoto ― filho de Treos, de quem houve nome Tróia; vivia numa Grécia esclavagista, guerreira, militarista, imperialista e, portanto, misógina. Nas expedições militares de vários anos consecutivos sem regresso à pátria, a homossexualidade passou a fazer parte da lógica militarista e imperialista. A mulher grega, cada vez mais afastada das grandes decisões da sociedade, encarna o papel de Hera, mulher de Zeus, que se revoltou contra o seu marido que tinha raptado Ganimedes para o sodomizar. Foi assim que os militaristas gregos justificaram a homossexualidade e a pederastia como sendo comportamentos divinos. Mais tarde, os nazis das SA (Sturmabteilung) de Ernst Roehm, fizeram exactamente o mesmo.

O mito de Ganimedes é hoje amplamente invocado pelos pederastas jupiterianos que controlam a União Europeia.

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