À semelhança do que faz, em Portugal, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista, e até a ala radical do Partido Socialista, a administração de Obama destrói a linguagem do senso-comum, no sentido de fazer avançar uma agenda política totalitária. É o caso da substituição, nos discursos oficiais, da frase “liberdade religiosa” por “liberdade de culto”. Obama nunca fala em “liberdade religiosa”: em vez disso usa o termo “liberdade de culto”.
A “liberdade de culto” remete para a confinação da religião à vida privada do indivíduo, limitando e mesmo proibindo a sua expressão pública. A “liberdade de culto” significa que o indivíduo é apenas livre de praticar a sua religião em sua casa.
Por outro lado, ao contrário do que acontece com a “liberdade religiosa”, a “liberdade de culto” exclui o direito de o indivíduo 1) educar os seus filhos na sua religião; 2) de ter em sua posse literatura religiosa; 3) de organizar encontros públicos religiosos; 4) de organizar recolha de fundos para a sua congregação religiosa; 5) de eleger os seus líderes religiosos; 6) de organizar acções públicas caritativas; 7) de evangelizar; e, em última análise, 8) de limitar ou mesmo proibir a actividade educativa dos seminários religiosos.
O passo seguinte do politicamente correcto será o de privatizar a política — circunscrevendo a liberdade política ao interior da casa do cidadão. Em vez de “liberdade política”, utilizarão possivelmente a expressão “liberdade de pensamento”: o cidadão passa a ser apenas livre de pensar.
Destruindo a linguagem e o senso-comum, a agenda política totalitária politicamente correcta e gayzista avança sem que ninguém se lhe oponha.
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