perspectivas

Sexta-feira, 22 Agosto 2014

Meets de me®dia

Filed under: me®dia — orlando braga @ 7:54 am
Tags: ,

 

Se um grupo de 500 jovens brancos, porventura alguns com cabeças rapadas, entrasse de rompante no centro comercial Vasco da Gama em Lisboa, fazendo alarido e provocando uma comoção pública, a polícia de choque seria chamada e os me®dia não lamentariam a porrada aplicada.

Mas quando um grupo de 500 jovens, na sua esmagadora maioria negros, entra de rompante no centro comercial Vasco da Gama em Lisboa, fazendo alarido e provocando uma comoção pública, os me®dia consideram que a acção da polícia foi exagerada quando expulsou o grupo do centro comercial.

Para os me®dia, é diferente ser negro ou branco; e, a seguir, dizem que “os racistas são os outros”.

meets

Quinta-feira, 21 Agosto 2014

¿O que é o homofascismo?

 

Saiba a resposta: → 300 Articles You Have to Read to Understand What Is Meant by the Term “Homofascism”

homofascism

Os “humanistas” são desumanos

Filed under: ética — orlando braga @ 8:30 am
Tags: ,

 

Duas notícias em dois dias: Peter Singer defende a ideia segundo a qual os condenados a prisão perpétua deveriam ter direito a escolher a eutanásia; Richard Dawkins defende a ideia de que “quem não aborta uma criança com síndroma de Down é imoral”.

O leitor poderá questionar-se: “¿e que importância tem isso? Ninguém lhes dá atenção!”. Porém, é bom recordar que dois malucos do século XIX tiveram ideias esquisitas e que aparentemente ninguém lhes deu atenção, mas que foram responsáveis morais pela morte de muitas dezenas de milhões de seres humanos: Karl Marx e Nietzsche.

lifeDizer a um condenado a prisão perpétua que ele tem a opção da eutanásia, e dada a situação em que ele se encontra, não é só sugerir-lhe a eutanásia: é induzi-la psicologicamente. Um condenado a prisão perpétua nunca está em uma situação de autêntica liberdade para escolher a eutanásia. Por isso, a sugestão da eutanásia a um condenado a prisão perpétua é uma indução psicológica directa para que ele escolha morrer. No fundo, Peter Singer sugere uma pena-de-morte “à la carte”, que tornaria possível que o sistema jurídico e prisional reintroduzisse a pena-de-morte pela porta do cavalo.

Por outro lado, muitos condenados a prisão perpétua — por exemplo, nos Estados Unidos — saem da prisão após umas dezenas de anos, ou por motivos de saúde, ou por bom comportamento, ou porque estão já muito velhos. Portanto, não é liquido que uma pessoa condenada a prisão perpétua ficará necessariamente toda a vida na prisão.

Na linha de Peter Singer, Richard Dawkins inverte os princípios e os valores da ética: diz ele que quem não aborta uma criança com síndroma de Down, é imoral. Ou seja: quem mata é moral, quem não mata é imoral.

Assim como não se pode provar que Karl Marx e/ou Nietzsche desejaram a morte de dezenas de milhões de pessoas no século XX, também não poderemos provar que Richard Dawkins desejou que o princípio que ele defende hoje seja o esteio de uma futura política eugenista agressiva, que abranja não só as crianças com síndroma de Down, mas que também pretenda eliminar qualquer outra característica humana segundo a moda da época.

“Se a vida não é um continuum, da concepção à morte natural, então segue-se que todos nós somos vítimas potenciais se cairmos na desgraça de não agradarmos à elite que nos controla”John Calvin Thomas

Quarta-feira, 20 Agosto 2014

A lógica do passa-culpas da política portuguesa

Filed under: Política,Portugal — orlando braga @ 6:01 pm

O Passos Coelho a culpar o José Sócrates

Esta gente tem mestrado (alvará de inteligência)

Filed under: acordo ortográfico,Esta gente vota — orlando braga @ 5:14 pm
Tags:

 

“A minha adoção do acordo ortográfico foi inteiramente utilitária. Tinha um limite máximo de 2000 caracteres com espaços para textos que escrevia para um jornal, bem como uma dissertação de mestrado a meio (no início, para ser sincera, e também com limite de caracteres) e, como sou tendencialmente palavrosa e pouco sintética (repararam na redundância?) e sofro sempre a cortar textos, lembrei-me: por que não livrar-me das consoantes mudas para poupar caracteres?”

O acordo ortográfico e eu

"Faz sentido o Nuno morrer para levantar a questão da coadoção"

 

A lobotomia cultural anti-natura continua nos me®dia de Pinto Balsemão.

É uma narrativa comparável à dos fascistas do período temporal anterior à II Guerra Mundial. É a lógica de uma ideia (ideologia): da mesma forma que os fascistas do século XX defendiam a ideia segundo a qual os judeus eram seres natural e ontologicamente inferiores, os novos fascistas defendem a ideia — utilizando a propaganda nos me®dia — de que os homossexuais são seres natural e ontologicamente superiores a ponto de ser legítimo que desafiem as leis da natureza, e tenham privilégios em lugar de direitos.


Entretanto, em Itália:

« La loi de pénalisation de l’homophobie va introduire “pour la première fois depuis la fin du fascisme il y a 70 ans, un crime d’opinion évocateur des temps noirs et troublés, longtemps vaincus et que l’on a cru révolus, des idéologies d’Etat. Des temps où l’Etat identifiait des positions idéologiques qu’il imposait par la force, supprimant tous ceux qui n’étaient pas conformes.” »

Traduzindo:

“A lei da penalização da homofobia vai introduzir “pela primeira vez depois do fim do fascismo de há 70 anos, um crime de opinião que evoca os tempos negros e conturbados, há muito vencidos e que se acreditava estarem resolvidos, das ideologias de Estado. Dos tempos em que o Estado identificava as posições ideológicas que eram impostas à força, suprimindo todas aquelas que não estavam em conformidade.”


Estamos perante um novo fascismo que se entranha na cultura antropológica através da propaganda como, por exemplo, a propaganda política do “Faz sentido o Nuno morrer para levantar a questão da coadoção”. É uma narrativa que apela à emoção — assim como os fascistas do século XX apelavam à emoção da populaça para fazerem valer os seus pontos de vista — no sentido de uma lobotomia geral totalitária.

A coisa está “braba”, no Brasil

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:57 am
Tags: ,

 

Sardoal, Abrantes (Portugal)

Filed under: Portugal — orlando braga @ 8:31 am

 

Sobral Abrantes

Imagem daqui.

Terça-feira, 19 Agosto 2014

Esqueçam o PNR e andem para a frente

Filed under: Política,Portugal — orlando braga @ 5:09 pm

 

Sobre este artigo assinado por António Marquês Bessa, digo o seguinte: esqueçam o PNR.

O PNR não tem condições para ser uma alternativa ao “sistema”, nem sequer pode ser um factor de modificação do sistema. Pelo contrário, o PNR legitima o sistema tornando-se, de certa forma, no “inimigo interno”, à laia do que acontece nos sistemas totalitários: através do conceito de “inimigo interno”, o ditador justifica qualquer enormidade política.

O Poder significa a possibilidade de agir, mas também o exercício de uma autoridade. O exercício de autoridade requer uma história e uma tradição consentâneas com uma certa racionalidade.

¿Querem formar um novo partido político de direita? É boa ideia!. Vejam o exemplo do UKIP (United Kingdom Independent Party), mas esqueçam o PNR. Quanto mais insistem no PNR, mais o sistema se sente confortável.

Adenda: o PRD faliu porque não tinha um ideário político: era uma comissão ad Hoc de refractários do sistema.

¿Quem é que fornece os dados para as estatísticas do Estado? É o Estado!

 

Para os neoliberais, o Estado é fiável quando lhes interessa: quando é conveniente, pode-se confiar no Estado; quando não é conveniente, o Estado é o diabo.

A coisa funciona assim: o Estado fornece estatísticas à OCDE; e depois essas estatísticas são utilizadas, pelos neoliberais assim como pelos marxistas (les bons esprits se rencontrent …) para a guerra ideológica. A diferença é que os marxistas são coerentes: não diabolizam o Estado.

(more…)

A França na iminência de cessação de pagamentos ( Viva o Euro! Vivaaaaaa!!! )

Filed under: Europa — orlando braga @ 12:18 pm
Tags: , ,

 

«L’ex-ministre du Budget Valérie Pécresse (UMP) a estimé aujourd’hui que la France était “en risque de cessation de paiement” si les taux d’intérêt venaient à augmenter.

Sur RTL, la députée et chef de ‘opposition en Ile-de-France a assuré: “les déficits, cette année, vont exploser. Si les taux d’intérêt remontaient, par malchance”, par exemple “parce que la banque fédérale américaine arrêtait sa politique monétaire accommodante, la France se trouverait quasiment en cessation de paiement”.»

La France en risque de cessation de paiement

É possível que vejamos em breve a França numa situação semelhante à de Espanha quando foi intervencionada pelo BCE [Banco Central Europeu]. O problema começou com a Grécia; depois alastrou à Irlanda; a seguir foi Portugal, seguido da Espanha e da Itália. A Bélgica já está com a “corda na garganta”. Agora chegou a vez de França. Os únicos países da zona Euro que (ainda) não têm problemas (mas que actuam politicamente em “concertação étnica”), são a Alemanha, a Holanda e a Finlândia.

E os estúpidos continuam a dizer que “a culpa não é do Euro”!

A psicose do feminismo e da Esquerda

Filed under: Esta gente vota — orlando braga @ 10:44 am
Tags: , , ,

 

Uma das características da Esquerda é a negação da realidade; mas não é apenas uma simples recusa: a Esquerda odeia a realidade porque o mal existe. A Esquerda quer um mundo perfeito, isento de mal. E enquanto existir mal no mundo, a realidade do mundo é objecto de ódio por parte da Esquerda.

Temos aqui um exemplo concreto do que se pretende dizer. A ideóloga feminista espanhola do partido “Podemos”, Beatriz Gimeno, critica os conselhos do Ministério do Interior espanhol em relação às mulheres em geral, para que se evitem as violações:

“Mude de itinerário de vez em quando; feche as janelas da sua casa; não passeie de noite por ruas solitárias, nem só nem acompanhada; antes de estacionar o seu carro, olhe em seu redor para ver se há pessoas suspeitas.”

Beatriz Gimeno compara estes conselhos do Ministério do Interior espanhol aos conselhos que o dito dá aos alvos de terrorismo:

«Aquel que recomendaba a concejales o políticos vascos que miraran los bajos de su coche antes de subirse al mismo, se parece mucho a este otro: “Antes de subir a su vehículo observe su interior. Podría encontrarse algún intruso agazapado en la parte trasera”.»

Verifica-se que, na Esquerda, tudo é reduzido à política pura e dura, incluindo a ética e a moral (e até a arte!). Enquanto que o terrorismo basco (por exemplo) é um problema político (nacionalismo basco), a violação das mulheres é, em primeiro lugar, um problema ético e moral: nem sequer é um problema cultural que possa ser eliminado, porque sempre existiram violações de mulheres em todas as culturas, e ainda hoje existem. Portanto, a comparação entre o terrorismo e a violação de mulheres é absurda; é comparar alhos com bugalhos.

A Esquerda em geral, e o feminismo em particular, não aceita o facto de — em juízo universal — o homem ser fisicamente mais forte do que a mulher. Esse facto é recusado com repugnância pelo feminismo. A ideia da super-mulher, consubstanciada na canção de 1972 “I’m A Woman” de Helen Reddy continua a construir o mito psicótico esquerdista da “super-mulher invencível” fisicamente em relação ao homem.

A ideia segundo a qual é possível construir um mundo perfeito em que nenhuma mulher será violada se caminhar, a altas horas da madrugada, em uma rua recôndita e solitária de uma grande cidade — não é apenas utopia: é doença mental grave, é psicose aguda. Não é apenas a negação do mundo: é  ódio em relação ao mundo. É a “Grande Recusa” do marxismo cultural da Escola de Frankfurt. Essa gente deveria estar internada em um manicómio, e não estar na política activa.

Adenda:

A forma mais eficaz de reduzir — mas nunca eliminar totalmente, porque isso é impossível — as violações de mulheres é adoptando uma mundividência exactamente oposta à do feminismo e à da Esquerda contemporânea libertária, que têm em comum uma visão ultra-individualista do ser humano, baseada no conceito de “autonomia” desprovida de responsabilidade.

A felicidade (a “vida boa”) do sujeito prático (do cidadão concreto) supõe o reconhecimento social da sua dignidade de cidadão, ou seja, a sua capacidade de manifestar publicamente a sua liberdade. Porém, essa capacidade de manifestação pública de liberdade terá que estar sujeita ao critério de “bem comum” (Direito Natural) que pressupõe uma correlação e concepção positiva [a participação na vida pública] e não negativa da liberdade (ver “liberdade negativa”), e por outro lado pressupõe uma ontologia holista e não atomista — ou seja, uma ontologia que não considera o ser humano como uma realidade primeira que seria inteligível independentemente do domínio social.

Ora, o libertarismo de esquerda e o feminismo, por um lado, e o liberalismo de direita, por outro lado, adoptam uma concepção atomista da sociedade (individualismo exacerbado), como se o ser humano fosse uma realidade primeira inteligível independentemente do domínio social.

« Página anteriorPágina seguinte »

The Rubric Theme. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 497 outros seguidores