perspectivas

Quinta-feira, 16 Maio 2013

Muitos portugueses estão encurralados

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:16 pm
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Há muitíssimos portugueses que, nomeadamente, pensam o seguinte:

  • Portugal tem direito à sua soberania que não deve ser alienada a favor da soberania de outros países, nomeadamente da Alemanha que comanda esta União Europeia. Portugal não deve ser transformado numa colónia.
  • Há determinados costumes que advêm da lei natural que não podem ser colocados em causa pelo Direito Positivo, nomeadamente, o direito de uma criança a ter um pai e uma mãe, e a conhecer a sua árvore genealógica e as linhagens de pai e mãe.
  • O aborto livre é um atentado à vida humana e prejudica objectivamente o futuro nacional.
  • A legalização da eutanásia, para além de provocar um mimetismo na cultura antropológica com suicídios em cadeia, vai contra a lei natural.

Acontece que nenhum partido político português representado no parlamento defende simultaneamente todas estas premissas. Por exemplo, tenho notícia de que o CDS/PP dá liberdade de voto aos seus deputados em algumas das áreas supracitadas, nomeadamente no que diz respeito à adopção de crianças por pares de homossexuais.

A esses portugueses, encurralados pelo espectro político existente, não resta outra alternativa senão o voto no PNR (Partido Nacional Renovador) que, por sua vez, terá que “polir” algumas ideias por forma a que consiga representação parlamentar nas próximas eleições legislativas. Note-se que eu nunca votei nesse partido, mas estou seriamente a considerar não só o voto, mas também o apoio neste blogue.

Pelo que vemos, o CDS/PP e o Partido Social Democrata já não se distinguem grande coisa do Partido Socialista. As diferenças são formais, e não de conteúdo.

A legalização do estatuto de filho de pai incógnito

A esquerda portuguesa — e alguns submarinos, como por exemplo Adolfo Mesquita Nunes — pretendem legalizar e normalizar o estatuto de filho de puta.

“O PCP vai votar favoravelmente, na sexta-feira, o projecto do PS sobre co-adopção por “casais” do mesmo sexo e abstém-se face aos diplomas do Bloco de Esquerda e “Os Verdes” sobre adopção por “casais” do mesmo sexo.”

Todos nós devemos estar atentos aos deputados do Partido Social Democrata e do CDS/PP que votarem favoravelmente esta lei.

Em finais da década de 1970, foi criada, por iniciativa da esquerda, uma lei que combatia a existência de crianças com “pai incógnito”. E eu achei muito bem. Hoje, a esquerda pretende que o estatuto de filho da puta passe a ser uma coisa digna e muito linda.

Declaração Universal dos Direitos da Criança

“A criança é registada imediatamente após o nascimento e tem desde o nascimento o direito a um nome, o direito a adquirir uma nacionalidade e, sempre que possível, o direito de conhecer os seus pais e de ser educada por eles.” — artigo 7, § 1

“Os Estados Partes comprometem-se a respeitar o direito da criança e a preservar a sua identidade, incluindo a nacionalidade, o nome e relações familiares, nos termos da lei, sem ingerência ilegal.” — artigo 8, § 1

“No caso de uma criança ser ilegalmente privada de todos os elementos constitutivos da sua identidade ou de alguns deles, os Estados Partes devem assegurar-lhe assistência e protecção adequadas, de forma que a sua identidade seja restabelecida o mais rapidamente possível.” — artigo 8, § 2

Este problema não tem solução

A opinião do cidadão não tem nada a ver com a empresa e/ou com a instituição em que ele trabalha, a não ser que se prove e se demonstre que a opinião expressa, — por exemplo, no FaceBook — pelo cidadão, lesou os interesses dessa empresa e/ou instituição.

Em princípio, o FaceBook não autoriza a publicação de imagens pornográficas, obscenas ou quejandas. Portanto, não faço a mínima ideia que imagens possam ser essas que levaram uma escola privada de Paredes a despedir dois professores. Se não são imagens pornográficas nem obscenas, que imagens podem ser?

Desde que essas imagens não colidam com os interesses da escola de Paredes (que educa crianças), o despedimento dos dois professores deve ser considerado ilegal. E porque o perfil dos professores pode estar disponível para a consulta dos alunos, se as imagens colidem de facto com os interesses (educativos, neste caso) da escola, então esta tem todo o direito de os despedir.

Em Inglaterra aconteceram já muitos casos de cristãos que foram despedidos de empresas e até do Estado por se assumirem, no Facebook, como cristãos e por se manifestarem cépticos em relação ao “casamento” gay. Aqui, o politicamente correcto acha que o processo de despedimento está certo.

Mas quando, por exemplo, uma escola católica americana despediu uma professora porque esta se assumiu publicamente com lésbica, o politicamente correcto já acha mal.

Como escreveu Maria José Nogueira Pinto, “este problema não tem solução”:

“Se a lei [do "casamento" gay] for aprovada, assistiremos a alguns casamentos que, pela sua novidade, serão objecto de uma forte mediatização, mas a questão de fundo fica por resolver. Para ser franca, e tal como está colocado, o problema não tem solução. Porque aquilo que é diferente não pode ser igual. Nem simbolicamente e menos ainda se o símbolo é usurpado.”

Assistimos a duas mundividências (homossexualismo versus religião) que são totalmente incompatíveis entre si. Este problema não tem solução. A única hipótese que resta ao politicamente correcto é proibir a prática da religião e assassinar em massa os cristãos.

Camaradas! Depois da IVG, vamos impor a IVV!

Camaradas!

A razão por que o Bloco de Esquerda apoia a União Europeia é a de que a União Europeia apoia o Bloco de Esquerda. Nós apoiamos quem nos apoia. No caso da IVG (e da IVV), a União Europeia também apoia o Bloco de Esquerda. A União Europeia e o Bloco de Esquerda falam a uma só voz.

good cop bad cop be 242 webNós, no Bloco de Esquerda, depois de termos tido a iniciativa de legalizar a IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez), estamos totalmente de acordo com o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que pretende impor a legalização da IVV (Interrupção Voluntária da Velhice) a todos os países da Europa e do mundo.

Uma pessoa que chega a uma certa idade e já não tem pedalada para uma orgia, deve-se interromper voluntariamente a si mesmo. A interrupção voluntária de si mesmo é um acto de dignidade: só um indivíduo digno dá um tiro na sua cabeça depois de constatar a sua falta de “pica”. A única excepção é o gay passivo, que é sempre digno porque não necessita de “pica”; e a mulher também, porque possui a dignidade óbvia e intrínseca de uma boneca insuflável.

Mas não só. Por exemplo, os benfiquistas têm o direito à IVV, porque já estão carecas de tanto perder as finais das competições europeias de futebol. Por isso, todo o benfiquista com dignidade deveria ter o direito inalienável de solicitar uma IVV gratuita e em hospital público! Não é admissível assistirmos a suicídios clandestinos de benfiquistas em vãos-de-escada, ou na ponte 25 de Abril.

A realidade da interrupção voluntária de si mesmo, por parte de benfiquistas, existe. E se um fenómeno social existe, qualquer que seja, deve ser legalizado. Por isso é necessário legalizar a IVV para que esses benfiquistas, carecas de perder, possam interromper-se voluntariamente a si mesmos com dignidade.

A interrupção voluntária de si mesmo, ou IVV, também é um acto de amor à natureza, porque — tal como a IVG! — impede o aumento do aquecimento global. Nós, no Bloco de Esquerda, aconselhamos a toda a gente a IVV, com excepção dos militantes do Bloco de Esquerda que não podem, infelizmente, praticar a IVV porque somos necessários para aconselhar todos os portugueses nesse sentido. Nós, no Bloco de Esquerda, somos os guardiões da defesa da universalidade da IVG e da IVV.

Conhecemos o futuro! A vitória é certa! A luta continua!

As elites portuguesas defendem o fim de Portugal como país

Filed under: Política — O. Braga @ 12:57 pm
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Miguel Cadilhe disse ontem, num programa de televisão, que é preciso vender o ouro do Banco de Portugal para fazer as reformas do Estado. Isto significaria o abandono definitivo da possibilidade de um dia Portugal voltar a ter uma moeda nacional, porque uma moeda nacional sem algum suporte em ouro — por mais que os keynesianos digam que não — não é minimamente credível.

Ou seja, parece-me que (à excepção de alguns economistas de nomeada, mas de esquerda), os economistas de “direita” vêem com bons olhos a eliminação radical de qualquer possibilidade de um dia Portugal poder vir a ter uma moeda nacional.

Não passaria pela cabeça de François Hollande, por exemplo, vender o ouro nacional francês para pagar a dívida de França; ou pela cabeça de Rajoy vender o ouro nacional espanhol para pagar a dívida de Espanha; etc., etc.. Mas pela cabeça das nossas elites já lhes passa a venda do ouro do Banco de Portugal, porque o que se pretende não é apenas pagar dívidas: o que realmente se pretende é criar as condições de eliminação radical de qualquer possibilidade de Portugal abandonar o Euro, mesmo que isso signifique a extinção de Portugal como país e até como nação.

As elites portuguesas estão vendidas a interesses estrangeiros. E se elas são de “direita”, então eu não sou.

Adenda:

Há que negociar com os credores, em vez de desatar a vender o ouro.
O que essa gente não quer é exactamente negociar com os credores. E porquê? Porque “negociar com os credores”, para a elite, é sinónimo de “afrontar os credores”. Os credores não podem ser afrontados com qualquer tentativa de negociação da dívida.
O crédito é sempre necessário, em maior ou menor grau. O que não é necessário é a submissão canina aos credores. E a nossa elite é uma canzoada vendida a donos estrangeiros.

Quarta-feira, 15 Maio 2013

Se já estamos todos fornicados, então vamos a fundo.

A França entrou oficialmente em recessão. Só falta agora a Angela Merkel e o seu ministro Schäuble dizer que “os franceses são uma raça de preguiçosos”, e que “têm inveja dos alemães”. Hoje é preciso afirmar o óbvio, a ver se as pessoas entendem. Por exemplo: “a França não é Chipre”. Parece óbvio, mas para alguns não é. A partir de agora, e com a recessão francesa, impera o conceito de Deutschland Über Alles.

Enquanto a França entra em recessão, com uma taxa de desemprego de cerca de 11% e com forte tendência a subir, a Alemanha promete a nacionalidade alemã aos melhores jovens cientistas e técnicos oriundos de outros países da União Europeia. A Alemanha já não rouba só na economia (exportando o seu desemprego para todos os países da zona Euro) e nas finanças (destruindo os Bancos na zona Euro que não sejam alemães ou vizinhos da Alemanha): já está a roubar os recursos humanos de outros países da Europa.

(mais…)

Fernando Pessoa: ‘só existem nações, não existe humanidade’

Filed under: Portugal — O. Braga @ 1:29 am
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“A humanidade não existe sociologicamente, não existe perante a civilização.

Considerar a humanidade como um todo é, virtualmente, considerá-la como nação; mas uma nação que deixe de ser nação passa a ser absolutamente o seu próprio meio. Ora um corpo que passa a ser absolutamente do meio onde vive é um corpo morto.

A morte é isso — a absoluta entrega de si próprio ao exterior, a absoluta absorção no que o cerca. Por isso, o humanitarismo e o internacionalismo são conceitos de morte, só cérebros saudosos do inorgânico o podem agradavelmente conceber.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado para que obtenha o que quer: a integração verdadeira no meio a que tende a pertencer. Só existem nações, não existe humanidade.”

— Fernando Pessoa, Obras em Prosa, Textos Filosóficos e Esotéricos

Como a esmagadora maioria dos membros da nossa classe política é internacionalista, talvez seja por aí que devamos começar, integrando-a no meio a que tende a pertencer.

Terça-feira, 14 Maio 2013

A total alienação do Homem moderno

“A liberdade passa a ser concebida em termos de potência e poder [de manipulação da matéria], preâmbulo da era das grandes invenções.”A liberdade é falsa e sinónimo de materialismo

O Homem não “inventou” nada: apenas descobriu o que já existia! — o que existia em potência em relação ao conhecimento do Homem. Por exemplo, a lei da gravidade não foi “inventada” pelo Homem; mesmo que esta lei esteja eventualmente incorrecta, e por isso não se aplique em qualquer ponto do universo, mesmo assim e neste contexto, a hipótese da lei da gravidade, entendida em si mesma e tal qual a concebemos hoje, já existia antes do Homem a descobrir.

O mesmo critério aplica-se a coisas tão comezinhas como, por exemplo, a um automóvel. Os princípios físicos em que se baseia o funcionamento de um motor de um automóvel já existiam antes de o Homem os descobrir. As leis da termodinâmica não foram “inventadas” pelo Homem: em vez disso, foram descobertas. Mesmo que algumas partes das leis da termodinâmica não sejam ainda conhecidas, ou que se desconheçam ainda algumas consequências da existência dessas leis, isso não significa que as leis da termodinâmica tenham sido “inventadas”.

Imaginemos um enorme puzzle, do tamanho do universo. À medida em que o Homem vai juntado as peças do puzzle, vai dizendo que as “inventa”. Mas as peças do puzzle já existiam antes de o Homem as juntar! E à medida em que o Homem vai juntando as peças do enorme puzzle, vai descobrindo partes da verdade do puzzle que já existia antes de o Homem juntar essas peças. Face a isto, o Homem diz que “inventou” a verdade do puzzle!!!

Por vezes acontece que a uma área do puzzle falta uma peça fundamental que o Homem ainda não descobriu. E vem daqui o erro da ciência, porque face a uma área incompleta do puzzle — e porque a ciência não descobriu ainda que essa área está incompleta e que faltam peças do puzzle — assume a incompletude como sendo uma verdade completa. A este fenómeno de erro científico que assume a incompletude como sinónimo de verdade, Thomas Kuhn chamou de paradigma.

“O entendimento cria as suas leis (as leis da natureza), não a partir da natureza, mas impõe-lhe-as.” — Kant, Crítica da Razão Pura.

Essa coisa de dizer que “o Homem inventou as leis da natureza” é uma péssima herança cultural e ideológica de Kant. É uma ideia altamente perniciosa porque nos fecha o horizonte do universo inteiro, transformando o Homem num ser sub-lunar — animaliza o Homem!.

A proposição supracitada de Kant é uma aberração: seria como se eu dissesse que, ao juntar apenas algumas peças do tal puzzle do universo, faltando ainda juntar muitas outras, estaria a impor ao universo o meu puzzle, como se as peças tivessem sido “inventadas” por mim e ainda não existissem antes da minha “invenção”.

Quando observamos o pensamento do Homem moderno, não sabemos se devemos ter piedade ou desprezo por ele.

Passos Coelho e o mundo virado ao contrário

Filed under: A vida custa,Coelhismo,Passos Coelho,Pernalonga — O. Braga @ 4:13 pm
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passos e o mundo virado ao contrario web

 

Passos Coelho deveria dizer assim:

« Precisamos de mais crianças, temos muitos professores. »

Percebem agora por que a diferença entre Francisco Louçã e Passos Coelho é apenas formal?

As melhoras da morte

Filed under: Coelhismo — O. Braga @ 3:48 pm
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Há um fenómeno nos doentes terminais que a ciência não conseguiu ainda explicar: as melhoras da morte. Dias ou horas antes de morrer, muitas vezes os doentes terminais melhoram da sua saúde, chegando mesmo a convencer a sua família de que o doente está a melhorar. Porém, dois ou três dias depois, morre.

Eu tenho uma explicação para isto — porque é melhor ter uma explicação do que não ter nenhuma. Deus dá ao doente terminal a oportunidade de melhorar um pouco a sua saúde para que se possa despedir convenientemente da sua família e dos seus amigos.

Por metáfora, as melhoras da morte também se aplicam ao governo de Passos Coelho. Aquilo que para alguns é “ilusão reaccionária”, são as melhoras da morte: dão sempre a esperança de que “as coisas não são assim”.

A santíssima trindade de Passos Coelho: OCDE, FMI e UE

Filed under: Coelhismo,Passos Coelho,Pernalonga — O. Braga @ 2:27 pm
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Para Passos Coelho, basta invocar a nova santíssima trindade, ou apenas um dos seus membros. E antes de a invocar, há que dizer o que a nova santíssima trindade e os seus membros terão que significar.

Recorre-se, assim, a uma autoridade que transcenda a realidade e que não seja da nossa igualha; mas o problema é que aquilo que essa autoridade diz é aquilo que antecipadamente Passos Coelho pretendia que fosse dito.

O símbolo da nova santíssima trindade tem um representado: a política radical de Passos Coelho e de Vítor Gaspar.

Segunda-feira, 13 Maio 2013

Júlio Machado Vaz no seu melhor

julio machado vaz webChamo à atenção dos leitores para esta intervenção de Júlio Machado Vaz numa rádio pública — portanto, paga com o dinheiro dos contribuintes — acerca do caso da governante italiana Micaela Biancofiore. O libelo acusatório de Júlio Machado Vaz e da sua habitual comparsa politicamente correcta da Antena 1 da RDP resume-se à seguinte parte do áudio:


Se ouvirem o resto da paródia de Júlio Machado Vaz, em nenhum momento da sua intervenção ele rebateu a opinião de Micaela Biancofiore; em vez disso, Júlio Machado Vaz passou todo o tempo em um sistemático ataque ad Hominem em relação à italiana. Imaginemos que eu diria exactamente a mesma coisa: “os homossexuais inventaram a discriminação para criar um gueto em torno da sua comunidade”, ao que Júlio Machado Vaz contra-argumentaria assim:

“Você é fascista, nazi, homófobo, racista, troglodita, palafita, tem o nariz grande o que revela uma semelhança simiesca, tem os pés chatos que não lhe dão planta nenhuma, e por isso, você não tem razão!”

O que me aborrece é o curandeiro gayzista da RDP continue a fazer propaganda ideológica sem direito a contraditório e à custa dos nossos impostos. Isso chateia-me solenemente! Por que é que ele não é convidado pela Rádio Renascença? Consta que esta última também já aderiu ao gueto…

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