perspectivas

Quinta-feira, 11 Setembro 2014

“Partido Democrático Republicano”, de Marinho Pinto

Filed under: Política,Portugal — orlando braga @ 6:33 pm
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Marinho Pinto pretende excluir os monárquicos. Conheço um monárquico que diz que vota no Partido Comunista. E depois Marinho Pinto dirá que “não faz fretes à Direita”.

O Partido Popular Europeu (EPP) apoia a Conchita Chouriço

Filed under: Europa,Tirem-me deste filme — orlando braga @ 6:05 pm
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É esta a Europa que temos: uma cambada de panascas no Poder.

conchita chouriço

Never forget!

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 4:06 pm

 

9-11-f

A Raquel Varela diz que uma empresa pode “produzir riqueza sem lucro”

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 3:25 pm
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“Muitas vezes confunde-se o lucro com a riqueza. Porque o normal é nós produzirmos riqueza. Uma “empresa” tem que produzir e tem que produzir bem, em qualquer sociedade, capitalista ou não capitalista. Agora, não tem que produzir necessariamente lucro. As armas produzem lucro, o tráfico de droga produz lucro, medicamentos que não curam as pessoas também são lucrativos. Portanto, o lucro não tem que ser a medida de eficiência de uma sociedade. A medida de eficiência de uma sociedade deve ser a riqueza.”

Raquel Varela

utopia¿Como é que se pode produzir riqueza sem lucro?! Como é que uma empresa, por exemplo, pode produzir riqueza sem ter lucro? Este é um dos mistérios que a iluminada Raquel Varela não desvenda…

O que pode acontecer é que o lucro seja ilícito — seja juridicamente, seja ética e moralmente. Por exemplo, o tráfico de drogas, para além de ilegal, é imoral; portanto, quem tem lucro com o tráfico de drogas incorre em uma ilegalidade e pratica um acto imoral.

Ou seja, a Raquel Varela incorre em um sofisma, quando confunde “lucro”, por um lado, com “ilegalidade” e “imoralidade”, por outro  lado. Trata-se de uma “confusão” propositada e ideologicamente orientada.

Só se produz riqueza com mais-valia que depois é aplicada na economia.

Posso até concordar com a Raquel Varela no que respeita a uma certa restrição na circulação de capitais — porque se as mais-valias saem do país sem quaisquer restrições, é a própria economia que fica prejudicada. Mas o que me parece absurdo é que se possa “produzir riqueza sem lucro” (sem mais-valia).


De nada vale à Raquel Varela ter licenciaturas, mestrados, doutoramentos, etc., se as crenças dela não se escoram na realidade. Pode tirar todos os doutoramentos do mundo, que nada lhe adianta.

Todos nós temos crenças. Até a ciência se baseia em crenças porque se baseia em postulados, por exemplo: o postulado atomista segundo o qual as reacções químicas são o resultado da associação ou dissociação dos átomos; ou o postulado da Selecção Natural — fazem parte daquilo a que Imre Lakatos chamou de heurística negativa”, que isola um “núcleo duro” de proposições que não estão expostas à falsificação; ou seja, os postulados da ciência são axiomas. Estes axiomas são as crenças da ciência. Thomas Kuhn chegou a afirmar que “a história da ciência é uma sucessão irracional de períodos de racionalidade”.

O que distingue as crenças da ciência, por um lado, das crenças da Raquel Varela acerca da “riqueza sem lucro”, por outro  lado, é que a ciência se baseia em factos (embora a interpretação teórica dos factos possa estar errada em determinado momento), ao passo que as crenças da Raquel Varela se baseiam em uma imaginação utópica que, por isso, não tem qualquer aderência à realidade.

Os dirigentes do Bloco de Esquerda andam a “snifar boé de coca”

Filed under: Europa — orlando braga @ 10:07 am
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“É uma péssima notícia para o povo europeu, porque facilmente se percebe que Carlos Moedas não tem quaisquer pergaminhos na área da educação e ciência”.

Mariana Mortágua, deputada e dirigente do BE

Eu sempre ouvi dizer que existem “povos europeus” (no plural), mas é a primeira vez que ouço falar em “povo europeu”. “Povo europeu” pressupõe a existência de uma nação europeia; e, que eu saiba, não existe uma nação europeia. Nunca existirá!

Anda muito “drunfo” a circular nas cabeças dos dirigentes do Bloco de Esquerda. Se eles conseguem ver na Europa um “povo europeu”, imagine o leitor as doses de cocaína que aquela gente anda a snifar! Trata-se de um caso de polícia.

Quarta-feira, 10 Setembro 2014

O António Piedade Procrustes, e os cérebros da mulher e do homem

 

“É um assunto muito vulgar atribuir ao cérebro capacidades diferentes consoante o sexo. Contudo, e apesar das diferenças anatómicas e hormonais que distinguem o homem da mulher, não se encontrou até hoje nenhuma diferença distintiva na fisiologia e metabolismo do cérebro nos dois sexos. Há uma ligeira diferença de tamanhos mas, como já se disse, o tamanho não implica imediatamente uma função diferente.”

António Piedade Procrustes

O António Piedade nega a realidade. Para ele, “diferença” é sinónimo de “hierarquia”, e por isso — segundo o arquétipo mental do bicho — é necessário que tudo seja igual para que não haja hierarquia.

Para que não hajam diferenças, o António Piedade olha para a realidade e nega-a, mediante um delírio interpretativo. Aquele cérebro nefelibático não consegue perceber que a diferença não é sinónimo de inferioridade ou de superioridade; e aqui é que se constata a incoerência do negaceiro endémico: para ele, tem que ser tudo igual porque, se assim não for, há gente inferior e outra superior. A própria negação das diferenças é uma forma de discriminação ontológica do ser humano.

Estudos científicos recentes revelam que os cérebros de mulheres e de homens são diferentes:

“Scientists now know that sex hormones begin to exert their influence during development of the fetus. A recent study by Israeli researchers that examined male and female brains found distinct differences in the developing fetus at just 26 weeks of pregnancy. The disparities could be seen when using an ultrasound scanner. The corpus callosum — the bridge of nerve tissue that connects the right and left sides of the brain — had a thicker measurement in female fetuses than in male fetuses.

Observations of adult brains show that this area may remain stronger in females. “Females seem to have language functioning in both sides of the brain,” says Martha Bridge Denckla, PhD, a research scientist at Kennedy Krieger Institute.”

How Male and Female Brains Differ


O António Piedade faz lembrar a história de Procrustes:

procrustes07Juntaram-se os cidadãos e instituíram a democracia, e o areópago encarregou um membro da academia, Piedade Procrustes, da investigação empírica da desigualdade entre os cidadãos, com recurso a processos de aferição alegadamente baseados na ciência.

O Piedade Procrustes não se fez rogado e construiu, como instrumento de medição, a sua própria cama.

Depois de ter, com recurso a ela [à cama], esticado e decepado todos os voluntários que se apresentaram para os testes sobre a igualdade da cidadania, de forma a que já todos cabiam nela exactamente, o Piedade Procrustes informou a academia, baseado nos testes realizados, que todos os cidadãos da democracia tinham o mesmo tamanho ― o que significa que, entre outras coisas, as mulheres eram iguais aos homens.

Pensava o Piedade Procrustes que a igualdade perante a lei e a igualdade dos direitos políticos e civis tivessem por base a igualdade dos próprios seres humanos ― e como era um democrata fervoroso, eliminou todas as diferenças.

No entanto, a democracia não supõe igualdade dos homens e mulheres, mas antes ignora a sua desigualdade. A democracia não escamoteia a existência de diferenças de sexo, de origem, de cor, de religião, e de capacidade intelectual ou outras, mas torna as pessoas indiferentes face a elas ― o que faz com que se desligue, a natureza humana, por um lado, e a sociedade, por outro lado.

Precisamente porque a política despreza todas as diferenças naturais, estas podem ser aproveitadas noutras áreas: assim, a família fundamenta-se na diferença entre o homem e a mulher ― e daí o facto das mulheres preferirem contrair matrimónios com homens não constituir qualquer acto de discriminação.

A Inês Pedrosa e os comités de bairro à moda da URSS

 

“Não sei por que razão não se incluem automaticamente todos os registos de nascimento no sistema de protecção de crianças. Parece-me evidente que todas as casas com crianças pequenas – independentemente do seu estatuto sócio-económico — deveriam ser visitadas pela Segurança Social.”

Inês Pedrosa


Cada vez me interessa menos saber quem são as pessoas que escrevem nos me®dia, e que são os arautos da construção paulatina de um totalitarismo suave. Em bom rigor, para mim, a tal Inês Pedrosa não se distingue de uma sopeira da freguesia de Miragaia. Mas a verdade é que ela escreve “coisas”.

Esta gente deveria ser censurada. Com gente deste tipo, deveria haver “lápis azul” — porque não se trata de simples opinião: quando esta gente fala ou escreve, trata-se de um prenúncio de acção política.

Acontecem oito desgraças (8 crianças assassinadas) no país em dois anos; ¿e o que é que aquela cavalgadura sugere para acabar com essas desgraças? O policiamento estatal de todas as famílias portuguesas!, sem excepção.

Os polícias da SS (Segurança Social) — segundo aquela alimária — passariam a entrar pelas casas dos portugueses adentro, seja no seguimento de uma qualquer delação, ou por simples militantismo ideológico à moda dos comités de bairro da antiga URSS. Passaria a existir uma cultura do delator: se alguém não gosta do vizinho, liga para o 112 para denunciar aquilo que provavelmente não existe; e, acto contínuo, teríamos as SS (Segurança Social) a patrulhar a zona sob o comando da Inês Pedrosa.

Depois, a ornejadora bípede continua:

“Sim, caríssimos: os nossos filhos não são propriedade nossa. Não são os pais quem tem direito aos filhos; os filhos é que têm direito a ter pais – ou seja: pessoas responsáveis que saibam cuidar deles.”

Quer ela dizer, azurrando: “os nossos filhos não são propriedade nossa, mas são propriedade do Estado!”.

Esta gente é perigosa e deveria ser proibida de escrever nos me®dia. É gente psicótica, desfasada da realidade — porque uma coisa é as SS (Segurança Social) seguirem casos pontuais de famílias devidamente identificadas (sejam ricas ou pobres), e outra coisa é o Estado passar a patrulhar a propriedade privada e a intimidade dos lares de todos os portugueses.

Segunda-feira, 8 Setembro 2014

Actualmente, “amar” significa “poder”

Filed under: cultura — orlando braga @ 8:34 am
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“Según esta estrategia destructiva, amar consiste en tomar posesión de algo o de alguien, en adueñarnos de lo que está a nuestro alcance para colmar nuestras expectativas o suplir nuestras carencias o saciar nuestros anhelos; e inevitablemente, cuando no conseguimos la reciprocidad, nos sentimos decepcionados, doloridos y maltrechos.”

 

Excelente texto de Juan Manuel de Prada.

A entropia do protestantismo conduz à incompreensão da Bíblia

Filed under: Igreja Católica — orlando braga @ 8:04 am
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“In the Roman Catholic Church, Vatican official have denounced what they refer to as radical feminism. But two official church dogmas proclaimed respectively in 1854 and 1950 involving Mary, the mother of the historical Jesus, strike me as expressing the spirit of radical feminism, albeit on a symbolic level: The Immaculate Conception (1854) and the Assumption of the Blessed Virgin Mary into Heaven (1950). So why aren’t Vatican officials today keeping up with the spirit of radical feminism of these two official church dogmas about Mary?”

Cardinal Mueller and Pope Francis Are Hopeless Misogynists


Este texto longo, escrito por um americano protestante, revela que as culturas protestante e a católica estão de tal forma afastadas entre si que dificilmente se entendem. O texto é longo, e por isso é impossível comentá-lo todo aqui; fico-me apenas pela introdução supracitada.

O dito protestante, que dá pelo nome de Thomas James Farrell, diz que os dogmas católicos da Imaculada Concepção (ou Conceição) e da Assunção de Nossa Senhora, são formas de “feminismo radical”; e, por isso, o dito protestante não entende por que razão a Igreja Católica critica o “feminismo radical” — na medida em que se parte do princípio que ambos os dogmas são, alegadamente, expressão de um “feminismo radical”.

O dogma da Imaculada Concepção de Maria é referido no Novo Testamento: parece que os protestantes necessitam de ler a Bíblia. Portanto, o dogma não é apenas católico: é inerente ao próprio Cristianismo desde a sua origem.

O dogma da Assunção de Nossa Senhora, introduzido pelo Papa Pio XII em 1950, surge no seguimento do reconhecimento oficial, pela Igreja Católica, das aparições de  Nossa Senhora em Fátima em 1917.

É claro que um protestante comum não acredita que a Santa Maria, Mãe de Jesus, tenha aparecido em Fátima aos três pastorinhos. Aliás, os protestantes não aceitam que a Mãe de Jesus seja santa, porque não aceitam o conceito católico de “santidade”.

A partir do momento em que os protestantes não aceitam que a Mãe de Jesus seja santa, Maria passa a ser considerada uma mulher qualquer — o que está em contradição com o estatuto de Maria no Novo Testamento, por um lado, e por outro lado está de acordo com a imagem de Maria que o Alcorão nos dá (“les bons esprits se rencontrent…”).

A entropia ideológica do protestantismo conduz a uma reinterpretação da Bíblia à luz de conceitos estritamente modernos, o que significa que se afasta progressivamente não só das origens do Cristianismo, como se torna cada vez mais difícil um diálogo com o catolicismo autêntico.

Função: Direcção de Operações

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 6:58 am

 

O Papa Francisco, o Vaticano II e a confusão diabólica do clero católico

Filed under: Igreja Católica — orlando braga @ 6:30 am
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Domingo, 7 Setembro 2014

O perigo que representa António Costa em um possível governo socialista

 

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada escreve aqui (e bem!) um artigo acerca da recente supressão dos brasões das antigas possessões ultramarinas na Praça do Império, em Lisboa. O vereador radical da Câmara Municipal de Lisboa responsável por aquele acto de vandalismo político e cultural, faz parte do elenco camarário da cidade de Lisboa liderado por António Costa.

jacobinosTrata-se de um prenúncio do que pode acontecer com um governo de António Costa: a esquerda mais radical entrará em um futuro governo socialista pela “porta do cavalo”; o Bloco de Esquerda terá luz verde para vandalizar Portugal em larga escala, por exemplo, mudando nomes das ruas e de freguesias que tenham uma conotação religiosa, eliminando feriados religiosos, nacionalizando igrejas e transformando-as em museus depois de lhes ter obliterado o nome histórico — em suma, um pouco como o que aconteceu com o jacobinismo da I República.

Talvez as pessoas, em geral, não se tenham dado conta: estamos a viver um prelúdio de um PREC [Processo Revolucionário em Curso] suave, porque ataca a sociedade pela cultura antes de chegar à economia. A esquerda radical chegou à conclusão que não pode actuar na economia sem formatar primeiro a cultura do povo.

A estratégia dos radicais (tolerados por António Costa) já não é a da década de 1970, em que a economia foi nacionalizada mas depois houve uma inversão contra-revolucionária; agora, pretendem lobotomizar o povo, destitui-lo de auto-estima histórica, imbuir na cultura portuguesa um sentimento de culpa em relação à História que paralise a acção da construção do futuro — porque um povo sem passado não tem futuro.

O que António Costa e os jacobinos que o acompanham pretendem é roubar o passado a Portugal, para que, colocados sem perspectiva de futuro, o povo baixe os braços e aceite uma intervenção radical e comunista na economia sem qualquer reacção.

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