perspectivas

Sexta-feira, 25 Julho 2014

A Raquel Varela e o “sionismo”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 4:13 pm
Tags: ,

 

A Esquerda actual — e também a extrema-direita: les bons esprits se rencontrent… —, em vez de falar de “anti-semitismo”, utiliza agora o termo “sionismo”. “Sionismo” passou a ser uma palavra-mestra que implica a exigência de uma ideia-mestra — a “lógica de uma ideia”, parafraseando Hannah Arendt.

“Sionismo” deriva do termo hebraico “Sião” que significa “fortaleza” ou “rocha”, para designar Jerusalém. No século XIX surgiu na Europa um movimento sionista que defendia o retorno dos judeus a Israel — ninguém tem dúvidas de que a Jerusalém histórica é judia. Theodore Herzl (1860 – 1904) desenvolveu um programa político que reclamava direitos de um Estado soberano sobre o território, então sob jurisdição do califado turco. O programa político de Herzl foi apoiado pela famosa Declaração de Balfour de 1917.

Após a II Guerra Mundial e os horrores do Holocausto, a criação de um Estado judaico recebeu o apoio das Nações Unidas e, em 1948, formava-se o Estado de Israel.

Portanto, ¿O que é “sionismo”? O sionismo é um movimento político que defende a existência de um Estado de Israel e encoraja, ainda hoje, os judeus da diáspora a regressarem a Israel.

Para os sionistas — muitos dos quais não são religiosos — esse Estado detém uma grande importância enquanto protector do povo e da cultura judaicos.


A Raquel Varela, a propósito daquilo a que ela chama de “sionismo”, defende a ideia segundo a qual se deve “impedir qualquer concentração de poder” — mas o partido em que ela milita defende a concentração de poder nas mãos de uma elite comunista. Ou seja, segundo a Raquel Varela, a concentração de poder no Partido Comunista é boa; e a dos outros é má.

Por outro lado, a Raquel Varela, na sua qualidade de militante do Partido Comunista, é soberanista quando se trata do Estado de Portugal; mas quando se trata do Estado de Israel, já não é soberanista. Ela é soberanista nuns casos, mas noutros não: tem dias; ou depende da subjectividade dela.

Transcrevo um texto do Reinaldo Azevedo:

“Quando se fala que o Hamas recorre a escudos humanos no confronto com Israel, o que, obviamente, provoca um grande número de mortos, muitos críticos da política israelense contestam o que é uma evidência. Dizem que essa afirmação faz parte da máquina de propaganda de Israel. Será mesmo?

Abaixo, há um vídeo do dia 8 deste mês. Trata-se de uma entrevista que o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, concede à Al-Aqsa TV, que é a televisão do Hamas. Prestem atenção, em especial a partir dos 32s. Traduzo na sequência.”

À Raquel Varela não lhe faz confusão que o Hamas utilize crianças como escudos humanos.

Para ela, isso é normal — faz parte daquilo a que ela chama de “civilização em Gaza”. Ela não se importa que morram crianças porque são utilizadas cobardemente como escudos humanos. Aliás, ela não só não se importa com a morte daquelas crianças, como até defende que devem morrer mais crianças na sua função política de escudos humanos em uma guerra, e em nome da “civilização em Gaza”.

O João Távora, o Zézé Camarinha e o Ricardo Salgado

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 2:57 pm
Tags:

 

O João Távora escreve o seguinte, a respeito do banqueiro Ricardo Salgado:

camarinha“Sei por vários testemunhos pessoais como o banqueiro é uma pessoa de trato fácil, que procura uma proximidade e um contacto directo com as pessoas sem pruridos hierárquicos que, com o dom de uma memória prodigiosa, a todos trata amigavelmente pelo nome próprio.”

O Zézé Camarinha também é “uma pessoa de trato fácil, que procura uma proximidade e um contacto directo com as pessoas sem pruridos hierárquicos” (ele não é esquisito: tanto “marcha” a senhora doutora como a sopeira, desde que ele utilize a língua), “tem o dom de uma memória prodigiosa” (não há nome que lhe escape), “a todas trata amigavelmente pelo nome próprio” (é naquela base: “Beibe! Ai desenrascate iu best!”.

A diferença entre o Ricardo Salgado, por um lado, e o Zézé Camarinha, por outro lado, é que o segundo é inócuo e o primeiro iníquo. E o João Távora não sabe a diferença.

Pinto Balsemão defende o parlamentarismo, mas sem círculos eleitorais uninominais

 

Obviamente. Pretende imitar os ingleses, mas sem a democracia inglesa em que o candidato a deputado de uma circunscrição eleitoral, e por um qualquer partido, anda a bater porta-a-porta, para saber o que os eleitores pensam.

O que o Bilderberger Pinto Balsemão pretende é a reformulação do simulacro de democracia; baralhar as cartas e torná-las a dar, ficando tudo na mesma.

Felizmente, poderemos dizer, um dia destes: Obit anus, abit onus.

Quinta-feira, 24 Julho 2014

O prostíbulo nacional

Filed under: Política,Portugal — orlando braga @ 10:02 pm

 

A política vista assim é um lupanar barato que sai caro devido a uma série de doenças venéreas que por lá predominam e se propagam. Falando em português correcto: a julgar pelo texto, a política portuguesa é uma casa de putas!

Não quero dizer que o que lá está escrito no texto não corresponda à realidade política. O que eu quero dizer é que a realidade política portuguesa parece ser um putedo. E parece que a Banca faz o papel de “Tia” do prostíbulo.

Henri_de_Toulouse-Lautrec

O Novo Anti-semitismo da Esquerda

Filed under: Política,politicamente correcto — orlando braga @ 8:31 pm
Tags: , , ,

 

“La bonne conscience de gauche, habituellement sûre d’elle-même et dominatrice, regarde avec effarement cet objet idéologique imprévu, le nouvel antisémitisme.”

→ Christian Vanneste: “La Gauche ne reconnaît pas son enfant : le Nouvel Antisémitisme”.

Portugal deve ponderar a saída da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa)

Filed under: acordo ortográfico — orlando braga @ 5:38 pm
Tags: , ,

 

«Adriano Moreira, antigo presidente do CDS e especialista em Relações Internacionais, considera “absolutamente inaceitável” a inclusão da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O “regime político” ditatorial, a sua “relação com os direitos do homem” e a fraca presença da língua portuguesa no país configuram um “desvio” à essência da CPLP, diz Adriano Moreira à Renascença.

“A CPLP é um valor tão importante para o futuro português que tudo aquilo que ofenda a essência do pensamento que organizou a CPLP pode prever-se que põe em risco interesses portugueses fundamentais porque muda a natureza da organização”, defende.»

Admitir a Guiné Equatorial na CPLP é “inaceitável”, diz Adriano Moreira


A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa) foi criada essencialmente para unir os países de fala portuguesa e, por isso, para a defesa da língua portuguesa no contexto internacional. Ora, o que acontece é que o Brasil, que apoiou e patrocinou a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, tudo tem feito não só para destruir o padrão culto da língua portuguesa, como tenta destruir os próprios fundamentos da organização quando a afasta dos seus propósitos originais.

Veja o leitor o seguinte quadro: o Brasil ostenta o argumento dos seus “200 milhões” para impôr a entrada da Guiné Equatorial na CPLP — mas contribui tanto como Portugal para a organização. Ou seja, o Brasil quer mandar na CPLP sem pagar mais por isso: é um pouco como o Zé Carioca: entra no baile de costas, fingindo que está saindo.

brasil cplp web

Dentro deste contexto, Portugal deve seriamente ponderar a sua saída da CPLP, ao mesmo tempo que se impõe desde já a revogação do Acordo Ortográfico tupiniquim.

Quarta-feira, 23 Julho 2014

Os buracos mortais da cidade de Gaia socialista

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:39 pm

 

buraco1

buraco2

Pode ser legal, mas não é legítimo que Isabel Moreira seja deputada

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — orlando braga @ 11:21 am

 

Se os portugueses votassem nos candidatos a deputados apresentados à sua área de residência, e não somente no partido político como acontece com o actual sistema eleitoral, provavelmente a Isabel Moreira não teria sido eleita deputada pelo Partido Socialista. E provavelmente o Bloco de Esquerda nunca teria tido o protagonismo político que tem tido nos me®dia.

E por isso é que a chamada “direita” portuguesa nada mais é do que uma extensão da esquerda. O que distingue a esquerda da “direita” são apenas as folhas Excel da economia. Não existe direita em Portugal; até o PNR é socialista.

A direita só surgirá em Portugal quando existirem círculos uninominais para a eleição dos deputados. Ora, é isto que a esquerda cultural (leia-se, Partido Comunista, Bloco de Esquerda, Partido Socialista, Partido Social Democrata e CDS/PP) quer evitar a todo o custo, nem que seja à custa da morte da democracia.

Nuno Crato e a Fernprof

Filed under: Política — orlando braga @ 8:58 am
Tags:

 

Para lidar com insurrectos, só o insurrecto-mor. Estão bem uns para o outro. Falam a mesma linguagem.

Terça-feira, 22 Julho 2014

A deputada socialista Catarina Marcelino no FaceBook

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 11:37 am
Tags:

 

catarina marcelino

Reparem na preocupação com a discriminação entre o feminino e o masculino: “autor/a”. Já que ela se referiu, no plural, a “insultos”, “difamações” e “comentários infames”, poderia ter optado pelo plural geral, “autores”. Mas não é assim: o politicamente correcto faz questão de discriminar ostensivamente os sexos, relegando para segundo plano a qualidade da língua portuguesa.

Segunda-feira, 21 Julho 2014

A que ponto isto chegou !

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 9:48 pm
Tags:

 

antonio jose ferrinhos web

António José Seguro a tocar ferrinhos em Condeixa

O Talmude e os monoteísmos

Filed under: filosofia — orlando braga @ 3:23 pm
Tags: , , ,

 

Ao contrário do que está escrito na Wikipédia tupiniquim, o Mishnah judaico não pertence ao Talmude: O Mishnah, o Midrash e o Talmude são escrituras judaicas distintas entre si.

Um dos “problemas” da Cabala (de origem judaica) é o de se ter afastado radicalmente das fontes das escrituras judaicas Mishnah, Midrash — e principalmente do Talmude: seja o segundo Talmude (alterado e acrescentado a partir do primeiro Talmude) que surgiu depois da destruição do templo de Jerusalém em 70 d.C, seja um Talmude mais antigo que já existia escrito muitos séculos antes do tempo de Jesus Cristo. Vamos chamar a este Talmude mais antigo “primeiro Talmude”.

Na sua educação, e na sua condição de judeu que o era, Jesus Cristo aprendeu desse primeiro Talmude na sua educação enquanto criança.

¿Qual é a súmula ideológica do primeiro Talmude?

Acima foi referido que a Cabala se afastou radicalmente do primeiro Talmude; e por uma principal razão: a Cabala introduziu uma visão religiosa monista no Judaísmo.

No monismo (e também no henoteísmo), o princípio da Unidade (o Uno), é diametralmente diferente do conceito de Unidade do monoteísmo.

No monismo, as formas concretas do divino são plurais, mas o divino-geral — que lhe está subjacente — é Uno. Porém, este divino-geral monista não existe no monoteísmo (neste caso concreto, no Judaísmo). No monoteísmo só existe o divino concreto.

Ou, por outras palavras: o Javé concreto, a “pessoa única” de Javé, possui uma validade universal. Ou, talvez melhor ainda: os monismos chegam à Unidade através da relativização do particular; e os monoteísmos chegam à Unidade através da absolutização e universalização do particular.

Ora, o primeiro Talmude, que é uma escritura base do Judaísmo de depois do exílio, é o suporte ideológico e teórico do monoteísmo judaico. Por isso, de uma forma directa ou indirecta, tanto o Cristianismo como o Islamismo foram beber alguns dos seus fundamentos ao primeiro Talmude.

Conclusão: 1/ O Talmude é antítese da Cabala. O primeiro é a defesa do monoteísmo, ao passo que a Cabala introduz uma mundividência monista no Judaísmo. 2/ Tanto o Cristianismo como o Islamismo, sendo religiões monoteístas, têm alguma base ou fundamento no primeiro Talmude.

« Página anteriorPágina seguinte »

The Rubric Theme. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 488 outros seguidores