perspectivas

Quarta-feira, 12 Junho 2013

Depois da adopção de crianças por pares de invertidos, a lei da eutanásia

Imediatamente a seguir à lei do “casamento” gay e da adopção de crianças por pares de invertidos, o Partido Socialista de François Hollande propõe agora a lei da eutanásia.

Terça-feira, 11 Junho 2013

A realidade é aquilo que nós quisermos

François Hollande declarou que a crise económica na Europa acabou. E se alguém declara que a crise acabou, então a crise acabou. Ponto final. A realidade é aquilo que desejamos. Se olharmos para uma pedra e desejarmos que seja um pau, então, automaticamente, a pedra transforma-se em pau. Os nossos desejos são ordens.

Eric Voegelin chamou a este fenómeno de fé metastática. Por exemplo, através da ideologia de género, basta que François Hollande decrete que não existem diferenças entre os sexos, para que “tomaticamente“, essas diferenças não existam. Fernando Pessoa, num momento de delírio no Livro do Desassossego, escreveu o seguinte:

“A civilização consiste em dar a qualquer coisa um nome que não lhe compete, e depois sonhar sobre o resultado. E realmente o nome falso e o sonho verdadeiro criam uma nova realidade. O objecto torna-se realmente outro, porque o tornámos outro.”

Este é o conceito de “civilização” segundo um Fernando Pessoa delirante, a esquerda e François Hollande. Porém, em um momento mais lúcido e já fora do Livro do Desassossego, Fernando Pessoa escreve:

“A dignidade da inteligência está em reconhecer que é limitada e que o universo está fora dela. Reconhecer, com desgosto próprio ou não, que as leis naturais se não vergam aos nossos desejos, que o mundo existe independentemente da nossa vontade, que o sermos tristes nada prova sobre o estado moral dos astros, ou até do povo que passa pelas nossas janelas: nisto está o vero uso da razão e da dignidade racional da alma.” – Barão de Teive

A política moderna parece ser a alternância entre o Fernando Pessoa delirante e o Fernando Pessoa lúcido, entre o idealismo subjectivista e quase solipsista, por um lado, e um realismo saudável não sendo ingénuo, por outro lado.

Segunda-feira, 10 Junho 2013

Protegido: O Daniel Oliveira e a Igreja “Católica” do arcebispo colorido de Lisboa

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A consequência da adopção de crianças por pares de homossexuais (por Isilda Pegado)

«1 – A Teresinha tinha 6 anos quando a mãe, vítima de cancro da mama, faleceu. Desde o ano de idade que vivia com a mãe, perto dos avós e dos tios maternos. Foram estes a passar mais tempo com ela, durante a doença da mãe. Acima de tudo os primos… de quem tanto gostava, e com quem brincava longas horas…

2 – Durante estes 5 anos teve sempre um relacionamento saudável com o pai. O facto de o pai viver com um companheiro, o Jorge, nunca foi motivo de comentário. Contudo, desde os tempos do divórcio, o pai e os avós maternos ficaram de relações cortadas.

Após o óbito da mãe, a Teresinha foi viver com o pai, e com o Jorge.

3 – Os avós maternos receberam então uma notificação para comparecer em Tribunal onde lhes foi comunicado que a sua “neta” tinha sido co-adoptada pelo companheiro do pai, pelo que deixava de ser sua neta.

Foi-lhes explicado que por efeito da co-adopção os vínculos de filiação biológica cessam. É o regime legal aplicável (art. 1986.º do C.C. – “Pela adopção plena, extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus ascendentes e colaterais naturais”).

Nada podiam fazer. Choraram amargamente a perca desta neta (depois da filha) que definitivamente deixariam de ver e acompanhar.

A Teresinha que tinha perdido a mãe, perdia também os avós, os tios e os primos de quem tanto gostava. Nunca mais pôde brincar com aqueles primos ou fazer viagens com o tio Zé e a tia Sandra que eram tão divertidos. A Teresinha tinha muitas saudades daquelas pessoas que nunca mais vira.

Não percebia porque desapareceu do seu nome o apelido “Passos” (art. 1988º, nº 1 – “O adoptado perde os seus apelidos de origem”).

4 – Um dia perguntou ao pai porque mudara de nome. Foi-lhe dito que agora tinha outra família. Não percebeu e, calou… Na escola, via que os outros meninos tinham uma mãe e um pai, mas ela não.

5 – Quando chegou aos 16 anos de idade foi ao ginecologista, sozinha. Ficou muito embaraçada com as perguntas que lhe foram feitas sobre os seus antecedentes hereditários maternos. Nada sabia. Percebeu que o médico não a podia ajudar na prevenção de varias doenças… Estava confusa. Nada sabia da mãe. Teria morrido? Teria abandonado a filha?

6 – Até que um dia descobriu em casa, na gaveta de uma cómoda, um conjunto de papéis em cuja primeira pagina tinha escrito SENTENÇA. E leu… que «o superior interesse da criança impunha a adopção da menor pelo companheiro do pai, cessando de imediato os vínculos familiares biológicos maternos, nos termos do disposto no art. 1986º do C.C., tal como o apelido materno “Passos” (art. 1988º, nº 1 do C.C.), que será agora substituído por…». Tudo por remissão dos arts. X.º a Y.º da Lei Z/2013.

7 – O que mais a impressionara naquele escrito foi o facto de que quem a escrevia parecia estar contrariado com a decisão que estava a tomar. E, a dado passo escrevia “Na verdade, quando da discussão da lei Z/2013 na Assembleia da Republica o Conselho Superior da Magistratura e a Ordem dos Advogados emitiram parecer desfavorável à solução legislativa que agora se aplica. Porém, “Dura lex sede lex”. A Teresinha não percebeu…

8 – Durante anos procurou a Família materna, em vão… Mas rapidamente consultou os Diários da Assembleia da Republica onde constavam os nomes dos deputados que tinham aprovado aquela lei que lhe tinha roubado os mimos da avó Rosa, as brincadeiras do avô Joaquim… e os primos.

A Teresinha queria voltar ao tempo destes, que são sangue do seu sangue, mas não pode porque esses anos foram-lhe usurpados. Vive numa busca incessante pela sua identidade. Se as outras raparigas da sua idade sabem das doenças que a mãe e o pai tiveram, porque é que ela não pode saber? Porque lhe negam esse direito?

9 – Leu então num livro que “a adopção é uma generosa forma de ajudar crianças a quem faltam os pais e a família natural para lhes dar um projecto de vida. A adopção é sempre subsidiária”. E perguntou:

- “Onde está a minha família que nunca me faltou mas, de mim foi afastada por estatuição (*) legal e decisão judicial?”

A Teresa está muito triste.

10 – O pai e o Jorge entretanto divorciaram-se… e a Teresa é obrigada a ir passar os fins-de-semana a casa do Jorge… porque a Regulação das Responsabilidades Parentais assim o ditou.

11 – Teresinha, nós estamos aqui!»

— por Isilda Pegado

(*) Estatuição: do verbo “estatuir”, que significa decretar, impor.

Sábado, 8 Junho 2013

A epigenética e a adopção de crianças por pares de invertidos

Como escreveu Karl Popper pouco tempo antes de nos deixar, “vivemos num tempo em que o irracionalismo voltou a estar na moda”.

Mas o que Karl Popper não poderia prever é que, no dealbar do século XXI, o irracionalismo passou a ser científico. A comunidade científica vive hoje um raro momento de esquizofrenia em que, por um lado, assume que procura a verdade por intermédio da ciência, mas, por outro lado, apoia a manipulação e corrupção da verdade através da política.

A epigenética consiste no conjunto de mudanças cromossómicas estáveis e transmissíveis ao longo das gerações que não implicam alterações na sequência do ADN.

Na maior parte dos casos, essas mudanças cromossómicas – ou mudanças epigenéticas – são determinadas pelo meio-ambiente onde o ser humano viveu e foi criado; e essas mudanças epigenéticas são transmissíveis às gerações seguintes: podem não aparecer na geração imediatamente seguinte, mas podem ressurgir numa terceira ou quarta geração.

Por exemplo, os maus-tratos na infância de uma pessoa criam marcas epigenéticas que perduram ao longo da sua vida inteira, e essas marcas epigenéticas podem ser transmitidas a gerações descendentes dessa pessoa. As experiências tidas por uma criança – por exemplo, o ser adoptada por um par de invertidos – criam marcas epigenéticas que perdurarão nela e na sua descendência.

(mais…)

Ninguém para para salvar a língua portuguesa?!

“Anda mais um bocado na praia, para para descansar e depois continua em direção ao cais.”

(via)

Del.icio.us :

Terça-feira, 4 Junho 2013

A próxima causa fracturante

A próxima causa fracturante deveria ser a de fracturar a esquerda e esmigalhar-lhe os crânios dirigentes. As cobras só morrem se lhes esmagarem a cabeça.

Salazar foi muito boa pessoa: até lhes ofereceu licenciaturas grátis na prisão. E o resultado está à vista: temos hoje uma elite política que pretende condenar um povo inteiro à prisão do politicamente correcto, mas com trabalhos forçados.

A ideologia de género, a celebração da patologia e a nova tirania

1/ O Direito não serve apenas para corrigir a lei do mais forte; serve também para impedir a lei do mais fraco. Como escreveu Rousseau, “se bastasse ser o mais forte para ter sempre privilégios, não se faria apelo ao direito”. E por analogia, se bastasse ser o “mais fraco” para ter sempre privilégios, então não faria sentido o apelo ao Direito.

2/ Quando o Direito passa a incorporar e a valorizar em si mesmo as subjectividades dos cidadãos, para além de adequar sistematicamente a norma legal ao facto, deixa de existir diferença entre norma moral e norma legal – porque a norma moral depende da consciência de cada um, ao passo que a norma legal é, por sua própria natureza, repressiva (o Direito Positivo é necessariamente repressivo).

Assim, através da incorporação das subjectividades particulares e individuais no Direito, este passa a substituir a moral; e como o Direito é repressivo, instala-se uma moral repressiva na sociedade. E quando existe uma moral repressiva numa sociedade, estamos perante uma tirania, e senão mesmo em um processo de construção de um novo totalitarismo.

O Direito Positivo começou por separar a natureza, por um lado, da norma jurídica, por outro lado; depois passou a separar a moral, da lei; e agora transforma a lei em norma moral, ao mesmo tempo que repudia a lei natural.

3/ a criação de categorias sociais desligadas daquilo que existe – de facto! – na Natureza em termos de determinismo, e baseadas na pura subjectividade individual, em vez de ser uma forma de inclusão social, é antes um meio de exclusão social – porque a inclusão social é um fenómeno essencialmente antropológico e ético, e não legal ou jurídico.

“People who do not identify as male or female have achieved formal legal recognition in Australia for the first time, after the NSW Court of Appeal overturned a ruling that everyone must be listed as a man or a woman with the Registry of Births Deaths and Marriages.


In a landmark decision with major implications for thousands of intersex, androgynous and neuter people across the country, the court on Friday upheld an appeal by Sydney activist ‘Norrie’ against a decision by the Administrative Decisions Tribunal that people must be officially registered as ‘M’ or ‘F’.”

Legal recognition for those who don’t identify as either ‘M’ or ‘F’

Na Austrália, passaram a existir, na lei, “pessoas sem sexo”, alegadamente porque essas pessoas sentem subjectivamente que não pertencem a nenhum sexo.

Segunda-feira, 3 Junho 2013

A igualdade feminina das mamas ao léu

Eu tive um professor de matemática que se dirigiu uma vez a um aluno que entrou na sala de aula com uma camiseta (vulgo T-shirt de basquetebol) sem mangas: “Rua! Não quero aqui invertidos!”. Naquela altura, no tempo do faxismo, tanto homens como mulheres não podiam andar de tronco nu na rua.

Depois veio o progresso. E em nome do progresso, a cidade de Nova Iorque decidiu agora que as mulheres têm o direito à igualdade em relação aos homens – e por isso elas têm o direito de andar na rua com as mamas à mostra .

Se o Bloco de Esquerda sabe disto vai propor uma “lei das mamas ao léu”, na assembleia da república.

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A igualdade das tetas ao léu

O blogue Rerum Natura e a arte

“Dois homens não vêem uma mesa da mesma maneira; mas ambos entendem a palavra “mesa” da mesma maneira. Só querendo visualizar uma coisa é que divergirão; isso, porém, não é a ideia abstracta da mesa.” – Fernando Pessoa, Prosa, Ricardo Reis

Não foi por acaso que o blogue Rerum Natura colocou este postal sobre a arte , a que fiz referência em um verbete anterior . Contradizer um certo niilismo encapotado próprio e característico do blogue Rerum Natura tem-me dado muito trabalho; e diga-se que é preciso alguma paciência e “bagagem” para reduzir ao absurdo as ideias daquele blogue, o que infelizmente a maioria dos leitores dele, não tem.

A mim não me interessa aquilo que Tolstoi pensa sobre a arte; o que me interessa é que eu nunca publicaria, neste blogue, as ideias de Tolstoi sobre a arte sem um contraditório. E o Rerum Natura publica sempre o controverso, o polémico, e mesmo o niilista, sem contraditório.

“O público não é crítico, não pensa espontaneamente. Na escolha do que lê, na própria disposição do bom gosto, é guiado por influências externas.” - Fernando Pessoa, Correspondência


“A única coisa superior que o homem pode conseguir é um disfarce do instinto, ou seja, o domínio do instinto, por meio de instinto reputado superior. Esse instinto é o instinto estético. Toda a verdadeira política e toda a verdadeira vida social superior é uma simples questão de senso estético, ou de bom gosto.” – Fernando Pessoa, Reflexões sobre o Homem, textos de 1926-1928


Nasce o ideal da nossa consciência da imperfeição da vida. Tantos, portanto, serão os ideais possíveis quantos forem os modos por que é possível ter a vida imperfeita. A cada modo de a ter por imperfeita corresponderá, por contraste e semelhança, um conceito de perfeição. É a esse conceito de perfeição que se dá o nome de ideal.

(…)

Assim, todo o corpo é imperfeito porque não é um corpo perfeito; toda a vida é imperfeita porque, durando, não dura sempre; todo o prazer imperfeito porque o envelhece o cansaço; toda a compreensão imperfeita porque, quanto mais se expande, em maiores fronteiras confina com o incompreensível que a cerca. Quem sente desta maneira a imperfeição da vida, quem assim a compara com ela própria, tendo-a por infiel à sua própria natureza, força é que sinta como ideal um conceito de perfeição que se apoie na mesma vida. Este ideal de perfeição é ideal helénico, ou o que pode assim designar-se, por terem sido os gregos antigos quem mais distintivamente o teve, quem, em verdade, o formou, de quem, por certo, ele foi herdado pelas civilizações posteriores.

(…)

É esta inferioridade essencial (da vida) que dá às coisas a imperfeição que elas mostram. Porque é vil e terreno, o corpo morre; não dura o prazer porque é do corpo, e por isso vil, e a essência do que é vil não pode durar; desaparece a juventude porque é um episódio desta vida passageira; murcha a beleza que vemos porque cresce na haste temporal. Só Deus, e a alma, que ele criou e se lhe assemelha, são a perfeição e a verdadeira vida.” – Fernando Pessoa, Textos de Crítica e de Intervenção.


Ora bem. Destas quatro citações de Fernando Pessoa podemos concluir o seguinte:

  • dois homens não vêem uma obra de arte da mesma maneira; mas ambos entendem a palavra “obra de arte” da mesma maneira. Só querendo visualizar uma obra de arte é que divergirão; isso, porém, não é a ideia abstracta de “obra de arte”.
  • o povo não é crítico, por exemplo, em relação à arte; e por isso é que o blogue Rerum Natura age em função de um determinado nível de acrisia natural no povo, tentando manipular consciências e empreender uma lobotomia ideológica aos seus leitores.
  • o sentido estético define uma sociedade superior. E o que é o sentido estético?
  • o sentido estético advém da imperfeição do mundo, e faz parte de um ideal. Por isso é que a estética é inseparável da ética. E assim como os valores da ética são objectivos – os valores da ética existem por si próprios sem necessidade de serem deduzidos de uma qualquer utilidade -, assim os valores da estética são objectivos. Assim como acontece com os valores da ética, os valores da estética tendem a transcender a imperfeição do mundo através do ideal helénico de beleza, e segundo os filósofos gregos que o romantismo alemão (Fichte, Hegel et al) apenas subsumiram nas suas teorias.

Aos autores do blogue Rerum Natura faz falta ler Fernando Pessoa, em vez de promover Tolstoi. “O que é nacional é bom”.

Domingo, 2 Junho 2013

Os desígnios do lóbi político invertido e da teoria de género: dinamitar a ordem biológica

 

lobotomia-satanica-web

Pour les lobbies homosexuels et les promoteurs de la théorie du genre qui font cause commune pour dissocier corps sexué, procréation et orientation sexuelle, la technologie des cellules souches reprogrammées serait l’occasion rêvée de dynamiter l’« ordre biologique » à la base du modèle procréatif classique et d’affranchir la filiation de toute référence à l’altérité sexuelle.

En se servant de l’artifice des cellules iPS – ce qui conduit à détourner l’objet même de cette invention scientifique qui est celui de soigner des malades en évitant le recours à la recherche sur l’embryon -, on aboutirait à ce que la reproduction humaine elle-même devienne en quelque sorte asexuée. Deux femmes ou deux hommes pourraient « se reproduire » génétiquement.

Fabriquer artificiellement un enfant à partir de deux adultes de même sexe via les iPS ne serait finalement que l’aboutissement logique du projet constructiviste du mouvement « homosexuel » et des théoriciens du gender dont le but ultime est de désexualiser radicalement la filiation et d’inventer une humanité nouvelle libérée de « ses conditionnements biologiques ».

- “Homoparentalité” : la piste des cellules souches (ler o resto)

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A lobotomia homossexualista nas escolas públicas do estado americano de Massachusetts

Vemos no vídeo crianças do ensino básico – entre os 6 e os 9 anos de idade – que estão a ser sujeitas a uma sistemática e intensiva propaganda ideológica homossexualista. O que o lóbi político invertido faz, não é promover a aceitação, mas antes é a promoção cultural da normalização e mesmo a celebração do estilo de vida homossexual.

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