perspectivas

Domingo, 16 Fevereiro 2014

José Monir Nasser e o neoliberalismo

 

1/ Soube deste vídeo patrocinado pelo MSM através deste comentário neste outro verbete de que aconselho a leitura. Nesse vídeo, um tal José Monir Nasser diz que “o neoliberalismo é uma espécie de disfarce que o socialismo usa para fazer de conta de que ele não existe mais” (sic). Estamos aqui perante uma inversão revolucionária dos termos da realidade e perante um maniqueísmo político que é característica do movimento revolucionário em geral.

O Neoliberalismo é uma ideologia que coloca a absolutização do subjectivismo ao serviço da economia política.

A proposição: “o neoliberalismo é uma espécie de disfarce que o socialismo usa para fazer de conta de que ele não existe mais”, assemelha-se às definições estalinistas do inimigo externo (recusa total de uma auto-crítica efectiva); o próprio Karl Marx inventou um termo: o de “mistificação”, que mais tarde foi usado e abusado por Lenine e Estaline, e ainda hoje os movimentos comunistas utilizam essa palavra-chave.

Portanto, para o actual libertarismo económico ou neoliberalismo, “o neoliberalismo não existe de facto e é uma mistificação socialista”. A estratégia política de propaganda neoliberal é semelhante à marxista/leninista/estalinista.

2/ qualquer ideologia política tem que partir de uma determinada visão do mundo; e essa visão ou concepção do mundo (mundividência) contém em si mesma valores próprios que enformam uma determinada ética; e esses valores éticos acabam por determinar a forma como a economia e a política são, por sua vez, concebidas.

Por exemplo, as ideias de Karl Marx — a que convencionamos chamar de “marxismo” para resumi-las, sintetizá-las e torná-las inteligíveis no discurso corrente — partem de uma mundividência materialista (materialismo dialéctico), ou seja, os valores (éticos) subsumidos pela teoria económica de Karl Marx têm na sua base uma ética cujos valores negam a realidade da consciência senão como um epifenómeno da matéria. Vemos, portanto, que não é possível separar o marxismo da sua mundividência materialista — ou seja, não é possível separar uma qualquer ideologia ou religião política de determinados valores que enformam a sua mundividência e/ou a sua ética.

3/ vamos resumir: uma qualquer ideologia política, com consequência na economia e na cultura, parte sempre de determinados valores que definem uma mundividência e uma ética. A origem de uma qualquer ideologia política é sempre filosófica (a ética faz parte da filosofia).

4/ chegados aqui, vamos perguntar: ¿será que o neoliberalismo é “uma espécie de disfarce que o socialismo usa para fazer de conta de que ele não existe mais”?

Em primeiro lugar, repare-se que o José Monir Nasser falou (no vídeo) em von Mises, mas não falou de Hayek. E também não falou na escola escocesa do liberalismo de finais século XVIII e princípios do século XIX, o que também é sintoma de uma tentativa de esconder a realidade e de enganar os crédulos.


Pergunta:

¿Qual foi a mundividência — os valores que definem a sua ética — de que partiu Hayek para chegar à sua teoria de economia política?

Resposta:

Hayek baseou a sua mundividência e os seus valores (ética) no cepticismo moral de David Hume e no subjectivismo ético absoluto do Marginalismo.

Basta ler Hayek para constatar aquilo que é uma evidência dos seus fundamentos: David Hume + Marginalismo. O próprio Hayek cita essas duas fontes da sua teoria económica que se transformou em doutrina, e que o José Monir Nasser (e outros que tais) transformou em dogma.


Portanto, já encontramos a mundividência de base daquilo a que convencionamos chamar de “neoliberalismo”: é Hayek, e não von Mises. Aliás, Hayek e von Mises divergiram muito entre si (e estiveram de relações pessoais cortadas), porque as suas mundividências (as suas éticas e os seus valores) eram muito diferentes.

O Neoliberalismo é uma ideologia que coloca a absolutização do subjectivismo ao serviço da economia política. (ver link).

5/ o José Monir Nasser pode enganar os estúpidos, mas não deve fazê-lo.

Domingo, 2 Fevereiro 2014

O Silêncio dos Culpados

 

«Durant ces jours, j’ai pensé amèrement que si les machinations diaboliques des idéologies et des systèmes totalitaires ont été brutalement imposées aux peuples, comme la majeure partie des peuples européens, qui avaient été mûris par des siècles d’une authentique et profonde éducation humaine et chrétienne; que si, malgré cela, les peuples ont subi cette violence, résistant de nombreuses fois dans leur conscience et dans de nombreux autres cas aussi dans l’expression de leur vie culturelle et sociale. Donc, si certains systèmes ont été imposés à l’époque, quelle résistance pourra-t-il y avoir à la dictature qui se prépare?

C’est une dictature des médias de masse, du politiquement et culturellement correct, qui trouve une tradition catholique ignorée par la majorité des jeunes, ignorée parce que la plupart de ceux qui auraient dû leur en parler ne l’ont pas fait d’une manière appropriée; elle trouve une trame de vie sociale extrêmement faible sur le plan personnel, sur le plan de la conscience humaine, sur le plan de la sensibilisation aux valeurs éthiques fondamentales; en somme, elle trouve un peuple qui se désintègre, qui risque de subir une dictature sans même la noblesse de l’opposition.»

La dictature avance. Dans le silence.

o silencio dos culpados web

Terça-feira, 3 Dezembro 2013

¿O que é o “neoliberalismo”?

 

Quando se fala em “neoliberalismo”, geralmente há duas reacções: os que dizem que o conceito de “neoliberalismo” não existe, e os que dizem que o conceito existe, e que o capitalismo é o neoliberalismo (reduzem o capitalismo ao neoliberalismo). A razão por que isto acontece é que o neoliberalismo é um fenómeno relativamente recente, e todos os fenómenos sociais, culturais e económicos recentes são difíceis de categorizar.

A definição de neoliberalismo que eu encontrei é a seguinte:

O neoliberalismo é um estado de ausência (total ou progressiva) de regulação legal da actividade do capitalismo; é a alienação (total ou progressiva) do Estado de Direito e a sua submissão às leis do mercado.

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Domingo, 1 Dezembro 2013

Nicolás Gómez Dávila refuta Hegel em 112 palavras

 

“A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.”

— Nicolás Gómez Dávila

Segunda-feira, 11 Novembro 2013

O tradicionalismo é hoje uma “sopa de pedra” (2)

Filed under: A vida custa,religiões políticas — orlando braga @ 7:52 pm
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António Sardinha assumiu-se como republicano no tempo da monarquia, e depois da implantação da república em 1910, assumiu-se como monárquico. Toda a gente pode errar, mas convenhamos que o erro não é propriamente uma polarização de posições. Mas os ditos "tradicionalistas" não vêem isto e continuam ainda hoje tão românticos quanto o Sardinha foi. Ora, o tradicionalismo é incompatível com o romantismo; aliás, o tradicionalismo é a antítese do romantismo. Se houve uma corrente filosófica (e artística) que destruiu o tradicionalismo, foi o romantismo.

Por definição, um romântico não pode ser tradicionalista. Para os românticos, qualquer adereço serve para enfeitar o seu romantismo: pode servir a monarquia e/ou o tradicionalismo, o marxismo, o nazismo, etc.. Os românticos adoram ver as feras em luta de morte: o pior é quando as grades da jaula se desfazem e as feras saltam cá para fora.

sopa_pedraA tradição não é uma ideologia política. Só os ignaros reduzem a tradição a um determinado sistema político, não se dando conta, eles próprios, que assim contribuem activamente para a erosão da tradição. A tradição é um conjunto de valores que pode não existir em uma situação em que o “rei governa mas não administra”, mas que pode existir em outra situação em “o rei reina mas não governa”. São os valores da tradição que são intemporais, e não a tradição entendida isoladamente e em si mesma. Quem separa a tradição, dos valores, adopta uma qualquer “tradição” adequada e limitada a cada espírito do tempo.

O Rei é um símbolo que tem um representado: a nação; e, por isso, a representação do Rei não pode ser arbitrária como pode ser um signo ou um sinal de trânsito — a não ser que destruam o povo que é a sua representação. E também por isso o Rei não pode ser reduzido a um mero instrumento de governação. Os símbolos são premissas, e não utensílios. O facto de o Rei governar, ou não, é um detalhe, um pormenor.

Quem reduz o símbolo, que é o Rei, à comezinha governança do Deve e do Haver das finanças públicas, compara-o com um qualquer ministro. Quando os tradicionalistas já perderam a noção do "símbolo real", e a tradição transformou-se na expressão de um ego romântico, então a defesa da monarquia passou a ser uma “sopa de pedra” que alberga os mais diversos condimentos ideológicos que de "tradicionalistas" têm nada.

A tentativa de destruição da ética por via do "dilema ético"

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,religiões políticas — orlando braga @ 9:34 am
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Uma das entropias culturais da nossa época é a recusa dos factos objectivos, e a tal ponto que a própria psiquiatria tende a abolir as doenças mentais — o que é um absurdo!: se não existirem doenças mentais, ¿para que serve a psiquiatria?!

A recusa ou negação dos factos objectivos é uma doença mental colectiva da nossa época, uma "psicose colectiva", por assim dizer. Estamos a viver uma época anti-científica que invoca a “ciência” para negar os fundamentos da própria ciência.

Essa psicose colectiva é induzida pelas ideologias políticas — a que Eric Voegelin chamou de “religiões políticas” — que, para além da negação dos factos objectivos, tende a relativizar a ética através de “dilemas” éticos, como por exemplo o “dilema do trólei” de Philipa Foot. É também o caso do “dilema do soldado nazi”, a que o blogue Famílias Portuguesas faz referência aqui:

“Tu és o homem ou a mulher que tem uma arma apontada à cabeça da mulher ou criança judia. Temes que, se não disparares, serás executado. O que é que esperas que seria a tua decisão?”

O dilema ético do “soldado nazi” e o dilema ético do “trólei” de Philipa Foot baseiam-se na validade de um mesmo princípio: o utilitarismo. Portanto, à partida, esse tipo de "análise ética" está enviesado: esses “dilemas éticos” partem de um possível e putativo caso excepcional, para depois generalizar esse eventual e putativo caso imaginado (falácia da generalização e negação do juízo universal), tentando assim colocar em causa qualquer ética que não seja a utilitarista. Imagina-se um caso extremo para depois se tentar extrapolar esse putativo caso no sentido de afirmar a validade exclusiva do utilitarismo.

A intenção destes “dilemas éticos” inventados é o de eliminar qualquer pressão psicológica contra a ética utilitarista. Por outras palavras, estes dilemas éticos servem apenas como “gadgets” retóricos para dissuadir as pessoas de defender determinados princípios éticos que não sejam apenas e só os utilitaristas. Ademais, temos o caso do Padre católico Maximiliano Kolbe que nos deu o exemplo da recusa da ética utilitarista.

Finalmente, a negação do holocausto nazi faz parte dessa psicose colectiva, na medida em que é a recusa de factos objectivos e historicamente documentados (longe de mim pensar que o blogue Famílias Portuguesas participa dessa doença mental!). Se foram assassinados 6 milhões de judeus ou 5 milhões, ou 1 judeu apenas, é tergiversação e delírio interpretativo. É conversa fiada.

Quinta-feira, 7 Novembro 2013

É impossível a um cristão branquear a ideologia nazi

Filed under: religiões políticas — orlando braga @ 8:24 pm
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Alguém que tente branquear (e já nem digo “adoptar”!) a ideologia e o comportamento nazi — como fazem, por exemplo, determinados membros do partido PNR — e o anti-semitismo, não podem ser cristãos. E muito menos católicos. Em todos os seus aspectos, a ideologia nazi, ou outra qualquer sua corruptela, é incompatível com o catolicismo.

Qualquer grupo político que se diga “católico” e, simultaneamente, tente branquear o nazismo, é “lobo com pele de cordeiro”. De "católico" não tem nada!

Domingo, 20 Outubro 2013

Edite Estrela: uma mulher execrável

 

Edite Estrela é a autora de um relatório que pretende transformar em lei, para todos os países da União Europeia:

1/ o aborto como um “direito humano”;

2/ a restrição, ou mesmo proibição, da objecção de consciência em relação ao aborto por parte dos profissionais de saúde;

3/ negação do princípio do papel principal dos pais na educação sexual dos seus filhos (ver § 47 do documento);

4/ e, finalmente, a imposição da “educação sexual” (dentro e fora da escola) segundo os critérios do chamado Standards for Sexuality Education in Europe, que reza assim:

Children aged 0-4 should be informed about: “enjoyment and pleasure when touching one’s own body”, “early childhood masturbation”,different family relationships”, “the right to explore gender identities”, “the right to explore nakedness and the body, to be curious”, etc. and they should develop “curiosity regarding own and others‘ bodies” and “a positive attitude towards different lifestyles”.

Children aged 4-6 should be informed about “enjoyment and pleasure when touching one’s own body”, “early childhood masturbation”, “same-sex relationships”, “sexual feelings (closeness, enjoyment, excitement) as a part of all human feelings”,“different kinds of (family) relationship”, “different concepts of a family”, and should develop “respect” for those different lifestyles and concepts.

Children aged 6-9 should go on learning about “enjoyment and pleasure when touching one’s own body (masturbation/self-stimulation)”, but they also should be informed about “different methods of conception” and “the basic idea of contraception (it is possible to plan and decide about your family)”

Children aged 9-12 should be informed about “first sexual experience”, “orgasm”, “masturbation”, and should learn to “make a conscious decision to have sexual experiences or not” and “use condoms and contraceptives effectively”.

Segunda-feira, 26 Agosto 2013

Sobre António Borges

Filed under: cultura,economia,Globalismo,Política,religiões políticas — orlando braga @ 6:14 am
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Na hora da morte aparecem os encómios dos apaniguados ou o silêncio dos críticos. Eu não conheci António Borges para lhe fazer, enquanto pessoa, encómios ou críticas pessoais. Tudo me leva a crer que António Borges era uma boa pessoa e um bom paterfamilias. Além disso, era adepto do FC Porto, o que só lhe releva o bom gosto. E gostando das cores azul e branco, até se pode supôr que pudesse ser um simpatizante da causa monárquica.

(more…)

Quarta-feira, 7 Agosto 2013

Um aviso à direcção do CDS/PP

1/ Qualquer governo – seja este ou outro – só terá legitimidade para baixar as pensões de reforma – sejam públicas ou privadas – quando o Estado se desmarcar das PPP (Parcerias Público-privadas). O Estado tem duas opções: ou se desmarca das PPP (Parcerias Público-privadas) e deixa-as entregues ao sector privado, ou nacionaliza as PPP (Parcerias Público-privadas).

Enquanto essa demarcação não for feita, qualquer corte nas reformas dos cidadãos contribui para a morte acelerada do regime. O problema, antes de ser económico, é ético e moral.

2/ A privatização dos CTT transforma um monopólio do Estado num monopólio privado. Entre os dois males, é preferível o primeiro.

3/ A ideia segundo a qual “a História chegou ao fim“, e que o fim da História justifica tudo e mais alguma coisa, foi um dos erros políticos do espírito de cada tempo, sempre recorrentes desde Hegel. É impossível prever o futuro.

Sexta-feira, 19 Julho 2013

Os argumentos da adopção gay e a falácia da mediocridade

« O meu vizinho bateu na avó, matou o cão, deu uma coça na mulher, saiu de casa e abandonou o filho? Então, a adopção gay torna-se legítima, porque a criança do meu vizinho estará melhor entregue a um par de gays.

O fulano embebeda-se todos os dias, está desempregado, é pobre, desanca na mulher e maltrata os filhos? Ora aqui está uma boa justificação para a legalização da adopção gay!

A Liliana Melo é pobre, é muçulmana e recusa-se a laquear as trompas de falópio, e tem uma data de filhos? Então, há que retirar os filhos à Liliana Melo para os dar a adoptar por pares de gays. »

Os argumentos a favor da adopção gay assentam na falácia da mediocridade: nivela-se por baixo o comportamento dos pais biológicos para assim se poder justificar o injustificável.


E depois há a tal questão dos “estudos psicológicos”. Quem, no entanto, se deu ao trabalho de verificar esses “estudos” fica abismado com a desonestidade dos ditos “estudos científicos” realizados em contexto de militância política homossexualista – com as seguintes características, a ver:

  • amostragem estranhamente muito estrita;
  • a idade do indivíduos interrogados (infantes);
  • o facto de, na esmagadora maioria dos casos, os “pais” serem os únicos interrogados;
  • o facto de, na maioria dos casos, os “pais” em questão serem membros e militantes políticos de uma organização LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros];
  • o facto de, na maioria desses “estudos científicos”, a comparação ser feita exclusivamente com crianças educadas por uma mãe heterossexual, que vive só ou divorciada;
  • a escolha do método: questionários standard, exclusivamente comportamentalistas (behaviourismo) e funcionalistas;
  • a constante fluidez mantida à volta de palavras-chave (ideológicas): “pais”, “mãe”, “concepção”, etc.
  • o facto de todas as respostas dos estudos irem, sem excepção, no sentido da tese anunciada previamente pelos ditos estudos.

A maioria dos “estudos” americanos tomam em consideração crianças educadas por um pai ou por uma mãe a viver em partenariado homossexual, mas concebidas e nascidas no quadro de um casal heterossexual. Ou seja, esses estudos nada dizem acerca do que aconteceria a uma criança nascida num ambiente à partida homossexualizado, nomeadamente através da procriação medicamente assistida.

Quinta-feira, 11 Julho 2013

François Hollande, Mário Soares, o Partido Socialista e o neocontismo

« Para a esquerda a Igreja Católica pode existir desde que lhe adopte a cartilha. Caso contrário voltam ao espírito mata-frades de Afonso Costa. Mário Soares deu o tiro de partida no ataque ao novo cardeal. Agora é a vez do sector alegrista marcar terreno No mínimo o novo cardeal devia ter excomungado logo ali as alminhas que bateram palmas a Passos e a Cavaco. Palmas só se podem bater a Soares ou a Alegra. Ou já agora aos dois. Da leitura enviesada que fizeram dessas palmas deu conta Balbino Caldeira mas isso não interessa nada. Ou D. Manuel Clemente lhes presta vassalagem e vai a correr a uma lojinha saber o que deve dizer ou voltamos à cruz da igreja reaccionária, atávica etc etc »

Jacobinamente

É importante que os católicos e cristãos em geral compreendam que, com o exemplo paradigmático do regime de François Hollande em França, o chamado “socialismo de rosto humano” desapareceu da Europa e de Portugal. Estamos hoje em presença do retorno, sob outras vestes, do Positivismo de Augusto Comte que é uma religião política imanente. Chamemos a este novo fenómeno político de neocontismo , para não se confundir com o positivismo científico.

A François Hollande só lhe falta mudar o calendário gregoriano: por exemplo, hoje não seria Quinta-feira, 11 de Julho de 2013 d.C. ou Annum Domini, mas antes seria Tridi, 23 de Messidor de 221. E o 25 de Abril de 1974 não seria uma Quinta-feira, mas antes seria renomeado e passaria a ser o dia Quintidi, 5 de Floreal de 182. Estamos em presença de uma espécie de “novo islamismo”, de uma nova teocracia que confunde o Estado com a sociedade civil.

A influência do Partido Socialista francês no Partido Socialista português é total: basta que François Hollande dê um flato para que Mário Soares e o sibarita Tó-Zero lhe assumam o alívio fisiológico. E essa influência total está relacionada com a total subordinação maçónica do GOL (Grande Oriente Lusitano) ao Grande Oriente de França. Ambos os Partidos Socialistas são apenas o epifenómeno do enorme poder maçónico mafioso que controla grande parte dos países da União Europeia.

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