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Domingo, 19 Maio 2013

Manifesto anti classe política

Filed under: Política,Portugal,Ut Edita — O. Braga @ 9:09 am
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  • Recuso-me a viver num país em que a uma mulher pobre, como é por exemplo o caso de Liliana Melo, e apenas por ela ser pobre, a justiça retira-lhe os filhos para adopção; e nesse mesmo país, a classe política concede a adopção de crianças a uma elite de invertidos.
  • Recuso-me a viver num país em que o Estado paga, com o dinheiro dos contribuintes, os abortos que custam ao erário público cerca de 100 milhões de Euros por ano; e nesse mesmo país, um governo dito de “direita” prefere cortar nas pensões dos reformados e aumentar as taxas moderadoras nos hospitais públicos para equilibrar a despesa do Estado.
  • Recuso-me a viver num país em que o infanticídio foi despenalizado, ou seja, em que uma mulher que mata o seu filho recém-nascido não é condenada a pena efectiva de cadeia.
  • Recuso-me a viver num país em que o Estado penaliza fortemente com impostos as famílias numerosas, e os casais com filhos em geral, ao mesmo tempo que alivia de impostos às mães solteiras; e nesse mesmo país, a classe política legalizou e celebrou o “casamento” gay, que por definição, não dá filhos.
  • Recuso-me a viver num país em que o consumo de drogas é despenalizado, e um fumador de tabaco é perseguido politicamente.
  • Recuso-me a viver num país em que os meios de comunicação social privados são detidos por capitalistas, mas os chefes de redacção, nomeados por esses capitalistas, são comunistas e/ou de esquerda.
  • Recuso-me a viver num país em que o dinheiro é o critério único da liberdade.
  • Recuso-me a viver num país em que um homem é obrigado pela justiça a perfilhar uma criança em relação à qual é comprovadamente pai biológico; e nesse mesmo país a classe politica legaliza a adopção de crianças por pares de invertidos, retirando à criança adoptada, o pai ou mãe biológicos e o direito à sua árvore genealógica.
  • Recuso-me a viver num país em que a classe política combate a cultura nacional e ancestral, em favor de uma total desnacionalização e alienação, importando da União Europeia aberrações culturais como a eutanásia “a pedido do cliente” (porque o cliente tem alegadamente uma dor de cabeça, ou coisa do género), o aborto livre, a adopção de crianças por duplas de fanchonos, a legalização das “barriga de aluguer”, ou a procriação medicamente assistida para mulheres irresponsáveis.
  • Recuso-me a viver num país politicamente controlado pela maçonaria.
  • Recuso-me a viver num país em que a classe política tem medo da democracia e do povo, e por isso, tem medo dos mecanismos de democracia directa. E esta recusa, pela classe política, dos mecanismos de democracia directa justifica, por si mesma, a abolição desta democracia representativa por intermédio de um golpe-de-estado.

Ora, neste país, toda a classe política, sem excepção, é responsável. Portanto, há que mudar a classe política na totalidade. A mudança neste país terá que ser radical. A democracia representativa deveria servir para representar o povo e a maioria sociológica, por um lado, e por outro lado deveria servir para garantir o futuro da sociedade. E quando uma classe política não representa o povo e aliena o futuro da sociedade, essa classe política terá que ser destituída e substituída por outra.

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Sexta-feira, 17 Maio 2013

Os olhos do povo não mentem: precisamos de uma Nova Direita

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:47 pm
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Com este verbete, José Ribeiro e Castro reconhece uma coisa muito simples: não existe direita propriamente dita em Portugal.

Não se trata aqui de um postulado ou de uma teoria: antes, trata-se de uma evidência. Qualquer pessoa vê. No entanto, José Ribeiro e Castro parece mostrar perplexidade, fazendo lembrar a frase de Groucho Marx: “acreditas naquilo que eu te digo, ou naquilo que os teus olhos mentirosos vêem?!”

Eu estou convencido de que a maioria das pessoas que votou no Partido Socialista não concorda com a lei da adopção dos fanchonos; e que muita gente que votou no Partido Comunista também não. Mas a lei foi aprovada com a aquiescência da direcção do Partido Social Democrata e do CDS/PP. Por isso, precisamos de uma Nova Direita.

1/ Essa nova direita deverá ser uma direita conservadora que esteja preparada para anunciar publicamente que vai reverter e/ou anular algumas leis da esquerda — esquerda que é composta também pelo Partido Social Democrata. O Partido Social Democrata terá que ser considerado ora um partido neoliberal (Passos Coelho), ora um partido marxista cultural (Durão Barroso), conforme as lideranças de conjuntura.

Por exemplo, o aborto gratuito e pago pelo Estado tem que acabar. Quem aborta que pague o seu aborto. O povo não está para pagar as “phodas” (*) onanistas de uma cambada de irresponsáveis. A adopção de crianças por pares de fanchonos é um exemplo de outra lei que deve ser anulada e revertida.

2/ a nova direita não deve ser contra o capitalismo. Pelo contrário, a nova direita deve ser totalmente a favor do capitalismo e da iniciativa privada (baixando impostos e privilegiando o capitalista português) embora submetido ao Estado de Direito — e não esta rebaldaria a que assistimos, em que um banqueiro qualquer manda no primeiro-ministro. Vejam o exemplo da nova direita na Hungria.

3/ a nova direita não deve ser a favor de um federalismo europeu, a não ser que aconteça uma autêntica revolução no desenho das instituições europeias. A nova direita deve estar preparada para a saída de Portugal do Euro, ou para a implosão do Euro.

(*) Ainda sou do tempo anterior ao Acordo Ortográfico, e em que phoda se escrevia com PH.

Quinta-feira, 16 Maio 2013

Muitos portugueses estão encurralados

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:16 pm
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Há muitíssimos portugueses que, nomeadamente, pensam o seguinte:

  • Portugal tem direito à sua soberania que não deve ser alienada a favor da soberania de outros países, nomeadamente da Alemanha que comanda esta União Europeia. Portugal não deve ser transformado numa colónia.
  • Há determinados costumes que advêm da lei natural que não podem ser colocados em causa pelo Direito Positivo, nomeadamente, o direito de uma criança a ter um pai e uma mãe, e a conhecer a sua árvore genealógica e as linhagens de pai e mãe.
  • O aborto livre é um atentado à vida humana e prejudica objectivamente o futuro nacional.
  • A legalização da eutanásia, para além de provocar um mimetismo na cultura antropológica com suicídios em cadeia, vai contra a lei natural.

Acontece que nenhum partido político português representado no parlamento defende simultaneamente todas estas premissas. Por exemplo, tenho notícia de que o CDS/PP dá liberdade de voto aos seus deputados em algumas das áreas supracitadas, nomeadamente no que diz respeito à adopção de crianças por pares de homossexuais.

A esses portugueses, encurralados pelo espectro político existente, não resta outra alternativa senão o voto no PNR (Partido Nacional Renovador) que, por sua vez, terá que “polir” algumas ideias por forma a que consiga representação parlamentar nas próximas eleições legislativas. Note-se que eu nunca votei nesse partido, mas estou seriamente a considerar não só o voto, mas também o apoio neste blogue.

Pelo que vemos, o CDS/PP e o Partido Social Democrata já não se distinguem grande coisa do Partido Socialista. As diferenças são formais, e não de conteúdo.

Quarta-feira, 15 Maio 2013

Fernando Pessoa: ‘só existem nações, não existe humanidade’

Filed under: Portugal — O. Braga @ 1:29 am
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“A humanidade não existe sociologicamente, não existe perante a civilização.

Considerar a humanidade como um todo é, virtualmente, considerá-la como nação; mas uma nação que deixe de ser nação passa a ser absolutamente o seu próprio meio. Ora um corpo que passa a ser absolutamente do meio onde vive é um corpo morto.

A morte é isso — a absoluta entrega de si próprio ao exterior, a absoluta absorção no que o cerca. Por isso, o humanitarismo e o internacionalismo são conceitos de morte, só cérebros saudosos do inorgânico o podem agradavelmente conceber.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado para que obtenha o que quer: a integração verdadeira no meio a que tende a pertencer. Só existem nações, não existe humanidade.”

— Fernando Pessoa, Obras em Prosa, Textos Filosóficos e Esotéricos

Como a esmagadora maioria dos membros da nossa classe política é internacionalista, talvez seja por aí que devamos começar, integrando-a no meio a que tende a pertencer.

Segunda-feira, 13 Maio 2013

Grécia e Portugal: no Euro, o crime compensa

greece-gdp-per-capita

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Nota: os dados abaixo referem-se ao PIB per capita em US Dollars com ajustamento da inflação. O termo “preços constantes” refere-se à avaliação de preços reais durante o período de 2004 a 2012. (fonte: aqui e aqui)

Se repararmos nestes gráficos, concluímos o seguinte:

grecia portugal pib per capita 650 web

 

1/ O ganho real do PIB per capita português entre finais de 2012 e 2004, foi de 1,38%. Se fizermos a análise de ganhos reais entre 2012 e 1999 (ano de entrada de Portugal no Euro), os ganhos são negativos, o que significa que os portugueses perderam poder de compra real com a entrada no Euro.

2/ Mesmo com as aldrabices gregas, no final de 2012 os gregos tinham ainda um ganho real de PIB per capita de quase mais 10% em relação ao português. O crime compensa.

3/ As actuais medidas do governo de Passos Coelho de mais impostos sobre os reformados vai fazer com que o fosso entre o actual nível de vida dos gregos e dos portugueses se acentue. Porém, todo o mundo fala na desgraça grega, mas ninguém fala da portuguesa. E por quê? Porque temos um governo bovinotécnico cuja função é tornar invisível, a nível internacional, a miséria portuguesa..

4/ repare-se na coluna F da folha de Excel: a diferença real entre o nível de vida grego e o português chegou a ser de 23,5% em 2008! Mesmo assim, em 2012 foi de 9,47%.

Quinta-feira, 9 Maio 2013

O Partido Socialista quer ‘meter só a cabecinha’

Lembram-se a cantiga do Quim Barreiros, “Deixa-me meter a cabecinha?” O Partido Socialista de António José Seguro está igual:

Não significa que todos os casais constituídos por pessoas do mesmo sexo possam vir a poder adoptar crianças. Significa apenas “acautelar o futuro, o bem-estar e a segurança” das crianças que “já vivem os seus dias em famílias homoparentais”. Como? O membro do casal que não é pai deve ter a possibilidade de adoptar o filho do seu companheiro. A proposta é do PS. Na próxima semana o Parlamento debate o tema.” — Adopção por pares gay volta ao Parlamento, advogados defendem chumbo

Entretanto, Marinho Pinto e com razão recusa adopção por famílias onde “um homem faz de mãe e uma mulher faz de pai”. Mas isto é tão básico que até um animal, como por exemplo António José Seguro, deveria ver. Mas ele não vê, o que o relega para a condição vegetal.

O Partido Socialista quer resolver alguns problemas pessoais de alguns deputados que não deveriam estar na bancada socialista em função da sua ideologia.

Enquanto o Partido Socialista não recambiar a Isabel Moreira para o Bloco de Esquerda de onde não deveria nunca ter saído, não se safa. Pode até ganhar as autárquicas como sinal de protesto do povo contra Passos Coelho; mas nunca conseguirá uma maioria absoluta no parlamento enquanto patrocinar as políticas esdrúxulas e psicóticas do Bloco de Esquerda.

Chegamos a um ponto em que se torna legítima uma intervenção militar

O título deste verbete parece absurdo; por enquanto. Mas por alguma razão este governo anda preocupadíssimo com o controlo dos militares, e muito activo no desmantelamento da organização militar.
¿E por que razão o título do verbete não é tão absurdo quanto possa parecer à primeira vista? Porque temos um presidente da república senil e um governo déspota coordenado por psicopatas sociais. Portanto, a situação política nacional já está, por si mesma, fora de controlo, e uma intervenção militar apenas reporia alguma ordem no sistema.

Um exemplo de como funciona negativamente a conjunção de um presidente da república senil e um primeiro-ministro psicopata é a lei da mobilidade dos funcionários públicos, que vai despedir entre 50 mil e 100 mil funcionários públicos sem direito a subsídio de desemprego. Este é apenas um exemplo!, porque existem muitos mais.

Quarta-feira, 8 Maio 2013

O elefante no meio do salão da política portuguesa

Nós podemos conhecer de duas maneiras: ou através da (nossa) experiência, ou através da autoridade de outrem. E é na autoridade que começa o problema, porque é-me muito difícil conceder autoridade a um ser ontologicamente semelhante ou idêntico a mim próprio. Por isso, ou a autoridade se baseia numa intersubjectividade (por exemplo, as publicações da comunidade científica) que, por sua vez, se baseia, à falta de demonstração empírica, pelo menos em inferências acerca da verdade defendida por essa autoridade; ou a autoridade é dogmática e não merece grande crédito.

Um exemplo do que se quer dizer é a teoria do Big Bang. É impossível verificar e muito menos confirmar empiricamente a existência do fenómeno do Big Bang: teríamos que meter o universo inteiro (desde o seu início) dentro de um laboratório. Mas o Big Bang não é apenas postulado, mas antes é uma teoria elaborada por inferências: pelo menos duas inferências: a do efeito de Doppler constatado por Hubble, e através da verificação da radiação de base (Penzias e Wilson, década de 1960).

A política só é uma “ciência” na medida em que se aplica este mesmo princípio do conhecimento: ou constatamos factos por nossa própria experiência, ou teremos que acreditar numa autoridade escorada numa intersubjectividade que se baseia, ou na dedução, ou na inferência. O problema da nossa política — como acontece também com uma parte substancial da classe científica — é o de que a autoridade dominante é dogmática, porque se recusa a colocar em causa ou a questionar-se acerca de determinados princípios sobre os quais se construiu todo o edifício político actual.

À esquerda, ouço falar em “alternativa ao governo”. À direita, ouço dizer que “depois de nós, o caos”. Mas ninguém fala no Euro. O Euro é um enorme elefante no meio do salão da política portuguesa.

elefante na sala 500 web

Paul Krugman, o Euro, e a austeridade

Filed under: economia,Portugal — O. Braga @ 10:46 am
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“Two points: First, for euro area countries that must rely on internal devaluation, real depreciations on this scale would be inconceivable, requiring devastating deflation. Second, the whole advanced world is in a liquidity trap these days – and we can’t all massively devalue against each other.

So invoking cases like these as if they have something to do with the fiscal policy debate is either ignorant, disingenuous, or both.” (Paul Krugman, Exchange Rates and Austerity )

Paul Krugman chama à atenção da direita Goldman Sachs para o facto de os países do Euro intervencionados pelas Troikas (e não só, porque a Eslovénia é o cliente que se segue, a Bélgica anda lá próxima, e um dia destes vamos ter a França com problemas também) não podem desvalorizar as moedas porque pertencem ao Euro, e o Euro é controlado pela Alemanha a quem não lhe interessa a desvalorização.

Krugman dá exemplos de dois países que tiveram crises financeiras: a Coreia do Sul, em finais da década de 1990, e a Islândia, depois de 2008. Na medida em que estes dois países puderam desvalorizar as suas respectivas moedas, saíram rapidamente da crise (a Islândia já tem a sua economia a crescer). No caso de Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia, Chipre, e outros que virão, a solução que é imposta é uma deflação e a destruição da economia e de postos de trabalho.

Em suma: a austeridade em Portugal dentro do Euro forte e controlado pela Alemanha, destrói em vez de reconstruir. Não há como sair disto.

Terça-feira, 7 Maio 2013

Capela S. João Baptista da Barra — Ílhavo-Aveiro

Filed under: Fotografia,Portugal — O. Braga @ 7:47 pm
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Imagem daqui

Sábado, 4 Maio 2013

Não tenham medo! Se Portugal sair do Euro não acaba a Internet

Filed under: Portugal — O. Braga @ 6:50 pm
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Nem acabam os telemóveis. Os automóveis também vão continuar a existir. Portugal não vai acabar. Não se preocupem, porque a economia irá então voltar a crescer.

“A minha sugestão é que as dívidas, nomeadamente as do crédito a habitação, mantenham o seu contra-valor em euros, mas que a diferença resultante da desvalorização seja assumida pelo Estado, que ele substitua o devedor nessa parte, financiando-se o Estado através de empréstimos do Banco de Portugal. “

João Ferreira do Amaral: “Só há duas hipóteses, sair do euro a bem ou a mal”

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Quinta-feira, 2 Maio 2013

Manuela Ferreira Leite na TVI24

Filed under: Portugal — O. Braga @ 11:14 pm
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Manuela Ferreira Leite Manuela Ferreira Leite - Olhar png 200 web.png diz o que pensa, doa a quem doer, e eu aprecio essa característica. Manuela Ferreira Leite não está à venda nem se compra; não está a soldo da estranja por um prato de lentilhas ou por promessas de um “tacho” num areópago qualquer da União Europeia. É sempre bom saber que ainda há pessoas deste calibre, neste país; ficamos melhor da alma; sentimos algum conforto que nos faz tanta falta…!

Acabei de ouvir Manuela Ferreira Leite na TVI24, como sempre às quintas-feiras, pelas 22:30. Vale a pena ouvi-la.

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