perspectivas

Terça-feira, 2 Abril 2013

O abandono de Dias Ferreira do programa “Dia Seguinte” e o assalto do Benfica à comunicação social

Filed under: Futebol,me®dia — O. Braga @ 10:26 am
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O canal de televisão mais imparcial, em termos clubísticos, é hoje a TVI. Não digo que seja totalmente imparcial, mas é seguramente o mais imparcial. Na TVI, o Benfica tem os mesmos direitos que o Sporting ou o Porto — o que não acontece nem na RTP, nem na SIC, onde o Benfica tem um tratamento especial quando comparado com os dos outros dois clubes.

No caso da RTP, a influência do “benfiquista de Paredes” (Carlos Daniel) é evidente; só não vê quem não quer. Por exemplo, foi o “benfiquista de Paredes” que mexeu os cordelinhos para que João Gobern fosse recuperado da sua desgraça e transitasse de um programa da RTP para outro, e à custa de uma punhalada nas costas a Júlio Machado Vaz. O “benfiquista de Paredes” exige um “paineleiro” benfiquista mal-educado e agressivo — e Júlio Machado Vaz era muito educado.

Nos programas da RTP sobre futebol, todos os jornalistas ou pivôs são benfiquistas.

Uma situação idêntica passa-se na SIC e no programa “O Dia Seguinte”. Salta aos olhos que o pivô Paulo Garcia é um benfiquista “doente” que não consegue esconder, na pantalha, o seu clubismo. O tratamento que Paulo Garcia dá ao benfiquista Rui Gomes da Silva é manifestamente discriminatório em relação a Dias Ferreira e a Guilherme Aguiar. A Rui Gomes da Silva é-lhe permitido, por Paulo Garcia, ser mal educado e agressivo — o que já não é permitido aos outros dois intervenientes do programa.

O que estamos a ver todos é um assalto escandaloso do Benfica à comunicação social. Hoje, a RTP e a SIC são meras extensões do Canal Benfica. Os próprios debates são à partida enviesados, não só na forma como os temas são tratados, mas também na discriminação positiva de que os comentadores benfiquistas são objecto.

Não seria má ideia que Guilherme Aguiar secundasse Dias Ferreira e anunciasse o seu abandono do programa da SIC. “Dos fracos não reza a História”, e Dias Ferreira já fez história.

Segunda-feira, 1 Abril 2013

A rudeza da linguagem dos extremistas católicos contra o aborto

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica,me®dia — O. Braga @ 9:08 am

Mário Soares proferiu um dia aquela célebre frase: “todos temos o direito à indignação”. Mas a verdade é que nem todos. Parece que há uns que têm mais direito à indignação do que outros. Quando o Padre Nuno Serras Pereira exprimiu publicamente o seu direito à indignação contra a mentalidade abortista, foi apodado de extremista não só pelos me®dia mas também por alguns clérigos que ostentam um anel brasonado.

goodbye good men webHá dias falei da morte de Lawrence Auster e esqueci-me de referir que, no leito de morte, ele aceitou os sacramentos católicos e converteu-se ao catolicismo. Vindo de um judeu de nascimento, que em adulto adoptou o Cristianismo da Igreja Episcopal americana, e que anos mais tarde renunciou por esta aceitar celebrar o “casamento” gay, Lawrence Auster confidenciou meses antes da sua morte que a única religião que hoje resiste ao relativismo ético e moral é o catolicismo. E até esta resistência ao relativismo, um certo clero católico pretende destruir.

Hoje, em Portugal e em grande parte da União Europeia, há uma lista de livros proibidos pelo laicismo organizado, que conta com a cobertura política de um certo clero que se alcandorou na hierarquia à custa da corrupção nos seminários desde a década de 1950. Dessa lista proibida faz parte o livro “Goodbye, Good Men”, de Michael S. Rose, que pode ser gratuitamente descarregado aqui, embora em língua inglesa. O concílio do VII apenas assumiu em modus ponens a corrupção dos seminários católicos. Alguns dos mais altos sátrapas da Igreja Católica portuguesa são subprodutos dessa corrupção seminal. “O rei vai nu”.

Por isso, quando algum católico se manifesta publicamente contra o aborto, o politicamente correcto laicista considera-o um “extremista radical reaccionário”, e esses sátrapas da sacristia secundam-no por palavras ou por omissões. Defender a vida humana é hoje algo de radical, o que é, de facto, verdade. Como escreveu G. K. Chesterton, ser católico é ser algo de novo que desvela uma revolta:

” Seria bastante estranho que os homens modernos aceitassem o Catolicismo como uma novidade; mas é uma novidade. Hoje em dia, as pessoas andam tão longe do Catolicismo, que o Catolicismo se transformou numa “revolta”, algo tão radicalmente distinto de tudo o resto que nos diz respeito, algo muito recente, muito novo.” — G. K. Chesterton, “Catholic Church and Conversion”, 1927

Se vivesse hoje, Chesterton seria considerado, pela satrapia politicamente correcta, um radical extremista perigoso.

Sábado, 30 Março 2013

A mitificação dos me®dia transforma-se em ridículo e pode ser perigosa

«The new Holy Father, after paying his hotel bill the day of his election to “give an example to priests,” has decided to submit an application to work the midnight shift at the McDonald’s on Via Del Corso in order to “make a few extra clams” to give to the poor.»

via Pope Francis takes a job at McDonald’s as charity to the poor.

Um jornal do Gana publica uma “notícia” segundo a qual o Papa Francisco I, depois de ter pago pessoalmente a sua conta de hotel logo a seguir à sua eleição, dirigiu-se a uma loja da cadeia McDonald’s onde apresentou o seu CV no intuito de arranjar um emprego em tempo parcial para ganhar algum dinheiro para ajudar os pobres. Não se trata de piada: o jornal do Gana levou mesmo a sério uma outra “notícia” de paródia anti-católica de um outro site.

Segunda-feira, 25 Março 2013

A Primavera Francesa

O exemplo que nos vem de França, em que por duas vezes este ano se juntaram em Paris mais de um milhão de manifestantes contra o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de homossexuais, aconselha-nos a não votar nunca no Partido Socialista.

primavera francesa gas lacrimogenio webA repressão da polícia maçónica e socialista de François Hollande sobre os manifestantes foi brutal, atingindo inclusive crianças que acompanhavam os seus pais na manifestação. As imagens da Manif da Primavera francesa podem ser vistas aqui.

O povo francês, altamente politizado, revolta-se contra as engenharias sociais maçónicas que o Partido Socialista francês de François Hollande protagoniza. Entretanto, em Portugal e que eu saiba, a Primavera Francesa não passa nas televisões e nos me®dia em geral. A comunicação social portuguesa entrou numa espécie de auto-censura imposta pela maçonaria portuguesa e pelas forças organizadas do pensamento único.

A maçonaria já perdeu a batalha da História. Quaisquer que sejam os meios para-totalitários e de repressão brutal de que a maçonaria se sirva hoje para impor coercivamente a sua mundividência revolucionária aos povos da Europa e do mundo, já ficou bem patente que o pêndulo da História tende a encontrar um equilíbrio, e que esse equilíbrio passa pela neutralização da mente revolucionária e, por isso, pela neutralização cultural, social e política, da maçonaria.

Podem os maçons e os seus sequazes políticos continuar a reprimir, a agredir, a proibir, a ocultar a realidade aos povos, a enviesar as evidências, a inquirir, a censurar. De nada lhes adiantará. E o pior pode estar para vir, porque a violência maçónica irá inexoravelmente ser causa de uma violência inédita contra aqueles que agora se servem da força bruta do Estado para impôr uma visão elitista e gnóstica da realidade.

Hoje, é o próprio Rousseau que clama contra a maçonaria: “Um direito digno desse nome não prescreve quando a força bruta do Estado acaba”. E se os ideais maçónicos precisam da força bruta do Estado para se imporem à sociedade, então parece ser evidente que a maçonaria tem os seus dias contados.

Crianças francesas vítimas do gás lacrimogéneo da polícia maçónica

Crianças vítimas do gás lacrimogéneo da polícia maçónica

Sexta-feira, 15 Março 2013

Os guerrilheiros marxistas de outrora são hoje os jornalistas

“Se obervarmos, por exemplo, a mudança de opinião que vem ocorrendo na sociedade, em relação a comportamentos que antes eram tidos universalmente como reprováveis, como é o caso do homossexualismo, do divórcio, do aborto etc., é difícil acreditar que tais mudanças aconteceram espontaneamente, e não como reacções provocadas por um meticuloso trabalho de engenharia social.”

via Mídia Sem Máscara – Espontaneidade fabricada.

Eu, que vivi (adolescente) o fenómeno da revolução marxista-maoísta em Moçambique da segunda metade da década de 1970, sou de opinião de que o que se está a passar hoje na Europa e no Ocidente é uma revolução marxista em que as Kalachnikov foram substituídas pela acção dos me®dia. Os meios de comunicação social desempenham hoje o papel dos guerrilheiros que, naquela época, obrigavam, pela ponta da baioneta, toda a gente a levantar o braço e com o punho cerrado, gritando vivas à revolução.

A revolução marxista é hoje o pensamento único politicamente correcto.

Os guerrilheiros revolucionários marxistas-maoístas, em Moçambique, faziam rusgas discricionárias em locais públicos e privados. Ninguém estava seguro na intimidade do seu lar: a qualquer momento poderia entrar pela sua casa adentro uma rusga dos guerrilheiros com intuito de revistar e intimidar os alegados “relapsos da revolução”. Os me®dia actuais desempenham uma função e um papel semelhantes, embora sem a Kalachnikov: utilizam a infâmia, o insulto, a mentira dissimulada em meias-verdades, a desinformação, a pseudo-informação, a sub-informação, e beneficiam do apoio explícito ou implícito das elites políticas e judiciais. A lei em vigor, por um lado, e por outro lado a maior parte dos juízes, dão cobertura à acção dos me®dia: são raros os processos em que jornalistas são condenados por difamação ou prevaricação.

Os guerrilheiros marxistas são hoje jornalistas.

Qualquer pessoa que não “alinhe” com o pensamento único politicamente correcto, é hoje sujeito a tentativas de enxovalho irracional na praça pública pelos novos guerrilheiros marxistas — os “jornaleiros” politicamente correctos. A lógica dos argumentos é mandada às malvas, tal como não existia qualquer hipótese de argumentar com um guerrilheiro semi-analfabeto munido de uma Kalachnikov. Grande parte dos jornalistas actuais são analfabetos funcionais munidos de uma ideologia política.

O relativo sucesso dos novos guerrilheiros marxistas acontece porque as elites plutocratas internacionais (os muito ricos de todo o mundo) concordam com algumas das posições ideológicas revolucionárias: por exemplo, o aborto e o comportamento homossexual, alegadamente entendidas pela plutocracia como formas de redução da população mundial. As famílias numerosas sempre causaram o pânico entre os poderosos. Existe, portanto, uma aliança tácita entre a plutocracia internacional e os novos guerrilheiros marxistas. Em termos práticos e objectivos, e no que diz respeito à cultura antropológica, por exemplo, Bill Gates é aliado de Francisco Louçã.

O que nos resta é a resistência, tal qual existiu a resistência que derrotou o marxista-maoísmo em Moçambique. Uma ideologia política não pode definir a natureza humana, e por isso, os novos guerrilheiros estão condenados ao fracasso; é uma questão de tempo.

Quinta-feira, 21 Fevereiro 2013

A União Europeia pretende controlar a imprensa de todos os países

A União Europeia emitiu um relatório (solicitado por Neelie Kroes, comissária para as “Novas Tecnologias”) com o título “Os média livres e pluralistas para sustentar a democracia na Europa”.

broken_flag_of_europeO relatório defende “a criação de um conselho independente em relação aos média” em cada país da União Europeia. Este “conselho independente” deverá “dispor de poderes reais de sanção, como por exemplo a capacidade de impor emendas, de ordenar a difusão de desculpas públicas, ou a retirada da carteira profissional de jornalista. Segundo a União Europeia, a criação deste “conselho independente” servirá para “proteger a liberdade de imprensa e o pluralismo”.

A construção do leviatão da União Europeia revela um paroxismo maquiavélico: utiliza-se o conceito de “democracia” para eliminar, lenta mas paulatinamente, a própria democracia (Nigel Farage tem razão).

Quarta-feira, 20 Fevereiro 2013

Aquilo que o jornal Público escondeu do povo, acerca do caso “Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” versus Áustria”

Tribunal Europeu diz que Portugal viola direitos humanos na adopção por casais do mesmo sexo   PÚBLICO

O jornal Público construiu esta pseudo-notícia. Neste caso, o jornal Público incorreu simultaneamente em sub-informação (escamoteio de factos) e pseudo-informação (propaganda ideológica).

Os factos escamoteados são os seguintes:

  1. Uma mulher austríaca, nascida em 1967, foi mãe solteira de um filho que nasceu em 1995.
  2. O pai biológico do menino reconheceu-o legalmente como sendo seu filho, embora não sendo casado com a mãe biológica.
  3. Posteriormente, a mãe biológica juntou-se a outra mulher (a adoptante), vivendo em concubinato.
  4. As duas mulheres intentaram várias acções em tribunais austríacos no sentido de que o nome do pai biológico fosse retirado do registo civil como pai da criança, e que a mulher “adoptante” tomasse o seu (dele) lugar em termos de “parentalidade”. Ou seja, embora o pai biológico mantivesse o seu interesse na perfilhação da criança e se opusesse às acções judiciais das duas lésbicas, estas pretendiam retirar ao pai biológico o seu direito legal de paternidade em relação à criança. Todas as acções em tribunais austríacos chumbaram as pretensões das duas lésbicas.
  5. As duas lésbicas recorreram para o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”, que decidiu 10 contra 7 (longe de unanimidade), o seguinte:

    a) dado que a lei austríaca permite que um homem e uma mulher possam adoptar uma criança, mesmo que os dois não sejam casados, então — diz o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” — duas lésbicas que não sejam “casadas” (como é o caso delas) também podem adoptar uma criança.

    b) que o pai biológico, mantendo ou não interesse na perfilhação da criança, não tem direitos absolutamente nenhuns nessa perfilhação. E, por isso, segundo o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”, o nome do pai biológico deve ser retirado dos dados do registo civil inerentes à criança, e substituído pelo nome da lésbica adoptante. O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” chega a declarar o seguinte: “a situação do pai biológico, neste caso, é igual à situação de um pai morto ou incógnito”.

    c) finalmente, o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” declarou o seguinte: “o governo austríaco não forneceu uma prova concludente segundo a qual seria prejudicial para a criança ser educada por um par homossexual ou de ter legalmente dois pais ou duas mães”.

Podem ler aqui, em francês, uma análise detalhada ao acórdão do Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”.


menino e menina web

  • A diferença, no que respeita à educação de uma criança, entre um par de homossexuais e um casal heterossexuado, é evidente: salta à vista. Essa diferença é algo que todos nós sabemos intuitivamente; não precisamos de frequentar uma universidade para saber isso. Além disso, estudos científicos credíveis demonstram que, de facto, existem diferenças muito importantes para a educação da criança.
  • Retirar o direito de uma criança a ter a sua árvore genealógica é uma violência ilegítima em forma de um acórdão legal. A “homoparentalidade” suprime toda a perceptibilidade carnal da origem da criança, uma vez que ela já não se pode inscrever em duas linhas de parentesco claras. O controlo dos adultos homossexuais sobre a própria origem da criança fá-los aparecerem como o ponto zero da linhagem da criança. Ao decidirem dispensar as vias normais da procriação e da filiação, os adultos homossexuais relegam as gerações anteriores da criança para um lugar marginal: a criança não pode instituí-las como suas raízes pessoais. E tudo isto vai tornar muito difícil o acesso dessa criança à sua própria maternidade e paternidade.
  • O jornal Público é um péssimo exemplo de informação. Não está em causa que o dito jornal, face a uma contenda ideológica, queira advogar uma das partes em detrimento da outra: o que está em causa é que o jornal Público esconda os factos do caso vertente. Esconder os factos transforma o jornal Público num pasquim.
  • Um tribunal que não tenha em devida conta, nas suas decisões, o bom-senso e o senso-comum, é um tribunal ideológico, e não um tribunal de direito. Retirar direitos a um pai biológico em relação a um seu filho é uma violência inaudita. A decisão do Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” revela que os “direitos” LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] são uma prioridade em relação a quaisquer direitos de outros cidadãos, e por isso, colocou uma ideologia política para-totalitária acima do Direito propriamente dito.

    O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” perdeu qualquer credibilidade. O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” não é um tribunal propriamente dito: é um fórum ideológico. E a partir do momento em que o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” perdeu a sua credibilidade, os países da Europa devem tratá-lo como ele merece: com desprezo.

A ler:

Terça-feira, 19 Fevereiro 2013

O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”, o “progresso da opinião pública”, o formalismo do Direito Positivo, e sonegação dos direitos das crianças

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou esta terça-feira que a Áustria violou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos ao não permitir a adopção co-parental a um casal do mesmo sexo. A Áustria foi acusada de discriminação. No comunicado do tribunal europeu, Portugal é citado, ao lado da Roménia, Rússia e Ucrânia, como um dos países que não permitem que os membros de um casal do mesmo sexo possam adoptar, em conjunto, uma criança, uma situação que atenta contra os direitos humanos.

via Tribunal Europeu diz que Portugal viola direitos humanos na adopção por casais do mesmo sexo – PÚBLICO.

Primeiro quiseram convencer os portugueses que os gays, coitadinhos, também podiam “casar”, para ter os “mesmos direitos nas heranças e no IRS, e o direito de ir ao hospital visitar o amásio”. E agora que existe o “casamento” gay, querem que os gays, coitadinhos, adoptem crianças. Coitadinhos dos gays…

Naturalmente que o pasquim Público, constituído na sua maioria por jornaleiros que não sabem juntar duas frases seguidas, teria que papaguear acriticamente a pseudo-informação emanada da União Europeia.

A adopção de crianças não é um “direito humano”. E portanto, o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” está errado. É preciso dizer alto e em bom som: o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” está errado, porque a adopção de crianças obedece a critérios do interesse da criança que escapa ao conceito de um “direito humano” universal. O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” perdeu qualquer credibilidade que ainda lhe restava. O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” é fórum ideológico, e não de direito.

Portanto, se a ideologia gayzista na União Europeia continua a querer associar a adopção de crianças com o “casamento” gay, a solução é reverter o “casamento” gay e considerá-lo nulo, retirando-o do Código Civil. Nem que a vaca tussa!

Uma criança tem o direito de saber quem é o seu pai biológico e/ou a sua mãe biológica.

Ainda esta semana saiu uma notícia segundo a qual um tribunal alemão deu razão a uma mulher de 22 anos que foi concebida com esperma de um dador anónimo, e que pretendeu conhecer a identidade do seu (dela) pai biológico. Portanto, parece que o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” decide contra os direitos humanos das crianças, ao querer retirar às crianças, que sejam eventualmente adoptadas por pares de gays, o direito à sua árvore genealógica e, portanto, a sua própria identidade pessoal e à sua história pessoal.

Tenho uma sugestão para o sr. Paulo Corte-Real, da ILGA-Portugal: que “vá apanhar onde apanham as galinhas”, que é o que ele gosta de fazer, e que deixe as crianças em paz.


A ler : O progresso da opinião pública e o processo de promulgação das leis

Sábado, 9 Fevereiro 2013

É preciso que os me®dia tenham cuidado com o mimetismo cultural

Filed under: ética,cultura,me®dia — O. Braga @ 7:41 pm
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“Uma mulher de 47 anos e o filho de 12 foram encontrados mortos, ao início desta tarde, no passeio de uma das mais movimentadas avenidas de Bragança.
(..)
Este caso ocorre poucos dias depois de um outro, na região de Lisboa, em que uma mãe terá envenenado dois filhos, suicidando-se em seguida. Neste caso, em causa estava um diferendo sobre a regulação do poder paternal.”

Uma das muitas razões por que a eutanásia (activa ou passiva), entendida como um “direito”, transporta consigo um elemento cultural de aniquilação social e cultural [niilismo], tem a ver com o fenómeno de mimetismo cultural. Algo de se semelhante se passa com as notícias dos me®dia.

Os me®dia e o mito darwinista da evolução

Reparem bem neste texto do pasquim Público:

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“Ao combinar uma enorme massa de dados genéticos e anatómicos, foi possível descrever e datar o “pai” de todos os mamíferos placentários – dos roedores aos elefantes, dos mamíferos marinhos aos humanos.

Um bichinho pouco maior do que um ratinho, focinho em ponta, dentes afiados, pêlo castanho-acinzentado, cauda longa e peluda. Pesa menos de meio quilo e alimenta-se de insectos. Desloca-se agilmente de um lado para outro. Viveu há uns 65 milhões de anos, depois de os dinossauros terrestres e os grandes répteis terem sido varridos da face da Terra.”

E logo a seguir, escreve-se:

Não é totalmente seguro que tenha sido esse o seu aspecto e comportamento exactos: ninguém até aqui encontrou os seus restos fósseis. Mas um estudo de uma equipa internacional, hoje publicado na revista Science, conclui que o antepassado comum às cerca de 5100 espécies de mamíferos que povoam o nosso planeta – e cujas fêmeas geram a sua prole dentro do útero, numa placenta – era muito provavelmente parecido com este animalzinho.”

Vejam bem como um hipotético animal, de que nem sequer existem registos fósseis, é sujeito a uma hipostasia e a uma reificação mitológica, em nome da ciência. É a ciência transformada em mito. Isto é exactamente aquilo que qualquer cientista digno desse nome desejaria que não acontecesse: que a ciência fosse transformada em mito.

Qualquer pessoa minimamente informada sabe que a “árvore da vida” da evolução darwinista, seja qual for, é um mito — porque, entre outras razões, e como escreveu Eric Voegelin, “é impossível explicar a mutação das formas”. No entanto, vemos como a “ciência” adopta uma narrativa religiosa naturalista que pretende fundamentar a razão de ser do Homem Empírico.

Triste sina, a do Homem actual. Muito triste, porque o mais perverso e irracional obscurantismo orwelliano é adoptado como sendo “progresso”.

Quarta-feira, 23 Janeiro 2013

O regresso aos mercados

Filed under: Coelhismo,economia,me®dia,Passos Coelho,Pernalonga — O. Braga @ 6:45 am

“O político nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que julga eficaz.” — Nicolás Gómez Dávila

Na imprensa internacional não vejo nada sobre o “regresso aos mercados” de Portugal. Apenas nos me®dia portugueses, muitos deles agindo sob pressão de um mimetismo politicamente correcto, se fala do “regresso aos mercados” que, de facto, não existe.

O PSD do Pernalonga anda muito aflito com as eleições autárquicas. Tem a esperança de que os portugueses tenham fraca memória. O problema é que hoje existe um fenómeno sócio-cultural que se chama “redes sociais”. Ou muito me engano, ou o PSD do Pernalonga vai levar uma banhada.

O Partido Social Democrata ainda vai a tempo de alterar a situação em que se encontra, substituindo o seu líder e a sua entourage. Este “PSD Goldman Sachs” não volta a ganhar uma eleição em Portugal, a não ser que ganhe eleições à custa de uma abstenção massiva; e neste caso, seria a própria democracia que estaria em causa.

paga e não bufes web

Terça-feira, 15 Janeiro 2013

Pasquim Público: “os macacos têm sentido de justiça”

“O teste utilizado para aferir o sentido de justiça foi aplicado a chimpanzés adultos e a humanos entre os dois e os sete anos. Os resultados são parecidos e mostram que a ideia de justo não é exclusiva da nossa espécie.”

via Metade para ti, metade para mim. Há uma noção de justiça nos chimpanzés – PÚBLICO.

Eu não sei se o homem actual, citadino por excelência, sabe o que é uma colmeia de abelhas; ou se já viu um morro de formigas. Tanto numa como na outra espécie animal referidas, reina a cooperação e a partilha. Podemos, então, dizer que as abelhas e as formigas, porque partilham os seus recursos disponíveis e porque cooperam entre si, ¿têm moral? Podemos legitimamente afirmar que existem entre essas duas espécies de artrópodes “as origens da moralidade humana”?
(mais…)

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