perspectivas

Domingo, 12 Maio 2013

Ora!, temos aqui uma constatação de facto!

Filed under: Maçonaria,politicamente correcto — O. Braga @ 4:52 pm
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“Sabemos, de há longa data, que a humanidade está dividida em duas categorias: Nós, os melhores e os Outros, os menos bons. Todos os grupos, com feito têm tendência a privilegiar os próprios membros e a depreciar os que deles não fazem parte.” (Helena Damião)

Porém, a coisa dita assim pode induzir a ideia segundo a qual “todos os grupos são iguais”, porque, alegadamente, “todos os grupos cometem o mesmo erro”. A igualdade ontológica entre os grupos é deduzida a partir da alegada “capacidade humana de errar”, erro esse que tem que ser debelado, rumo à perfeição do Homem na Terra.

Portanto, segundo este raciocínio, por exemplo e em tese, um grupo social constituído por apenas 3% da população seria ontologicamente equivalente a um outro grupo constituído por 97% da população — porque, em tese, ambos os grupos (o de 3% e o de 97%) “têm a tendência a privilegiar os próprios membros e a depreciar os que deles não fazem parte”. Ou seja, os dois grupos são ontologicamente iguais. Decorre deste raciocínio a ideia segundo a qual existe a necessidade de formação de uma elite de auto-iluminados que imponha uma justiça de tal forma que os dois grupos sejam tratados de forma igualitária.

O problema é que essa elite de auto-iluminados também constitui, em si mesma, um grupo muito minoritário; e então vemos um grupo elitista constituído, por exemplo, por 0,1% da população total a considerar que dois grupos, o de 3% e o de 97% da população, são iguais, depreciando-os. É esta a lógica da “democracia” actual e politicamente correcta. E se levarmos esta lógica ao limite do absurdo, o grupo que realmente deprecia todos os outros grupos, e que realmente detém o poder, é aquele constituído por cerca de duas mil pessoas: a maçonaria.

Quarta-feira, 24 Abril 2013

Os tiranos em potência ou em acto

Filed under: ética,Maçonaria — O. Braga @ 10:44 pm
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“Transformados efusivamente em orgiásticos adoradores do deus Mamom (dinheiro) entregámo-nos ebrifestivamente a uma vertiginosa avidez insaciável com o consequente fúnebre cortejo de crueldades que sempre o acompanham: deseducação sexual nas escolas, liberalização do aborto, reprodução artificial, experimentação letal em pessoas no seu estado embrionário, asfixia da liberdade religiosa, pseudo-casamento entre pessoas do mesmo sexo, com concomitante adopção pela figura do apadrinhamento, divórcio expresso sem culpa. Mamom sempre foi desapiedado, desconhecendo em absoluto a Misericórdia.”

Mamom – por Nuno Serras Pereira

Tenho muitas dúvidas se já sairemos disto “sem lágrimas e ranger de dentes”; foram ultrapassados já os limites de sanidade mental e construiu-se uma “segunda realidade” psicótica, cultural e social que dificulta um retorno pacífico à realidade. O problema não é só o Mal, porque sempre existiu enquanto o Homem se conhece: o problema é o Mal Organizado.

mundo dominado por idiotas webDizia Nietzsche que o Mal é coisa relativa, e que os que dizem: “Bem para Todos, Mal para Todos”, são “toupeiras e anões” (Assim Falava Zaratustra); é o princípio segundo o qual a única coisa absoluta é a de que o absoluto, de qualquer espécie, não existe — mas a verdade é já existe aqui um absoluto que contradiz o princípio segundo o qual “não existe qualquer absoluto”.

Antes da loucura de Nietzsche, que é hoje considerada sanidade e normalidade pelos anões de espírito, Hegel deduziu que a única coisa imperfeita no Homem é ser mortal. Influenciado pela teosofia e pela maçonaria Illuminati, Hegel dizia que só a mortalidade retira ao Homem a perfeição — porque, alegadamente, o Mal é o motor da História que alimenta o processo triádico da dialéctica, rumo à perfeição humana; o Homem está condenado a ser perfeito e a ser Deus na Terra. Segundo Hegel, o Homem é um ser perfeito em potência — e os nazis e os marxistas acreditaram piamente nisso.

Fomos tramados pelas ideias. Destruímos a Razão. Erradicamos qualquer racionalidade na Lei e nas Normas.

Mas não devemos descarregar apenas no povo a culpa da situação: há que “chamar os bois pelos nomes” e apontar o dedo à classe política em geral, que é, de facto, a principal culpada porque é ela a interprete ideológica do Mal Organizado. São eles, os políticos em geral e as elites intelectuais, e salvo excepções, os mamões da Mamona, os tiranos em potência ou em acto, e em forma de democracia.

O integralismo laico em França (1)

Chamo à atenção do leitor para este texto em língua inglesa que, pela sua importância, será objecto de um resumo em língua portuguesa num segundo verbete com idêntico título.

As perguntas que assaltam qualquer mente sadia são as seguintes: 1/ quem está por detrás desta agenda política absolutamente desumana e contra-natura?; e 2/ o que é que se pretende ganhar de positivo, para a sociedade, com esta agenda política ultra-radical? E podemos colocar uma terceira pergunta: 3/ não será melhor para Portugal, e para o seu futuro, desligar-se paulatinamente desta União Europeia?

“French parents who wish to pass on certain values to their children will clash in the coming months over the Republic’s education system, which the current Government wishes to reform, particularly in relation to the complementary nature of men and women, of human sexuality and of morality.

The Taubira marriage law reform proposal should be considered in conjunction with another fundamental project of the current Government: the “reform of the education system of the Republic,” presently being discussed by the National Assembly. This law project on the “reform of the education system of the Republic” pledges, among other provisions, to introduce an obligatory new secular morality and civic education, in order to fight against gender stereotypes from the youngest age possible. In the press and before the Assembly, the Minister of Education, Vincent Peillon, has specified that the goal of the secular morality is to remove all family, ethnic, social and intellectual determinisms from the pupil”[1] to “allow each pupil to be liberated,” because “the goal of the Republican education system has always been to produce a free individual”[2]. In the same way, the Minister of Justice, Christiane Taubira has declared to the Assembly that “in our values, education aims to relieve pupils of social and religious determinisms and make them free citizens”[3].”


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Terça-feira, 23 Abril 2013

O sistema democrático tem que ser revisto

A democracia deixou de ser legítima. O sistema democrático passou a ser uma forma de legitimar o populismo, em certos casos, e a tirania acobertada pelo voto, noutros casos.

O parlamento francês acaba de aprovar o “casamento” gay e, mais grave, a adopção de crianças por pares de gays e a eliminação dos termos “pai” e “mãe” dos documentos oficiais da república francesa — oficialmente e perante a lei, as crianças francesas deixarão de ter pai e mãe. A lei ainda não entrou em vigor porque subiu ao Conselho Constitucional para eventual aprovação.

O que podemos constatar, em França como em Portugal e noutros países da Europa, é um afastamento radical entre a lei e quem a faz, por um lado, e por outro lado a realidade antropológica e cultural de uma determinada sociedade (neste caso a francesa); e, por isso, a democracia deixou de ser legítima. O sistema democrático passou a ser uma forma de legitimar o populismo, em certos casos, e a tirania acobertada pelo voto, noutros casos.

Alterar as instituições do casamento e da adopção de crianças não pertence à função da governança normal que se espera de um governo saído de umas eleições circunstanciais. Transformações societárias tão profundas como estas exigem referendos. Nas esferas dos costumes, da tradição e da lei natural, assim como na esfera da soberania nacional, nenhum parlamento, eleito ou não, tem o direito de alterar a seu bel-prazer as instituições sem que tenha lugar um referendo prévio.

Sejamos claros: ou o actual regime “democrático” se adapta a esta condição, ou terá que ser colocado em causa e derrubado.

Pelo menos desde o tempo de João de Salisbúria, passando por S. Tomás de Aquino e John Locke, que a tirania — mesmo se exercida sob a capa da justificação do voto — legitima o tiranicídio: sabendo nós que não é o voto que impede um tirano de exercer a tirania, então qualquer atentado à vida — neste caso, de François Hollande — torna-se legítimo. E mesmo que o tirano seja protegido, de forma a evitar-se um atentado, este pode ser legítimo se levado a cabo depois da sua eventual saída do cargo e a título de exemplo.

A classe política, em geral e na Europa, anda a precisar de um susto. Até agora, os povos da Europa têm andado relativamente serenos, mas a situação tende a mudar. Quando houver um primeiro político de renome assassinado, seja um François Hollande ou um António José Seguro, talvez então tenhamos uma classe política a “fiar fino” e a “entrar nos carris”.

Domingo, 21 Abril 2013

A normalidade anómala, e a anormalidade da norma: e ainda dizem mal de Salazar?

Anorma é o critério ou princípio que rege a conduta ou o comportamento, ou ao qual nos referimos para fazer um juízo de valor; e é “normativo” qualquer juízo ou discurso que enuncie tais princípios. A norma define e estabelece o normal.

A tendência da decadência europeia é a de estabelecer uma “normalidade sem normas” que é paulatinamente protegida pelo direito processual e formal positivo (nomeadamente controlado pela maçonaria jacobina europeia). Ou seja, o próprio desvio em relação a qualquer bitola normativa passou a ser tendencialmente a norma sancionada positivamente pelo Direito.

Hoje, cada vez mais e progressivamente, é considerada “normal” aquela pessoa que se desvia de qualquer norma, e esta noção de normalidade é promovida pelo próprio Direito Positivo. Naturalmente que ainda há resquícios históricos de “anormalidade da norma” — como por exemplo, ainda existe uma maioria do povo, relapsa e contumaz, que se atém ao conceito vetusto e reaccionário de “norma normal” — que as elites, e o Direito Positivo por elas controlado, pretendem converter para a “normalidade anómala”.

A tendência da cultura antropológica europeia actual é cada vez mais a definir a regra como “ausência de regra”; e por isso é que os juízos de valor são, cada vez mais, proibidos ou considerados politicamente incorrectos. O discurso normativo passa a ser aquele que denuncie qualquer juízo de valor, ou seja, que negue a própria norma.

Ser normal é afirmar que não se é normal.

A norma deixa progressivamente de ser considerada racional na cultura antropológica: ser normal é ser anormal — o que sendo uma contradição em termos, exige que a contradição e a respectiva dissonância cognitiva sejam resolvidas mediante a anulação da própria lógica. A lógica passa a ser um obstáculo incómodo a ser ultrapassado por intermédio da sua dissolução; o princípio da não-contradição esfuma-se; o princípio da identidade esvai-se; o princípio do terceiro excluído é hoje uma vetustade vesânica.

Neste cenário da cultura antropológica europeia, a norma tende a ser, progressivamente e em nome do “progresso” e dos “direitos humanos”, absolutamente arbitrária e ao sabor da discricionariedade das elites. Já não é a cultura antropológica que impõe a norma: essa função discricionária de normalização arbitrária e irracional da “norma anormal” passou para o Estado abstracto e para o formalismo processual do Direito Positivo controlado pelas elites.

Voltamos à barbárie; e ainda dizem mal de Salazar?!

Sábado, 20 Abril 2013

A aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia

Por fim, alguém da classe política e da direita atreve-se a ser politicamente incorrecto. José Ribeiro e Castro arrisca-se a levar uma “bordoada” da irmandade aventaleira.

EURSS png webO anti-cristianismo (e não “cristofobia”, porque tal como uma fobia é irracional, o termo “cristofobia” é também irracional porque existe uma agenda política consciente e multilateral anti-cristã) é um fenómeno político multilateral; ou seja, não existe uma só forma de anti-cristianismo: antes, existem várias formas que se conjugam no mesmo esforço anti-cristão na Europa.

Em primeiro lugar, temos o laicismo radical promovido pela irmandade aventaleira (que apoia incondicionalmente François Hollande) que concebe a sociedade sob um modelo gnóstico, em que existe uma elite de eleitos Pneumáticos (que têm direito à sua religião e estão automaticamente “salvos”) e os Hílicos que são a maioria e que não têm direito à “salvação”. O avental jacobino é intrinsecamente fascista mas acoberta-se e esconde-se sob uma “política de direitos humanos”, mesmo que saibamos todos que os direitos humanos não podem ser, em si mesmos, uma política, sob pena de se transformar, na prática, no oposto daquilo que defende.

Depois, temos as forças islâmicas (o globalismo islâmico) que trabalha afanosamente para a islamização da Europa. Em alguns países da Europa, a percentagem de maomedanos aproxima-se já do “ponto de singularidade” — que é o ponto a partir do qual a comunidade islâmica começa a exigir que as leis da Sharia sejam reconhecidas pelo Estado e funcionem em paralelo ao Direito Positivo em vigor.

Em terceiro lugar temos a plutocracia internacional, que tal como a irmandade jacobina e/ou aventaleira, pretende remeter as religiões em geral, e o Cristianismo em particular, para o “recato dos lares”, restringindo e mesmo proibindo a expressão pública dos cristãos. A plutocracia está preocupada como o aumento da população mundial (os poderosos sempre tiveram medo das famílias numerosas), e por isso existe uma agenda política clara de fomento de uma cultura de aborto e da anti-concepção, e da eutanásia mais ou menos coerciva, por um lado, e da promoção cultural da sodomia como alternativa politicamente correcta à necessidade de “vazão da libido”.

Por último, temos os herdeiros do marxismo que ainda “mexem”.

Os cristãos e o Cristianismo enfrentam hoje uma aliança poderosa entre quatro formidáveis potências: a aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia. Nunca a cristandade se tinha confrontado com uma ameaça desta escala. Que Deus tenha piedade dos cristãos.

Terça-feira, 16 Abril 2013

Diferença e tolerância

“Diferença” é sinónimo de alteridade. Esta definição não explica nada e é até tautológica. Seria como se se dissesse que “a cor branca é clara”. Por isso vamos ter que “trocar por miúdos” a noção de “diferença”.

Quando vários termos (ou pessoas, ou grupos de pessoas) têm algo em comum, isso significa que também existem característicos desses termos que não são comuns. Ou seja, esses termos são semelhantes, mas não são idênticos.
Ao contrário do que Heidegger dizia — que “a diferença só pode ser definida negativamente” porque alegadamente “não é idêntica nem semelhante” —, a diferença entre termos implica necessáriamente a existência de semelhanças entre esses termos. Se não existe qualquer semelhança entre uma série de termos entendidos individualmente, não podemos falar de “diferença”, mas de “diversidade”: o “diverso”, sendo a desmultiplicação ad infinitum das características que separam radicalmente as identidades dos termos em questão, reúne em si tudo o que não pode ser incluído no discurso filosófico ou racional. Falar em “diversidade” não é falar naquilo que é concreto e objectivo: antes, é uma abstracção que nos conduz ao infinito e, portanto, ao ininteligível.

“Diferença” não é a mesma coisa que “diversidade”.

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A erradicação do estigma social e a atomização da sociedade

Ainda há pouco tempo havia o estigma social que unia e consolidava a comunidade. O estigma social não era necessariamente fundado na lei, mas sobretudo na cultura antropológica, no senso comum, na lei natural ou lei racional, e na tradição com mais ou menos defeitos. O estigma social colocava os comportamentos-padrão de uma esmagadora maioria da sociedade em oposição aos de minúsculas minorias culturais.

Hoje, o poder do estigma social já não pertence à cultura antropológica, mas antes foi transferido para o Direito Positivo, o que traduz uma real perda da liberdade da sociedade em geral. A lei é produto da “vontade geral” controlada pelas elites, o que significa que a tendência da política é a de uma progressiva restrição das liberdades, e a ponto de os cidadãos virem a ter tendencialmente menos liberdade, real e efectiva.

A ilusão política, com que as elites actuais enganam os povos, consiste em convencer os cidadãos que cada vez mais “direitos” individuais se traduzem em mais liberdade individual. De facto, cada vez mais “direitos” conduzem a uma liberdade da indiferença, e à anomia, e por isso, à atomização da sociedade.

A transferência da capacidade de estigmatização social para o Direito Positivo formal e processual, retirando-a da cultura antropológica e da tradição, transforma cada e todo o cidadão em um prevaricador em potência face ao Estado. E é nisto que consiste o totalitarismo “suave” construído pelas elites actuais. Se todos são, perante o Estado e perante as elites que definem as leis, prevaricadores em potência, todos os cidadãos são passíveis de uma estigmatização omnipresente através da lei — porque à partida ninguém é inocente; o ónus da prova é invertido pela própria lei.

A sensação de culpa, própria dos estigmatizados sociais, está agora distribuída pela sociedade em geral, de forma quase indiscriminada e segundo critérios tendencialmente nepotistas e arbitrários; já não cabe à esmagadora maioria — à cultura antropológica — definir os tipos de estigmas sociais: em vez disso, é a lei, produzida pelas elites, que derrama o estigma social por todos os cidadãos, tratando-os como bandidos em potência.

A última fase da construção deste novo tipo totalitarismo é o da destruição da instituição que se interpõe entre o indivíduo e o Estado. Essa instituição é a família natural. E essa destruição está em curso.

Com a destruição da família natural ou nuclear, o cidadão fica definitivamente isolado face ao Estado, e é neste contexto que se institui, por exemplo, o “casamento” gay como um direito negativo — quando até há pouco tempo o casamento era, na cultura antropológica e na tradição, um direito positivo (e sendo um direito positivo, implicava a existência de deveres e de obrigações, por um lado, e por outro lado implicava a estigmatização de quem não respeitasse esse direito positivo). Transformar o casamento em direito negativo é um passo importante para a atomização da sociedade que, por sua vez, é uma peça fundamental da consolidação do novo totalitarismo.

Domingo, 14 Abril 2013

O Estado maçónico e Isaltino Morais

Filed under: Maçonaria,Política — O. Braga @ 3:10 pm

Isaltino está livre graças a “forças superiores”. Quem o diz é o vice-presidente da Transparência e Integridade – Associação Cívica, Paulo Morais. Em declarações ao JN, o responsável afirma que “só se compreende que Isaltino não seja preso porque existem, acima da Justiça, outro tipo de forças superiores”. (via)

 

Eu nada tenho pessoalmente ou politicamente contra Isaltino Morais, mas, das duas, uma: ou ele foi erroneamente considerado culpado pelos tribunais, o que é muito grave; ou ele é mesmo culpado, foi condenado pelos tribunais e ilibado pela maçonaria — o que é muitíssimo grave.

A maçonaria desempenha um papel importante no fomento da corrupção organizada, no tráfico de influências, na subversão da justiça, na destruição da ética e da moral públicas e privadas, na venda da nossa soberania e na aniquilação do país. A maçonaria é anti-patriótica.

A maçonaria é um Estado acima do Estado português. A maçonaria está acima da lei. A maçonaria é uma máfia, é uma metástase social e política que necessita urgentemente de ser expurgada, nem que seja através de acção violenta e radical.

Sábado, 6 Abril 2013

O Laicismo, a metafísica de Estado

Um tribunal superior da Holanda validou a existência legal de uma associação que defende a pedofilia, ou seja, defende os putativos “direitos” dos pedófilos a ter relações sexuais “consentidas” com crianças. Parte-se assim do princípio segundo o qual uma criança de seis ou sete anos pode “consentir” ter relações sexuais com um adulto — princípio esse que o tribunal holandês sancionou.

En un controvertido fallo, un tribunal de apelaciones en Holanda validó la existencia de una asociación de pedófilos, que en primera instancia había sido disuelta el año pasado, por considerar que no constituye “una amenaza a la desintegración de la sociedad”.

via Un tribunal holandés avala la existencia de una asociación de pedófilos – ReL.


Uma extensão indefinida dos “direitos do homem” tornou-se a religião de Estado, uma religião oficial que se impõe, hoje, repressiva e coercivamente a toda a sociedade civil com uma amplitude inédita. O integrismo laico e o salafismo gay são instrumentos de uma ambição demiúrgica da Esquerda — apoiada incondicionalmente pela maçonaria —, a que se junta o aborto e a pedofilia considerados como “direitos humanos”.

Mais do que “politicamente correcto”, devemos hoje falar em “religiosamente correcto”, porque o Estado funciona já como uma igreja dogmática (e gnóstica) apostada em restringir a liberdade de pensamento.

Assim, o Estado colocado ao serviço de uma crença religiosa laicista, não respeita a separação do político e do religioso, uma vez que o político e o religioso coexistem sobrepostos no Estado.

O laicismo liquida a laicidade que era, até há pouco tempo, a distinção entre o profano e o sagrado; a laicidade que era uma característica cristã da mundividência dos dois reinos, o temporal e o espiritual. Hoje, o novo gnosticismo de Estado transformou o laicismo em um dogma religioso onde não existe separação entre o temporal e o espiritual.

Resulta deste fenómeno de dogmatismo religioso, uma metafísica de Estado, uma religião da Humanidade construída sobre o reino da imanência, que faz dos “direitos humanos” uma política em si mesma. Resulta desse deísmo humano um direito penal religioso e uma sacerdotisa judicial que sanciona a desobediência em relação a qualquer tabu ético ou moral herdado do passado.

Quinta-feira, 4 Abril 2013

Fernando Pessoa não gosta da maçonaria quando associada ao “cristismo”

Filed under: gnosticismo,Maçonaria — O. Braga @ 4:58 pm
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“Se se quiser dar um nome de origem à Maçonaria, o mais que poderá dizer-se é que ela é, quanto à composição dos graus simbólicos, plausivelmente um produto do protestantismo liberal, e, quando à redacção deles, certamente um produto do século dezoito inglês, em toda a sua chateza e banalidade. (…)” — Fernando Pessoa

O contributo judaico da maçonaria segundo Pessoa


«Não sou mação, nem pertenço a qualquer outra Ordem semelhante ou diferente. Não sou porém anti-mação, pois o que sei do assunto me leva a ter uma ideia absolutamente favorável da Ordem Maçónica.»
— Fernando Pessoa, “Associações Secretas”, Obras em Prosa, 1975, III Volume, página 60.

Fernando Pessoa tem dias; é conforme lhe dá na telha. Eu só cito Fernando Pessoa quando tenho a certeza de que o conteúdo ideológico dos textos dele é coerente e lógico, e que se baseia em factos concretos — e não em meros “factos argumentativos”.

Se a Maçonaria especulativa tem alguma coisa a ver com qualquer tipo de Cristianismo — protestante, que seja —, então Fernando Pessoa deprecia a maçonaria por causa do Cristianismo, a que ele chamava de “cristismo”. O alvo é o Cristianismo, e não propriamente a maçonaria.

Na primeira citação, Fernando Pessoa quis atacar o Cristianismo (protestante, neste caso) sem deixar ficar mal o gnosticismo que tanto ele como um certo protestantismo (nem todo!) defendiam (por exemplo, os huguenotes e o famigerado John Theophilus Desaguliers).

Muitas vezes Fernando Pessoa é “encurralado” pelos seus próprios argumentos. Neste caso concreto, ao querer criticar o protestantismo (que, como sabemos, e em algumas correntes, possui um forte matizado gnóstico), acaba por colocar indirectamente em causa o seu (dele) gnosticismo. Mas quando a maçonaria é apresentada sem qualquer relação a qualquer forma de “cristismo”, então Fernando Pessoa defende-a.


Uma coisa é falar-se influência judaica na maçonaria; e outra coisa é falar-se em influência do Judaísmo na maçonaria. São coisas diferentes e é claro que o Judaísmo, enquanto religião, pouco ou nada teve a ver com o fenómeno maçónico. Daniel Béresniak, no seu livro “Judeus e Franco-maçons” (2001), embora talvez sem querer, faz bem essa distinção.

Também é verdade que a Cabala não é uma ferramenta do Judaísmo enquanto religião. E tal como existiram cristãos gnósticos, também existiram judeus gnósticos, embora seja mais difícil encontrar muçulmanos gnósticos, talvez porque o Islamismo é, dos monoteísmos, o mais “blindado”.

O gnosticismo é, em si mesmo, uma religião distinta de qualquer outra, mas não deixa de ser uma religião — embora com a característica de ser uma “religião parasita”, na medida em que se alimenta constantemente das religiões ou mundividências que existem a cada época ou espírito do tempo. O que não muda nunca no gnosticismo de qualquer época é a sua característica fundamental dualista e anticósmica, por um lado, e marcadamente elitista, por outro lado.

Quarta-feira, 3 Abril 2013

A forma e o conteúdo dos ritos maçónicos (3)

Filed under: gnosticismo,Maçonaria — O. Braga @ 11:19 pm
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Não há dúvidas de que Jesus Cristo veio introduzir uma diferente concepção da realidade, revolucionária no bom sentido porque não pretendeu alienar a realidade tal qual ela é, mas apenas desvelar uma visão complementar da realidade. Jesus Cristo apenas nos mostrou um determinado aspecto da realidade a que a humanidade não se tinha apercebido até à sua época. A isto podemos chamar de “diferenciação cultural” (segundo o conceito de Mircea Eliade).

estrutura da maçonaria webAo contrário do que aconteceu com as tradições arcaicas presentes no Antigo Testamento (e que mais tarde foram retomadas pelo luteranismo e principalmente pelo calvinismo), Jesus Cristo reduz a validade dessas tradições arcaicas (monistas e imanentes) que influenciaram o Judaísmo do Antigo Testamento (por exemplo, o conceito de Elohim é intrusivo no Judaísmo).

Essa diferenciação cultural introduzida por Jesus Cristo é feita, por exemplo, através de uma certa desvalorização da ética baseada no esforço e na recompensa, ou “ética do burro e da cenoura”, que prevalece no Antigo Testamento e é produto de influências religiosas muito antigas ou arcaicas. O mesmo podemos dizer da oposição de Jesus Cristo em relação à Cabala: se lermos, por exemplo, As Bem-aventuranças dos Evangelhos, verificamos que a simbologia cristológica opõe-se não só à ética arcaica baseada no esforço e na recompensa, mas também à ética cabalística.
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