perspectivas

Sexta-feira, 4 Abril 2014

O problema é político, e só pode ser resolvido com um partido político

 

A forma como o pasquim Público noticiou a demissão de Brendan Eich, da empresa Mozilla, por pressão do lóbi político gayzista, é inacreditável:

“Em 2008, Eich financiou a campanha contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Uma polémica que renasceu no início da semana passada, quando a Mozilla o nomeou para o cargo de director-executivo, contrariando a tradição de uma empresa conhecida pela diversidade e pela promoção da open source.”

Ou seja, segundo o pasquim Público, a “tradição da diversidade” só pode existir com um pensamento único imposto pela Gaystapo. Isto só lá vai “à bomba!”; ou então, através de um movimento político organizado. Quando o lóbi político gayzista, respaldado pelo marxismo cultural (ler o ensaio de Herbert Marcuse sobre o conceito de  “tolerância repressiva”), consegue demitir um CEO de uma grande empresa — então só resta à sociedade a organização de um partido político de sinal radicalmente contrário. Ou seja, neste contexto, a homofobia passa a fazer todo o sentido e recomenda-se!

gay-inquisition-web

Entretanto, um membro do Conselho de Administração da World Vision foi obrigado a demitir-se devido à pressão da Gaystapo e da Ingaysição. Meus caros, isto só lá vai à paulada! Chegou-se a um ponto tal que a coisa já não vai com falinhas mansas: tem que se organizar a paulada sistemática! Nós somos a maioria!

O gayzismo é um movimento totalitário — o homofascismo — que se caracteriza pelo ódio, intolerância, anti-liberalismo, e perseguição inquisitorial. O caso de Brendan Eich é o princípio de uma série de casos que se seguirá; e não pensem que este caso não terá repercussões em Portugal e na União Europeia. Segundo a Lei da Impossibilidade de Mérito, “o que aconteceu a Brendan Eich não acontecerá a você, caro leitor; mas se acontecer, você merece-o!”.

Terça-feira, 1 Abril 2014

O João Caguincha e “os filhos pelo ânus”

 

faxista webConsta que o João Caguincha vai casar-se com um peruano: para poder ter filhos “peruânus”. Mas parece que ele ainda não se deu conta de que peruânus não nascem filhos…

Para o João Caguincha, defender o princípio segundo o qual uma criança tem direito a pai e mãe, por um lado, e que, por outro lado, os adultos não têm direito a adoptar uma criança — é sinónimo de “faxismo”. Ou seja, quem defende intransigentemente a família natural ou a sua analogia em caso de adopção, é “faxista”!

Depois, o João Caguincha – perdão! Labrincha! – entra na endémica auto-vitimização gay, neste caso, de quem desejaria ter filhos peruânus: confunde adopção de crianças por pares de invertidos (ou co-adopção, que vai dar no mesmo), por um lado, com “proximidade” de uma criança em relação a um “não-heterossexual” (¿mas o que é isso de “não-heterossexual”?), por outro lado.

Eu imagino que, para alguns gays, deve ser motivo de revolta contra a realidade e contra a natureza não poderem ter filhos peruânus: mas é a vida! Também eu gostaria de ter muita coisa que não tenho!

Get Over It!

Domingo, 30 Março 2014

O Professor Doutor Paulo Otero sobre a co-adopção de crianças por pares de invertidos

 

Segunda-feira, 24 Março 2014

Outro caso de sucesso de adopção de crianças por casais de homossexuais

 

Depois de ter mencionado ontem um caso de sucesso de adopção de crianças por um “casal” de lésbicas, vemos aqui um outro caso de sucesso de adopção de crianças por pares de invertidos:

dois gays que adoptam web“The case of a same-sex Connecticut couple accused of repeatedly raping and abusing two of their nine adopted boys is headed for trial.

Married couple George Harasz and Douglas Wirth of Glastonbury were supposed to be sentenced Friday in Hartford Superior Court under a plea deal, but instead withdrew from their agreement with prosecutors. The men had already pleaded no contest in January to one felony count each of risk of injury to a minor — a reduction from even more serious charges related to sexual assault.”

Fica, então, demonstrado mediante “estudos científicos” absolutamente verdadeiros que um “casal” de homossexuais educa melhor uma criança do que um casal natural.

Domingo, 23 Março 2014

Um caso de sucesso de adopção de crianças por um casal de lésbicas

 

Os “estudos científicos” demonstram que uma criança é melhor educada por um “casal” de homossexuais do que pela família natural:

3 children found starving, 1 chained to floor in California Home

duas lesbicas web

The boys are 3 and 5 years old, and the girl is 8, authorities said, and they all exhibited bruises and signs of other physical as well as emotional abuse.

Sábado, 15 Março 2014

Deputados do Partido Social Democrata que votaram a favor da adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para memória futura:

Teresa Leal Coelho (15), Miguel Frasquilho (14), Luís Menezes (1), Francisca Almeida (5), Nuno Encarnação (13), Mónica Ferro (12), Cristóvão Norte (2), Ana Oliveira (3), Ângela Guerra (11), Paula Cardoso (9), Joana Barata Lopes (4), Pedro Pinto (8), Sérgio Azevedo (10), Odete Silva (7) e Gabriel Corte-Real Goucha (6).

Conceição Caldeira e Maria José Castelo Branco abstiveram-se.

a quinta coluna do psd

Domingo, 9 Março 2014

A ideologia de género e o pensamento circular

 

“… gender is a performance … Because there is neither an “essence” that gender expresses or externalizes nor an objective ideal to which gender aspires; because gender is not a fact, the various acts of gender create the idea of gender, and without those acts, there would be no gender at all. Gender is, thus, a construction …”

Proposição da lésbica Judith Butler (na imagem), respigada aqui.

Traduzindo:

“… O género é uma representação … porque não há nem uma “essência” que o género expresse ou exteriorize, nem um ideal objectivo em relação ao qual o género aspire; e porque o género não é um facto, os diversos actos do género criam a ideia de género, e sem esses actos, não haveria género.

Género é, portanto, uma construção …”


1/ diz-se que “o género é uma representação”, mas está implícita, na proposição, que a recusa do género — quando se diz que “o género não é um facto” — não é uma representação. Ou seja, segundo a proposição, “a recusa dos actos do género não criam uma ideia de género”, como, por exemplo, se a recusa do Ser, por si mesma, eliminasse o facto de Ser.

Judith Butler webA representação do género só é considerada genuína se coincidir com a negação do género — o que não elimina, por isso, o facto de existir sempre, e em qualquer caso, uma qualquer representação do género. Mas a verdade é que o que muda é o tipo de representação do género, e não a representação do género entendida em si mesma e que se mantém, embora alterada na sua representação.

2/ a proposição recusa e nega as categorias da realidade. É, portanto, a-científica ou mesmo anti-científica. A irracionalidade parece estar hoje na moda. Por exemplo, o facto de uma mulher sangrar todos os meses é considerado “uma representação que cria a ideia de género”. A biologia é considerada uma “performance” (uma espécie de actuação teatral).

3/ desde logo, separa-se o “género” (que é um termo gramatical), por um lado, do “sexo” (que diz respeito à biologia), por outro lado — como se o género existisse sem o sexo; como se fosse possível falar em “género” sem que o conceito de “sexo” estivesse subjacente.

Como que por um golpe de magia, faz-se desaparecer, do discurso, o conceito de “sexo”; e com a ideia de “sexo” esfumada através de um truque de prestidigitação da linguagem, chega-se, então, à conclusão de “o género não faz nenhum sentido” — o que é óbvio: sem sexo, não há género possível. O problema deste argumentário idiota é o de que não há género sem sexo. O conceito de “sexo” é anterior (está a montante) ao conceito de “género”.

4/ depois, separa-se a biologia, por um lado, dos actos condicionados pela biologia, por outro lado.

Todo o comportamento condicionado pela biologia é considerado uma “construção”. Mas, por outro lado, a homossexualidade é considerada um facto biológico, e, por isso, já não é uma “construção”.

Ou seja, há comportamentos que são “construções”, e outros comportamentos que não são “construções”. O critério que separa os primeiros comportamentos dos segundos, é subjectivo — não tem um escoramento objectivo e concreto na realidade. Esse critério aproxima-se do conceito de acto gratuito, a subjectividade absolutista que pretende comandar a realidade dos outros.

A ideologia de género é uma forma contemporânea de totalitarismo, e a Esquerda, totalitária na sua natureza, já lhe deitou a mão.

Sexta-feira, 7 Março 2014

Conferência: "Que direitos para as famílias? A co-adopção em casais do mesmo sexo."

 

Respigado aqui:

conferencia cuadopcao web

Pérolas do discurso do Deputado Pedro Delgado Alves (Partido Socialista) durante a conferência:

“Psicologia demonstra claramente que o melhor para as crianças é viver num casal homossexual.” ” Esta proposta é estruturante para as famílias.” ” Eu não gosto desta sociedade milenar (…) e deve acabar-se com ela.”

Pérola do discurso da Dra. Dulce Rocha (Instituto de Apoio à Criança):

“Discriminar uma criança é deixá-la só com um pai e uma mãe.”

Pérolas do discurso do juiz António José Fialho:

“(…) é discriminação das crianças.” ” Sejamos sinceros, o que está em causa é o preconceito.” ” não gosto da palavra co-adopção (…)”

Pérolas do discurso do Prof. Doutor Paulo Côrte-Real (ILGA):

“Esta lei é muito limitada e apenas dá uma família às crianças.” ” Há uma vontade de discriminar sobre as crianças.” ” Os gays, lésbicas e bissexuais tem o direito de assumir as suas responsabilidades paternais.”


Sem comentários.

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Sábado, 22 Fevereiro 2014

A lei inglesa do "casamento" gay não vai permitir que o “marido do rei” seja “rainha” (¿então faxisto?!)

Filed under: A vida custa,Homofascismo,Homofobismo,Política,politicamente correcto — orlando braga @ 7:47 pm

 

O absurdo tomou conta do mundo. O “conservador” David Cameron, responsável pela lei do “casamento” gay em Inglaterra, pretende que se um rei “casar” com um macho, não possa ser chamado de “rainha” ou “princesa de Gales”.

escrita paneleira webImaginem um grande fanchono, barbudo e peludo, ser chamado de “princesa de Gales”… ! Já viram no que dá o “casamento” gay?

Também os “maridos” fanchonos dos duques, dos condes e dos Sirs não vão ser chamados de “duquesas”, “condessas” e “Ladies”. Homofobia desgraçada! Insuportável!

Não se admite que, se uma avantesma que é rei e é “casada” com outra avantesma, esta última não possa ser chamada de “rainha consorte” (com barba e bigode), ou antes “rainha com azar” (para o povo). Teríamos um panilas “rei” e outro panilas “rainha”; e vice-versa, porque, neste caso, a ordem dos factores é arbitrária — tanto faz um fanchono como o outro. Um usaria bigode e o outro barba, para que não hajam confusões.

Mas, por outro lado, a nova lei acaba por ser muito favorável ao “casamento” gay: por exemplo, continua a ser considerada alta traição alguém ter relações sexuais com a mulher do rei, mas já não é considerada alta traição alguém ter sexo com o “marido” do rei — porque o “marido” do rei (que não é “rainha”) pode gostar de frequentar saunas gay em campeonatos de «passiones ignominiae», «usum contra naturam» et «turpitudinem operantes» (Romanos 1, 26-27).

O governo “conservador” de David Cameron diz que “a igualdade no casamento tem limites”. ¿Então faxisto?!!!! Porcos homófobos! Ignorantes! Retrógrados! Trogloditas! Faxistas!

Quinta-feira, 20 Fevereiro 2014

A hipocrisia do CDS/PP na questão da adopção de crianças por pares de invertidos

 

“O CDS-PP disse hoje respeitar a decisão do Tribunal Constitucional, que ‘chumbou’ a proposta de referendo sobre adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo, e reiterou que “no actual contexto do país” não considera esta matéria prioritária.

“O CDS, como sempre, respeita as decisões do Tribunal Constitucional e mantém que no actual contexto de dificuldade do país a co-adopção não é uma prioridade“, referiu, numa declaração escrita enviada à Lusa, o porta-voz do CDS, Filipe Lobo d’ Ávila.

foi-cesarianaUma coisa que, alegadamente, não é prioritária, não significa necessariamente que não seja legítima. A prioridade de uma acção não condiciona necessariamente a sua putativa legitimidade. Ou seja, parece que, para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos não é prioritária, mas nada indica que não seja legítima. Para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos é uma questão de prioridade, e nada mais do que isso.

Eu sempre pensei que pelo facto de Paulo Portas ser homossexual, isso não influenciaria a linha política tradicional do CDS/PP. Enganei-me. Estamos sempre a aprender.

Até Bagão Félix alinhou pelo diapasão sodomita deste CDS/PP de Paulo Portas: segundo ele, “o Presidente da República fez muito bem” em pedir a fiscalização preventiva do documento, e agiu “como manda a Constituição”. Até porque, continuou, “não era uma questão de prioridade” visto que o referendo “tinha sido aprovado apenas por um partido”.

Porém, a vergonha deste CDS/PP é exposta pelo constitucionalista Jorge Miranda, que dá o exemplo daquilo que este CDS/PP invertido deveria dizer:

O constitucionalista Jorge Miranda disse esta quarta-feira não ver inconstitucionalidade na proposta de referendo sobre a Co-adopção e adopção de crianças por casais homossexuais, que aguarda decisão do Tribunal Constitucional. “Inconstitucional não é. A Constituição diz quais são as matérias que não podem ser objecto de referendo e essa matéria não está excluída”, disse Jorge Miranda em declarações à agência Lusa.

O professor reconhece que as perguntas que constam da proposta de consulta popular “são um pouco diferentes”, mas mesmo assim considera que é sempre “possível responder ‘sim’ a uma e ‘não’ a outra”. Sobre o facto de uma das perguntas propostas (sobre a adopção plena) não ter qualquer iniciativa legislativa associada, questão que várias vozes defendem poder suscitar dúvidas de constitucionalidade, Jorge Miranda sustentou que “não é necessário que tenha”.

Ressalvando que “tem acompanhado pouco a questão”, o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, adiantou que resta aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional. A proposta de referendo sobre esta matéria foi enviada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, ao Tribunal Constitucional, que se encontra a avaliar a constitucionalidade das duas perguntas contidas na proposta, uma sobre a Co-adopção e outra sobre a adopção plena de crianças por parte de casais do mesmo sexo. A proposta de referendo, apresentada pelo PSD, foi aprovada no Parlamento, com a abstenção do CDS-PP e os votos contra de PS, PCP, BE e PEV, há três semanas.”

Ainda hei-de ver este CDS/PP reduzido ao “partido da bicicleta”. Enganou meio mundo mas não engana o mundo inteiro.

Segunda-feira, 17 Fevereiro 2014

A adopção de crianças por pares de invertidos e a ideologia de género

 

Não há ainda histórico estatístico e científico, e por isso procede-se com toda a pressa, antes que as estatísticas apareçam e revelem cientificamente a realidade. A esperança é que se faça uma história que seja irrevogável; que a imposição da ideologia à realidade seja permanente; que uma psicose colectiva passe a fazer parte da normalidade.

1984 webQuando aparecerem as primeiras estatísticas sólidas e fidedignas, as anomalias irão então ser consideradas normais — porque a história já foi feita e é considerada irrevogável: quando a anomalia passa a ser a regra, as excepções à regra passam a ser anomalias.

A visão da realidade é hegeliana: tudo o que seja a negação do “progresso dialéctico” (mesmo que este “progresso” seja produto da vontade exclusiva de um pequeno grupo ou de uma elite) não é tolerável, porque se parte do princípio de que o progresso é uma lei da natureza — mesmo que o “progresso” seja imposto à Natureza e à revelia da Lei Natural.

O Direito transforma-se, assim, na sua negação. Mas como o Direito Negativo também vai fazer parte da história, não poderá ser invalidado, porque não se pode invalidar o “processo histórico” hegeliano. O “processo histórico” é a garantia do “progresso da moral” (e do “progresso da lógica”, porque, alegadamente, “a lógica evolui”); e a moral, sendo substituída pelo Direito Positivo, poderá passar a ser não importa o que for decidido pelo Poder de fazer as leis arbitrárias.

O legal passa não só a ser legítimo, como passa a deter o exclusivo da legitimidade; e passa também a substituir a ética — qualquer ética que não coincida com os valores da arbitrariedade do Direito. A ética passará a emanar exclusivamente dos tribunais e à revelia de qualquer ciência. Para garantir que a substituição da realidade pela ideologia não seja colocada em causa, será então construído um eficaz pan-óptico cultural.

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