perspectivas

Sexta-feira, 24 Maio 2013

Sobre os conceitos de ‘tirania da maioria’ e de ‘tirania revolucionária’, ou a nova ‘maioria silenciosa’

Eu não concordo com muita coisa em Fernando Pessoa mas ele “provoca-nos” o raciocínio — o que é raríssimo nos intelectuais actuais. Fernando Pessoa provoca e estimula os neurónios.

censura gayzista web pngDiz Fernando Pessoa (*) que “a tirania consiste na escolha forçada entre um mal e outro mal” ( sublinho, forçada ), ou seja, a tirania é uma situação de double blind em que parece não existir alternativa a duas situações negativas, cada uma à sua maneira. Segundo este raciocínio, a guerra é uma tirania se formos obrigados a alinhar por um dos lados do conflito; e deixa de ser uma tirania se tivermos a opção de nos abster em relação ao belicosos e procurar o nosso próprio caminho e mundividência em relação a essa guerra.

Temos que retirar das cogitações de Fernando Pessoa aquilo que é logicamente aproveitável, porque Fernando Pessoa foi um poeta e não propriamente um lógico. A poesia é filosofia sem a lógica — o que não significa que seja desprovida de lógica: uma coisa sem lógica não é necessariamente desprovida de toda a lógica, porque pode ter a sua paralogia intrínseca; o que essa coisa não obedece é ao formalismo da lógica.

Portanto, vamos partir do princípio de que a definição de “tirania”, segundo Fernando Pessoa, está correcta embora não seja perfeita — porque diz Fernando Pessoa que a perfeição das definições é uma tirania (a tirania da perfeição: “o erro capital de todas as definições perfeitas é a perfeição. Uma coisa perfeita deixa sempre suspeitas de não-existência”).


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Quinta-feira, 23 Maio 2013

A coragem e o desassombro de Marinho Pinto

Podemos dizer o que quisermos do Bastonário da Ordem dos Advogados excepto que lhe falte coragem. E fundamenta a sua opinião em factos, criando um nexo causal na sua argumentação.

Foi isso que vi ontem na RTPn em uma troca de ideias com o atoleimado juiz Rui Rangel acerca da adopção de crianças por pares de invertidos. O problema é que com um atoleimado daquele calibre não vale a pena afirmar que 1+1=2, talvez porque com aquela idade ainda está à espera de um tacho qualquer ou de uma sinecura de nepote obediente e politicamente correcto.

Ele há coisas que são de tal forma evidentes que só um psicótico envergando uma toga de juiz pode negar.

Quarta-feira, 22 Maio 2013

O privilégio de ser sexualmente invertido

Filed under: homocepticismo,Homofascismo,Homofobismo,politicamente correcto — O. Braga @ 9:40 pm

“Uma mulher que viva ou case com uma lésbica que seja mãe de uma criança torna-se também sua mãe. Uma mulher que viva ou case com um homem que tem um filho será sempre madrasta, a bem da criança nunca deverá confundir o seu papel com o da mãe do seu enteado seja ela presente, ausente ou mesmo completamente omissa. Em resumo os heterossexuais são padrastos, madrastas e têm enteados. Os homossexuais têm filhos e são pais e mães.”

A mãe por co-adopção versus a madrasta

Terça-feira, 21 Maio 2013

Para Obama, o silêncio em relação ao comportamento dos invertidos é sinal de desaprovação

Obama prepara uma nova directriz legislativa para os funcionários públicos americanos, através da qual o silêncio dos funcionários públicos em relação ao estilo de vida dos invertidos será automaticamente classificada de “desaprovação”.

Segundo Obama, não basta que um funcionário público se abstenha de criticar a sodomia e o estilo de vida dos invertidos: pelo contrário, essa abstenção de crítica será entendida, pela nova lei a preparar por Obama, como um sinal de desaprovação. Por isso, os funcionários públicos terão que apoiar publicamente a sodomia, caso contrário poderão sofrer represálias que podem incluir o congelamento da carreira na função pública.

A nova norma homófila está expressa neste documento oficial da administração de Obama, em PDF, em que se diz, preto no branco:

“DON’T judge or remain silent. Silence will be interpreted as disapproval.”

Segunda-feira, 20 Maio 2013

Quando um idiota chapado chega a secretário-de-estado da cultura, temos a radiografia do país

1/ Este argumentário começa com um sofisma que é contraditório em si mesmo: se a lei é geral (como diz o escriba), a norma não tem que se adequar sistematicamente a factos; e o que a lei da adopção por pares de homossexuais fez, foi adequar a norma ao facto. As leis não são feitas para casos de excepção. Em matéria de filiação, legisla-se para o maior número possível. Depois, os casos particulares encontram a sua solução por interpretação e adaptação das regras gerais (equidade).

A lei é geral e impessoal, e somente pela aplicação desta regra geral é que ela permite resolver os problemas individuais. A lei é a expressão do corpo social que institucionaliza referências legíveis por todos. E no caso da família e das crianças, a lei é guardiã da clareza da genealogia: a lei é a norma necessária e unívoca.

Privar uma criança da diferença sexuada entre o seu pai e a sua mãe, não é só privá-la das aptidões individuais: é também privá-la das diferenças estruturantes entre a posição paterna e a posição materna. É privá-la de um espaço ou de uma distância entre dois lugares e duas funções, é também privar a criança de um significante ou de uma representação “pai” e de uma representação “mãe” — a não ser que se chame “pai” a uma mulher ou “mãe” a um homem, o que é um absurdo orwelliano.

2/ Por outro lado, o escriba entra numa segunda falácia lógica: a inversão do ónus da prova. Não são os opositores da adopção por pares de invertidos que têm que provar seja o que for: pelo contrário, é quem defende a adopção que tem que fazer prova de que os pares de homossexuais são sempre um ambiente benéfico para a educação de uma criança.

Se eu digo, por exemplo, que “o homo sapiens sapiens, em 75 mil anos de existência, sempre se organizou societariamente de uma determinada maneira”, quem quiser alterar esse tipo de organização societária é que tem que provar a validade do seu argumento — e não vale aqui a inversão do ónus da prova.

Naturalmente que um burro carregado de livros, e que subiu na política à custa de lamber as botas aos donos do sistema, como é o caso de Francisco José Viegas, bate palmas a sofismas deste calibre. Como é que um idiota deste calibre pôde chegar a secretário-de-estado da cultura?!

3/ Outro argumento alegadamente a favor da adopção de crianças por pares de fanchonos é a falta de adoptantes. O escriba cita em inglês. Em países em que o “casamento” gay foi legalizado há mais tempo, surgiu um breve surto de adopções, mas rapidamente o entusiasmo de desvaneceu — porque a adopção é vista pelo lóbi político homossexualista como uma forma de afirmação cultural e social de um determinado estilo de vida (homossexual), sendo que as crianças são instrumentalizadas neste processo. Ou seja, o argumento segundo o qual a adopção gay vai ajudar sequer a resolver um pouco o problema das crianças instituídas é outro sofisma politicamente correcto.

4/ Outro argumento do escriba é o de que uma pessoa (um indivíduo), só por si, pode adoptar uma criança segundo a lei portuguesa. A instituição da adopção por um celibatário não é uma instituição necessariamente em conformidade com os interesses da criança, porque está em contradição com o princípio fundamental do Direito que é o da dupla linhagem da criança (paterna e materna). A adopção por um celibatário cria uma filiação unilinear.

Mas, apesar dos inconvenientes que tem, a adopção por um só indivíduo cria um problema menor do que a adopção por um par de homossexuais, porque mais vale a carência própria desta situação ser inscrita pelo Direito, do que fazer de conta de que se tratam de situações identicamente diferentes (equivalentes).

Na adopção, mesmo simples ou por um celibatário, não se trata apenas de educação mas também de filiação. A partir do momento em que se toca na filiação, toca-se na estrutura fundamental do humano. E o que os filhos da puta da classe política estão a fazer é a tocar na estrutura ontológica do humano.

O que me surpreende é que um burro que diz que “não é de esquerda”, e que é “liberal”, defenda ideias orwellianas deste calibre, e tenha mesmo chegado a secretário-de-estado de Passos Coelho. Isto diz quase tudo acerca de Passos Coelho.

Sexta-feira, 17 Maio 2013

O Partido Social Democrata aprovou a lei de adopção de crianças por pares de homossexuais

A lei da adopção de crianças por pares de fanchonos passou no parlamento graças ao Partido Social Democrata. Este partido deve ser responsabilizado pelas consequências sociais e culturais que advenham desta aprovação.

“Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha foram os sociais-democratas que votaram a favor do diploma do PS.”

Três deputados do CDS/PP abstiveram-se na votação — e quem cala consente. Foram eles: João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert. Não conheço o último, mas os dois primeiros nunca me enganaram, e agora confirmaram aquilo que eu já pensava deles. E enquanto eles se apresentarem nas listas do CDS/PP para qualquer eleição, o CDS/PP não terá o meu voto. O CDS/PP causou um dano a si próprio maior do que esse partido possa pensar agora.

O termo “co-adopção” é um eufemismo próprio da linguagem orwelliana adoptada pela classe política

Co-adopção significa adopção; ponto final. E significa também basicamente três coisas:

1/ à criança adoptada por um par de gays é-lhe retirada a possibilidade de ter uma linhagem genealógica de pai e mãe; o parlamento criou uma nova injustiça de raiz que só pode ser remediada com a repressão política e cultural sobre os casais naturais que tenham filhos; e se ter filhos e educá-los já é difícil, as consequências políticas da nova lei vão desincentivar (ainda mais) os futuros casais a ter filhos. A classe política criou uma nova injustiça de base, para assim justificar, no futuro próximo, a tirania sobre as pessoas comuns e normais em nome de uma putativa igualdade.

Devemos todos temer o pior. Ao legitimar uma nova injustiça, a classe política procura uma nova forma de despotismo em nome do igualitarismo.

2/ a lei dá sinal verde às lésbicas e às mulheres em geral que queiram engravidar de pai incógnito, dizendo-lhes que a ausência de pai biológico declarado nos Tribunais de Menores não tem problema nenhum. Algumas disposições do Código Civil que procuram definir a identidade da criança e a legitimação do pai biológico, deixam de ter um valor real. Esta lei transforma o estatuto de “filho de pai biológico incógnito” em um valor cultural a seguir. Os efeitos na cultura antropológica desta valorização serão devastadores, como é óbvio e como qualquer pessoa com dois dedos de testa pode prever.

3/ a nova fase da luta gayzista já surgiu hoje mesmo:

“A aprovação do projecto de lei do PS, que consagra a possibilidade de co-adopção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo, “é bem-vinda, mas não deixa de ser um passo pequenino numa escadaria enorme”, reagiu nesta sexta-feira João Paulo, editor do site Portugal Gay.”

A nova fase da luta política gayzista é a adopção não-biológica, o negócio das “barriga de aluguer” e a procriação medicamente assistida para todas as mulheres — ou seja, a valorização e celebração do estatuto da criança filha-de-puta. Naturalmente que quando a própria lei protege e acarinha a existência de filhos-de-puta, estes têm que ser protegidos através da repressão da maioria da população. É neste sentido que se declara o seguinte:

“A Associação Novos Rumos – Homossexuais Católicos também já se congratulou com a aprovação do projecto de lei socialista. “É um passo importante no sentido de vir a alargar as famílias com capacidade de adopção aos casais do mesmo sexo”, escreve a associação num comunicado em que reclama do Estado acções de sensibilização, a fazer verter nos programas escolares, por exemplo, para que “essas crianças não sejam vítimas de preconceito, isolamento e bullying nas escolas”.

A repressão sobre as crianças com pai e mãe vai começar a acentuar-se, podendo atingir mesmo níveis de desumanidade e em nome do bullying. A partir de agora, qualquer frase de uma criança pode ser arbitrariamente considerada bullying e sujeita a repressão. A escola deixou de ser pré-politica (como deveria ser e foi defendido por Hannah Arendt) e já está totalmente politizada.

Note-se que segundo o catecismo católico, o comportamento homossexual é considerado erro moral grave. E no entanto vemos os me®dia referirem-se acriticamente a “homossexuais católicos”, como se a sodomia fosse perfeitamente aceite pelo direito canónico.

A seguir, prevê-se que o parlamento vá adoptar a “lei de ódio”, por iniciativa do Bloco de Esquerda. Mesmo que a proposta de “lei de ódio” do Bloco de Esquerda não passe imediatamente, o Partido Socialista irá filtrar a lei e adaptá-la ao “progresso da opinião pública”.
Por exemplo, se eu escrever aqui “fanchono” em vez de “homossexual”, poderei ser preso preventivamente aguardando julgamento. E mesmo que escreva homossexual, se a minha opinião for crítica, poderei ser no mínimo censurado pelo ministério público através de uma intimação nesse sentido ao servidor onde este blogue está alojado.

A censura à liberdade de expressão está na calha. Esta classe política já não merece credibilidade e deve ser combatida por todos os meios possíveis e disponíveis.

A desconstrução da linguagem orwelliana de Paulo Corte-Real

A Helena Matos, do blogue Blasfémias, fez aqui um fisking notável à linguagem orwelliana do líder político gayzista Paulo Corte-Real. Aliás, diga-se de passagem que a Helena Matos é, em minha opinião, talvez a única pessoa no dito blogue com bom-senso.

Vale a pena ler.

Quinta-feira, 16 Maio 2013

Paulo Corte-Real e a democracia entendida como ‘ditadura da maioria’

Democracia não é equivalente a ditadura da maioria, bem pelo contrário – e é por isso que é fundamental que exista e se aplique efectivamente uma Constituição que salvaguarde, nomeadamente, direitos fundamentais de minorias e princípios constitutivos do regime democrático. “ — Paulo Corte-Real, Presidente da ILGA (*)

1/ Paulo Corte-Real não diz o que a democracia é; apenas diz o que, na opinião dele, a democracia não é; e diz ele que 1/ “a democracia não é uma ditadura da maioria”, e que 2/ os “direitos fundamentais de minorias” opõem-se à “ditadura da maioria” que alegadamente não é democracia.

2/ Como é que havemos de pegar nestas “ideias” do líder homossexualista? O problema é que o líder político homossexualista português não define “democracia”, porque uma definição pela negativa não é definição propriamente dita. Por exemplo, o não-branco não é apenas o negro; ou seja, quando dizemos apenas que uma coisa “não é branca”, ficamos sem saber qual é exactamente a cor dessa coisa.

3/ Portanto, o que devemos saber é o que é a “democracia”, por um lado, e depois saber se, à luz da definição de “democracia”, esta é de facto uma “ditadura da maioria”; mas para isso temos também que definir “ditadura”. E finalmente, temos que saber o que são “direitos fundamentais”, sejam estes de minorias ou de maiorias, porque os direitos fundamentais não se aplicam só às minorias, nem são atributo exclusivo das minorias.

Em filosofia política, podemos definir “democracia” da seguinte forma: democracia é uma forma de soberania, segundo um tipo de organização política na qual é o povo — ou seja, o conjunto dos cidadãos sem distinção de classe, riqueza ou competência — que detém ou que controla o poder político.

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A legalização do estatuto de filho de pai incógnito

A esquerda portuguesa — e alguns submarinos, como por exemplo Adolfo Mesquita Nunes — pretendem legalizar e normalizar o estatuto de filho de puta.

“O PCP vai votar favoravelmente, na sexta-feira, o projecto do PS sobre co-adopção por “casais” do mesmo sexo e abstém-se face aos diplomas do Bloco de Esquerda e “Os Verdes” sobre adopção por “casais” do mesmo sexo.”

Todos nós devemos estar atentos aos deputados do Partido Social Democrata e do CDS/PP que votarem favoravelmente esta lei.

Em finais da década de 1970, foi criada, por iniciativa da esquerda, uma lei que combatia a existência de crianças com “pai incógnito”. E eu achei muito bem. Hoje, a esquerda pretende que o estatuto de filho da puta passe a ser uma coisa digna e muito linda.

Declaração Universal dos Direitos da Criança

“A criança é registada imediatamente após o nascimento e tem desde o nascimento o direito a um nome, o direito a adquirir uma nacionalidade e, sempre que possível, o direito de conhecer os seus pais e de ser educada por eles.” — artigo 7, § 1

“Os Estados Partes comprometem-se a respeitar o direito da criança e a preservar a sua identidade, incluindo a nacionalidade, o nome e relações familiares, nos termos da lei, sem ingerência ilegal.” — artigo 8, § 1

“No caso de uma criança ser ilegalmente privada de todos os elementos constitutivos da sua identidade ou de alguns deles, os Estados Partes devem assegurar-lhe assistência e protecção adequadas, de forma que a sua identidade seja restabelecida o mais rapidamente possível.” — artigo 8, § 2

Este problema não tem solução

A opinião do cidadão não tem nada a ver com a empresa e/ou com a instituição em que ele trabalha, a não ser que se prove e se demonstre que a opinião expressa, — por exemplo, no FaceBook — pelo cidadão, lesou os interesses dessa empresa e/ou instituição.

Em princípio, o FaceBook não autoriza a publicação de imagens pornográficas, obscenas ou quejandas. Portanto, não faço a mínima ideia que imagens possam ser essas que levaram uma escola privada de Paredes a despedir dois professores. Se não são imagens pornográficas nem obscenas, que imagens podem ser?

Desde que essas imagens não colidam com os interesses da escola de Paredes (que educa crianças), o despedimento dos dois professores deve ser considerado ilegal. E porque o perfil dos professores pode estar disponível para a consulta dos alunos, se as imagens colidem de facto com os interesses (educativos, neste caso) da escola, então esta tem todo o direito de os despedir.

Em Inglaterra aconteceram já muitos casos de cristãos que foram despedidos de empresas e até do Estado por se assumirem, no Facebook, como cristãos e por se manifestarem cépticos em relação ao “casamento” gay. Aqui, o politicamente correcto acha que o processo de despedimento está certo.

Mas quando, por exemplo, uma escola católica americana despediu uma professora porque esta se assumiu publicamente com lésbica, o politicamente correcto já acha mal.

Como escreveu Maria José Nogueira Pinto, “este problema não tem solução”:

“Se a lei [do "casamento" gay] for aprovada, assistiremos a alguns casamentos que, pela sua novidade, serão objecto de uma forte mediatização, mas a questão de fundo fica por resolver. Para ser franca, e tal como está colocado, o problema não tem solução. Porque aquilo que é diferente não pode ser igual. Nem simbolicamente e menos ainda se o símbolo é usurpado.”

Assistimos a duas mundividências (homossexualismo versus religião) que são totalmente incompatíveis entre si. Este problema não tem solução. A única hipótese que resta ao politicamente correcto é proibir a prática da religião e assassinar em massa os cristãos.

Segunda-feira, 13 Maio 2013

Júlio Machado Vaz no seu melhor

julio machado vaz webChamo à atenção dos leitores para esta intervenção de Júlio Machado Vaz numa rádio pública — portanto, paga com o dinheiro dos contribuintes — acerca do caso da governante italiana Micaela Biancofiore. O libelo acusatório de Júlio Machado Vaz e da sua habitual comparsa politicamente correcta da Antena 1 da RDP resume-se à seguinte parte do áudio:


Se ouvirem o resto da paródia de Júlio Machado Vaz, em nenhum momento da sua intervenção ele rebateu a opinião de Micaela Biancofiore; em vez disso, Júlio Machado Vaz passou todo o tempo em um sistemático ataque ad Hominem em relação à italiana. Imaginemos que eu diria exactamente a mesma coisa: “os homossexuais inventaram a discriminação para criar um gueto em torno da sua comunidade”, ao que Júlio Machado Vaz contra-argumentaria assim:

“Você é fascista, nazi, homófobo, racista, troglodita, palafita, tem o nariz grande o que revela uma semelhança simiesca, tem os pés chatos que não lhe dão planta nenhuma, e por isso, você não tem razão!”

O que me aborrece é o curandeiro gayzista da RDP continue a fazer propaganda ideológica sem direito a contraditório e à custa dos nossos impostos. Isso chateia-me solenemente! Por que é que ele não é convidado pela Rádio Renascença? Consta que esta última também já aderiu ao gueto…

Segunda-feira, 6 Maio 2013

O novo tipo de totalitarismo e o movimento político homossexualista

Num dos verbetes atrás, um leitor (Skedsen) perguntava num comentário sobre a razão da promoção e celebração do “casamento” gay por parte das elites. Este verbete no LOGOS levanta um pouco a ponta ao véu:

O’Neill wrote that while the movement normally gets cast as a continuation of the American civil rights movement of the 1950s and ‘60s, “it’s better understood as a continuation, and intensification, of the modern state’s desire to get a foot in the door of our private lives and to assume sovereignty over our relationships“.

Caldwell writes, “Never since the Progressive Era has there been a social movement as elite-driven as the one for gay marriage. No issue divides the country more squarely by class. Opponents of California’s anti-marriage Proposition 8 have come to include virtually all of Hollywood, Apple, Google, Amazon, and the White House.”

O fenómeno de estigmatização social — que sempre existiu em relação a quem se desviava da lei natural (enquanto “lei racional” dos estóicos), por um lado, e por outro lado em relação a quem desafiava os valores de uma ética fundamentada racionalmente — inverteu-se: hoje, são os que criticam o “casamento” gay, a sodomia e o estilo de vida dos fanchonos que são considerados anormais, malucos, uma espécie de psicopatas, radicais políticos.

Esta inversão do estigma social é dirigida e controlada pelas elites — no sentido de “ruling class” — que por sua vez controlam os me®dia.

Ao patrocinar um determinado tipo de relacionamento sexual (a sodomia e o “casamento” gay), promovendo-a e impondo-a coercivamente a toda a sociedade através da força bruta do Estado, as elites entraram já também pela nossa vida privada adentro, e abriram um precedente histórico ao redefinirem a noção de casamento, que é anterior ao Estado que essas elites controlam.

A partir da redefinição arbitrária de casamento, as elites assumiram para si próprias um “direito”, que consiste em deter o poder de redefinir as relações pessoais e íntimas de qualquer indivíduo, ou de grupo de indivíduos, ou de um grupo social. E esse “direito” reivindicado e assumido unilateralmente pelas elites é imposto à sociedade através de uma estigmatização invertida — utilizando a comunicação social, também conhecida como me®dia — em relação a qualquer pessoa ou uma qualquer comunidade que se oponha à tomada coerciva desse “direito”.

Estamos perante a construção de uma nova forma de totalitarismo, e o movimento político homossexualista é parte activa e integrante dele.

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