perspectivas

Quinta-feira, 18 Setembro 2014

O leviatão da União Europeia está a destruir as economias da Europa

Filed under: Europa — orlando braga @ 6:50 pm
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Até ontem, as operações financeiras e de serviços entre uma determinada empresa e uma sua filial estavam livres de taxação de IVA. Por exemplo, uma empresa com sede em Lisboa que tivesse uma filial no Porto, não pagava IVA se enviasse produtos da sede para a filial.

Ontem, o TJUE (Tribunal de Justiça da União Europeia) decidiu que os serviços fornecidos por uma empresa às suas filiais estão agora sujeitos a IVA. Um grupo de juízes, que não tem qualquer aderência à realidade, juízes que nunca trabalharam na economia real, gente que não faz a mínima ideia do que é uma empresa, escumalha que vem taxar as transacções internas entre filiais de uma mesma empresa.

Brevemente teremos este cenário: 1/ Acabaram-se as remessas de produtos à consignação (porque ninguém está para pagar IVA sem ter a certeza da venda ao consumidor final); 2/ As restrições de stocks vão aumentar; 3/ As empresas vão concentrar os seus produtos em um só armazém (o que terá consequências na eficiência da política de distribuição).

Sábado, 13 Setembro 2014

Com défice zero, podemos não pagar ao Papa

Filed under: economia,Europa,Portugal — orlando braga @ 11:12 am
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O professor Adriano Moreira afirmou que o primeiro rei de Portugal não pagou ao Papa. E foi verdade: é que, naquele tempo, o défice público era zero porcento.

merkel papaCom défice zero, exigido pelos credores — e mal por mal — pagamos se quisermos e o que quisermos. Com défice zero imposto coercivamente pelo exterior, não podemos pedir dinheiro emprestado, mas também não se percebe por que razão — em uma situação de défice zero imposto pelo directório da União Europeia — se pede emprestado para pagar juros da dívida. O défice zero pode ser um mal porque a “torneira” do crédito é fechada e passamos a viver de acordo com as nossas possibilidades; mas, por outro lado, pode ser um bem na medida em que não pagamos ao Papa.

Além disso, o défice zero é a condição sine qua non para a saída de Portugal do Euro: a bem ou a mal.

Em resumo: o défice zero reduz a nossa dependência em relação aos credores, por um lado, e por outro lado é um incentivo para que Portugal saia do Euro. Parece é que é isto que a União Europeia de Angela Merkel pretende de Portugal.


Naturalmente que os neoliberais não gostaram que D. Afonso Henriques não pagasse ao Papa.

Os neoliberais não querem apenas défice zero: querem superávite orçamental, para que não só não peçamos dinheiro emprestado, mas também para pagarmos ao Papa; e não só: querem que os portugueses continuem a pagar balúrdios em portagens de auto-estrada para trabalhar no seu país e para que continuem a existir rendas fixas superiores a 12% para os detentores das PPP (Parcerias Público-privadas) nas rodovias; querem reduzir as despesas do Estado com a saúde e a educação, mas apoiam os monopólios dos Mellos na área da saúde; e querem que o Estado deixe de apoiar o ensino público para subsidiar e pagar o ensino privado com o dinheiro dos impostos dos portugueses.

Querem o monopólio das EDP’s chinesas e da GALP na área das energias, querem privatizar a água, os rios e os mares, querem tirar a TAP aos portugueses, mas querem a manutenção de Portugal no Euro — sempre com défice zero ou superávite, para se poder pagar ao Papa.

Quinta-feira, 11 Setembro 2014

O Partido Popular Europeu (EPP) apoia a Conchita Chouriço

Filed under: Europa,Tirem-me deste filme — orlando braga @ 6:05 pm
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É esta a Europa que temos: uma cambada de panascas no Poder.

conchita chouriço

Os dirigentes do Bloco de Esquerda andam a “snifar boé de coca”

Filed under: Europa — orlando braga @ 10:07 am
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“É uma péssima notícia para o povo europeu, porque facilmente se percebe que Carlos Moedas não tem quaisquer pergaminhos na área da educação e ciência”.

Mariana Mortágua, deputada e dirigente do BE

Eu sempre ouvi dizer que existem “povos europeus” (no plural), mas é a primeira vez que ouço falar em “povo europeu”. “Povo europeu” pressupõe a existência de uma nação europeia; e, que eu saiba, não existe uma nação europeia. Nunca existirá!

Anda muito “drunfo” a circular nas cabeças dos dirigentes do Bloco de Esquerda. Se eles conseguem ver na Europa um “povo europeu”, imagine o leitor as doses de cocaína que aquela gente anda a snifar! Trata-se de um caso de polícia.

Sexta-feira, 22 Agosto 2014

Ou a política europeia muda, ou a zona Euro vai arrebentar

Filed under: Europa,Política,Portugal — orlando braga @ 2:57 pm
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“O défice da balança comercial portuguesa (exportações menos importações) aumentou no primeiro semestre para 953 milhões de euros, o que representa um agravamento de 759% face aos 111 milhões de euros registados nos primeiros seis meses de 2013.”

Défice comercial português aumentou para 953 milhões de euros no primeiro semestre

¿Será possível Portugal tentar equilibrar a sua balança comercial? Jamais!

Dentro da zona Euro será praticamente impossível a Portugal tentar equilibrar a sua balança comercial, porque países europeus  exportadores como a Alemanha vivem — não só, mas também — dos défices comerciais dos pequenos países da União Europeia. A lógica alemã é a de criar défices comerciais nos países pequenos da zona Euro, por um lado, e por outro lado, esses défices acumulados servem vários propósitos: 1/ subordinação política; 2/ endividamento sucessivo e em crescendo em relação à Banca dos países do directório da União Europeia; 3/ exportação do desemprego alemão para os países da periferia europeia.

O problema é o de que a actual política da zona Euro, comandada pela Alemanha, vai “arrebentar”. As únicas economias da União Europeia que cresceram em 2014 foram a irlandesa (2,5%) e a britânica, mas o Reino Unido está fora do Euro.

A economia alemã encolheu 0,2% no último trimestre. Porquê? Uma das razões é a de que os países da zona Euro, endividados até às orelhas, não estão a importar produtos alemães em quantidade suficiente para assegurar o crescimento — ou pelo menos a manutenção do desempenho — da economia alemã. A Espanha e a Grécia continuam a ter um nível altíssimo de desemprego (25%) só comparável com os Estados Unidos na Grande Depressão dos anos 30 do século passado. Quinze dos 28 membros da União Europeia têm uma taxa de desemprego superior a 10% (incluindo a França).

Na zona Euro, há um “livre mercado” que é made in Germany.

O emprego alemão tem sido sustentado pelas exportações, nomeadamente as exportações para os países europeus que estão hoje sobrecarregados com dívida e, por isso, já não podem comprar na Alemanha aquilo que compravam há seis anos. As exportações alemãs para a zona Euro atingiram um ponto de saturação.

As taxas de juro de empréstimos dos Bancos atingem valores inéditos desde o aparecimento do Euro. Quatro países da União Europeia têm taxas de juros de empréstimos bancários superiores a 20%; seis países têm taxas de juro entre 10 e 20%, incluindo a Itália (15,1%). A taxa de juro média da União Europeia é de 7,3%. A Espanha tem uma taxa de juro de referência de 8,2%. Portugal tem uma taxa de juro de 11%.

Com taxas de juro de empréstimos bancários deste calibre, ¿como é possível às economias periféricas da zona Euro “arrancar” para um crescimento sustentado? Impossível! E a dívida pública portuguesa continua a crescer: por um lado, a dívida cresce; e por outro lado a economia portuguesa não pode “arrancar” com taxas de juro tão altas.

A política monetária do BCE [Banco Central Europeu] — controlada pela Alemanha — tem sido a de fortalecer os rácios da Banca à custa de um crescimento do desemprego nunca visto nos países da União Europeia deste que o Euro foi criado. Os Bancos primeiro; a economia depois.

O alto desemprego significa menos consumo e aumento endémico da dívida dos países da zona Euro (com excepção da Alemanha). Menos consumo destes países significa menos exportações alemãs. Por outro lado, maior desemprego é sinónimo de maior número de “imparidades” bancárias, porque as pessoas desempregadas já não podem cumprir com o serviço das suas dívidas. Com o aumento de imparidades bancárias, a política monetária do BCE (de fortalecimento dos rácios da Banca) vai falhando.

Ou seja, encontramo-nos em uma situação de “pescadinha de rabo na boca”: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ou a política europeia muda, ou a zona Euro vai arrebentar.

Terça-feira, 19 Agosto 2014

A França na iminência de cessação de pagamentos ( Viva o Euro! Vivaaaaaa!!! )

Filed under: Europa — orlando braga @ 12:18 pm
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«L’ex-ministre du Budget Valérie Pécresse (UMP) a estimé aujourd’hui que la France était “en risque de cessation de paiement” si les taux d’intérêt venaient à augmenter.

Sur RTL, la députée et chef de ‘opposition en Ile-de-France a assuré: “les déficits, cette année, vont exploser. Si les taux d’intérêt remontaient, par malchance”, par exemple “parce que la banque fédérale américaine arrêtait sa politique monétaire accommodante, la France se trouverait quasiment en cessation de paiement”.»

La France en risque de cessation de paiement

É possível que vejamos em breve a França numa situação semelhante à de Espanha quando foi intervencionada pelo BCE [Banco Central Europeu]. O problema começou com a Grécia; depois alastrou à Irlanda; a seguir foi Portugal, seguido da Espanha e da Itália. A Bélgica já está com a “corda na garganta”. Agora chegou a vez de França. Os únicos países da zona Euro que (ainda) não têm problemas (mas que actuam politicamente em “concertação étnica”), são a Alemanha, a Holanda e a Finlândia.

E os estúpidos continuam a dizer que “a culpa não é do Euro”!

Segunda-feira, 11 Agosto 2014

Líder do Hamas em visita a Marrocos: “morreram 486 crianças em Gaza, mas entretanto nasceram 4.500”

Filed under: Europa,Política — orlando braga @ 3:31 am
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No vídeo abaixo vemos o Arcebispo de Mossul, da Igreja Cristã Ortodoxa Grega, Nikodimos Daoud, a relatar o que os cristão do Iraque estão a sofrer nas mãos dos muçulmanos.

A lógica dos islamitas em geral, que é reflectida na posição do Hamas, é a de transformar uma população inteira em mártires, por um lado, e por outro lado realizar o genocídio dos “cafres infiéis”. O Islão lançou contra o mundo inteiro uma guerra de negação ontológica: o “ser do outro” é negado em nome de uma ideologia totalitária.

A expansão do Islão deve começar a ser contrariada na Europa. Não se trata aqui de tolerância ou de intolerância: o Islão não é uma religião propriamente dita: antes, é um princípio totalitário de ordem política. Não é possível reformar o Islão porque sempre foi um princípio totalitário de ordem política desde a sua fundação. O Islão não tem reforma possível.

E não há “muçulmanos moderados” e “muçulmanos radicais”: isso é uma invenção do politicamente correcto — porque um muçulmano é alguém que aderiu a um princípio totalitário de ordem política, tal como os militantes e simpatizantes do partido Nazi o tinham feito. O que pode haver é muçulmanos mais passivos e outros mais activos, assim como em qualquer partido político radical existem militantes mais activos do que outros.

O Islão é incompatível com o Estado de Direito. Até a Turquia secularista descamba periodicamente para a lei islâmica (Sharia). Portanto, não existe espaço na Europa democrática para acolhimento de imigrantes muçulmanos.

Sexta-feira, 1 Agosto 2014

Depois de Boisguilbert e Adam Smith, só nos resta hoje a entropia do capitalismo (por culpa própria)

 

Eu escrevi um verbete com o título “A expansão da “ideologia de mercado” tem que ser travada”; mas isso não significa que eu seja contra o capitalismo e/ou contra o mercado. Pelo contrário, sou a favor do verdadeiro capitalismo, que não é o actual.

Olhemos para o exemplo da Hungria, que é um país capitalista que tem um imposto único e universal (IRS) de 16%, e tem a palavra “Deus” inscrita na sua Constituição.

O leitor Horta Nobre deixou o seguinte comentário no referido verbete: “Talvez os fisiocratas nos possam dar uma ajudinha”.

Vamos ver (como diz o cego): aquilo que se convencionou chamar hoje de “neoliberalismo” já não é o liberalismo de Boisguilbert, dos fisiocratas (por exemplo, Quesnay) e de Adam Smith (por ordem cronológica de evolução ideológica). Vou transcrever a tradução de um trecho de Boisguilbert (“Dissertation de la nature des richesses de l’argent et des tributs” – 1707, pág. 986):

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Quinta-feira, 31 Julho 2014

António de Sousa Lara e o multiculturalismo em Portugal

 

Um facto é algo que adquiriu uma estrutura na nossa consciência e, por isso, é um dado da experiência (que pode ser subjectiva) com o qual o pensamento pode contar. Ou seja, um facto pode ser subjectivo e/ou intersubjectivo. Um “facto intersubjectivo” é o que normalmente se chama de “facto objectivo” — que não é uma redundância, ao contrário do que pensa.

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Quinta-feira, 17 Julho 2014

O pânico está instalado na Europa em torno da islamização da cultura

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:14 pm
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Islamic-England-1-webO medo instalado nas elites políticas inglesas em relação às famílias numerosas, na sua maioria de imigrantes de países islâmicos, está a conduzir a Inglaterra a uma versão estatal não-oficial de uma política de filho único. Por um lado trata-se de uma política de sinificação que é já comum a alguns países da Europa, mas por outro lado trata-se claramente de uma política de desincentivação de nascimentos entre as famílias islâmicas.

O governo “conservador” de David Cameron prepara uma lei que retira qualquer apoio social às famílias a partir do quarto filho. Toda a gente sabe que, em Inglaterra, a esmagadora maioria das famílias com mais de quatro filhos são famílias islâmicas.

Muslims-in-the-UK-webA nova lei do “conservador” David Cameron é dialéctica (joga em dois carrinhos): por um lado, é uma lei neoliberal porque pretende separar a sociedade e o Estado, e também no sentido em que segue as premissas ideológicas neoliberais de exigência de diminuição da população a nível global (ver, por exemplo, as posições políticas de gente como Bill Gates ou George Soros) — e aqui, os neoliberais estão em consonância com a novas religiões políticas “ecologistas” que culpam o ser humano por um aquecimento global em relação ao qual não existem provas científicas propriamente ditas.

E, por outro lado, a nova lei do governo do “conservador” David Cameron pretende travar a taxa de natalidade da população islâmica imigrante em Inglaterra.

Mas os “conservadores” ingleses parecem não querer ficar por aqui: já pensam em cortar qualquer apoio às famílias a partir do segundo filho, e já se fala mesmo em cortar os apoios às famílias a partir do primeiro filho — o que tornaria real, embora por vias menos totalitárias, uma política de filho único em Inglaterra.

Quarta-feira, 16 Julho 2014

A estupidez do João Távora

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:03 pm
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burro-com-oculos-e-doutor“Persistir no erro de pensar que os alemães, que elegeram a sua sua chanceler democraticamente com 41,5% dos votos, são os responsáveis pelos males dos países como o nosso que mostram mais dificuldades em sair da crise do crédito fácil é demasiado básico, e assim sendo, uma fatalidade para nós portugueses.”

João Távora

Hoje, até o neoliberal mais empedernido do blogue Blasfémias sabe, e até reconhece, que a construção do Euro padeceu de um pecado original. O próprio Milton Friedman afirmou não acreditar que o Euro durasse muito tempo, dada a construção deficiente e as bases erradas do Euro.

Naturalmente que Portugal “colocou-se a jeito” e foi “comido”, essencialmente pela Alemanha. Toda a gente sabe disto. Há quem diga que a Alemanha não tem culpa de Portugal se ter “posto a jeito”; mas quando alguém se aproveita de alguém que está inadvertidamente de cócoras, não vejo nisso grande virtude — antes, vejo nisso oportunismo negativo. E pode haver oportunismo para coisas boas e para coisas más. Neste caso, a Alemanha foi oportunista no sentido negativo.

É certo que tivemos um responsável pelo Banco de Portugal (Vítor Constâncio) que afirmou publicamente que, “estando Portugal dentro do Euro, o país poderia endividar-se à fartazana”; mas ninguém o desmentiu, nem cá dentro nem lá fora… na altura em que Portugal se endividava até rebentar, não vimos nenhum político alemão a fazer declarações públicas no sentido de “aviso à navegação” — como temos visto, nos últimos três anos, os governantes alemães dizer que Portugal tem que “pagar e não bufar” … e por isso é que o Constâncio foi promovido e é hoje vice-governador do BCE [Banco Central Europeu]: depois de ter contribuído decisivamente para “comer” o povo português através da classe política que temos, deram-lhe um prémio…!

Por isso é que o João Távora é estúpido. É como os burros: coloca uns antolhos e só vê para um lado. É incapaz de ver qualquer deficiência na actuação da Alemanha no processo do Euro.

Domingo, 13 Julho 2014

Sobre o novo Acordo Comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos

Filed under: Europa,Nova Ordem Mundial,Política,Portugal — orlando braga @ 11:29 am
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¿Você sabia que, ao abrigo do novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, uma empresa qualquer — por exemplo, a Coca-cola — pode meter em tribunal um Estado “soberano”? (como quem processa judicialmente uma outra empresa ou entidade qualquer).

Por exemplo, se a Coca-cola pensar que o Estado português não lhe oferece os privilégios comerciais que acha que a empresa tem direito, pode processar judicialmente o nosso Estado como quem processa o vizinho do lado.

Ademais, leiam este artigo:

“As regras do comércio mundial estão a ser redesenhadas e “desta vez” Portugal tem de garantir que os seus interesses “são acautelados”. O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, defende que a reforma da política comercial portuguesa é essencial para garantir o futuro económico do país e o aumento sustentado das exportações. Além do acordo comercial com os Estados Unidos (TTIP), Portugal tem de garantir que a Europa também assina acordos com mercados estratégicos em África e na América Latina.”

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