perspectivas

Terça-feira, 19 Agosto 2014

A França na iminência de cessação de pagamentos ( Viva o Euro! Vivaaaaaa!!! )

Filed under: Europa — orlando braga @ 12:18 pm
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«L’ex-ministre du Budget Valérie Pécresse (UMP) a estimé aujourd’hui que la France était “en risque de cessation de paiement” si les taux d’intérêt venaient à augmenter.

Sur RTL, la députée et chef de ‘opposition en Ile-de-France a assuré: “les déficits, cette année, vont exploser. Si les taux d’intérêt remontaient, par malchance”, par exemple “parce que la banque fédérale américaine arrêtait sa politique monétaire accommodante, la France se trouverait quasiment en cessation de paiement”.»

La France en risque de cessation de paiement

É possível que vejamos em breve a França numa situação semelhante à de Espanha quando foi intervencionada pelo BCE [Banco Central Europeu]. O problema começou com a Grécia; depois alastrou à Irlanda; a seguir foi Portugal, seguido da Espanha e da Itália. A Bélgica já está com a “corda na garganta”. Agora chegou a vez de França. Os únicos países da zona Euro que (ainda) não têm problemas (mas que actuam politicamente em “concertação étnica”), são a Alemanha, a Holanda e a Finlândia.

E os estúpidos continuam a dizer que “a culpa não é do Euro”!

Segunda-feira, 11 Agosto 2014

Líder do Hamas em visita a Marrocos: “morreram 486 crianças em Gaza, mas entretanto nasceram 4.500”

Filed under: Europa,Política — orlando braga @ 3:31 am
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No vídeo abaixo vemos o Arcebispo de Mossul, da Igreja Cristã Ortodoxa Grega, Nikodimos Daoud, a relatar o que os cristão do Iraque estão a sofrer nas mãos dos muçulmanos.

A lógica dos islamitas em geral, que é reflectida na posição do Hamas, é a de transformar uma população inteira em mártires, por um lado, e por outro lado realizar o genocídio dos “cafres infiéis”. O Islão lançou contra o mundo inteiro uma guerra de negação ontológica: o “ser do outro” é negado em nome de uma ideologia totalitária.

A expansão do Islão deve começar a ser contrariada na Europa. Não se trata aqui de tolerância ou de intolerância: o Islão não é uma religião propriamente dita: antes, é um princípio totalitário de ordem política. Não é possível reformar o Islão porque sempre foi um princípio totalitário de ordem política desde a sua fundação. O Islão não tem reforma possível.

E não há “muçulmanos moderados” e “muçulmanos radicais”: isso é uma invenção do politicamente correcto — porque um muçulmano é alguém que aderiu a um princípio totalitário de ordem política, tal como os militantes e simpatizantes do partido Nazi o tinham feito. O que pode haver é muçulmanos mais passivos e outros mais activos, assim como em qualquer partido político radical existem militantes mais activos do que outros.

O Islão é incompatível com o Estado de Direito. Até a Turquia secularista descamba periodicamente para a lei islâmica (Sharia). Portanto, não existe espaço na Europa democrática para acolhimento de imigrantes muçulmanos.

Sexta-feira, 1 Agosto 2014

Depois de Boisguilbert e Adam Smith, só nos resta hoje a entropia do capitalismo (por culpa própria)

 

Eu escrevi um verbete com o título “A expansão da “ideologia de mercado” tem que ser travada”; mas isso não significa que eu seja contra o capitalismo e/ou contra o mercado. Pelo contrário, sou a favor do verdadeiro capitalismo, que não é o actual.

Olhemos para o exemplo da Hungria, que é um país capitalista que tem um imposto único e universal (IRS) de 16%, e tem a palavra “Deus” inscrita na sua Constituição.

O leitor Horta Nobre deixou o seguinte comentário no referido verbete: “Talvez os fisiocratas nos possam dar uma ajudinha”.

Vamos ver (como diz o cego): aquilo que se convencionou chamar hoje de “neoliberalismo” já não é o liberalismo de Boisguilbert, dos fisiocratas (por exemplo, Quesnay) e de Adam Smith (por ordem cronológica de evolução ideológica). Vou transcrever a tradução de um trecho de Boisguilbert (“Dissertation de la nature des richesses de l’argent et des tributs” – 1707, pág. 986):

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Quinta-feira, 31 Julho 2014

António de Sousa Lara e o multiculturalismo em Portugal

 

Um facto é algo que adquiriu uma estrutura na nossa consciência e, por isso, é um dado da experiência (que pode ser subjectiva) com o qual o pensamento pode contar. Ou seja, um facto pode ser subjectivo e/ou intersubjectivo. Um “facto intersubjectivo” é o que normalmente se chama de “facto objectivo” — que não é uma redundância, ao contrário do que pensa.

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Quinta-feira, 17 Julho 2014

O pânico está instalado na Europa em torno da islamização da cultura

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:14 pm
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Islamic-England-1-webO medo instalado nas elites políticas inglesas em relação às famílias numerosas, na sua maioria de imigrantes de países islâmicos, está a conduzir a Inglaterra a uma versão estatal não-oficial de uma política de filho único. Por um lado trata-se de uma política de sinificação que é já comum a alguns países da Europa, mas por outro lado trata-se claramente de uma política de desincentivação de nascimentos entre as famílias islâmicas.

O governo “conservador” de David Cameron prepara uma lei que retira qualquer apoio social às famílias a partir do quarto filho. Toda a gente sabe que, em Inglaterra, a esmagadora maioria das famílias com mais de quatro filhos são famílias islâmicas.

Muslims-in-the-UK-webA nova lei do “conservador” David Cameron é dialéctica (joga em dois carrinhos): por um lado, é uma lei neoliberal porque pretende separar a sociedade e o Estado, e também no sentido em que segue as premissas ideológicas neoliberais de exigência de diminuição da população a nível global (ver, por exemplo, as posições políticas de gente como Bill Gates ou George Soros) — e aqui, os neoliberais estão em consonância com a novas religiões políticas “ecologistas” que culpam o ser humano por um aquecimento global em relação ao qual não existem provas científicas propriamente ditas.

E, por outro lado, a nova lei do governo do “conservador” David Cameron pretende travar a taxa de natalidade da população islâmica imigrante em Inglaterra.

Mas os “conservadores” ingleses parecem não querer ficar por aqui: já pensam em cortar qualquer apoio às famílias a partir do segundo filho, e já se fala mesmo em cortar os apoios às famílias a partir do primeiro filho — o que tornaria real, embora por vias menos totalitárias, uma política de filho único em Inglaterra.

Quarta-feira, 16 Julho 2014

A estupidez do João Távora

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:03 pm
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burro-com-oculos-e-doutor“Persistir no erro de pensar que os alemães, que elegeram a sua sua chanceler democraticamente com 41,5% dos votos, são os responsáveis pelos males dos países como o nosso que mostram mais dificuldades em sair da crise do crédito fácil é demasiado básico, e assim sendo, uma fatalidade para nós portugueses.”

João Távora

Hoje, até o neoliberal mais empedernido do blogue Blasfémias sabe, e até reconhece, que a construção do Euro padeceu de um pecado original. O próprio Milton Friedman afirmou não acreditar que o Euro durasse muito tempo, dada a construção deficiente e as bases erradas do Euro.

Naturalmente que Portugal “colocou-se a jeito” e foi “comido”, essencialmente pela Alemanha. Toda a gente sabe disto. Há quem diga que a Alemanha não tem culpa de Portugal se ter “posto a jeito”; mas quando alguém se aproveita de alguém que está inadvertidamente de cócoras, não vejo nisso grande virtude — antes, vejo nisso oportunismo negativo. E pode haver oportunismo para coisas boas e para coisas más. Neste caso, a Alemanha foi oportunista no sentido negativo.

É certo que tivemos um responsável pelo Banco de Portugal (Vítor Constâncio) que afirmou publicamente que, “estando Portugal dentro do Euro, o país poderia endividar-se à fartazana”; mas ninguém o desmentiu, nem cá dentro nem lá fora… na altura em que Portugal se endividava até rebentar, não vimos nenhum político alemão a fazer declarações públicas no sentido de “aviso à navegação” — como temos visto, nos últimos três anos, os governantes alemães dizer que Portugal tem que “pagar e não bufar” … e por isso é que o Constâncio foi promovido e é hoje vice-governador do BCE [Banco Central Europeu]: depois de ter contribuído decisivamente para “comer” o povo português através da classe política que temos, deram-lhe um prémio…!

Por isso é que o João Távora é estúpido. É como os burros: coloca uns antolhos e só vê para um lado. É incapaz de ver qualquer deficiência na actuação da Alemanha no processo do Euro.

Domingo, 13 Julho 2014

Sobre o novo Acordo Comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos

Filed under: Europa,Nova Ordem Mundial,Política,Portugal — orlando braga @ 11:29 am
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¿Você sabia que, ao abrigo do novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, uma empresa qualquer — por exemplo, a Coca-cola — pode meter em tribunal um Estado “soberano”? (como quem processa judicialmente uma outra empresa ou entidade qualquer).

Por exemplo, se a Coca-cola pensar que o Estado português não lhe oferece os privilégios comerciais que acha que a empresa tem direito, pode processar judicialmente o nosso Estado como quem processa o vizinho do lado.

Ademais, leiam este artigo:

“As regras do comércio mundial estão a ser redesenhadas e “desta vez” Portugal tem de garantir que os seus interesses “são acautelados”. O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, defende que a reforma da política comercial portuguesa é essencial para garantir o futuro económico do país e o aumento sustentado das exportações. Além do acordo comercial com os Estados Unidos (TTIP), Portugal tem de garantir que a Europa também assina acordos com mercados estratégicos em África e na América Latina.”

Segunda-feira, 23 Junho 2014

O bi-partidarismo da monarquia constitucional e a entrada do Portugal republicano na I Guerra Mundial

Filed under: Europa,Maçonaria,Política — orlando braga @ 7:51 pm
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Este verbete no Corta-fitas “embrulha” uma série de ideias.

1/ A ideia de Pulido Valente segundo a qual “a monarquia caiu por duas razões. Primeiro, porque os partidos “rotativos”, o Regenerador e o Progressista, que não podiam sobreviver numa sociedade urbana (no fundo, Lisboa, e um pouco o Porto), se começaram a dividir no reinado de D. Carlos”, não está correcta, conquanto que a segunda razão esteja.

O bi-partidarismo, entendido em si mesmo, é um sistema tão bom ou melhor do que o multi-partidarismo (ver a opinião de Karl Popper acerca do bi-partidarismo). O problema da monarquia constitucional do século XIX esteve no tipo de cultura política, e não no sistema político entendido em si mesmo.

“A tirania do Senhor Dom Carlos procede de feras mais obesas: do porco. Que o porco esmague o lodo é natural. O que é inaudito é que o ventre de um porco esmague uma nação e dez arrobas de cebo achatem 4 milhões de almas”. — Guerra Junqueiro, publicado no jornal “Voz Pública”, de Lisboa.

O texto supracitado revela a cultura política dos intelectuais portugueses daquela época. “Liberdade” era sinónimo de “possibilidade de insulto público e publicado sem reservas e sem lei”. Aliás, a esmagadora maioria dos intelectuais portugueses ou era republicana, ou pertencia à maçonaria, ou as duas coisas. E quando não eram republicanos ou/e maçónicos, os poucos intelectuais portugueses faziam o jogo político do inimigo.

Por exemplo, em 1876, o partido Reformista, liderado pelo Bispo de Viseu, e o partido Histórico, liderado pelo duque de Palmela, celebraram o Pacto da Granja, através do qual os dois partidos se fundiam e fundavam um novo partido: o partido Progressista (um dos dois partidos do futuro rotativismo). Repare-se que os dois partidos eram liderados por um membro do alto clero português e por um alto membro da nobreza!

Nos dias seguintes ao nascimento do partido Progressista, o governo “caiu”, e o novo Partido Progressista tentou influenciar o Rei D. Luís no sentido de que preferisse a sua política à de Fontes Pereira de Melo; porém, o Rei optou novamente pelo Fontes. Seguiu-se que o partido Progressista, liderado por um Bispo e por um duque, entrou por uma série de impropérios publicados contra o Rei que fariam corar um carroceiro! Portanto, este é um dos muitos exemplos de como os monárquicos foram igualmente responsáveis pela queda monarquia.

Por outro lado, embora os dois partidos do rotativismo tivessem uma implantação nacional, a política real e efectiva era feita em Lisboa — e por isso é que a ideia segundo a qual os partidos “rotativos”, o Regenerador e o Progressista, que não podiam sobreviver numa sociedade urbana, é simplista.

2/ Estou de acordo com a segunda ideia de Pulido Valente: a corrupção do sistema político — a começar pela Casa Real na famigerada querela dos “adiantamentos”. Os monárquicos actuais (como eu) têm que reconhecer os erros próprios cometidos no passado. “A verdade liberta”.

3/ A ameaça da Alemanha (e outros países continentais) em relação aos territórios ultramarinos portugueses foi real, e foi a principal razão por que Portugal entrou na I Guerra Mundial.

“A Alemanha apossa-se de Quionga e o conde alemão de Azfeld entra em combinações com o ministro inglês Balfour sobre a partilha do nosso património (colonial português). Como os Estados Unidos também quisessem parte do espólio, sobretudo desejando o arquipélago açoriano de tão grande importância estratégica, a operação foi adiada para melhor oportunidade, não sem a intervenção do Marquês de Soveral, nosso ministro em Londres, imensamente facilitada por aquela pretensão da grande república. As ameaças não cessavam, todavia.

Alguns anos depois, quando, em 1904, decorria a guerra russo-japonesa, parece que um acordo secreto entre a Itália, França, Alemanha e Rússia, que procuravam evitar a intervenção da Inglaterra a favor do Japão, fazia de Portugal e da Bélgica os bodes expiatórios. A Alemanha ficaria com as nossas colónias, enquanto a Espanha nos limitaria na metrópole a soberania”.

→ “História de Portugal”, José Hermano Saraiva, 2004, volume VII.

É claro que a entrada do Portugal republicano — e independentemente das querelas com os monárquicos — na I Guerra Mundial teve como principal razão a manutenção das colónias.

Terça-feira, 17 Junho 2014

Entrevista de Marine Le Pen ao jornal alemão Der Spiegel

Filed under: Europa — orlando braga @ 3:12 pm
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Podemos dizer tudo o que quisermos de Marine Le Pen, excepto que seja burra.

“O Euro foi criado pela Alemanha, para a Alemanha”Marine Le Pen

 

Marine d'arc

Ressaca

Filed under: Europa — orlando braga @ 7:10 am
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Preferiria que Portugal perdesse os dois jogos com o Gana e com os Estados Unidos do que perder com a Alemanha — porque uma coisa é perdemos com gente normal, e outra coisa é perdermos com psicopatas.

Com psicopatas não se pode perder, nem a feijões. O problema europeu dos psicopatas alemães começou quando a Alemanha ganhou a primeira guerra contra os franceses em 1848; a partir daí foi o descalabro na Europa: soltou-se o demónio alemão e ainda hoje sofremos todos as consequências.

Acho que o Exército Vermelho, durante e logo após a II Guerra Mundial, não acabou o seu trabalho. Um dos planos de Estaline, em relação ao qual Churchill concordou parcialmente, era a desindustrialização total da Alemanha depois da guerra; ou seja, a indústria alemã seria totalmente desmantelada. Os americanos não deixaram, e ainda vamos todos pagar bem caro mais essa imprudência americana.

angela merkel psicopata
Há dias estive a ver um programa no Canal História sobre o processo de captura dos criminosos de guerra nazis, em que se demonstrou como a Alemanha do pós-guerra protegeu os criminosos nazis, dentro e fora do seu território. As instituições alemãs só agiram contra os criminosos nazis sob pressão externa, nomeadamente através da acção de Simon Wiesenthal. Não houvesse essa pressão externa, os alemães continuariam a acarinhar os seus nazis, como fariam hoje se lhes dessem a oportunidade.

O que me choca nos alemães não é o facto de serem nacionalistas (eu próprio sou nacionalista). O que me indigna na história recente do povo alemão é o conceito inventado por eles de Lebensraum aplicado à Europa. Depois da derrota penosa dos alemães na II Guerra Mundial, o conceito de Lebensraum transmutou-se para o de Wirtschaftsraum — não apenas no sentido estritamente económico, mas sobretudo no sentido da construção de um Lebensraum económico para a construção de um IV Reich.

Se um dia a justiça for feita, o povo alemão há-de sofrer um holocausto proporcional ao holocausto judeu em relação ao qual todo o povo alemão é moralmente responsável. A estória segundo a qual “o povo alemão não sabia da actividade diabólica do partido nazi” é conversa para boi dormir. Se os alemães assassinaram brutalmente cerca de 5 milhões de judeus, este número deveria ser proporcional à população alemã actual num holocausto que eles merecem (é uma questão de fazer as contas).

IV Reich

Um povo como o alemão é um problema para a Europa: primeiro, convenceram os europeus, incluindo os franceses, de que estavam abertos a uma unidade europeia em troca da unidade alemã no seguimento da queda do muro de Berlim (os ingleses não se deixaram enganar). Depois, através do controlo das instituições da União Europeia de Durão Barroso, os alemães minaram as economias de todos (sem excepção) países da Europa, colocando toda a Europa de cócoras. Até os franceses baixaram as calças.

O corolário da actual política de Wirtschaftsraum da Alemanha (através do controlo das instituições europeias) será o fim do Euro (que nunca deveria ter existido). É uma questão de tempo. Com o fim do Euro, fica em causa o tratado de Schengen e estará aberta a possibilidade de uma estratégia de união dos países da Europa, em geral, contra a Alemanha; é provável que surja, mais ou menos explicitamente, um bloco político europeu anti-alemão — por exemplo, o estabelecimentos de acordos entre países impondo taxas aduaneiras proibitivas em relação à importação de produtos alemães: seria muito mais barato comprar, por exemplo, uma máquina ou um automóvel em França ou em Itália do que na Alemanha.

O “milagre económico” alemão, que submete a Europa actual, foi construído sobre homicídios em massa. O número de escravos e pessoas sujeitas a trabalho forçado pelos alemães, e que morreram em condições de trabalho inumanas, ascendem ao número de 2.700.000 (dois milhões e setecentas mil pessoas).

É este “milagre alemão”, manchado de sangue de genocídio, que impõe hoje as regras da União Europeia. E é esta União Europeia do IV-Reich que é apoiada por federalistas europeus como Durão Barroso, Paulo Rangel ou Mário Soares.

Quinta-feira, 12 Junho 2014

Portugal e o Culto de Carga do Euro

Filed under: Europa,Portugal — orlando braga @ 6:35 am
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Desde meados da década de 1990, com o advento e o anúncio da entrada de Portugal no Euro, aconteceu em Portugal a implantação de uma religião imanente de Culto de Carga através de uma casta de “profetas” que pertenciam à classe política federalista europeia, por um lado, e aos “profetas” da alta finança, por outro lado.

Os portugueses em geral — por exemplo, Passos Coelho e Miguel Relvas — passaram a construir “atalaias” e “pontos de vigia” (empresas, pedidos de subsídios a fundo perdido) no sentido de avistar os “navios de carga” (fundos comunitários) que lhes permitissem, mediante uma expectativa frenética, a aquisição de “bens de carga” através de um “poder sobrenatural” que transmutasse magicamente a realidade.

Confrontados com a realidade e com as mentiras dos falsos profetas, a decepção em relação a este Culto de Carga já está à vista: surgem movimentos de protesto e rebeliões no sentido de expulsar os “colonos” (União Europeia) intrusos, e movimentos nativistas neo-tradicionais, onde grupos querem reforçar ou regressar aos seus costumes tradicionais quando se apercebem que estes correm o risco de serem destruídos.

Sábado, 7 Junho 2014

A direita Goldman Sachs de Passos Coelho, e o Tribunal Constitucional

Filed under: Europa,Passos Coelho — orlando braga @ 11:48 am
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Pela primeira vez em Portugal, desde 1974, existe em Portugal um movimento político que chegou a Poder e que defende a dissociação do liberalismo económico em relação à democracia e ao Estado de Direito — o que é uma contradição em termos.

Note-se que o liberalismo clássico, da escola escocesa dos séculos XVIII e XIX, sempre defendeu a necessidade da democracia e do Estado de Direito como fundamento. O mesmo aconteceu com Hans Kelsen e o Direito Positivo: sem democracia e sem Estado de Direito, o Direito Positivo transforma-se em um absurdo.

Porém, em Portugal surge hoje um fenómeno político novo (a direita Goldman Sachs), protagonizado por Passos Coelho, segundo o qual o princípio da igualdade natural, que caracterizou o liberalismo clássico, é repudiado. E esse repúdio do princípio da igualdade natural é imposto, principalmente, pela União Europeia a Portugal — porque a União Europeia funciona hoje assente no princípio da desigualdade natural entre os povos da Europa.

liderança e igualdade web


Em filosofia e em política, o “princípio da igualdade” é o princípio segundo o qual os indivíduos, entendidos como pessoas e no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira. Isto significa a “igualdade natural” entre os homens — e não a “igualdade igualitarista” do marxismo. A “igualdade natural” é sinónimo de “dignidade igual”.

A “igualdade natural” parte do princípio de que os indivíduos têm uma natureza e/ou uma dignidade comuns, mas não são iguais em todos os outros aspectos. Embora a desigualdade social não seja — em si mesma e à luz do liberalismo — injusta, passa contudo a ser injusta quando o princípio da “igualdade natural” é colocado em causa e quando se impede os indivíduos de usufruírem os seus direitos fundamentais — por exemplo, os analfabetos estão destituídos dos seus direitos de “igualdade natural”; defender a ideia de que alguns cidadãos possam ser alfabetizados e outros não, vai contra o princípio da “igualdade natural”.

Para resolver o conflito e a contradição entre “igualdade natural” (igualdade de direitos fundamentais), por um lado, e desigualdade de condições sociais, por outro lado, é necessário reduzir a desigualdade social aos limites onde esta é compatível com a justiça; e esta redução é feita através do conceito de “equidade” que nos chega de Aristóteles, que consiste em uma justa distribuição de benefícios sem que estes sejam necessariamente o resultado de uma partilha igualitária.

O conceito de “equidade” pode ser resumido segundo esta frase do reaccionário (como eu) Nicolás Gómez Dávila:

“A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas com desigualdade justa”.


Para justificar a recusa da igualdade natural, o movimento político encabeçado por Passos Coelho utiliza um argumento primacial que consiste em afirmar que a “igualdade natural não existe em muitos dos países que concorrem economicamente com Portugal”, e, por isso, “Portugal é obrigado a renunciar também ao princípio da igualdade natural para poder ser competitivo”.

Seria, por absurdo, como que alguém defendesse a escravatura em Portugal porque ela existe em outros países que são nossos concorrentes na economia global. Este “pragmatismo” de Passos Coelho resulta de uma obediência canina em relação a uma União Europeia que, de facto, renunciou já ao princípio da igualdade natural dos povos da Europa.

O outro argumento do movimento Goldman Sachs liderado por Passos Coelho consiste em uma falácia da mediocridade ou nivelamento por baixo, que consiste (grosso modo) em afirmar que “porque há pobres, todos devem ser pobres para serem todos iguais entre si.” Estamos perante uma tentativa de sinificação da sociedade portuguesa.

Neste segundo argumento, a direita Goldman Sachs de Passos Coelho aproxima-se do igualitarismo marxista. Trata-se de uma falácia lógica da mediocridade: não é porque uma grande parte dos trabalhadores do sector privado ganhem o salário mínimo que os funcionários públicos tenham necessariamente que “alinhar” pela bitola do salário mínimo — porque o conceito de “salário mínimo” implica a noção de “limite da precariedade e da sobrevivência do indivíduo em sociedade”. Tentar reduzir a sociedade portuguesa ao salário mínimo é pretender instaurar em Portugal uma forma de fascismo chinês.

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