perspectivas

Quinta-feira, 14 Agosto 2014

A mesquita de Lisboa deve ser encerrada e o Islão proibido em Portugal

Filed under: Decadência do Ocidente,Democracia em perigo — O. Braga @ 7:41 am
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O governo de Angola foi sábio quando proibiu a construção de mesquitas no seu território e baniu o Islão. O Islão não é uma religião propriamente dita: antes, é um princípio político de ordem totalitária e um culto satânico. Para que o leitor entenda o que se pretende aqui dizer, veja este vídeo — e depois volte aqui.singularidade islamica


Há quem diga que “aquilo que o que o vídeo mostra é obra de radicais”, e que “o Islão não é aquilo”. Esta ideia é absolutamente falsa! Os muçulmanos de Lisboa estão hoje “calmos” porque são poucos! Aquilo que o vídeo mostra não acontece hoje em Lisboa porque não estão reunidas as condições objectivas, sociais, políticas e culturais, para que aconteça.

O Islão rege-se segundo a noção de “singularidade”: quando a percentagem da população muçulmana atinge um determinado valor em relação à população total (entre 10 a 15% da população total) , inicia-se um processo de singularidade islâmica: abre-se uma espécie de “buraco negro” político, social e cultural que vai destruindo paulatinamente tudo à sua volta.

Na singularidade islâmica, as leis do Estado de Direito deixam de ser aplicáveis. E quanto mais aumenta a população islâmica, mais aumenta a aproximação da sociedade do ponto de singularidade.

Se a população muçulmana de Lisboa fosse hoje de 15% do total, começaríamos a assistir a fenómenos deste tipo: bombas, assassinatos, etc. E quanto mais aumentasse a população muçulmana em Lisboa, mais se manifestaria o fenómeno da singularidade islâmica.

Como medida profiláctica, o Islão deveria ser proibido em Portugal.

Domingo, 27 Abril 2014

O Von Mises deve andar revolto na tumba

 

É sintomático que um site na Internet que se diz de Von Mises critique a democracia.

Vemos como o pensamento “liberal” actual se tornou absurdo, porque a condição da economia política defendida por Von Mises — como, aliás, por todos os liberais de renome do fim do século XIX e princípio do século XX — era a democracia. Digo “era”, porque parece que já não é. E não é porque o que temos hoje já não é o liberalismo, mas antes é o neoliberalismo. O neoliberalismo, por sua própria natureza, é a negação da democracia.

É de notar que hoje se defenda, em um site que se diz de Von Mises, um ponto de vista semelhante ao de uma determinada direita de tipo “PNR”, que não passa de uma variante de um certo socialismo. Aquilo a que se convencionou chamar hoje de “extrema-direita” (por exemplo, a Front Nationale de Marine Le Pen) não passa de um variante laicista radical (anti-monoteísta e pagã), estatista e nacionalista do socialismo. Eu diria mais: a principal diferença entre o PNR e o Partido Comunista é a de que este último (com a queda do muro) deixou de ser um partido internacionalista e passou a ser (alegadamente) um partido “soberanista”. Ou seja, hoje, a principal diferença é nenhuma.

Reduzir a democracia à “dependência do Estado” não lembraria a Von Mises (e nem ao careca!). Mas o que está em causa, naquele artigo, é a defesa das ideias de Hayek (ou a actual interpretação das ideias de Hayek), e já não as de Von Mises. O pobre Von Mises apanha por tabela.

O libertarismo exacerbado — tal qual se passou com o anarquismo do princípio do século XX — é um método para se atingir (consciente- ou inconscientemente) uma qualquer forma de totalitarismo, ou então, uma qualquer forma de tirania (que pode não ser totalitária). Por exemplo, o libertarismo do Bloco de Esquerda (e também do Partido Comunista, embora em menor escala) esconde inequivocamente uma agenda totalitária (política de “terra queimada”). De um modo semelhante, o libertarismo de Hayek (ou a interpretação que se dá hoje a Hayek) esconde actualmente um desígnio tirânico, como é evidente.

Hoje, “libertarismo de direita” é sinónimo de “neoliberalismo”.

Hoje, entramos em um maniqueísmo: ou o “Estado máximo” (Partido Socialista, PNR, Partido Comunista, Bloco de Esquerda, etc.), ou o “Estado exíguo” (Partido Social Democrata, CDS/PP).

O único partido verdadeiramente conservador, democrático e de direita é o PPM, que já não está activo.

O princípio da democracia não tem nada a ver directamente com o Estado: a palavra “democracia” refere-se, em primeiro lugar, a uma teoria segundo a qual, a autoridade política se fundamenta no Poder que cada homem tem de se governar a si mesmo (princípio da autonomia, de Kant). Esse Poder de cada um se governar a si mesmo implica deveres e direitos — mas não só direitos! E quando os deveres do cidadão são castrados e apenas os direitos são considerados, já não vivemos em democracia.

A democracia é apenas e só uma forma de governo. O Estado é outra coisa!: não tem necessidade da democracia para existir. Ligar necessariamente (nexo causal) o Estado (ou a força do Estado, seja este “máximo” ou “mínimo”) à democracia é uma estupidez. “Democracia” e “Estado” são conceitos correlatos mas independentes um do outro. Dizer que “a democracia é ausência de Estado” é tão estúpido como dizer que “a democracia depende exclusivamente do Estado”. Os teóricos da Razão de Estado existem pelo menos desde o século XVI (se não mesmo antes), e não havia então qualquer vislumbre de democracia.

Amiúde confunde-se “democracia política”, por um lado, com “socialismo económico e social”, por outro lado. E, tal qual aconteceu com o fascismo italiano (não esquecer que Mussolini foi militante do Partido Socialista italiano), a luta contra o socialismo (ou a luta dos socialistas contra o capitalismo) justifica hoje a defesa de uma qualquer tirania.

A União Europeia é o exemplo do sincretismo entre as duas facetas deste maniqueísmo: é a esperança dos neoliberais e dos socialistas, embora esperanças diferentes; esperanças essas que se traduzem, de um lado e doutro de forma diferenciada, na alienação da democracia e na instituição de uma tirania em função de uma visão particular do Estado. Mais uma vez, de um lado e doutro, é o Estado que define e subalterniza a democracia como forma de governo.

Segunda-feira, 7 Abril 2014

Marine Le Pen e o laicismo

Filed under: Democracia em perigo,Europa — O. Braga @ 5:38 am
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A diferença essencial entre Marine Le Pen (e o PNR português), por um lado, e François Hollande, por outro lado, é a de que a primeira é nacionalista, ao passo que o segundo é internacionalista. Em tudo o resto não há grande diferença.

Um homem da Direita propriamente dita não pode aceitar que o Estado se meta na acção das organizações e instituições da sociedade civil em geral, e das religiões em particular. Se eu fosse francês, Marine Le Pen não teria o meu voto.

Terça-feira, 1 Abril 2014

O fim da democracia?

Filed under: Democracia em perigo,Política,Portugal — O. Braga @ 2:36 pm

 

maioria silenciosa o diabo

Sexta-feira, 21 Março 2014

Na União Europeia, a democracia está moribunda

Filed under: Democracia em perigo,Europa — O. Braga @ 1:26 pm
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A União Europeia pretende perseguir e meter na cadeia cidadãos considerados “intolerantes”.

eu_flag-001Contudo, o conceito de “intolerância” é arbitrário: depende do critério dos ministérios da justiça de cada país. Em princípio, o leviatão europeu pretende perseguir e prender cidadãos que alegadamente defendam “ideologias totalitárias”: trata-se do totalitarismo do leviatão europeu em exercício auto-justificativo, à moda da União Soviética. E é esta União Europeia que vem agora criticar a Rússia…!

A Igreja Católica vai ser obrigada a eliminar as epístolas de S. Paulo — nomeadamente aquelas que nos falam de “passiones ignominiae”, “usum contra naturam” et “turpitudinem operantes” (Romanos 1, 26-27) — , porque, de outra forma, os católicos vão ser metidos na prisão em razão de alegada “intolerância”. Ser católico, nesta União Europeia, já significa que se é um potencial presidiário.

Shopia Kuby, porta-voz da European Dignity Watch, diz que a nova directiva da União Europeia “revela um arquétipo mental totalitário” por parte dos dirigentes da União Europeia. Caso o documento seja adoptado pela União Europeia, diz ela que “pode levar a situações em que acusações vagas e ilegítimas são levantadas contra indivíduos ou grupos sociais”.

Quinta-feira, 20 Março 2014

A esquizofrenia política da governança de Passos Coelho

 

Albuquerque portugal niveis salariais 2011 webbancos recusaram renegociar emprstimos web

Estas duas imagens acima (clique nelas para ler as notícias) são eloquentes e falam por si: revelam a filha-da-putice do regime coelhista. Se as pessoas auferiam um determinado nível salarial e assumiram compromissos com a Banca na compra de habitação própria, a ministra das finanças vem agora dizer que “O problema não é meu! Desenrasquem-se! Debaixo da ponte também se dorme!”

Um governo não serve apenas fazer correcções orçamentais ou para reduzir o défice. Um governo existe em função das pessoas, dos cidadãos. Para fazer o que a ministra das finanças está a fazer, bastaria um qualquer contabilista. Ora, não é um qualquer contabilista que pode ser ministro das finanças de um país — a não ser que estejamos já em uma ditadura e não nos tenhamos dado conta.

o-grande-lider-web

Domingo, 16 Março 2014

A União Europeia é naturalmente anti-democrática

Filed under: Democracia em perigo — O. Braga @ 8:20 pm
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80% dos habitantes da Crimeia (¿os “crimeios”?) foram a votos, e 93% dos votos defenderam a integração da Crimeia na Rússia.

A União Europeia não reconheceu este referendo — assim como também não reconheceu os referendos da Holanda e da Irlanda sobre o Tratado de Lisboa!

A União Europeia não reconhece a legitimidade de qualquer referendo, seja qual for. A União Europeia tem uma alergia endémica e natural aos referendos. Faz parte do ADN da União Europeia odiar referendos. Em toda a história da União Europeia depois do Tratado de Maastricht, nunca o leviatão de Bruxelas reconheceu qualquer referendo excepto o do Kosovo.

Tem mais legitimidade o referendo na Crimeia, com 80% de adesão, do que qualquer eleição presidencial nos Estados Unidos desde 1900.

Há por aí uns “conservadores cristãos” que concordam com o conceito de “democracia” da União Europeia.

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Sábado, 15 Fevereiro 2014

A nova “democracia” sugerida pela Nova América

 

“Tom Perkins, the Silicon Valley billionaire, has risked further controversy by saying the rich should be given more votes than the less well off.

An unrepentant Mr Perkins also said those who paid no taxes whatsoever should be disfranchised.”

Rich should get more votes, says billionaire Tom Perkins

Eis o passo seguinte do neoliberalismo: “os mais ricos devem ter mais votos, e os pobres que não paguem impostos devem ser marginalizados da política”.

plutocrata webAs ideias têm causas e consequências. Que ninguém pense que estas ideias surgem por acaso, ou que não têm importância. Pelo contrário, são ideias bem maturadas e que pretendem afirmar-se em uma sociedade caracterizada pela maximização de uma ética utilitarista entendida no seu pior sentido.

O lógica do libertarismo de direita — económico e financeiro — conduz a uma distorção da democracia e mesmo a uma forma mitigada de totalitarismo. Os libertários de direita não se dão conta de que sem a democracia correm o sério risco de sofrerem represálias e revezes históricos.

Os princípios liberais clássicos, por exemplo o da igualdade fundamental do cidadão perante a lei, começam agora a ser colocados em causa pelo capitalismo egocêntrico que defende a ideia revolucionária segundo a qual “a humanidade encontra-se perante o Fim da História”.

Domingo, 2 Fevereiro 2014

O Iluminismo Negativo (parte 3)

 

O Iluminismo Negativo é uma teoria política contraditória porque tenta conciliar as aspirações do libertarismo económico, por um lado, com a implementação de um ideário de repressão política na sociedade, por outro lado. Por um lado, o Iluminismo Negativo defende a transformação do Estado em uma empresa privada, com accionistas e com um conselho de administração; mas, por outro lado, defende a repressão da expressão política em nome de uma sociedade de bem-estar material.

A democracia pode e deve ser sujeita a crítica, principalmente quando ela se desvia dos interesses da esmagadora maioria da população (como acontece, por exemplo, em Portugal e na União Europeia).
Mas não é aceitável que se utilizem exemplos de uma democracia prostituída e destituída dos seus fundamentos elementares, para se defender uma qualquer forma de fascismo.

O lema do Iluminismo Negativo é o seguinte: “ou o cidadão aceita que não tem voz política, ou sai do país” (no voice or exit). Os exemplos de “bons estados” apontados pelo Iluminismo Negativo são Hong Kong, Singapura e o Dubai. Ou seja, estamos perante uma nova forma de fascismo, com a diferença que esta nova forma de fascismo transformou a soberania de um país em um negócio de privados que são os accionistas do Estado, e que são os únicos cidadãos (os accionistas) que têm voz política dentro do território administrado por esse Estado privado.

Quando leio, por exemplo, que o governo de Passos Coelho autorizou publicidade de empresas privadas nos uniformes dos funcionários dos museus do Estado, não podemos deixar de constatar um indício de uma linha política de privatização do Estado (que a Helena Damião, e bem, critica aqui). Por um lado, esta tendência ideológica é libertária de direita (economia), mas por outro lado tende a transformar o Estado em um negócio privado o que vai contradizer o libertarismo inicial subjacente ao seu ideário, porque um Estado privatizado é sempre anti-político.

Ou seja, para o Iluminismo Negativo, “liberdade” e “libertarismo” são sinónimos de “repressão política” — o que é uma contradição em termos. Não é possível reduzir a liberdade (propriamente dita) ao bem-estar material. Esta noção behaviourista de “liberdade” do Iluminismo Negativo decorre de uma visão positivista do ser humano, por um lado, e por outro lado de um utilitarismo elevado ao seu expoente máximo — e por isso é que esta forma de fascismo é nova, porque as formas anteriores de fascismo ou eram não-utilitaristas, ou mesmo anti-utilitaristas.

A esta privatização do Estado, o Iluminismo Negativo chama de “neo-camaralismo”, porque, segundo esta teoria, é baseada no Camaralismo germânico representado pelo austríaco Heinrich Gottlob von Justi (1720 – 1771), que Kant e Humboldt criticaram em nome da implementação do Estado de Direito. Ou seja, o Iluminismo Negativo representa a negação do Estado de Direito. Ora, a designação de “neo-camaralismo” para essa teoria dita “libertária” é também em si mesma contraditória, porque o Camaralismo foi tudo menos libertário.

Verificamos como uma teoria dita “libertária” pode ser uma nova forma de fascismo, em que o Estado passa a ser propriedade privada, e em que os cidadãos que não forem accionistas do Estado não têm outros direitos e liberdades senão comer, dormir e trabalhar (e fornicar) — ou abandonar o território administrado por esse Estado privado.

A democracia pode e deve ser sujeita a crítica, principalmente quando ela se desvia dos interesses da esmagadora maioria da população (como acontece, por exemplo, em Portugal e na União Europeia). Mas não é aceitável que se utilizem exemplos de uma democracia prostituída e destituída dos seus fundamentos elementares, para depois se defender uma qualquer forma de fascismo.

O Silêncio dos Culpados

 

«Durant ces jours, j’ai pensé amèrement que si les machinations diaboliques des idéologies et des systèmes totalitaires ont été brutalement imposées aux peuples, comme la majeure partie des peuples européens, qui avaient été mûris par des siècles d’une authentique et profonde éducation humaine et chrétienne; que si, malgré cela, les peuples ont subi cette violence, résistant de nombreuses fois dans leur conscience et dans de nombreux autres cas aussi dans l’expression de leur vie culturelle et sociale. Donc, si certains systèmes ont été imposés à l’époque, quelle résistance pourra-t-il y avoir à la dictature qui se prépare?

C’est une dictature des médias de masse, du politiquement et culturellement correct, qui trouve une tradition catholique ignorée par la majorité des jeunes, ignorée parce que la plupart de ceux qui auraient dû leur en parler ne l’ont pas fait d’une manière appropriée; elle trouve une trame de vie sociale extrêmement faible sur le plan personnel, sur le plan de la conscience humaine, sur le plan de la sensibilisation aux valeurs éthiques fondamentales; en somme, elle trouve un peuple qui se désintègre, qui risque de subir une dictature sans même la noblesse de l’opposition.»

La dictature avance. Dans le silence.

o silencio dos culpados web

Sábado, 1 Fevereiro 2014

O Dark Enlightenment — o novo fenómeno político e cultural

Filed under: Democracia em perigo — O. Braga @ 12:48 pm
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O Dark Enlightenment — traduzindo: “Iluminismo Negro”, o que quer significar um “Iluminismo Negativo” — é um movimento filosófico e político que se move já em determinados círculos culturais nos Estados Unidos e no Reino Unido. Por uma questão de facilidade de expressão e de respeito pela nossa língua, vou utilizar a expressão “Iluminismo Negativo”.

O Iluminismo Negativo tem origem no “filósofo” inglês Nick Land; e embora parta de pressupostos, em grande parte, assertivos e até historicamente verdadeiros, acaba por chegar a conclusões erradas porque se baseia em uma “lógica indutiva” aplicada à História das Ideias (ver “lógica da indução”).

O discurso de Nick Land é labiríntico, e por vezes parte de princípios errados — por exemplo, o princípio segundo o qual “Rousseau defendeu a democracia”: o conceito de “Vontade Geral” de Rousseau não significa “vontade da maioria”, por um lado; e, por outro lado, os totalitarismos do século XX foram todos eles escorados no princípio de “Vontade Geral” de Rousseau. Dizer que “Rousseau defendeu a democracia” é não ter compreendido as ideias de Rousseau.

Nos próximos verbetes, e com tempo, vou dar aqui a minha opinião acerca do Iluminismo Negativo. Entretanto, quem quiser consultar alguma coisa sobre o assunto, pode fazê-lo aqui.

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