perspectivas

Quinta-feira, 3 Abril 2014

A ciência tem vindo a resolver os problemas da humanidade — dizem eles

Filed under: Ciência — orlando braga @ 5:39 pm
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Hoje existe a noção, inculcada na cultura antropológica, segundo a qual “a ciência tem vindo a resolver os problemas da humanidade”. A ideia de que “a ciência resolve os problemas da humanidade” vem do século XIX e é partilhada, por exemplo, pelo blogue Rerum Natura.

Por exemplo, segundo essa noção (generalizada na cultura através da propaganda política do cientismo) um determinado medicamento engendrado pela ciência resolve o problema de uma determinada doença; por exemplo, “um medicamento anti-gripal elimina o problema da gripe” — é assim que se pensa hoje. Ou — diz-se hoje — “uma fórmula matemática pode eliminar um determinado problema matemático”.

Eu não critico o povo que foi induzido a pensar assim. Critico gente como a que escreve no blogue Rerum Natura, que, de uma forma desonesta e até maléfica, tem contribuído objectivamente para esta forma de pensar.


Uma fórmula matemática ou um medicamento não eliminam o problema ou a doença: apenas superam esses problemas de cada vez que eles se apresentam. A ciência não dá origem a uma situação definitivamente não problemática! — ao contrário do que é defendido pelo blogue Rerum Natura.

A insustentável leveza do ser do David Marçal

Filed under: Ciência — orlando braga @ 3:44 pm
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Eu estou de acordo com a ideia segundo a qual as vacinas são importantes para a saúde das crianças. Mas, ao contrário do que parece pensar o David Marçal, também concordo com o facto de as vacinas estarem a ser utilizadas para campanhas de esterilização de mulheres, por exemplo, em África (mas não só).

«NAIROBI, Kenya, April 1, 2014 (LifeSiteNews.com) – The Kenya Conference of Catholic Bishops is demanding answers about a national tetanus vaccine campaign that they say is suspiciously like campaigns run in other countries where a birth control agent was covertly mixed in.

Run by the World Health Organization and UNICEF, the Kenya campaign exclusively targets Kenyan women of childbearing age (14-49), and excludes boys and men and younger girls who are also at risk from tetanus infection.

The bishops’ statement notes that in the Philippines, Nicaragua, and Mexico, the tetanus vaccine was “laced with Beta human chorionic gonadotropin (b-HCG) sub unit … to vaccinate women against future pregnancy.”

When injected as a vaccine to a non-pregnant woman, this Beta HCG sub unit combined with tetanus toxoid develops antibodies against tetanus and HCG so that if a woman’s egg becomes fertilized, her own natural HCG will be destroyed rendering her permanently infertile, the bishops explain. In this situation tetanus vaccination has been used as a birth control method.»

Aquilo que se faz com as vacinas não interessa ao David Marçal: ele coloca antolhos, em nome da “ciência”: só vê aquilo que os antolhos o deixam ver.

Segunda-feira, 31 Março 2014

A crença fundamentalista do cientismo do António Piedade contra a RTP

Filed under: Ciência,Política,politicamente correcto — orlando braga @ 6:10 pm
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O António Piedade, que escreve no blogue Rerum Natura, faz lembrar um fundamentalista islâmico wahabita da Arábia Saudita que não admite mais nenhuma crença que não a dele. Só lhe falta erguer autos-de-fé ou apedrejar os hereges em nome do cientismo.

A redução de toda a realidade à ciência e à técnica só pode vir de um burro com alvará de inteligência coimbrinha:

“Vivemos numa sociedade científica e tecnológica. Por isso, o conhecimento científico deve estar acessível a todos para garantir uma melhor cidadania em democracia.” — diz ele.

antonio piedade cientismo profeticoA ideia segundo a qual “o convívio com o pensamento científico desenvolve uma atitude crítica, uma opinião própria mais esclarecida e fundada na verdade dos factos” não é necessariamente verdadeira, ou seja, não corresponde necessariamente à verdade. Só um burro que não conheça a história do neo-empirismo dos princípios do século XX, e o Pragmatismo americano do mesmo período, pode afirmar, com toda a certeza, uma bestialidade dessas.

A ideia segundo a qual “a ciência não é uma crença” só pode vir de uma mente cristalizada em um sistema ortorrômbico, ou triclínico. Por vezes pergunto-me para que serve um curso superior, se depois de alguns anos a queimar pestanas, em vez de se aprender ainda se desaprende.

“A ciência, matemática, natural e humana é, em graus diversos, determinada pela experiência. As margens do sistema devem concordar com a experiência; o resto, como em todas as elaborações míticas ou fictícias, tem como único objectivo simplificar as leis (da ciência) — Williard Van Orman Quine.

Do empirismo, só retiramos conclusões e soluções empíricas. “A maior fé que existe é a do cientista, porque é inconfessável” (Roland Omnès).

Não me incomoda a crítica do António Piedade a uma determinada crença: o que me incomoda é a estupidez da tentativa de validar exclusivamente uma determinada crença. Ele poderia criticar, por exemplo, o Vodu, entendido em si mesmo; mas sem puxar dos galões tentando afirmar que “a ciência não é uma crença”, por um lado, e, por outro lado, que a ciência pretende resolver todos os problemas da humanidade.

É impressionante como, vivendo nós no século XXI, ainda há gente, nas universidades, que pensa como se pensava no século XIX. Pior do que as crenças populares é esta crença universitária, elitista e estúpida que se coloca acima de toda a Realidade.

Sábado, 22 Março 2014

“Todas as crenças são falsas, excepto as crenças das ciências naturais”

Filed under: Ciência,filosofia — orlando braga @ 8:00 am
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Normalmente não vejo televisão — excepto os jogos de futebol do meu FC Porto, o programa do José Pacheco Pereira ao Domingo na SICn pelas 20 horas, e o encontro com Manuela Ferreira Leite na TVI24 às Quintas-feiras. E não vejo televisão porque tenho coisas mais interessantes para fazer no tempo que me resta; por exemplo, ler; ou escrever.

Por isso, não sei bem do que o David Marçal, do blogue Rerum Natura, diz ser um programa da RTP que “promove a crendice e o obscurantismo” — porque não vi esses programas. Mas vamos partir do princípio de que esses programas dizem respeito a determinadas crenças — que o Rerum Natura  chama de “crendices”.

O que me aborrece não é a crítica do David Marçal às crenças dos referidos programas da RTP: ninguém está acima da crítica e é saudável que exista um espírito crítico vivo na sociedade.

O que me aborrece é que os cientistas se considerem acima de qualquer crítica, quando criticam as crenças dos outros — partindo do princípio segundo o qual a ciência não é uma crença. Ou seja, está implícita, na crítica do David Marçal às “crenças”, a ideia segundo a qual a ciência não é uma crença. Ora, este exclusivismo implícito ou explícito, do cientista revela estupidez.


“A fé do cientista é a maior que existe, porque é inconfessável.”Roland Omnès, físico francês, professor de Física Teórica da Faculdade de Ciências de Orsay, Paris

Não há nenhuma ciência empírica — por exemplo, a medicina — que não se baseie em uma certa interpretação da realidade. E essa interpretação não é necessariamente — não corresponde necessariamente à — a própria realidade. A partir do empirismo constrói-se uma teoria (Aristóteles) e da teoria volta-se à prática empírica para confirmação lógica (verificação) da teoria.

E “as nossas teorias científicas, por melhor comprovadas e fundamentadas que sejam, não passam de conjecturas, de hipóteses bem sucedidas, e estão condenadas a permanecerem para sempre conjecturas ou hipóteses” – Karl Popper, em conferência proferida em 8 de Junho de 1979 no Salão Nobre da Universidade de Frankfurt , por ocasião da atribuição do grau de Doctor Honoris Causa.

Portanto, o David Marçal tem todo o direito de criticar as “crenças falsas” dos outros, mas se pensa que a sua (dele) crença corresponde necessariamente à verdade, mais valia estar calado.

A teoria do conhecimento e as ciências naturais

Filed under: Ciência,filosofia — orlando braga @ 6:53 am

 

“No princípio da teoria do conhecimento, não é permitido recorrer ao conteúdo das ciências naturais e transcendentemente objectivantes, mas também o não é no seu total desenvolvimento. Prova, pois, a tese fundamental de que a teoria do conhecimento jamais pode edificar-se sobre a ciência natural de qualquer espécie.”

— Edmund Husserl, “A Ideia da Fenomenologia”, Edições 70, página 60.

Sexta-feira, 21 Março 2014

As crenças humanas

Filed under: Ciência — orlando braga @ 7:39 am
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O David Marçal, do blogue Rerum Natura, pode ter razão quando denuncia as crenças populares. Mas ¿será que a ciência não é também um conjunto de crenças?

Há um livrinho que aconselho a ler: “A Ideia da Fenomenologia”, de Edmund Husserl, Edições 70, 2012. Voltarei ao assunto, um dia destes.

Quinta-feira, 20 Fevereiro 2014

Cientistas suecos explicam por que razão os homens são mais altos do que as mulheres

 

Os cientistas suecos fizeram estudos exaustivos e demorados, verificaram provas e inferiram indícios, e chegaram à conclusão que os homens são mais altos do que as mulheres porque os meninos são melhor alimentados do que as meninas. É uma questão de comida: os rapazes são melhor alimentados do que as raparigas, e por isso é que os primeiros são mais altos do que as segundas.

boys get more food

 

Por isso, a ciência sueca recomenda que se acabe com a injustiça de os rapazes serem melhor alimentados do que as raparigas que, coitadas, passam fome em criança e por isso é que são mais baixinhas.

Nós temos a obrigação de seguir estes conselhos da ciência — por exemplo, transformando em bíblia tudo o que o se escreve no blogue Rerum Natura —- porque a ciência nada mais quer senão o fim das injustiças sociais e a afirmação de uma nova ética, mais moderna e revolucionária.

Portanto, caro leitor, fique cientificamente a saber: não deixe as suas filhas passarem fome porque ficam mais baixinhas dos que os rapazes.

Domingo, 26 Janeiro 2014

A revolução coperniana da ciência, segundo o António Piedade

Filed under: Ciência,Esta gente vota — orlando braga @ 5:13 pm
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“Longe vão os tempos em que o avistamento de um cometa, um acontecimento astronómico, era associado, pelos homens na Terra, a mensagens dos deuses, a nascimentos de reis e salvadores, ou à queda de impérios e a catástrofes naturais. O desconhecimento e o medo obscureciam o brilho dos cometas que traçavam no céu um temor cósmico.

Hoje sabemos que os cometas são corpos celestes que orbitam o Sol com períodos translacionais de dezenas ou centenas de anos. Constituídos por núcleos rochosos e gelados, podendo ter até vários quilómetros de largura, são blocos da construção primeva do Sistema Solar.”

Mas o que é que tem a ver o cu com as calças?! Temos aqui um exemplo da falácia Ignoratio Elenchi.

O que é que tem a ver o facto de hoje sabemos que os cometas são corpos celestes que orbitam o Sol, por um lado, com a associação de um astro com as mensagens dos deuses, por outro lado? Será que porque hoje sabemos que os cometas são corpos celestes que orbitam o Sol, segue-se que os deuses deixam automaticamente de existir? O que é que tem uma coisa a ver com a outra?

Eu pensava que a ciência não podia demonstrar que uma coisa não existe — incluídos os deuses. Mas o António Piedade operou uma revolução coperniana na ciência: a partir de agora, a ciência passa a determinar que uma coisa não existe, mesmo que não tenha a mínima ideia do que é essa coisa.

Terça-feira, 21 Janeiro 2014

O conceito de “sociobiologia”, segundo Karl Popper

 

«A ideologia darwinista contém uma tese muito importante: a de que a adaptação da vida ao meio ambiente (…), que a vida vai fazendo ao longo de biliões de anos (…), não constituem quaisquer invenções, mas são o resultado de mero acaso. Dir-se-á que a vida não fez qualquer invenção, que tudo é mecanismo de mutações puramente fortuitas e da selecção natural; que a pressão interior da vida mais não é do que um processo de reprodução. Tudo o resto resulta de um combate que travamos uns com os outros e com a Natureza, na realidade um combate às cegas 1. E o resultado do acaso seriam coisas (no mesmo entender, coisas grandiosas) como seja a utilização da luz solar como alimento.

Eu afirmo que isto é uma vez mais uma ideologia: na realidade, uma parte da antiga ideologia darwinista, a que aliás pertence também o mito do gene egoísta 1 (os genes só podem actuar e sobreviver através da cooperação) e o social-darwinismo ressurgido que se apresenta agora, renovada e ingénuo-deterministicamente, como “sociobiologia”.»2

Notas
1. referência a Richard Dawkins
2. trecho extraído do texto da conferência proferida por Karl Popper em Alpbach, em Agosto de 1982

D. Duarte Pio está mal aconselhado

Filed under: ética,Ciência,cultura,democracia directa,Política,politicamente correcto — orlando braga @ 11:09 am

 

Hoje parece estar na moda adoptar a estratégia de ambiguidade do papa Francisco I. Ora, a ambiguidade (ao contrário da ambivalência é que é do foro psicológico, e não devemos confundir “ambiguidade”, por um lado, com “ambivalência”, por outro lado) é uma forma de hipocrisia.

A posição manhosa de D. Duarte Pio acerca do referendo da adopção de crianças por pares de invertidos:

D. Duarte critica a aprovação recente, na Assembleia da República, da proposta para realização de um referendo sobre adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo. Para o Duque de Bragança, referendar não resolve nada. «A pergunta é ambígua, direi até propositadamente algo manhosa», disse ontem.

«O que é que nos deve preocupar? Os direitos dos adultos, que escolheram viver de determinada forma, ou os direitos das crianças?

Entendo que isso deve ser respondido por especialistas em educação, sociólogos ou psicólogos, pois são eles que nos podem dizer se os interesses das crianças estão ou não salvaguardados quando vão para uma família que não tem pai ou mãe. Infelizmente há muitas crianças institucionalizadas, sem pai nem mãe, mas entendo que esse assunto deve ser respondido por técnicos, pois o cidadão comum não tem dados científicos para tomar essa decisão», explicou.

(o texto foi corrigido para português correcto, devido a um problema de pós-literacia da escriba)

A opinião de D. Duarte Pio, transcrita acima, tem duas partes: a primeira é ética (¿o interesse da criança ou o interesse do adulto?), e a segunda é política (o argumento da ciência e dos “técnicos”), como se a ciência pudesse definir a ética (?!). Ou seja, a opinião de D. Duarte Pio é contraditória e bastaram algumas palavras para que a contradição dele se tornasse evidente.

Ou seja: é pena que ele não tenha, em seu redor, gente à altura das situações e que o aconselhe devidamente. E neste caso, talvez o melhor conselho é o de que ficasse calado.

Em primeiro lugar, as ciências sociais (ou as “ciências não-exactas”) não são exactas (passo a redundância). Penso que D. Duarte Pio sabe disto.

Em segundo lugar, as ciências, qualquer sejam, utilizam a estatística, e esta é sempre baseada no passado (não há estatísticas baseadas no futuro). E sendo que as ciências sociais ou humanas não são exactas, o problema das estatísticas baseadas no passado torna-se mais agudo.

Em terceiro lugar, a maior parte das pessoas — incluindo alguns “cientistas” e/ou “técnicos” — não faz a mínima ideia da dificuldade que a matemática e a estatística têm em verdadeiramente provar uma hipótese ou uma teoria. E quando esta dificuldade é aplicada às ditas “ciências humanas”, o grau de dificuldade dispara em direcção ao infinito.

Em quarto lugar, não devemos confundir ciência, por um lado, com cientismo, por outro lado. A ciência procura a verdade, o cientismo é uma forma de fazer política.

Finalmente, uma citação de G. K. Chesterton:

“Sem a educação, encontramo-nos no horrível e mortal perigo de levar a sério as pessoas educadas.” — G. K. Chesterton (“The Illustrated London News”).

O elitismo traduzido nas palavras de D. Duarte Pio não se coaduna com a tradição monárquica anterior ao Absolutismo — aquela tradição das Cortes em que o povo era representado. Esse elitismo é mais consentâneo com o conceito de vontade geral de Rousseau, ou seja, é um elitismo anti-monárquico. Como bem constatou Karl Popper, ao longo da História o povo enganou-se menos vezes do que as elites — incluindo os reis. Portanto, vamos banir aquela coisa velha do “horrível cheiro a povo” que caracterizou uma certa monarquia que, em finais do século XVII, aboliu as Cortes no nosso país.

Quinta-feira, 16 Janeiro 2014

Quântica e fotossíntese

Filed under: Ciência,Quântica — orlando braga @ 12:24 pm

 

Novas pesquisas científicas inferem que a fotossíntese das plantas está relacionada com a quântica, ou melhor, está relacionada com a coerência de vector-de-estado, também chamada de “coerência de interferência de onda”. Quando existe uma sobreposição de ondas quânticas, e essa sobreposição (vector-de-estado) é minimamente estável (coerência), então essa estabilidade do vector-de-estado influencia a “colheita” eficaz da luz por parte da planta.

«The most recent study has provided a theoretical argument that quantum effects must be present and that classical physics does not provide an explanation. It is claimed to be “the first unambiguous theoretical evidence of quantum effects in photosynthesis”.»

É a primeira vez que se verifica uma relação de nexo causal entre a biologia e a física quântica a uma temperatura ambiente.

Quarta-feira, 11 Setembro 2013

Segundo a “ciência”, as virtudes de um pai de família residem nos colhões

No século XIX esteve em voga uma disciplina “científica” que deu pelo nome de frenologia, que se baseava numa teoria segundo a qual as funções intelectuais do homem, o seu carácter e instintos estariam alojados em determinada região do cérebro, e que, alegadamente, poderiam ser determinadas pelo estudo das bossas ou das depressões cranianas. A frenologia assegurava que era possível determinar se um indivíduo era psicopata apenas pela observação das bossas e depressões cranianas. É óbvio que a frenologia passou de moda e hoje já ninguém a leva a sério.

Contudo, a tendência da “ciência” para julgar a personalidade e o carácter de um ser humano segundo a sua aparência física não esmoreceu. Se não, vejamos esta “notícia” do pasquim Púbico:

«A aptidão de um pai para cuidar de filhos pequenos está associada ao tamanho dos testículos, sugere um estudo publicado segunda-feira na edição online da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os investigadores concluíram que indivíduos com testículos menores tendem a colaborar mais em tarefas como a troca das fraldas, a alimentação ou o banho.»

O estudo “científico” baseia-se em perguntas feitas aos pais. Ou seja, a veracidade das respostas dos pais não foi verificada; partiu-se do princípio de que os pais diziam a verdade. Em suma, o estudo “científico” escora-se numa fé.

Depois, o estudo “científico” baseia-se num postulado segundo o qual os testículos maiores produzem mais esperma do que os testículos mais pequenos. Segundo este postulado, com o avançar da idade no homem, os testículos vão-se tornando maiores e descaídos, o que não significa que os testículos enormes e pré-históricos de um homem de 90 anos produza mais esperma do que os mais pequenos de um outro homem de 20 anos.

Posso até estar de acordo com a ideia de que as virtudes de um pai residem nos colhões; mas apenas em sentido figurado. Isto é: ou é da minha vista, ou hoje já não há muitos homens com os “colhões no sítio”.

[ficheiro PDF da notícia do pasquim Púbico]

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