Fiquei contente porque, pela primeira vez, concordo com a Isabel Stilwell. Afinal, o mundo ainda não está perdido.
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Sábado, 26 Fevereiro 2011
Sábado, 27 Novembro 2010
Quinta-feira, 21 Outubro 2010
Segunda-feira, 30 Agosto 2010
O neo-jansenista Eduardo Sá e a república de Platão
A simples hipótese de o Estado poder retirar uma criança aos seus pais sob pretexto de que ela é gorda, revela a tendência para-totalitária do nosso sistema político, na esteira do que se está a passar em Inglaterra e noutros países europeus. Quero com isto dizer que essa hipótese nunca deveria ser previamente colocada, e o que serve como paradigma para iludir a opinião pública é a comparação feita, por gente como o Eduardo Sá, entre a obesidade e a violência física exercida sobre as crianças.
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Sexta-feira, 13 Agosto 2010
O movimento de defesa dos “direitos” dos animais e a crescente animalização da sociedade

Propaganda dos 'direitos' dos animais
O que se está a passar com o movimento de defesa dos “direitos” dos animais é que este movimento se serve da reivindicação do bem-estar dos animais para colocar a vida do ser humano ao mesmo nível da de um touro (por exemplo). O que está por detrás do movimento de defesa dos “direitos” dos animais é uma ideologia eugenista, na linha ideológica de Margaret Sanger e do nazismo. A defesa dos “direitos” dos animais é, de facto, um movimento eugenista encapotado; a defesa dos animais nada mais é que uma forma de branquear uma agenda política que pretende a animalização da sociedade.
Reparem no outdoor à direita: faz sentido comparar os judeus no campo de concentração nazi com as galinhas, fazendo a equiparação e a equivalência de ambas as situações ??? Não dá para ver o tipo de gentalha que anima o movimento de defesa dos “direitos” dos animais ?
Um dos grandes defensores dos “direitos” dos animais é o australiano Peter Singer. No seu livro “Ética Prática”, Singer escreveu que a vida de um recém-nascido tem o mesmo valor da de um peixe. Por isso, escreve Singer, matar um recém-nascido não é assassínio e é tão imoral como esmagar uma lesma. No mesmo livro, Peter Singer escreve que sendo que o ser humano é tão animal como outro qualquer, o sexo entre seres humanos e animais não pode ser considerado como uma ofensa à dignidade humana.
Peter Singer inverteu o princípio do racismo nazi, adoptando o mesmo ódio anti-humano. Diz ele que a crença na dignidade do ser humano é especieísmo, e o especieísmo não é diferente do racismo. E como — continua Singer — o racismo é mau, a crença na dignidade humana também é má. Para Singer, o ser humano não tem mais dignidade do que uma mosca.

A ignorância é uma ajuda preciosa
O que Peter Singer defende é uma forma de nazismo politicamente correcto — um neonazismo que fica bem, cai bem nas elites eugenistas que, o que é pior, se reproduzem.
Na minha opinião, só por defender pública e implicitamente o assassínio de recém-nascidos, Peter Singer deveria ir para a cadeia com julgamento sumário. Mas isso são contas de outro rosário…
Peter Singer é, obviamente, marxista. Mas não é só Peter Singer que faz parte do movimento de defesa dos “direitos” dos animais: os activistas homossexuais e a respectiva Gaystapo, as feministas (lésbicas incluídas) e os activistas pró-aborto, todos eles fazem parte do rol de activistas em prol dos “direitos” dos animais. Todos esses movimentos fazem parte do movimento revolucionário internacional e do marxismo cultural.
E eu, que não apreciava as touradas, passei a tolerá-las.
Terça-feira, 29 Junho 2010
Para José Pacheco Pereira, o populismo é o povo
Por vezes, a classe política comete erros e depois coloca-se na posição de vítima. É o que parece expressar este postal do José Pacheco Pereira.
A classe política parece estar sempre isenta de culpa, e quando o povo se revolta, é populismo. Qualquer revolta popular contra a incompetência ou mesmo iniquidade da classe política é automaticamente classificada de populismo. Trata-se de um mecanismo de defesa que José Pacheco Pereira herdou da sua formação maoísta — um tanto semelhante ao mecanismo de defesa do movimento político gay, que sabendo das suas contradições idiossincráticas, considera homofóbico tudo quanto se lhe opõe ou assuma uma posição crítica.
Para o Pacheco Pereira, antes a ditadura do que a implementação, no nosso sistema político, de mecanismos de democracia directa que ele considera uma forma de ditadura.
Se o povo fala e comenta contra o comportamento da classe política, para o Pacheco é um prenúncio de morte (ou a linguagem do norte, que vai dar ao mesmo). A revolta do povo é, para ele, apocalíptica; o povo devia comer e calar.
A classe política representa a inquestionável legitimação ética do mostrengo (imundo e grosso): “Quem é que ousou entrar nas minhas cavernas que não desvendo, meus tectos negros do fim do mundo ?!” — mas contra a lei do mostrengo, o povo ao leme tremeu e disse: “El-Rei D. João Segundo!”.
E segue o povo, em poema: “Aqui ao leme sou mais do que eu: / Sou um povo que quer o mar que é teu; / E mais que o mostrengo, que me a alma teme / E roda nas trevas do fim do mundo, / Manda a vontade que me ata ao leme, / De El-Rei D. João Segundo!”
José Pacheco Pereira parece não querer compreender que o problema não é o de os políticos ganharem muito ou pouco dinheiro, mas o facto de não existir transparência sobre aquilo — muito ou pouco — que os políticos ganham. Quando um político passa pelo limbo da governança para depois entrar no paraíso das super-empresas dos lóbis da cidade-prostituta, estamos concerteza em face de um novo mostrengo “imundo e grosso”.
Porém, para o Pacheco, quem é o povo para poder reclamar qualquer tipo de ética para a classe política? “Quem vem poder o que só eu posso, / Que moro onde nunca ninguém me visse / E escorro os medos do mar sem fundo?”
Quinta-feira, 3 Dezembro 2009
Sábado, 15 Agosto 2009
Vasco Pulido Valente e o scotch

Escrevi aqui:
Vasco Pulido Valente compara a monarquia da Carta à III república. Contudo, a hipocrisia de Vasco Pulido Valente consiste no facto de não dizer que, no tempo da monarquia da Carta, não havia fundos comunitários [nem gamelas em Bruxelas].
VPV interpreta a acção do 31 da Armada de uma forma que se substitui aos próprios protagonistas — como se ele soubesse exactamente o significado da acção. E faz juízos de valor em casa alheia.
O excesso de scotch dá nisto.















