perspectivas

Segunda-feira, 14 Dezembro 2009

A chamada “extrema-direita” é gnóstica e revolucionária

Arquivado em: Política — O. Braga @ 10:10 pm

Sexta-feira, 20 Novembro 2009

A origem do ecologismo (2)

Recentemente, o bioeticista eugenista Peter Singer reduziu o estatuto de um ser humano recém-nascido a um peixe; contudo, a Singer é permitido não só exercer a profissão de professor universitário em Princeton, nos Estados Unidos, como a venda dos seus livros com este tipo de ideias têm vindo a crescer. É bom recordar esta aberração ideológica exactamente hoje, no dia em que faz 50 anos depois da convenção dos direitos da criança.
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Domingo, 8 Novembro 2009

O Europeísmo

A partir de 1 de Janeiro de 2010, deixaremos de viver, em termos práticos e objectivos, em uma democracia representativa.
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Terça-feira, 29 Setembro 2009

O Integralismo Lusitano, transportado para a realidade actual e do ponto de vista espanhol, é uma forma de iberismo

Arquivado em: Portugal — O. Braga @ 11:25 am
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Fiquei de demonstrar que a transposição tout-cours do Integralismo Lusitano de António Sardinha para a actualidade, é utilizada pelos unionistas monárquicos espanhóis para promover um iberismo de direita.

Embora António Sardinha fosse contra a União Ibérica, defendia “a individualidade portuguesa no seio da unidade hispânica, por um lado, e defendia, em alternativa à União Ibérica maçónica e republicana, a “Aliança Peninsular”.
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Domingo, 27 Setembro 2009

A saga blogosférica contra o patriotismo português continua

Arquivado em: Portugal — O. Braga @ 1:39 am
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Ao longo de uma série de postais cujas ligações podem ser encontrados neste último, nunca eu coloquei em causa a legitimidade moral e política dos nacionalistas espanhóis; apenas defendi a legitimidade dos nacionalistas portugueses. Que existam espanhóis nacionalistas, nada tenho contra; e por isso não admito que um nacionalista espanhol sonhe sequer colocar em causa a legitimidade do nacionalismo português. Ora isto tem sido feito sistematicamente pelo autor deste blogue espanhol, que assumindo-se como um nacionalista espanhol, acha que os portugueses não têm o direito de serem patriotas, defendendo a sua independência em relação a Espanha.

No seu último postal, o interlocutor espanhol passa das marcas e entra no insulto. Eu sei que tenho o condão de exasperar os meus contendores retóricos; é uma característica minha e não tenho culpa de a ter. Mas convinha que o senhor espanhol tivesse consideração ― e de uma vez por todas ― o seguinte: eu tenho todo o respeito do mundo pelo seu patriotismo; e apenas exijo que respeite não só o meu patriotismo como o de todos os portugueses..
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Sábado, 26 Setembro 2009

Finalmente, temos em Portugal uma direita sem complexos de esquerda

Arquivado em: Política, Portugal — O. Braga @ 2:46 pm
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moral-direita

Uma coisa positiva que os últimos quatro anos de exercício político do PS trouxe ao país ― do ponto de vista do povo menos esclarecido ― foi a erosão do preconceito (culturalmente implantado depois do 25 de Abril de 1974) segundo o qual a esquerda seria a detentora de uma superioridade moral intrínseca. Não só os muitos casos de suspeitas fundamentadas corrupção e tráfico de influências (como no caso de José Lello e o cônsul honorário de Portugal no Brasil que foi preso) como a defesa, por parte da esquerda, do aborto livre e da eutanásia, levou a que o povo menos letrado compreendesse que a esquerda não detinha o monopólio da moralidade. Pelo contrário, as agendas culturais de direita compagináveis com visão da moral cristã fizeram com o que o povo menos esclarecido começasse agora a perceber, embora de forma ainda rudimentar, que existe uma moral teleológica ― a de esquerda ― e uma moral ontológica ― a de direita.

Pela primeira vez, depois da hegemonia cultural da esquerda desde 1974, a direita deixou de ter vergonha de assumir como tal. Aquela direita envergonhada e complexada já não tem razão de existir, porque nem o povo compreenderia a não-assunção dos seus princípios e valores.

Naturalmente que, do ponto de vista formal, não existe um só “direita”, assim como não existe uma só esquerda. Porém, e pela primeira vez desde a “revolução dos cravos”, o PSD assumiu-se nesta campanha eleitoral clara e descomplexadamente como pertencendo ao centro-direita keynesiano; já vão longe os tempos em que Sá Carneiro teve que engolir e aplaudir o marxismo, e parecem estar afastados os pruridos e os complexos de culpa de Pacheco Pereira quando, não vai muito tempo, solicitamente definiu o PSD como “um partido da não-direita que não é de esquerda”.
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Quinta-feira, 24 Setembro 2009

O nacionalismo português incomoda Espanha?

Em vários postais ― que estão discriminados em rodapé ― referi-me a Espanha nos seguintes termos (resumidamente):

  • Argumento cultural: A Espanha de Zapatero é uma anedota em muitos países civilizados ― por exemplo, em França, Itália, Estados Unidos e Alemanha. E por isso, e dada a proximidade geográfica com Portugal , a Espanha de Zapatero é um termo de comparação que a esquerda portuguesa utiliza para importar uma agenda política de tipo gramsciana para Portugal, validando-a junto do povo português como sendo “moderna”.
  • Argumento político : os recentes acontecimentos da reacção espanhola ― incluindo a reacção do presidente da região espanhola da Extremadura, e outras ameaças ― em relação à intenção de Manuela Ferreira Leite em adiar a construção do TGV, e a interferência clara da PRISA SA (ligada ao PSOE) espanhola na TVI em tempo de eleições em Portugal, provam que para além do argumento cultural, existem já hoje claras e ilegítimas interferências do poder político espanhol na política portuguesa.

Isto são factos conhecidos por toda a gente.

Se considerarmos o facto de o Tratado de Lisboa permitir que as forças de segurança espanholas — que podem incluir polícias fardados ou forças militares — possam penetrar no território nacional, com um simples aviso ao governo português, desde que aleguem eventuais motivos de segurança interna, a actual atitude espanhola (não-oficial, mas oficiosa) preocupa-me, como deve preocupar qualquer português com bom-senso. O futuro encarregar-se-á de demonstrar que eu tenho razão.

Por outro lado, e para além do ministro socialista Mário Lino que se afirmou “iberista confesso”, o ministro socialista dos negócios estrangeiros Luís Amado defendeu publicamente uma “união política” com Espanha. Já não é só um ministro: já temos dois ministros da república a defender aberta e publicamente a alienação da soberania portuguesa a favor de uma federação com capital em Madrid.

Em função de todos estes factos, como português, indignei-me contra aquilo que eu considero ser uma vergonhosa interferência espanhola na vida política interna portuguesa, com a colaboração da maçonaria de ambos os países. E nesse sentido, escrevi os postais em rodapé.


Acontece que a minha defesa da independência de Portugal não agradou a dois blogues espanhóis, a ver:

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Quinta-feira, 3 Setembro 2009

Sobre Hegel e o comunitarismo de Etzioni

Fiquei a saber através de um comentário neste postal da existência do Comunitarismo, o que prova a minha ignorância e o facto de estarmos sempre a aprender. Segundo parece, o ideólogo do comunitarismo foi o judeu Amitai Etzioni. Sobre o comunitarismo segundo Etzioni, ainda não tenho opinião formada, embora se sugira aqui que o comunitarismo tem origem em Hegel, o que é provável.

Hegel

Hegel

Ora bem, antes de mais, para se evitarem mal-entendidos que sempre acontecem quando o espaço é curto, convém dizer que “nacionalismo” não é o mesmo que “estatismo”. As pessoas confundem Nação com Estado. Eu sou nacionalista mas não sou estatista ― o que não quer dizer que seja anti-Estado, nem o poderia ser, porque o Estado existe como um meio e não como um fim; o Estado serve a Nação e não é esta que deve servir aquele.

aqui se falou como as ideias de Hegel degeneraram naquilo que é o marxismo cultural ou politicamente correcto. As ideias têm sempre uma história. Eu estou de acordo com algumas ideias de Hegel ― por exemplo na frase que parece um cliché: “O que é real é racional, e o que é racional é real”. Mas a aplicação da dialéctica hegeliana ao processo histórico é perfeitamente desastrosa.
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Domingo, 23 Agosto 2009

Sobre o povo e a nação

Arquivado em: Maçonaria, Portugal — O. Braga @ 7:37 pm
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Bandeira da Maçonaria

Bandeira da Maçonaria Portuguesa


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Analisando um texto sobre o nacionalismo de Teixeira de Pascoaes

“De facto, ao falar-se de nacionalismo, podemos considerar três perspectivas:

A primeira é anti-nacionalista. Segundo ela, nada justifica uma identidade nacional.

A segunda é nacionalista. Centra-se na identidade nacional, opondo a nação às outras nações. Isto é, a nação é um fim em si própria e tudo deve ser feito para que ganhe prestígio e preponderância em relação às outras nações.

A terceira perspectiva é também nacionalista. Diríamos antes, supra-nacionalista. De acordo com ela, a nação deixa de ser um fim em si própria, para ser um meio, através do qual se possa alcançar um objectivo maior – a humanidade. Compreende-se assim a afirmação de Fernando Pessoa: “A nação é o caminho entre o indivíduo e a humanidade”. Por isso, o espírito nacionalista do passado vai dar lugar ao espírito supra-nacionalista do futuro mas, em qualquer deles, está presente a ideia de uma identidade nacional.

É de acordo com esta última perspectiva que devemos entender o ideal nacionalista de Pascoaes, a frequente alusão à Raça lusitana (4) e também ao sentido messiânico da Saudade e da Renascença portuguesa, capaz de alcançar uma dimensão universal: Mas o Povo Português, criando a Saudade, que é o Desejo e a Dor, que é Vénus e Maria, o Espírito semita e o corpo ária, viveu a própria Renascença, a qual encontrou, portanto, na alma da nossa Raça a sua expressão vivente e espontânea, a sua força viva que, posta, de novo, em movimento, criará uma nova civilização. O espírito lusitano abrirá na História uma nova Era. (”O Espírito Lusitano”).”

(autor: José Flórido)

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Terça-feira, 11 Agosto 2009

A monarquia é o futuro de Portugal

Arquivado em: Política, Portugal — O. Braga @ 7:00 am
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Alguém içou ― e muito bem ― a bandeira monárquica nas varandas da Câmara Municipal de Lisboa. Nós vivemos numa ditadura maçónica e republicana disfarçada de democracia, porque a República e o seu sistema político nunca foram referendados. Em alguns casos, o mimetismo republicano em relação à monarquia realiza-se no pior que esta última tinha, e o positivo da monarquia é ostensivamente feito esquecer ― digo “feito esquecer” porque nunca se esquece o que nos é intrínseco.
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Sexta-feira, 31 Julho 2009

Como fui eu parar à extrema-direita?

no-left

Hoje, quem se atreve a dizer determinadas verdades é automaticamente apodado de “extremista de direita”. Em conversa com um colega meu de nacionalidade holandesa, ele disse-me que na Holanda já existe uma corrente de opinião libertária intelectual radical de esquerda, segundo a qual quem se opõe à legalização da pedofilia e à prática da zoofilia (bestialidade), já é também considerado de “extrema direita”. Reparem bem: quando os intelectuais radicais de esquerda colocam em causa determinados tabus, estes serão, a prazo, eliminados.

De facto, assiste-se a um fenómeno curioso: nos anos 80 do século que findou, eu era considerado pelas pessoas minhas amigas como uma “pessoa tolerante” em relação ao socialismo democrático de então; diziam-me eles que eu era “suspeito”. Por exemplo, para as eleições autárquicas, cheguei a votar num candidato do PCP porque me pareceu uma pessoa honesta e trabalhadora.
Porém, com o aparecimento do radicalismo do Bloco de Esquerda, eu fui tele-transportado para a “extrema direita” sem que eu tivesse mudado uma vírgula no meu discurso e nas minhas opiniões. Passei a ser de “extrema-direita” por uma radical determinação da extrema-esquerda.
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Quarta-feira, 15 Julho 2009

Les bons esprits se rencontrent

Arquivado em: Blogosfera — O. Braga @ 12:31 am

Ao ler este postal tive a sensação estranha de estar a ler um enunciado das características do mostrengo, que ninguém conhece ― aquele que está no fim do mar.
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Terça-feira, 14 Julho 2009

A Direita com cabeça, tronco e membros

Arquivado em: Política, Portugal — O. Braga @ 7:05 pm
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Atentem, por favor, a este texto de Jaime Nogueira Pinto, que transcrevo parte:

«Depois do fim do comunismo e da conversão dos socialistas ao mercado [os valores e princípios identitários da direita] já não pode ser o liberalismo económico.

A direita ideológica tem a ver com a ideia de valores de orientação permanente, à volta da nação, da religião, da família, de uma certa ordem natural, que admite mudanças, mas rejeita utopias e sobretudo a absolutização do relativo. E esses valores podem ser defendidos no quadro democrático. Não fizeram outra coisa nos últimos trinta anos os grandes partidos da direita da Europa e dos Estados Unidos.»

Esta visão da Direita não só é defensável como é galvanizadora, porque é racional em toda a linha. Senão, repare-se:
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Segunda-feira, 6 Julho 2009

A ameaça espanhola

Se eu tivesse hoje vinte anos, o único país da Europa ― para além de Portugal, até ver ― onde me sentiria confortavelmente inserido na sociedade, seria a Irlanda. Naturalmente que se poderia dizer que se eu tivesse vinte anos não pensaria assim; porém, o facto de existirem jovens com vinte anos que pensam como eu mantém a probabilidade objectiva de que se o tempo recuasse, ainda assim eu manteria a mesma opinião.

No seguimento do postal anterior, um dos grandes problemas de Portugal chama-se “Espanha”. Espanha representa um enorme problema para Portugal em todos os sentidos, para além do perigo de desintegração territorial do leviatão espanhol que pode, pelo menos, causar grandes incómodos ao nosso país. “Nós podemos escolher os nossos amigos, mas não podemos escolher os nossos vizinhos”, diz o povo, com razão.
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Segunda-feira, 20 Abril 2009

SOS RACISMO não tem credibilidade

Arquivado em: politicamente correcto — O. Braga @ 8:01 am
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No noticiário da TSF das 7 da manhã fez-se alarde do “perigo racista e nacionalista dos skinheads portugueses”, e naturalmente que tivemos todos que levar com a opinião do SOS RACISMO através de um tal José Falcão.

Devo dizer que me incomoda que o nacionalismo seja conotado nos me®dia com o racismo; eu sou nacionalista como Teixeira de Pascoaes foi, e não consta que o poeta e escritor tivesse sido racista.
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Sexta-feira, 20 Fevereiro 2009

O clube de Bilderberg, por Daniel Estulin

Arquivado em: Política, Sociedade — O. Braga @ 4:57 pm
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Corre por email uma versão em PDF do livro de Daniel Estulin, “O Clube de Bilderberg”. Trata-se de uma versão com muitos e graves erros de tradução para o português do Brasil, para além de conter erros gramaticais. Se quiserem, deixem ficar um comentário neste postal, indicando o email, que terei muito gosto em enviar o ficheiro em PDF. O download do livro pode ser feito aqui.
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Sábado, 7 Fevereiro 2009

Voltando ao Iberismo (e a Fernando Pessoa)

Arquivado em: Portugal — O. Braga @ 3:35 pm
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Quinta-feira, 5 Fevereiro 2009

Hegel e a quântica (1)

Arquivado em: Religare, filosofia — O. Braga @ 5:13 pm
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Muitas das críticas feitas a Hegel são baseadas na “falácia de Parménides”, que consiste em analisar o pensamento de alguém fora do seu contexto histórico. Por exemplo, não podemos dizer que Newton estava errado em muita coisa na sua teoria porque não teve em conta a relatividade geral de Einstein. Porém, este tipo de absurdo na análise é muitas vezes invocado subliminarmente para criticar uma parte do pensamento de Hegel com o intuito de desvalorizar todo o seu pensamento.

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Quarta-feira, 14 Janeiro 2009

Quem defende o iberismo ideológico-político , é a Esquerda

Arquivado em: Portugal — O. Braga @ 2:45 pm
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saramago-traidor

Ser contra a actual esquerda republicana e iberista não é uma simples opção ideológica: é um imperativo de consciência nacional. Esta é uma das razões porque sou monárquico.

José Maria Martins escreve um artigo sobre a influência espanhola em Portugal, de que aconselho a leitura. Eu tenho muitos amigos espanhóis, e portanto este meu postal não discrimina os espanhóis em termos abstractos ou/e concretos, mas denuncia políticas ― incluindo a política portuguesa da III República.

Uma das características do republicanismo português até 1974 foi o seu nacionalismo e patriotismo. A afirmação da independência portuguesa ― a todos os níveis ― foi bandeira da I República e Salazar seguiu, neste particular, a tradição republicana portuguesa. Pelo contrário, a 2ª República espanhola (tal como a primeira), caracterizada pela grande influência de anarquistas e comunistas, sempre foi desintegracionista da unidade espanhola e iberista.

Portanto, está historicamente comprovado que a 1ª e a 2ª Repúblicas espanholas foram desintegracionistas e iberistas, e que a 1ª e a 2ª Repúblicas portuguesas foram nacionalistas e patrióticas.

Salazar apoiou Franco exactamente pelas diferenças entre os dois republicanismos ― não se tratou apenas de uma afinidade ideológica entre os dois, que diga-se nem foi tão grande quanto a actual esquerda pretende fazer crer; Salazar e Franco tinham grandes diferenças ideológicas.

Perante o advento da guerra civil em Espanha, Salazar tinha essencialmente três opções:

1) fazer de conta que a guerra civil espanhola não tinha nada a ver com Portugal, assumindo uma neutralidade no conflito espanhol;

2) apoiar os republicanos espanhóis na esperança de que a balcanização da Espanha enfraquecesse as aspirações seculares espanholas de anexação de Portugal;

3) apoiar Franco contra os republicanos, esperando que esse apoio contribuísse para que o iberismo agressivo do republicanismo espanhol fosse eliminado.
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