Causam-me perplexidade os caminhos ínvios pelos quais, nos últimos tempos, uma certa “resistência católica” decidiu enveredar, num processo que tem entre os seus protagonistas pessoas que me habituei a estimar.
via A Casa de Sarto: Desabafo acerca de uma certa "resistência católica".
Ser católico não é necessariamente ser santo. Aliás, este argumento da necessidade de santidade por parte dos católicos é um argumento do revolucionário mais radical: “o bom católico, se for coerente, tem que dar a outra face” — dizem eles amiúde, aproveitando-se do argumento para desferir mais uma lambada.
Há pessoas que pensam que um bom católico, colocado perante a iniquidade da sociedade, não deve fazer outra coisa senão rezar: o bom católico deve ser bem-educado, polido nas palavras, perfeito como Deus, e não reagir à iniquidade de outro modo senão através da oração.
Porém, num convento, há os frades que tratam da missa diária que eleva o espírito, e os que tratam da cozinha que mantém os estômagos aconchegados. Todos são necessários, uns de um modo e outros de outro, para manter o convento em harmonia. Um mau cozinheiro de um convento, que não saiba, por exemplo, como tratar o peru para o Natal da confraria, é tão nocivo para a irmandade quanto o frade que desafina no coro da Missa do Galo.














