perspectivas

Quarta-feira, 31 Outubro 2012

Espanha e a Europa com gravíssimos problemas demográficos

“Pero lo que de verdad está pasando es que la intensa recesión económica que nos aflige ha hecho aflorar de forma anticipada la depresión demográfica estructural a la que estamos abocados por nuestras escuálidas tasas de fecundidad de las últimas décadas, que nos conducen a ser un país decrépito y menguante, en la macabra senda del suicidio demográfico, en que no sólo peligran las pensiones, sino los demás fundamentos del bienestar y la prosperidad de nuestra sociedad.

via Alejandro Macarrón – Se agudiza la recesión demográfica – Libertad Digital.

Surpreendeu-me, no texto, o conceito de “infertilidade voluntária massiva”.

Este conceito supracitado engloba muitos outros; por exemplo, engloba o conceito de “aborto a pedido discricionário da mulher”; engloba o conceito de “primazia absoluta do princípio do interesse próprio”; engloba também o conceito de “maior felicidade para o maior número”, ou utilitarismo. Engloba também o conceito de “autonomia radical do indivíduo”, e de “dissociação e de atomização sociais”.

A ideia de Esquerda segundo a qual “a infertilidade voluntária massiva se prende com a crise económica”, é falsa. Em Espanha, a tendência já vinha desde 1994; na Alemanha, onde não há praticamente desemprego e onde a crise não se nota, a infertilidade voluntária massiva é comparável à espanhola. Estamos em presença de um fenómeno cultural que abrange simultaneamente quase todos os países da Europa e todos os países da União Europeia.

Nos Estados Unidos, Obama pretende importar este fenómeno cultural da Europa. Com um pouco de sorte e muita lucidez, os americanos vão eleger Mitt Romney.

Sendo um fenómeno cultural à escala europeia, o fenómeno cultural da infertilidade voluntária massiva não pode ser travado ou coarctado, em um determinado país da Europa, sem que exista um “divórcio cultural”, e portanto, político, desse país com as elites políticas da União Europeia.

E este “divórcio cultural” é o que têm tentado fazer a Hungria e a Ucrânia — o que lhes tem valido uma perseguição política e ideológica feroz vinda da parte das instituições da União Europeia que não perdoam aos relapsos da doutrina politicamente correcta, e aos heréticos que não lêem pela mesma cartilha niilista dos senhores da Europa herdeira do marxismo cultural.

Como diz o autor do texto e é verdade, “ter ou não ter filhos é sobretudo uma questão de valores e de prioridades na vida”. E esses valores e essas prioridades são impostos, de cima para baixo, pelas elites políticas e intelectuais da Europa que se servem dos me®dia para os fazer passar e propagandear.

Sinceramente, nunca pensei assistir a este fenómeno cultural niilista. Nunca me passou pela cabeça, há 20 anos, que um fenómeno cultural negativo deste calibre fosse possível. E por mais voltas que dê à cabeça, não vislumbro maneira de sair desta armadilha ideológica que nos leva ao suicídio demográfico senão mediante a “suspensão da democracia”.

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1 Comentário »

  1. A suspensão da democracia vai acontecer, não se sabe quando exactamente, mas acontecerá. Sobretudo porque a mesma é um “monstro” que devora os seus filhos.
    A democracia é um termo impreciso que se permite “filtrar” e “decretar” o que é ou não é democracia. Ora, qualquer sistema que tenha por base a tolerância intolerante, está condenado a “morrer”, seja pela via da sua radicalização máxima ( o que acontece na actualidade), seja pela via do seu abandono, puro e simples (esta via requer que as pessoas tenham visão para deixar de votar em partidos políticos, derrubando o sistema).

    A “infertibilidade massiva voluntária” está presente há mais de 25 anos na Escandinávia, na Holanda, na Alemanha como já referiu e também em Inglaterra, e em menor escala na Bélgica e na Áustria. Só mais recentemente o fenómeno se expandiu para o Sul da Europa, Portugal e Espanha um pouco mais tarde que Itália e França. Como sabemos o nível de vida na Escandinávia é 7 vezes superior ao do sul da Europa, portanto, não pode haver aqui qualquer argumentação económica; as raízes deste fenómeno são originárias do marxismo cultural, que ao pretender levar o utilitarismo até à última fronteira acaba por servir aqueles que diz combater.

    O marxismo cultural é composto de uma série de sub-produtos e utopias negativas, fazendo do mesmo o instrumento perfeito para a “besta do apocalipse” se instalar o trono. Não é à toa que o comunismo afligia consciências e ainda hoje aflige.

    Comentário por Filipe Crisóstomo (@Skedsen) — Quarta-feira, 31 Outubro 2012 @ 9:28 am | Responder


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