Se perguntarmos ao João Miranda se — para cortar na despesa — o aborto deve ser gratuito nos hospitais públicos, ou se uma mulher reformada que foi agredida na rua deve pagar taxa moderadora de 109 Euros na urgência do hospital — muito provavelmente o Miranda não estaria com meias medidas no corte da despesa: “PQP a velha!, porque sem preservativo é que é bom!”
É nestas incongruências que o Miranda e toda a tropa bovinotécnica do Blasfémias perdem a razão: dizem eles que “querem cortar na despesa”, mas apenas naquilo que dá jeito ao lóbi económico, ideológico e político que essa tropa fandanga representa na blogosfera.
O exemplo da reformada pagante e do aborto gratuito é apenas um entre muitos em que as opções políticas e ideológicas nos cortes nas despesas distinguem o PSD do Pernalonga do CDS/PP.














