perspectivas

Sexta-feira, 26 Outubro 2012

¿Espanha está ‘hodida’?

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 3:19 pm
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La tasa de paro supera el 25% en España, pero la mitad  del país supera o roza el 30%, algo inédito en la historia y en el mundo desarrollado.

via Media España se instala en la depresión con un paro medio del 32% – Libre Mercado.

O desemprego em Espanha é o maior em todo o mundo desenvolvido (25% da população activa), e tem a quarta maior taxa de desemprego do mundo, a seguir à Macedónia, Bósnia e Sérvia; e tem até uma taxa de desemprego superior à do Sudão. Mas se dividirmos Espanha em norte e sul, a taxa de desemprego do centro-sul desse país atinge, em média, os 32,2% da população activa. Mesmo a taxa de desemprego na industrializada Catalunha é alta: 22,5%.

Em contraponto a Espanha, a Itália beneficiou, desde o princípio da primeira década do século, da governança não socialista de Berlusconi, o que fez com que a poupança interna italiana financiasse, em grande parte, o próprio défice do Estado italiano — o que não aconteceu com o despesismo socialista de Zapatero.

Quando um país tem uma taxa de desemprego tão elevada como a espanhola, é porque tem vindo a “exportar emprego”. O emprego espanhol tem vindo a ser “exportado” para outros países, nomeadamente:

  • países terceiros (exteriores à União Europeia e à zona Euro) com os quais a União Europeia tem tratados especiais de comércio;
  • países da União Europeia cujas economias “giram” em torno da Alemanha (para além da Alemanha, e por esta ordem, a Holanda, a Dinamarca, a Finlândia, a Áustria, a Bélgica e a França).

O emprego espanhol é “exportado” basicamente por três ordens de razões :

  • as políticas socialistas, estatistas e despesistas do famigerado Zapatero;
  • a adesão ao Euro cujo câmbio monetário e valor internacional tornam o trabalho espanhol muito caro quando comparado com os países terceiros;
  • a imposição a Espanha de uma determinada política comercial e aduaneira — o comércio com os países terceiros, ou os países que estão fora da União Europeia — que é “a gosto e conveniência” das duas grandes potências industriais ou “O Directório” da União Europeia (Alemanha e França).

A pergunta que fazemos é a seguinte: ¿poderá a Espanha, mantendo-se no Euro, voltar à taxa de desemprego de 2006 e do tempo do primeiro-ministro Aznar? Duvido!

Há já um caminho político, económico e financeiro que foi percorrido na União Europeia desde 2006, e esse caminho já não tem retorno. Há certos “ajustamentos” económicos à escala dos países da União Europeia que já não voltam para trás. Na minha opinião, ou a Espanha sai do Euro a médio prazo, ou ¡está hodida !

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