Defender a soberania é defender, em termos gerais, aquilo que é estritamente português, o que passa obviamente pela defesa da cultura e da história portuguesas. Ora, o Acordo Ortográfico é imposto aos portugueses ao arrepio da sua cultura, tradição e história.
Portanto, defender a soberania e, ao mesmo tempo, defender o Acordo Ortográfico parece ser uma incoerência que decorre da estupidificação intelectual de quem está mandatado para escrever em nome do movimento monárquico.
Aqui, não se trata de “pluralismo”. Não é possível ser “soberanista desta maneira”, “soberanista daquela maneira”, e ainda “soberanista de aqueloutra maneira”. Ou se é soberanista, ou não.
O que pode ser plural é a acção política que decorre da aceitação prévia do paradigma da soberania. E o paradigma da soberania assenta, nomeadamente, no respeito pela especificidade da cultura e da história de Portugal.
E se o movimento monárquico não é soberanista, então que se deixe de hipocrisias. Se o que interessa ao movimento monárquico é a manutenção do status quo apenas com a mudança de elites no poleiro, que o diga. A monarquia não é uma espécie de “novo negócio republicano”.
Com monárquicos destes, não precisamos de anti-monárquicos. Com soberanistas destes, não precisamos de vendilhões da pátria.















Plenamente de acordo.
Comentário por guttendorf — Quarta-feira, 31 Outubro 2012 @ 11:02 pm |