perspectivas

Terça-feira, 23 Outubro 2012

Com a guerra dos porcos também se constrói a nova URSS

La directiva europea de bienestar porcino costará a España de 600 a 800 millones en adaptaciones de más de 50.000 explotaciones e implicará el cierre de miles de granjas -7.000 según algunos cálculos-, que no podrán reconvertirse. Así lo han indicado fuentes del sector que, en algún caso, anticipan desabastecimiento y mayores precios por la caída de la cabaña.

Bruselas ya obligó a las explotaciones creadas a partir de 2003 a que las cerdas permanezcan en grupos desde las cuatro semanas de gestación, obligación que extenderá a todas las granjas construidas antes de esa fecha a partir del 1 de enero de 2013.

via El bienestar del cerdo costará más de 600 millones y cerrará miles de granjas – Libre Mercado.

Contava-se a seguinte anedota na década de 1980, em que a fiscalização do ministério da agricultura andava a controlar a alimentação dos porcos no Alentejo: chegado a uma granja, um funcionário do ministério perguntou ao proprietário: “¿Que tipo de comida você dá aos seus porcos?”, ao que o alentejano respondeu: “Eu não dou comida aos porcos, coisa nenhuma. Eu dou três Euros a cada um, para o almoço, e eles que se desenrasquem: o problema é deles!”

Aquilo que era anedota há 30 anos transformou-se na realidade. Aliás, a nossa realidade política é uma anedota; mas é uma anedota muito perigosa.

Eu estou absolutamente convencido — não tenho dúvidas nenhumas! — que a União Europeia é um problema metastático enorme que se acumula e se desenvolve, enquanto problema, a cada dia que passa.

Por exemplo, a ideia da comissária da União Europeia, Viviane Reding, que prepara uma lei — obviamente obrigatória para todos os países que pertencem à União Europeia — segundo a qual os conselhos de administração das empresas privadas serão obrigadas a ter, no mínimo, 40% de mulheres (mesmo que elas façam tricô nas reuniões do conselho, ou passem o tempo a “cortar na casaca” alheia), é absolutamente extraordinária e digna da ex-URSS.

A burocracia da União Europeia está asfixiar a nossa cidadania e as economias de quase todos os países da Europa (até agora, com excepção da Alemanha e pouco mais). Naturalmente que o argumento ecofascista invocado de “melhores condições das porcas parideiras”, é um sofisma que serve apenas interesses político-económicos; assim como o argumento gayzista e politicamente correcto do “casamento para todos” que defende o “casamento” gay, é outro sofisma que serve interesses totalitários inconfessáveis que passam pela desconstrução da cultura antropológica, por um lado, e pela imposição de uma dissonância cognitiva a toda a sociedade no sentido da sua atomização, por outro lado.

Portugal, dentro da União Europeia, tem um peso específico quase nulo, como se vê agora com a acção da Alemanha (através do BCE [Banco Central Europeu]) e da comissão europeia na imposição de medidas draconianas que atiram a nossa economia para a idade da pedra. Também é verdade que se Portugal sair da União Europeia, o seu peso específico continua quase nulo, porque Portugal é país com apenas 10 milhões de habitantes. Mas, mal por mal, temos que escolher o menos mal: e por isso é que eu estou convencido de que Portugal, apesar de tudo, só sairia a ganhar com a retirada da zona Euro e com uma política crítica em relação à União Europeia.

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1 Comentário »

  1. Isto está dito de outro modo, na página ‘Logicocracia para Portugal’ no facebook.

    Comentário por guttendorf — Terça-feira, 23 Outubro 2012 @ 10:24 pm | Responder


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