perspectivas

Segunda-feira, 15 Outubro 2012

O conluio entre os revolucionários (de esquerda e de direita) contra a família tradicional

«Este documento confidencial produzido pela equipe do Sr. Henri Kissinger em 1974, desclassificado pela Casa Branca em 1989, estabelece as políticas e estratégias a serem implementadas pelo Governo Americano, para a redução da população dos países em desenvolvimento. O documento expõe a preocupação com o crescimento da população mundial e propõe medidas de controle utilizando como eufemismo “ Serviços de Planeamento Familiar ”. Entre os instrumentos de “planeamento familiar” recomendados estão: anticonceptivos orais, DIUs, melhores métodos de prever a ovulação, esterilização de homens e mulheres, meios leuteolíticos e auto-progesterona, métodos não clínicos: espumas, cremes e preservativos.»

via Controlo da população | O relatório Kissinger.

¿Será que a Esquerda (Bloco de Esquerda, Partido Comunista e o Partido Socialista) estão “feitos” com os americanos, na medida em que defendem as mesmas políticas anti-demográficas que uma certa elite riquíssima dos Estados Unidos defende?
¿E o que dizer da opinião do plutocrata de Bilderberg, Pinto Balsemão, expressa na seguinte frase?:

“Se a população portuguesa fosse metade da que existe actualmente, não teríamos problemas económicos nem de défice.”Francisco Pinto de Balsemão

É certo que tanto a Esquerda como a elite plutocrata americana estão de acordo quanto à acção política de destruição da família tradicional, embora por razões diferentes. Mas uns e outros sempre estiveram de acordo! Aquilo a que chamamos de “revolução burguesa” de 1789, em França, é o princípio de um acordo radical, em algumas áreas de acção política, entre os revolucionários (de esquerda) e a alta burguesia (revolucionários de direita).

Por exemplo, as políticas eugénicas [eugenismo] do princípio do século XX eram compartilhadas pela Esquerda política, por um lado, e pela elite endinheirada, por outro lado. A eugenista, abortista e feminista radical americana Margaret Sanger pertencia à classe alta e endinheirada e foi apoiada pelos muito ricos na sua acção anti-família tradicional, embora ela se dissesse “de Esquerda” (“liberal“). O capitalista Henry Ford (dos automóveis Ford) apoiou financeiramente o regime de Hitler e a política eugénica do nazismo. Ford nunca negou, e assumiu mesmo, que era um eugenista.

O eugenismo nasceu em Inglaterra na esteira de Darwin, e não nos Estados Unidos. Aquilo que o documento Kissinger defende, em traços largos, já tinha sido defendido, 100 anos antes, pelo aristocrata inglês Francis Galton no seguimento de Malthus e Darwin, e foi apoiado por quase toda a intelectualidade da esquerda inglesa daquele tempo.

Em suma : 1/ atribuir a origem da política anti-demográfica exclusivamente aos americanos é não conhecer a História; 2/ a Direita actual (nos Estados Unidos e na União Europeia) pode ser tão destrutiva, para a sociedade e para a humanidade, quanto a Esquerda.

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