perspectivas

Terça-feira, 9 Outubro 2012

Passos Coelho e a sua Guerra dos Porcos

Os funcionários públicos perdem o direito ao pagamento dos três primeiros dias de falta por doença e daí em diante perdem 10% da remuneração.

via Funcionários públicos perdem “subsídio” nos três primeiros dias de faltas por doença – Economia – PUBLICO.PT.

As regalias da Função Pública eram uma “referência para o melhoramento de condição social”. As empresas privadas, quando negociavam as suas contratações com novos empregados, tinham como referência as condições salariais — e outras — da Função Pública.

Passos Coelho está a acabar com essa referência sociológica e cultural. Aliás, Passos Coelho está a acabar com qualquer referência, porque com excepção do governo do famigerado comunista Vasco Gonçalves nos idos da década de 1970, nunca existiu em Portugal governo tão igualitarista quanto este.

O igualitarismo de Passos Coelho é semelhante ao da Guerra dos Porcos [Animal Farm] de George Orwell, segundo o qual “todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que outros”. E é dentro deste espírito da Guerra dos Porcos que Passos Coelho, para além de erradicar qualquer referência sociológica que possibilite a mobilidade das hierarquias sociais, está a matar a classe média, criando uma pequena elite de muitíssimo ricos, e um manancial esmagador de pobres.

O programa político de Passos Coelho é o de construção de um fascismo clássico.


Chega-nos uma história da Suécia que ilustra este tipo de igualitarismo coelhista que nivela por baixo:

Annika Eriksson, a lunch lady at a school in Falun, was told that her cooking is just too good.

Pupils at the school have become accustomed to feasting on newly baked bread and an assortment of 15 vegetables at lunchtime, but now the good times are over.

The municipality has ordered Eriksson to bring it down a notch since other schools do not receive the same calibre of food – and that is “unfair”.

via Lunch lady slammed for food that is 'too good' – The Local.

Lemos a história de Annica Eriksson, uma exímia cozinheira de uma escola na cidade sueca de Falun, que foi obrigada a cozinhar mal e a baixar a qualidade da comida confeccionada, porque, segundo as autoridades suecas, a excelência dos seus cozinhados era injusta para com os alunos de outras escolas que não tinham à sua disposição uma cozinheira com a qualidade de Annica Eriksson.

A forma de pensar do político europeu politicamente correcto, e por isso de Passos Coelho, é exactamente esta: fascista.

“A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas com desigualdade justa” — Nicolas Gomez Dávila

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1 Comentário »

  1. Ou de como as verdades mais profundas são sempre as mais simples!
    Parafraseando alguém muito conhecido na nossa praça:
    -Estará tudo grosso, lá pelo norte? Ou mexeram na cerveja?
    Cumpts

    Comentário por Inspector Jaap — Quarta-feira, 10 Outubro 2012 @ 10:48 am | Responder


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