“Julgo que não vale a pena ter um banco público que quase só serve os interesses da oligarquia partidária que, de um modo irresponsável e penoso, se vai alternando no poder. Escolham só a melhor altura para o vender.”
O Carlos Fiolhais teve razão até ao último parágrafo: fez o diagnóstico correcto e depois aplicou a receita errada. Detectou a causa da doença, e para a curar radicalmente, recomenda a eutanásia.
1/ O Banco de Portugal já não é de Portugal; em termos práticos, é apenas e só uma filial do BCE [Banco Central Europeu]. Se privatizarmos também a Caixa Geral de Depósitos, o Estado português fica sem qualquer instrumento de intervenção directa na economia.
2/ Nos países da União Europeia que conheço, existem Bancos do Estado. Por exemplo, na Alemanha existem vários Bancos do Estado, e um deles é a Sparkasse que é uma espécie de Caixa Geral de Depósitos alemã. Portanto, não percebo por que razão Portugal terá que ser a excepção à regra europeia…!
3/ Se a Caixa Geral de Depósitos só serve a oligarquia partidária, então tem que se acabar com o mal. Ou seja, terá que se acabar — utilizando a força bruta, se necessário — com a influência desmedida e desregrada da oligarquia partidária (que passa pela influência da maçonaria, como todos sabemos) na sociedade portuguesa; e não transformar Portugal em excepção à regra europeia.














