perspectivas

Quinta-feira, 4 Outubro 2012

As elites políticas e a tentativa de erradicação da consciência e da culpa

Eu não sou grande psicólogo (reconheço essa minha insuficiência) mas acredito que o problema das pessoas, em geral, é a consciência. Muita gente gostaria de eliminar a consciência e a capacidade do ser humano de sentir culpa — mas isso é uma impossibilidade objectiva: o que caracteriza o ser humano e que o distingue dos outros animais, é a consciência e o sentimento de culpa.

O que as pessoas têm que fazer é aprender a conviver com a consciência e com a culpa, o que significa a necessidade do uso da razão (lógica). Ou seja, através da razão aprendemos a perdoar os outros, e sobretudo a nós próprios no sentido em que interiorizamos a nossa acção no futuro. Segundo a religião cristã, podemos ser salvos até ao último minuto das nossas vidas: basta que nos arrependamos sinceramente, reconheçamos a nossa culpa, e sigamos em frente.

Quando a vivência emocional é de tal modo forte que ofusca a razão, surge então essa tentação contra-natura de erradicar a consciência e a culpa das nossas vidas. Essas pessoas que ignoram a culpa (e a consciência) conseguem ser mais infelizes do que outras que optam pelo reconhecimento da sua consciência e da sua eventual culpa.

A tentativa política (utópica! delirante!) de normalização da homossexualidade, para além de ser uma ideologia propalada pelas elites globalistas que partem de um autêntico mito do excesso de população (http://bit.ly/RfVJm8), é também o reflexo da procura da eliminação da consciência e da culpa.

Mas o que está por detrás da acção do politicamente correcto é ainda mais complexo e sofisticado, porque entra pela psicologia adentro: utilizando a tentativa da erradicação massiva da consciência e da culpa, as elites políticas pretendem relativizar a ética, retirando ao cidadão comum as referências de valores milenares e hierarquizadas que possam determinar o seu comportamento.

Ora, foi exactamente um processo político semelhante a este que se passou na Alemanha nazi.

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