perspectivas

Sexta-feira, 21 Setembro 2012

Sara Skyttedal, vice-presidente da Juventude do Partido Popular Europeu, não concorda com Durão Barroso

Sara Skyttedal, vice-présidente des Jeunes du Parti populaire européen, déclare que la vision de José Manuel Barroso d’une Europe fédérale est « effrayante » et « rend difficile d’être pro-UE ».

via Effrayant… : Le blog d'Yves Daoudal.

No seu discurso do “estado da união” (¡ como se houvesse “união” !) a 12 de Setembro p.p., Durão Barroso apelou à União Europeia para “evoluir para uma Federação de Estados-Nações”. Tenho estado estes últimos dias a ruminar mentalmente no que significa uma “Federação de Estados-Nações” senão uma contradição em termos.

Se por “Federação de Estados-Nações”, Durão Barroso quis dizer “Confederação” (como existe, por exemplo, na Suíça), é uma coisa; se por “Federação de Estados-Nações” ele quis dizer “Federação” (como existe, por exemplo, nos Estados Unidos), é outra coisa, diferente.

Seja o que for que Durão Barroso quis dizer, a verdade é que a jovem sueca Sara Skyttedal, vice-presidente da Juventude do Partido Popular Europeu (PPE) que é, ou supõe-se ser, um partido com alguma (pouca) tendência conservadora, veio dizer que as ideias federalistas de Durão Barroso são “assustadoras” e “tornam difícil ser-se pró União Europeia”. Eu devo dizer que, neste aspecto, estou de acordo com ela.

Acontece que Durão Barroso pertence também ao PPE; e vemos a vice-presidente da Juventude do PPE afirmar que as suas (dele) ideias federalistas são “assustadoras”. E a razão desta discrepância não tem nada a ver com pluralismo ideológico, mas com o facto de Durão Barroso não ser, nem nunca ter sido, um conservador.

Durão Barroso, enquanto jovem estudante, foi militante do partido português MRPP, que era e é um partido maoísta. Durão Barroso era um comunista. As ideias maoístas da juventude de Durão Barroso não desapareceram como que por milagre, apesar de ele ter mudado de filiação partidária. As ideias federalistas de Durão Barroso assustam porque o seu arquétipo mental foi formatado, na sua juventude, dentro de parâmetros totalitários.

O que Durão Barroso defende para a Europa é um leviatão — uma espécie de uma nova edição da ex-URSS, um leviatão burocrático que asfixia o cidadão de qualquer das nações europeias em causa.

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