Em contraponto, os erros de governação até ao século XVIII eram corrigidos efectivamente, muitas vezes à custa da guilhotina.
Isto significa que aquilo que o senso comum — ou a opinião pública, se quiserem — considera um erro de governação e que depois não é repudiado pelo governo seguinte, é, afinal, produto de um consenso político das elites. Na democracia representativa, a oposição a uma má governança é apenas e só o desejo de alternância na prossecução de uma política consensual que transforma o movimento triádico hegeliano em um instrumento de acção política ao serviço de uma elite política neognóstica.
Neste contexto, o aumento da TSU para os trabalhadores — e se a medida for de facto implementada —, sendo criticado hoje pelo Partido Socialista, vai ser assumido por este logo que assuma o Poder. Poderão existir algumas medidas paliativas (a tal “modulação” de Passos Coelho), mas é certo que o aumento da TSU está aí para se eternizar como a síntese hegeliana da tese (trabalhadores) e da antítese (ricos).














