« Acontece que também eu prefiro um modelo de serviço público de televisão, cujas audiências suspeito dificilmente descolariam dos 3% do canal dois, inviabilizando-se assim a sua exploração comercial. »
via O caso RTP ou o canto do cisne da televisão generalista – Corta-fitas.
Vamos analisar este texto de João Távora. Qual é a súmula do relambório?
(2) um erro justifica sempre outro erro. O facto de não ter existido transparência na RTP (alegadamente) justifica que se acabe com a RTP ou que se reduza a RTP a quase nada. O que é curioso é que uma das principais forças políticas responsáveis pela alegada opacidade da RTP — o Partido Social Democrata — é precisamente aquela força política que pretende hoje acabar com a RTP.
(3) a falácia lógica de Afirmação de Consequência: [Se X, então Y. X. Logo, Y.]
b) A nova geração não se senta a ver televisão generalista.
c) Logo, dá-se o declínio do modelo de televisão generalista da RTP. »
Na minha adolescência, eu raramente via televisão. Lembro-me de ter visto alguns poucos episódios da telenovela brasileira “Gabriela”, mas depressa me cansei dela. Faz parte da adolescência não prestar muita atenção à televisão dita “generalista”, porque existem outros interesses — por exemplo, o convívio com a tribo — próprios dessa idade.














