perspectivas

Terça-feira, 28 Agosto 2012

As contradições fundamentais da Ideologia de Género

A ideologia de género ou de “neutralidade de género” — ou melhor: a Ideologia da Ausência de Género — baseia-se (pelo menos) numa contradição fundamental: por um lado, (1) nega o livre-arbítrio do ser humano [nega a moral] e baseia o comportamento humano em determinismos biológicos [por exemplo, “o homossexual nasceu assim” ou “a culpa do acto pedófilo está nos genes”, ou “o assassino é vítima da sociedade”]; e, por outro lado, (2) nega os determinismos biológicos quando aplicados aos dois sexos [por exemplo, “os géneros são construções sociais e culturais”].

Por um lado, o determinismo biológico subjacente aos dois sexos não existe; e, por outro lado, um putativo determinismo biológico justifica a negação da moral, ou pelo menos coloca em causa a moral que sustenta os princípios da justiça.

Dentro desta contradição fundamental existem dois subtipos de Ideologia da Ausência de Género: (1) a que nega a ciência [por exemplo, o Bloco de Esquerda] quando esta chega à conclusão factual de que homens e mulheres são diferentes por natureza, e (2) a trans-humanista, que embora reconhecendo os factos da ciência, acredita que a própria biologia humana pode ser alterada, e que a natureza fundamental da natureza humana pode ser mudada em laboratório, por forma a que a importância dos géneros — leia-se: sexos — na vida social sejam abolidos [por exemplo, a ala radical do Partido Socialista; e/ou a deputada socialista Isabel Moreira que defende que “a mulher deve separar-se emocionalmente da maternidade” , o que é uma outra forma de assumir um trans-humanismo].

Esta é uma das razões por que o velho socialista Manuel Alegre, num confronto televisivo com o democrata-cristão Bagão Félix, se sentiu na necessidade de afirmar pública e peremptoriamente que “existe o bem e o mal” (sic) — o que está em contradição com o seu apoio radical à “modificação dos costumes” proposta pelo Bloco de Esquerda e pela ala radical do Partido Socialista.

Isabel Moreira

Em suma: a Esquerda é contraditória por natureza. O que falta saber com alguma acuidade, é se essa natureza ideológica contraditória da Esquerda é propositada e estratégica, e se pretende induzir uma dissonância cognitiva generalizada e extensível a toda a sociedade (Pavlov), ou se é matéria do âmbito da psiquiatria.

O que me parece é a que a maioria dos crentes na Ideologia da Ausência de Género têm distúrbios mentais sérios e precisam de tratamento psiquiátrico.

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