perspectivas

Quinta-feira, 23 Agosto 2012

Porque é que se faz tamanha propaganda a um mentecapto?!

Filed under: A vida custa,cultura,Esta gente vota — O. Braga @ 11:42 am

«É claro que houve fascismo em Portugal. O salazarismo foi a adequação que as direitas portuguesas fizeram de um modelo fascista à conjuntura portuguesa. Neste livro sustento que o salazarismo é claramente o fascismo.

via Manuel Loff: "Branqueamento de Salazar até já o fez antifascista" – Especiais – DN.

Um indivíduo tira um cursinho de história, inscreve-se no Bloco de Esquerda, escreve umas bacoradas nos me®dia, e a blogosfera de “direita” amplifica o seu discurso incoerente. E depois, há esta espécie de “complexo de não-esquerda”: chega-se ao ponto de se ter que justificar publicamente por não se ser de esquerda, ou de se ter a necessidade premente de confessar publicamente que se é.

Este fenómeno cultural é espantoso: “quem não é libertário deve ser condenado na praça da opinião pública, em nome da fé esquerdista”. Esta proposição contém nela própria uma aporia semelhante a esta: “Quem não é tolerante não deve ser tolerado”; e o problema é o de saber até que ponto a intolerância em relação aos intolerantes deverá ser tolerada; ou até que ponto os tolerantes não são de facto intolerantes. E este “até que ponto” é discricionário e irracional, e depende apenas da opinião e da preferência do “tolerante de esquerda”.

Comparar o Salazarismo ao nazismo, ou ao fascismo, é dizer que o Salazarismo foi um totalitarismo. É burrice pura. É não compreender a delicada posição de Portugal em um período conturbado da História europeia. O homem, de inteligente, não tem nada. O homem é burro. Não leu sequer Hannah Arendt que testemunhou in loco o nazismo e o fascismo, e que estabeleceu a diferença entre um regime totalitário, por um lado, e outro autoritarista, por outro lado. Com jeitinho, o burro vai dizer que a ditadura militar no Brasil também foi fascista; ou que a ditadura militar na Indonésia foi fascista.

Por que se dá tanta atenção a um merdas?!

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1 Comentário »

  1. Dá-se atenção a estes tipos porque isso já está programado pelo «sistema». Da falácia naturalista e progressista passa-se à falácia histórica e Política. Autoritarismo e totalitarismo não são a mesma coisa. Sempre que os que estão imbuídos da «fé metastática» querem dizer que são a mesma coisa, incorrem numa dupla falácia, negam os factos e negam as consequências ou as causas.

    A tolerância intolerante é a imagem de marca da democracia moderna, na mesma medida em que a discricionaridade e a irracionalidade. Estes dois últimos são a nova imagem de marca da “tolerância intolerante”.

    Ora, chamar «tolerância» a um conceito com uma conotação muito esquerdista é o mesmo que dizer que ou estão connosco ou estão contra nós, a escolha é vossa…

    O mais grave de tudo, é o grande público desconhecer ou ignorar o que está a acontecer, não consegue ter uma percepção clara e definida dos acontecimentos, pois ignora-os e repele-os como se de uma praga se tratasse. A seguir vem a doutorada do costume “botar bedelho”, «o que não mata engorda e o que canta não chora….».

    Comentário por Filipe Crisóstomo (@Skedsen) — Quinta-feira, 23 Agosto 2012 @ 1:46 pm | Responder


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