perspectivas

Terça-feira, 7 Agosto 2012

It ain’t over till the fat lady sings

Como conservadores, a nossa missão é subversiva; é a de minar o sistema actual. A nossa missão não consiste em organizar um partido político, porque de pouco ou nada adiantaria — na medida em que um partido político, ou faria logicamente parte do sistema, ou não fazendo parte seria um corpo estranho facilmente removível.

A melhor forma de minar o sistema é através das ideias; temos a nosso favor milhares de anos de experiências e de evidências antropológicas e culturais, que nos indicam o caminho de acção mínima que se opõe à actual entropia da sociedade. Sabemos que o progresso não é uma lei da natureza, e que a destruição da sociedade pode ser tomada e interpretada como sendo uma concepção de “progresso”.

A actual ordem social neognóstica contemporânea exige um enorme e constante esforço das suas elites contra a entropia da sociedade. Não é possível que esse esforço se prolongue por muito tempo sem que aumente a pressão sobre o indivíduo, e de uma forma insuportável.

Uma das características principais do nosso trabalho subversivo é o de minar as autoridades de direito do Zeitgeist político e cultural [principalmente o politicamente correcto académico e/ou jornalístico], expondo crua e publicamente as suas fraquezas; mostrando ao povo que, afinal, “o rei vai nu”; que a pretensa autoridade de direito não corresponde nem aos factos, nem a qualquer autoridade de facto.

Outra característica da nossa função é de apontar publicamente o óbvio e o evidente — é apontar insistentemente para aquilo que toda a gente pode ver. É dizer: “não de te deixes enganar! Olha e vê com os teus próprios olhos!”. É apontar para o resultado do falhanço das elites neognósticas coevas, e para o aumento insuportável da entropia social e dizer: “Eis aí, bem à vista de todos, a demonstração da evidência da racionalidade dos nossos argumentos!”

Aquilo que nós aprendemos, as nossas experiências de vida, nada valem se não forem colocadas ao serviço dos outros. Mas isso não significa que seja necessária e positiva uma atitude de benevolência permissiva em relação aos outros. Estar ao serviço dos outros não é confundir tolerância e permissividade. Um mundo contraditório e convidativo ao relativismo implica a necessidade lógica da ausência da contradição e do absoluto que não é, em si, uma pura abstracção.

O futuro está totalmente em aberto. Não existem as certezas messiânicas das elites e dos gnósticos actuais acerca do futuro. Uma prova disso é que a defesa do aborto era maioritária nos Estados Unidos ainda há uma década, e neste momento a maioria da população americana já é pró-vida. Ninguém pode ter certezas acerca do futuro. It ain’t over till the fat lady sings.

Sabemos que é impossível ao Homem prever o futuro. Mas dizemos também que “o futuro a Deus pertence”. Não conhecendo nós o futuro, confiamo-lo a Alguém que o pode determinar, se assim quiser; e esta é uma vantagem insuperável a nosso favor.

About these ads

Deixe um comentário »

Ainda sem comentários.

RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Theme: Rubric. Get a free blog at WordPress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 522 outros seguidores