perspectivas

Terça-feira, 7 Agosto 2012

A noção dialéctica hegeliana de “mudança”, e a filosofia quântica

O que é a mudança?

Normalmente, a mudança é entendida à luz da dialéctica de Hegel que descambou no materialismo dialéctico. Quando falamos hoje em mudança, vem-nos à mente, e de forma mais ou menos inconsciente, o movimento triádico criado por Hegel de tese, antítese e síntese, como três compassos necessários à valsa fatídica e determinística da História.

Hegel parte do princípio — e/ou chega à conclusão — de que o Todo é o resultado da soma das Partes, e é neste princípio [errado!] que assenta a dialéctica de Hegel.

1) Tomemos, por exemplo, dois electrões [idênticos; os electrões são quase sempre idênticos]: o electrão 1, e o electrão 2. Os dois electrões são lançados a partir de uma mesma fonte em direcções opostas: o electrão 1 para a esquerda, e o electrão 2 para a direita.
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Mitt Romney e Ayn Rand

Filed under: ética,Política — orlando braga @ 6:57 pm
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Chega-me a informação que Mitt Romney está rodeado de jovens políticos admiradores de Ayn Rand e da sua teoria ética [o Objectivismo]. É surpreendente como alguém que se prepara para governar um país possa ser permeável à ética de Ayn Rand — porque o Objectivismo não é uma teoria económica, mas sim uma teoria ética, e como sabemos, a ética é parte da metafísica.

Por exemplo, a teoria económica de Hayek [por favor não confundir com a de Von Mises] tem consequências éticas, mas não é propriamente uma teoria ética; de forma semelhante, no marxismo, a teoria económica tem consequências éticas. Porém, no caso do Objectivismo de Ayn Rand trata-se, em primeiro lugar, de uma teoria ética — de uma mundividência metafísica — que tem certamente consequências económicas, políticas e culturais.

Sendo verdade que Mitt Romney é permeável ao Objectivismo de Ayn Rand, não podemos dizer dele que seja um conservador, porque existe uma incompatibilidade total entre o Objectivismo e a visão tradicional e conservadora cristã da sociedade. Aliás, é compreensível a sua eventual adesão ao Objectivismo porque Mitt Romney não é cristão; e por isso não foi, desde a primeira hora, o “meu candidato” [foi Rick Santorum].

Do ponto de vista da filosofia e da ética, o Objectivismo é paupérrimo e não tem nada de original senão um sincretismo pobre e mal construído entre Nietzsche e a corrente marginalista de Carl Menger e Walras. Nenhum manual sério — repito: sério — e completo de filosofia menciona Ayn Rand; ela simplesmente não conta para a história da filosofia. Por isso é que me surpreende que políticos próximos de Mitt Romney, como por exemplo Paul Ryan, sigam as ideias de Ayn Rand.

De Nietzsche, Rand foi buscar a noção de selecção natural darwinista que alegadamente determina as elites [social-darwinismo] e o desprezo pelo Cristianismo e pelos cristãos. De Carl Menger e do marginalismo, Rand foi buscar a noção utilitarista radical segundo a qual “é tão útil a oração para o homem santo, como é útil o crime para o homem criminoso” [sic]. E é esta síntese ideológica perigosíssima que parece estar a influenciar Mitt Romney.

Se eu fosse partidário de Obama, exploraria esta aberração ideológica até ao limite possível.

Os jovens europeus já começam a questionar e a colocar em causa o homofascismo

Filed under: cultura,Homofascismo,Homofobismo,politicamente correcto — orlando braga @ 9:35 am

«If you are soon keen on supporting “LGBT rights” and equality, then why do you advocate segregation with communities, and why do you proudly support and align yourselves with the Islamists in our country who desire homosexuals to be persecuted and murdered?»

via Get Me Off the Rainbow Flag: LGBT Segregating Communities and Promoting Inequality | National Culturists | Preserving Culture, Freedom and Tradition.

It ain’t over till the fat lady sings

Filed under: A vida custa,cultura,Política,politicamente correcto,Sociedade,Ut Edita — orlando braga @ 6:47 am

Como conservadores, a nossa missão é subversiva; é a de minar o sistema actual. A nossa missão não consiste em organizar um partido político, porque de pouco ou nada adiantaria — na medida em que um partido político, ou faria logicamente parte do sistema, ou não fazendo parte seria um corpo estranho facilmente removível.

A melhor forma de minar o sistema é através das ideias; temos a nosso favor milhares de anos de experiências e de evidências antropológicas e culturais, que nos indicam o caminho de acção mínima que se opõe à actual entropia da sociedade. Sabemos que o progresso não é uma lei da natureza, e que a destruição da sociedade pode ser tomada e interpretada como sendo uma concepção de “progresso”.

A actual ordem social neognóstica contemporânea exige um enorme e constante esforço das suas elites contra a entropia da sociedade. Não é possível que esse esforço se prolongue por muito tempo sem que aumente a pressão sobre o indivíduo, e de uma forma insuportável.

Uma das características principais do nosso trabalho subversivo é o de minar as autoridades de direito do Zeitgeist político e cultural [principalmente o politicamente correcto académico e/ou jornalístico], expondo crua e publicamente as suas fraquezas; mostrando ao povo que, afinal, “o rei vai nu”; que a pretensa autoridade de direito não corresponde nem aos factos, nem a qualquer autoridade de facto.

Outra característica da nossa função é de apontar publicamente o óbvio e o evidente — é apontar insistentemente para aquilo que toda a gente pode ver. É dizer: “não de te deixes enganar! Olha e vê com os teus próprios olhos!”. É apontar para o resultado do falhanço das elites neognósticas coevas, e para o aumento insuportável da entropia social e dizer: “Eis aí, bem à vista de todos, a demonstração da evidência da racionalidade dos nossos argumentos!”

Aquilo que nós aprendemos, as nossas experiências de vida, nada valem se não forem colocadas ao serviço dos outros. Mas isso não significa que seja necessária e positiva uma atitude de benevolência permissiva em relação aos outros. Estar ao serviço dos outros não é confundir tolerância e permissividade. Um mundo contraditório e convidativo ao relativismo implica a necessidade lógica da ausência da contradição e do absoluto que não é, em si, uma pura abstracção.

O futuro está totalmente em aberto. Não existem as certezas messiânicas das elites e dos gnósticos actuais acerca do futuro. Uma prova disso é que a defesa do aborto era maioritária nos Estados Unidos ainda há uma década, e neste momento a maioria da população americana já é pró-vida. Ninguém pode ter certezas acerca do futuro. It ain’t over till the fat lady sings.

Sabemos que é impossível ao Homem prever o futuro. Mas dizemos também que “o futuro a Deus pertence”. Não conhecendo nós o futuro, confiamo-lo a Alguém que o pode determinar, se assim quiser; e esta é uma vantagem insuperável a nosso favor.

Acerca do panteísmo

Filed under: filosofia — orlando braga @ 4:41 am
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Tolero mais e melhor um ateu do que um panteísta. O panteísmo é uma forma irracional, intelectualmente snob, ignóbil e desprezível de ateísmo. O panteísmo, enquanto identidade essencial ou substancial entre o Homem e Deus — por exemplo, em Espinoza, Hegel ou Bergson —, elimina qualquer possibilidade de vida religiosa.

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