perspectivas

Segunda-feira, 6 Agosto 2012

A animalização bloquista da cultura política

Em Portugal, qualquer tipo de análise ideológica começa quase sempre pela falácia lógica ad Hominem; dá-se demasiada importância à forma, e praticamente nenhuma importância ao conteúdo, o que é sinónimo de um povo atrasado.

Hiperbolizando: se alguém diz, por exemplo, que 1+1=2, a primeira coisa que se pretende saber, é quem afirma tal proposição; e aquilo que se diz — ou seja, o conteúdo da proposição — passa para segundo plano ou é mesmo totalmente ignorado. Esta idiossincrasia portuguesa não é só de Esquerda, mas é principalmente de Esquerda.

A Esquerda transformou a ignorância em pesporrência, o que significa a inversão dos valores que ditam e determinam a ignorância e o saber. Mediante a institucionalização do ataque ad Hominem desprovido de qualquer correspondência em relação à realidade, a esquerda criou uma cultura urbana de transformação da ignorância em valor, mediante a imposição cultural da relativização do saber. Esta cultura é típica dos simpatizantes do Bloco de Esquerda, mas é contagiante porque faz apelo ao que de mais baixo existe na condição humana.

A ignorância faz com que se confunda o “paneleiro”, na sua condição de pessoa, por um lado, com o movimento político homossexualista, por outro lado, e que, por sua vez, faz parte de um movimento para-totalitário esquerdista mais abrangente. Mas essa “confusão” é politicamente orientada: faz-se de conta de que não existe, de facto, uma agenda política gayzista que tem claramente contornos totalitários; e depois passa-se à projecção da culpa [para os outros] mediante um maniqueísmo simplista: “o homem detesta paneleiros e afins”. E pronto. Fica resolvido e identificado o problema.

Este tipo de simplismo é uma característica da Esquerda e faz parte da estratégia política de esquerda — por exemplo, através do simplismo dos slogans — o que significa que o movimento revolucionário baseia toda a sua estratégia na animalização do ser humano. Para a esquerda, o melhor ser humano é o que funciona mentalmente de uma forma tão básica que se possa compará-lo a um touro ou a outro animal qualquer.

O ataque ad Hominem imagina coisas. Por exemplo, a subcultura urbana, política, gayzista e bloquista, detesta os velhos. Os velhos são vistos como uma coisa feia, retrógrada, perto da morte, coisa horrorosa. Tudo o que é velho é horroroso! Esta idiossincrasia cultural e urbana, de falácia ad Novitatem, traduz-se no discurso político dos simpatizantes do Bloco e provém implícita mas directamente do discurso dos líderes do Bloco de Esquerda.

Aconteceu, por exemplo, uma vez em que um “gay politicamente orgulhoso” escreveu num comentário, em um verbete deste blogue (mais ou menos isto): “você deve ser gordo e baixo, e deve trabalhar num call-center”. Acontece, desde logo, que eu tenho 1 metro e 85 cm de altura! Mas o que surpreende é a formação de estereótipos que se adequam a uma certa “supremacia cultural” gay que se pretende impôr à sociedade — e, meus caros, estamos em presença de uma forma de fascismo!

Vemos neste comentário [PDF] como foi construída uma imagem fictícia da minha pessoa, que não corresponde em nada à minha realidade pessoal, com o fito de transformar o ataque ad Hominem na principal preocupação do discurso. Este tipo de postura estupidificante é claramente incentivado pelas elites radicais de esquerda. E o problema é que este fenómeno cultural já se generalizou na nossa sociedade.

About these ads

Deixe um comentário »

Ainda sem comentários.

RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

The Rubric Theme. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 497 outros seguidores