perspectivas

Sexta-feira, 3 Agosto 2012

Do direito subjectivo à subjectivação do Direito

«Amidst much debate about gay marriage, the president of Chick-fil-A says he supports the biblical definition of the family unit.

Boston’s Mayor, Thomas Menino, said he would do everything he could to stop the restaurant from setting up shop in the city.»

via US mayors threaten to block pro-marriage fast food chain | News | The Christian Institute.

Há apenas uma semana, a empresa online AMAZON declarou que iria doar três milhões de Euros aos movimentos políticos gayzistas para promoção cultural e política do “casamento” gay nos Estados Unidos. E ninguém protestou.

Depois disso, o dono da cadeia de restaurantes fast-food americana Chick-Fil-A declarou publicamente que era a favor da família e do casamento entre um homem e uma mulher, e na sequência dessas declarações, os presidentes das câmaras de algumas cidades dos Estados Unidos [Nova Iorque, Boston, Chicago, entre outras] revogaram as licenças de negócio da citada cadeia de restaurantes.

Entretanto, ficamos a saber que o Vietname comunista também vai adoptar o “casamento” gay. Portanto, qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe do que está em causa com essa coisa do “casamento” gay. Paradoxalmente — ou não —, são os países que se livraram do comunismo, por exemplo, a Rússia, a Hungria, a Polónia, etc., que mais resistência oferecem ao “casamento” gay, porque sofreram na pele as consequências do totalitarismo político.

Por detrás do “casamento” gay está uma agenda política tenebrosa e assustadora.

Vemos, por exemplo, como a idiossincrasia gayzista pratica a projecção da culpa: dizem que a culpa da alta incidência da SIDA entre os gays e nos países ocidentais — incluindo aqueles países onde já existe “casamento” gay e até adopção de crianças por duplas de avantesmas — é da homofobia.
Isto significa que, para o movimento gayzista, a erradicação da homofobia implica necessariamente a normalização da cultura gay e da sua ideologia política, sendo que está implícito nesse raciocínio a ideia segundo a qual, com a normalização do gayzismo, a SIDA diminuiria ou desapareceria — o que vai contra todas as evidências e dados científicos recolhidos acerca do comportamento gay.

Estamos no fim de um processo político/cultural/histórico que se iniciou no século XVII com a Nova Teoria do Direito Natural e que, pretendendo naquela época garantir direitos subjectivos, conduziu à quase total subjectivação do Direito actual.

Este fim-de-processo vai ser muito doloroso. Penoso, até. No meio deste processo histórico de dissolução final da nossa civilização, muita gente inocente vai sofrer e pagar com língua de palmo; e é em nome dessa mole de gente inocente e anónima que nos temos que levantar e utilizar todos os meios possíveis — incluindo a violência, se necessário for — para combater o novo totalitarismo que se avizinha.

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