“Efeito de túnel” e “salto quântico”
Um átomo de hidrogénio, o mais simples de todos, tem um protão e um electrão. O electrão gira à volta do protão sob o efeito da força eléctrica de atracção ou energia potencial. O que impede que o electrão, no seu movimento giratório, se “despenhe” sobre o protão?
Pelo facto de o electrão girar em torno do protão, ele sofre uma aceleração radial — mais ou menos como um carro de F1 em uma curva apertada. Em função desta aceleração radial, o electrão, porque possui carga eléctrica, perde energia emitindo luz [toda a realidade é fluorescente!]. E na medida em que perde energia potencial, o electrão aproxima-se do protão, ao mesmo tempo que aumenta a sua energia cinética que provém do movimento de aceleração do electrão em torno do protão.
No electrão, aumenta a energia cinética e diminui a energia potencial. A soma entre os dois tipos de energia é a “energia total” do electrão. Quando a energia total do electrão chega a um ponto de equilíbrio entre os dois tipos de energia [cinética e potencial], o electrão entra no “estado fundamental” que corresponde à normalidade e equilíbrio da natureza. Mas isso não significa, de modo nenhum, — e ao contrário do que dizem os fanáticos e dogmáticos naturalistas — que a probabilidade de o electrão embater no protão é de ZERO. E, de modo semelhante, existe a probabilidade de o electrão saltar da sua órbita ou “salto quântico” [quantum leap].
A probabilidade de o planeta Terra “saltar” da órbita do Sol e passar a girar em torno de uma outra estrela, quiçá a milhões de anos/luz de distância, não é de ZERO [salto quântico]. A probabilidade é pequeníssima e residual [talvez na ordem de 10^80, ou coisa que o valha], mas não é de zero. Qualquer físico que não seja um fanático naturalista reconhece a existência desta hipótese remota. Não é lógico que se diga: “a possibilidade é pequena, e por isso, impossível”. Ou existe possibilidade e não é impossível, ou sendo impossível a possibilidade é igual a zero.
Por exemplo, físicos racionais — ou seja, que não sejam naturalistas fanáticos e dogmáticos — dizem que é provável que nenhum objecto macroscópico com mais do que 10^23 [1 seguido de 23 zeros] átomos tenha jamais atravessado a barreira do “efeito de túnel”. Eles dizem: “é provável”, mas não dizem que é 100% certo. A ciência é construída sobre dados recolhidos do passado, e como é impossível conhecer o futuro porque não existe, de facto, determinismo, seria irracional que a ciência dissesse o seguinte: “existe uma certeza absoluta, ou de 100%, de que o Sol vai nascer amanhã”.
O cientista dogmático e naturalista é aquele que diz: “eu tenho a certeza”. Ora a certeza é do domínio da fé, e não da ciência. Ou, se ele não diz “tenho a certeza”, tenta esconder a incerteza tanto quanto lhe seja possível, através de um discurso gongórico e academista, de tipo Rerum Natura. Um cientista naturalista e dogmático tem imensa dificuldade em aceitar a quântica.















Muito obrigado pelo esclarecimento!
Surpreendente, mas completamente verdadeiro, de facto.
Um abraço!
Comentário por João Luís Aguiar (@JoaoLuisAguiar) — Quinta-feira, 26 Julho 2012 @ 7:41 pm |