Um psicopata só não transparece como sendo sociopata se ele for isolado da sociedade, ou se a sua psicopatia for sublimada ou obnubilada pela militância em uma organização política conceituada.
Adenda: a ler, sobre este assunto: Psicopatia, sociopatia e epigenética















Olá, Orlando Braga!
Segundo a Psicóloga Ana Beatriz (vide youtube), sociopatia é um termo ultrapassado, o qual carrega a idéia que teria fruto na sociedade. Segunda a mesma, na psiquiatria moderna, sabe-se que a sociedade por si não é capaz de gerar um ser perverso. Seria o mesmo que dizer que não existe sociopatia e apenas psicopatia. Psicopatia e ”sociopatia” é o mesmo transtorno.
Abraço!
Comentário por Bernardo de Lima — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 12:36 am |
Você está a fazer confusão. Sociopatia não significa necessariamente [repito: necessariamente] que a perversidade vem da, ou tem origem, na sociedade. Antes, significa que a perversidade existente se manifesta contra a sociedade.
http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=sociopatia
Comentário por O. Braga — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 12:43 am |
Isso é treta. Só contaram pr’a Você!
A relação do indivíduo com a sociedade é dinâmica. Afirmar que “a sociedade por si não é capaz de gerar um ser perverso” significa dizer que essa relação é estática.
Comentário por O. Braga — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 12:45 am |
Então, Orlando, eu não sou o entendido de psiquiatria, mas o que vi dito por esta que citei também vi em alguns outros lugares: havia antigamente a distinção entre o transtorno correspondente a psicopatia e outro correspondente a sociopatia. Com os avanços da psiquiatria verificou-se que estes dois transtornos são apenas um: psicopatia. Ou transtorno de personalidade anti-social.
“A sociedade por si não é capaz de gerar um ser perverso” que disse não quer dizer que inexiste uma relação entre a sociedade e as pessoas. E sim que para o transtorno de personalidade anti-social a sociedade é apenas uma das variáveis a serem consideradas, e não a única, ou principal, que era na sociopatia. Segundo vi este seria um avanço da psiquiatria que acabou com termo ‘sociopatia’ tecnicamente, e diluiria ele dentro do termo psicopatia. (dei uma olhada rápida agora: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-psicopata-e-sociopata) .
Até onde sei sociopatia é um termo da psiquiatria.
Abraço, adoro seu blog!
Comentário por Bernardo de Lima — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 2:55 am |
A ler :
http://espectivas.wordpress.com/2012/07/24/psicopatia-sociopatia-e-epigenetica/
Comentário por O. Braga — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 10:10 am |
Mas isso foi o que eu afirmei no postal.! Pf leia novamente o que eu escrevi.
O problema que eu levanto é o da definição de “sociopatia”. Repare bem: os dicionários, por princípio, não estão errados.
Segundo os dicionários — todos os que eu consultei — a sociopatia não significa que a patologia do indivíduo tenha origem exclusiva na sociedade, e seria absurdo que tivesse, porque a relação do indivíduo com a sociedade é dinâmica.
Nós não devemos acreditar acriticamente nas ciências sociais ou humanas, principalmente não devemos acreditar na psicologia. Vou escrever um outro postal sobre este assunto.
Comentário por O. Braga — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 9:00 am |
Você está utilizando o termo dicionarizado de forma fetichista. Sociopatia antes de tudo é um termo da psiquiatria. Os dicionários estão sim ultrapassados em relação a isto. Tu que fizeste uma confusão dos diabos.
Comentário por Bernardo de Lima — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 6:51 pm |
Bom, já vi que você decidiu que, do alto da sua sapiência, os dicionários estão errados. Então, e em função da sua autoridade de direito que decretou a invalidade dos dicionários, terei que humildemente seguir outro caminho de raciocínio.
(1)
Vamos ver a definição de sociopatia segundo a insuspeita e politicamente correcta Wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Sociopathy
Para podermos interpretar “sociedade”, temos que saber o que é sociedade. Desde logo, sabemos o que a sociedade não é: a sociedade não se reduz ao presente. Não podemos dizer: “no tempo do meu avô, não existia a sociedade”.
Portanto, a sociedade é um conceito que tem uma continuidade histórica. E dentro deste contexto, aconselho a leitura deste postal:
http://espectivas.wordpress.com/2012/07/24/psicopatia-sociopatia-e-epigenetica/
E na medida em que a sociedade tem uma continuidade histórica, e na medida em que a epigenética não é uma invenção da psicologia, o seu argumento da mudança de significado — ou da semântica operada pela Psicologia — do termo “sociopatia” [quando você diz que sociopatia é um termo da psiquiatria e, portanto, os dicionários fetichistas estão errados], torna-se inválido, porque a sociedade não é apenas aquela sociedade em que você vive.
(2)
Ainda, a ler:
http://www.deviantcrimes.com/sociopathy.htm
Mesmo que os dicionários estejam todos errados, a sua proposição: “Segundo a psicologia / psiquiatria modernas, a sociedade não é capaz, por si só, de gerar um indivíduo perverso”; está errada.
(3)
O seu tipo de argumentação, no seu último comentário, é do tipo Card Stacking :
http://www.fallacyfiles.org/onesided.html
— a falácia do malandro (típico brasileiro), que ignora a contra-evidência apresentada, faz arbitrariamente um juízo psicológico do adversário e entra pela falácia ad Hominem [“você é fetichista dicionarizado”] , e usa linguagem de sabedoria unilateral que não admite qualquer contraditório.
Você não comenta mais aqui.
Comentário por O. Braga — Terça-feira, 24 Julho 2012 @ 7:24 pm |