O livro é relativamente barato: pouco mais de 10 Euros + portes. O problema é que está em inglês.
- Quantas mutações — segundo o darwinismo — seriam necessárias para transformar um australopitecos pitecantropos em um homo erectus?
- Se existe apenas uma janela de 500 mil anos entre o australopiteco A. Afarensis e o homo erectus, será que o neodarwinismo pode explicar as mudanças entre um e outro dentro desse espaço temporal?
- Entre as duas espécies existem diferenças em 16 característicos específicos do homo erectus e do homo sapiens, e que, portanto, não existiam no australopiteco. Por exemplo, entre as 16 mutações, temos a estabilização do crânio que permite a contra-rotação dorsal e na relação entre a cabeça e as ancas, a estabilização do tronco que absorve o choque e transfere a energia durante a corrida, etc..
Cada um dos 16 característicos anatómicos distintivos — segundo o conceito neodarwinista — provavelmente requer múltiplas mutações. - A nível bacteriano, sabe-se que o limite de mutações neutrais necessárias para adquirir uma determinada característica é de seis (6). Ou melhor dizendo: obter uma característica que requeira seis mutações neutrais é o limite que uma bactéria pode produzir. Nos primatas, esse limite é ainda mais restritivo.
- Devido às diferenças quantitativas entre as populações das bactérias, por um lado, e, por outro lado, as dos primatas — algumas dezenas de milhares de humanóides em contraste com milhares de milhões de bactérias —, e devido às enormes diferenças dos respectivos tempos de geração — uma geração de 15 a 20 anos nos humanóides, e em contraponto, milhares de gerações por ano nas bactérias —, levaria muito tempo até que apenas uma, e só uma, mutação positiva ou benéfica pudesse aparecer e tornar-se fixa na população humanóide.
- Está estimado que para que surja apenas uma, e só uma, mutação em um nucleótido susceptível de ser fixada em uma linhagem primata [Durrett and Schmidt, 2007], seria necessária uma janela de tempo de cerca de 6 milhões de anos. De modo semelhante [Durrett and Schmidt, 2007], seriam necessários cerca de 216 milhões de anos para que se fixassem duas, e apenas duas, mutações — e se a primeira mutação fosse neutral.
Agora, é fazer as contas [como diria o António].
Segundo os próprios neodarwinistas, 6 milhões de anos é o tempo de transição entre o nosso “ancestral comum com os chimpanzés”, e nós próprios. 216 milhões de anos lançam-nos para a Era Triássica, quando apareceram os primeiros mamíferos. Por outro lado, uma ou duas mutações não são suficientes para produzir as mudanças necessárias — os tais 16 característicos anatómicos diferenciados — na janela de tempo disponível.
Contradizer isto [contradizer factos] é “ciência darwinista” que os coimbrinhas nos querem impingir em nome da ciência.
Adenda: alguém chamou à atenção para o facto de eu ter utilizado neste verbete o termo “elegido”, em vez de “eleito”. Bem sei que o termo “elegido” caiu em desuso, e porventura já não consta em muitos dicionários. Porém, Fernando Pessoa utilizou-o amiúde nos seus textos em prosa, nomeadamente no seu opúsculo “Sobre Portugal”.















[...] A ler: Os livros heréticos que não se publicam em Portugal [...]
Pingback por Quando se perde um debate, entra-se na falácia lógica « perspectivas — Quinta-feira, 19 Julho 2012 @ 1:57 pm |
O particípio passado regular usa-se legitimamente com os verbos auxiliares ter ou haver. Com os verbos ser ou estar usa-se o particiípio passado irregular, quando o há. Portanto, «haver elegido» e «ser eleito» ou «ter morrido» e «ser morto».
O desconhecimento da regra tem proscrito os particípios regulares dos verbos com duplo particípio. Mais, tem feito brotar outros, como «empregue» e «pego» (de «pegar», este no Brasil), que só se estribam na barbarizarão crescente do idioma.
Cumpts.
Comentário por Bic Laranja (@biclaranja) — Quinta-feira, 19 Julho 2012 @ 9:13 pm |
Obrigado pela informação. Mas não devemos esquecer que Fernando Pessoa ignorou ostensivamente a Reforma Ortográfica de 1911.
Portanto, e por princípio, não vejo mal nenhum que sigamos o exemplo de Fernando Pessoa, quando ele escreve, por exemplo, dos judeus não como “povo eleito”, mas antes como “povo elegido” e em que o verbo ser está subentendido.
A utilização de “elegido” neste verbete foi intencional.
Há coisas que ninguém criticaria em Fernando Pessoa mas que criticam certamente em mim, e sem conhecer Fernando Pessoa. Por exemplo, o verbo, “hortaliçar” — “as camionetas que hortaliçam” ["Livro do Desassossego"]. Não se trata de poesia: o mais que pode ser é prosa poética. E há outros casos destes.
Portanto, quando fazermos uma crítica da língua a alguém devemos ter a mínima noção de quem escreve. Imagine-se um pacóvio qualquer escrever uma carta a Fernando Pessoa informando-o da ignorância deste em relação às regras gramaticais da língua…
Comentário por O. Braga — Sexta-feira, 20 Julho 2012 @ 6:22 am |
Este artigo me fez lembrar deste link aqui http://intelligentreasoning.blogspot.com.br/2009/05/refuting-evolutionism-waiting-for-two.html
A espera de duas mutações …seriam nescessário 100 milhões de anos ,mas como esperar 100 milhões de anos se os humanos surgiram a partir de não humanos há apenas 7,5 milhões de anos atrás ?
Isto porque estamos falando apenas de duas mutações nescessárias ,é óbvio que foram exigidas muito mais que duas mutações nescessárias … se eu fosse um evolucionista eu iria achar que meus colegas estão ficando retardados. ((o.O))
Comentário por jephsimple — Terça-feira, 7 Agosto 2012 @ 9:24 pm |
Reblogged this on jephmeuspensamentos.
Comentário por jephsimple — Terça-feira, 7 Agosto 2012 @ 9:26 pm |