perspectivas

Sábado, 14 Julho 2012

Portugal só ganharia com o fim do Euro — diz estudo do Bank of America

Filed under: economia,Europa,Portugal — orlando braga @ 9:40 am
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D’après une étude de Bank of America Merryll Lynch, la Grèce, l’Italie, et l’Irlande seraient les grandes gagnantes d’une sortie de la zone euro, alors que l’Allemagne, la Finlande et l’Autriche auraient le plus à perdre.

via Le Figaro – Conjoncture : Éclatement de l'euro : l'Italie grande gagnante.

Um estudo realizado pelo Bank of America Merryll Lynch, revela que em caso de saída voluntária e programada do Euro — a famigerada saída ordenada do Euro — de todos os países da zona Euro em simultâneo — ou seja, se o Euro acabasse por mútuo acordo de todos os países da zona Euro —, os países europeus periféricos e, principalmente os mais pequenos da zona Euro, só teriam a ganhar com o fim do Euro, enquanto que a Alemanha, a Finlândia e a Áustria seriam os países que mais perderiam se o Euro deixasse de existir. E esta, hein?

Por exemplo, no caso dos países periféricos da zona Euro, que inclui Portugal, as taxas de juro de empréstimos a 10 anos seriam drasticamente reduzidas por uma simples razão: Portugal [e os outros países periféricos] retornariam à soberania monetária que afasta o risco de default [falência]. O que mantém as taxas de juro altíssimas nos mercados é o risco de default; e basta que esse risco seja reduzido para que as taxas baixem. No caso português, e se acontecesse uma saída voluntária e programada do Euro, o estudo aponta para uma redução imediata para 590 pontos nas taxas de juro a 10 anos, de que resultaria uma poupança considerável para o nosso país — no caso da Grécia, a poupança seria de cerca de 37,7% do PIB!

E, ao contrário do que a blogosfera neoliberal diz, e dos meninos bem comportados e amigos do PSD do Pernalonga dizem; e ao contrário dos economeiros convidados para programas de televisão juram a pés juntos, a Alemanha seria a grande perdedora se se acabasse com o Euro!.

Mas se vocês ouvirem os políticos da nossa praça, o discurso é exactamente oposto aos dados do estudo económico supracitado. E porquê?! Por isto.

O fim do Euro e a respectiva saída de Portugal do Euro iria exigir muito mais rigor nas contas públicas; e os jobs for the boys iriam ter que custar menos dinheiro ao erário público; e as PPP — (Parcerias Público-privadas) teriam que ser renegociadas a contento dos interesses nacionais, mesmo que os seus accionistas fossem para tribunal [problema deles]. Etc.

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2 Comentários »

  1. Bom dia Orlando. Essencialmente podemos dizer, e falando em português frontal, que o euro se mantém para a “chularia” continuar a auferir milhares e milhares de euros e regalias sem fim, à custa do fim da soberania política e económica de uma nação. E por extensão, à custa da destruição da classe média e do empobrecimento geral das populações. O reino da besta aproxima-se, o combate trava-se em várias frentes, política, economia, religião, educação, (in)justiça, cultura, etc, etc.

    Não existe justificação para qualquer ordenado na casa dos milhares de euros mensais. Não há qualquer motivo para isto acontecer, mas no regime neoliberal em que vivemos isso é motivo, e muito forte. Pode até ser uma pessoa com muitas capacidades mas nada pode justificar uma coisa dessas. É um erro e um roubo ao mundo.

    Segundo Philipp Bagus (economista alemão), no seu livro, A Tragédia do Euro, “Nenhum país cumpria os critérios para a adesão ao euro, nem mesmo a Alemanha…, todos as contas foram manipuladas para que fosse possível fundar o euro e pô-lo em circulação…”

    Noutra passagem do livro diz-se mais ou menos o seguinte: O euro como projecto político estava condenado ao fracasso, pois, há coisas muito elementares que não foram tidas em conta pelos tecnocratas de Bruxelas, toda a gente pensava que o euro ia ser um sucesso, todos estavam convencidos do mesmo. (…)

    A Alemanha é o país que mais lucra com o euro, indubitavelmente, mas se o mesmo foi fundado na ilegalidade das contas públicas dos países europeus, o seu fim estará próximo. Evidentemente que os custos sociais serão pagos na sua maior fatia (o que já acontece), pelo povo comum, pelo cidadão anónimo, pagador de impostos e taxas por tudo e por nada.

    Comentário por Filipe Crisóstomo (@Skedsen) — Sábado, 14 Julho 2012 @ 11:03 am | Responder

    • «Essencialmente podemos dizer, e falando em português frontal, que o euro se mantém para a “chularia” continuar a auferir milhares e milhares de euros e regalias sem fim, à custa do fim da soberania política e económica de uma nação. E por extensão, à custa da destruição da classe média e do empobrecimento geral das populações. »

      Muito sinceramente, é essa a minha opinião. Se calhar estou enganado, mas terão que me demonstrar que estou errado.

      Comentário por O. Braga — Sábado, 14 Julho 2012 @ 5:33 pm | Responder


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