perspectivas

Sábado, 14 Julho 2012

Cortando duas fitas ao mesmo tempo

Filed under: Blogosfera,Vamos Endireitar — O. Braga @ 6:57 pm

Dizem alguns: sem o Estado, não haveria determinados serviços. Não: o que não haveria era determinadas corporações com vantagens que hoje desfrutam.

via Síndrome de Estocolmo, ou da impotência de nos libertarmos – Corta-fitas.

O Estado é apenas a forma como a Nação se administra. A Nação tem passado e, provavelmente, futuro; o Estado é apenas um fenómeno de cada presente, embora necessário. Se eliminarem algumas corporações que influenciam determinantemente as políticas do Estado, surgirão outras que o farão. E a ideia de uma sociedade sem Estado é tão utópica como o comunismo: o que se passa em Portugal, hoje, é que uma certa ideologia pretende transferir o Estado português para Bruxelas, e essas corporações de influência estatal constituem um tremendo óbice à desnacionalização do Estado.


Entre os gregos , o valor era tanto uma qualidade dos indivíduos como da comunidade de pertença. O kudos ( glória) de um guerreiro representava toda a sua tribo. Em Homero, a astúcia é uma qualidade porque pode ter êxito onde falta o valor. No estelífero duplo padrão utilizado pelos que ontem verberavam a turbo-licenciatura de Sócrates e agora contorcem-se para defender Relvas, não há valor, mas também não há contradição.

Esses funcionários apenas revelam astúcia e espírito de tribo. No caso de Sócrates nunca os preocupou a ética, a exigência e um ramo de coentros. O contorcionismo – habitual em alguns, surpreendente noutros – apenas exibe capacidade adaptativa e funcional.

via Nada de muito novo – Corta-fitas.

O homem grego caracterizou-se pelo individualismo e pelo racionalismo. A cidade era apenas uma forma ou um meio ou um instrumento de afirmação de ambas as características do grego antigo — e tanto assim é, que foram inúmeros os casos de traição à cidade, incluindo o caso de Sócrates [o grego]. O grego antigo era tudo menos tribalista, e essa foi razão por que foram sucessivamente e facilmente dominados por Alexandre O Grande, que não era grego, e mais tarde pelos romanos.

Até o sofismo ateniense teve como objectivo a afirmação absoluta do indivíduo e a subalternização manifesta da tribo e da cidade em relação ao indivíduo. Portanto, o raciocínio do Novo Corta-fitas está errado: o contorcionismo político é sofista e individualista, e nada tem a ver com famílias, classes, cidades ou tribos. Aristóteles diria que qualquer relação entre o contorcionismo político e a cidade, é puro acidente.

About these ads

Deixe um comentário »

Ainda sem comentários.

RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Theme: Rubric. Get a free blog at WordPress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 520 outros seguidores