perspectivas

Domingo, 8 Julho 2012

O critério de igualdade entre os sexos, segundo o politicamente correcto

Filed under: feminismo,Geral,Política,politicamente correcto — orlando braga @ 5:33 am
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A federal lawsuit filed on Tuesday accuses Corpus Christi, Texas of discriminating against female applicants to the city’s police department by requiring them to pass a physical test that favored men.

via U.S. says Texas police department discriminated against women | Reuters.

O politicamente correcto — ou marxismo cultural; vai dar no mesmo — é um fenómeno social muitíssimo complicado desde logo porque defende critérios igualitaristas de justiça que são, em si mesmos, injustos.

Vejam o caso de um departamento da polícia do estado do Texas, nos Estados Unidos, estar agora a ser sujeito a um processo judicial movido pelo governo federal [de Obama], devido ao facto de oferecer a todos os candidatos [homens e mulheres] à força policial, o mesmo teste físico preliminar.

Do tal teste físico necessário para ingressar na polícia, e que é igual para homens e mulheres, só passaram 63% dos homens e 19% das mulheres.

Mas o governo de Obama pretende que às 81% das mulheres que não passaram no teste sejam oferecidas compensações pecuniárias retroactivas em função do tempo em que ficaram desempregas, para além de lhes ser atribuído o tempo de serviço que elas não tiveram entretanto e por terem sido reprovadas.

Porém, em relação aos 37% dos homens que também não passaram nos mesmos testes físicos, o governo de Obama diz, de uma forma implícita, que eles não merecem o mesmo tratamento das mulheres que reprovaram no teste e, portanto, não têm os mesmos direitos.

Vemos aqui, por parte do marxismo cultural de Barack Hussein Obama, um duplo enviesamento do conceito de igualdade e de justiça.

Em primeiro lugar, a política de Obama considera que os testes físicos iguais para os dois sexos não são justos — tendo em conta a função específica do profissional de polícia.

E em segundo lugar, o governo de Obama pretende ressarcir as mulheres que reprovaram no referido teste físico, mas sem que iguais direitos sejam extensíveis aos homens nas mesmas condição e situação das mulheres reprovadas. E tudo isto é feito em nome de uma putativa igualdade entre os dois sexos.

Portanto, o objectivo do politicamente correcto não é, nem nunca foi, a igualdade entre os dois sexos: pelo contrário, o seu objectivo é a desigualdade entre eles que se traduz pela inferiorização do estatuto do homem — o que leva a que a sociedade seja destruída por dentro e naquilo que tem de mais basilar: a família. E através da destruição da família nuclear e natural, o marxismo cultural vai construindo paulatinamente uma nova versão do velho marxismo-leninismo.

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4 Comentários »

  1. É justamente isso, caro Orlando! subscrevo inteiramente esse seu último parágrafo, verdadeiramente notável.
    Fico contente por ver que há mais gente a pensar como eu!
    Cumpts e que nunca a pena lhe doa!

    Comentário por Inspector Jaap — Segunda-feira, 9 Julho 2012 @ 11:07 am | Responder

  2. Aqueles 81 % de mulheres que não conseguiram passar no teste físico, e que Obama considera terem sido prejudicadas fazem parte daquilo que o Orlando aqui tem falado, a “interpretação delirante”; ou seja, para Obama a realidade e as naturais diferenças físicas entre homens e mulheres não são para serem levadas a sério, devem ser subvertidas apoiando-se assim, ainda mais, a destruição da família e ao mesmo, de uma forma subtil, a maternalização da sociedade. Mas este processo é feito da pior forma possível, fazendo do elemento feminino da sociedade a receptora e descodificadora de toda a dinâmica social, o que se sabe ser falso desde o tempo dos sofistas.
    Ora assim se prova que Obama e outros do seu círculo são socialistas no pior do que o termo possa conter. São não só socialistas utópicos, transformados em fabianistas, como são também neo-hegelianos no sentido em que se fundem constantemente numa visão maquiavélica e milenarista na relação Estado-povo. O estado “ético” de Hegel tem a sua plena personificação nestes personagens actuais, e quando a ética está nos antípodas da real etimologia da palavra, veja-se bem as desconstruções que a mesma sofreu e ao que a coisa chegou.

    Comentário por Filipe Crisóstomo (@Skedsen) — Terça-feira, 10 Julho 2012 @ 1:47 pm | Responder

  3. Errata: na 4ªa linha deve ler-se: «e ao mesmo tempo, de uma forma subtil,».

    Comentário por Filipe Crisóstomo (@Skedsen) — Terça-feira, 10 Julho 2012 @ 1:49 pm | Responder

    • Há cerca de um mês, li uma notícia no jornal francês Le Monde de duas mulheres polícias que intervieram numa zaragata entre dois homens. Um deles roubou a pistola de uma das mulher polícia e matou-a. A outra mulher polícia desatou a fugir, o homem foi atrás dela e matou-a também. Portanto, um homem desarmado conseguiu matar duas mulheres polícias com a arma de uma delas.

      Isto aconteceria se fossem dois homens polícias? Talvez, mas seria mais difícil de acontecer.

      Comentário por O. Braga — Terça-feira, 10 Julho 2012 @ 6:57 pm | Responder


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