perspectivas

Segunda-feira, 2 Julho 2012

Bosão de Higgs: está na forja mais uma fraude cientificista

Sean M. Carroll, a California Institute of Technology physicist flying to Geneva for Wednesday’s announcement, said that if both ATLAS and CMS have independently reached these high thresholds on the Higgs boson, then “only the most curmudgeonly will not believe that they have found it.”

via News from The Associated Press.

Reparem como se mistura, aqui, ciência e política. E quando se mistura ciência e política, estamos em presença de cientismo. Reparem no discurso religioso exaltado e exaltante de António Piedade, digno de um Mulá radical islâmico.

O que se teria eventualmente que procurar — em lugar do bosão de Higgs — não seria talvez uma partícula, porque a ideia de que uma partícula material pode transformar a não-matéria, em matéria, é um raciocínio circular e absurdo.

Tudo o que se está passar em torno do chamado bosão de Higgs, a que os cientistas, em tom provocatório e perfeitamente evitável, chamam de “partícula de Deus”, é uma manifestação vergonhosa de propaganda política, face à falência total e completa das recentes teorias da física defendidas por eminentes cientistas — por exemplo, a teoria de Stephen Hawking segundo a qual o universo surgiu do Nada. Por outro lado, escândalos recentes de fabricação de estatísticas e dados para alimentar uma investigação científica fraudulenta e paga por todos os contribuintes, — tudo isso tem levado os cidadãos a olhar a ciência que se faz hoje de uma forma suspeita.

O esquema de marketing é semelhante ao dos partidos políticos.

Portanto, toda esta azáfama de gente como o António Piedade e dos colaboradores religiosos naturalistas do blogue Rerum Natura, em geral, tem tudo a ver com marketing político no sentido de branquear as tristes figuras que o cientismo tem protagonizado recentemente. A notícia dada por António Piedade é basicamente a notícia de que a montanha pariu um rato, mas o seu discurso fortemente politizado e cientificista não deixa de impressionar quem, de facto, não tem uma noção do que se passa. E quando se verificar que as “evidências” não são “provas”, os leitores do Rerum Natura já se terão, entretanto, esquecido da promessa cientificista do António Peidade, restando-lhes apenas nos escaninhos da memória o discurso político de exaltação optimista e progressista do cientismo.


A notícia da agência noticiosa France Press, em epígrafe, já mudou o discurso: em vez de utilizar o termo “prova” — que tem sido utilizado até há pouco tempo —, utiliza agora o termo “evidência”. A comunidade cientificista mudou o discurso e diz agora que procura “evidências” da existência do bosão de Higgs, quando há meses dizia que procurava “provas”.

Qualquer pessoa minimamente informada sabe que tudo isto é uma manobra política levada a cabo pela comunidade cientificista, no sentido da sensibilização da população, em geral, para assim poder “sacar umas massas” aos contribuintes por intermédio dos impostos pagos por todos, forjando dados e estatísticas e apresentando a fraude como investigação científica.

Desde logo, qualquer leigo tem a noção lógica segundo a qual a defesa da ideia de que é possível compreender a formação material de uma partícula elementar (por exemplo, um electrão, que em forma de partícula, tem massa, e por isso é matéria) através da acção de um outra partícula elementar (o tal bosão de Higgs), é um contra-senso; e os cientificistas sabem perfeitamente disso. É elementar que uma partícula (o bosão de Higgs) não pode, por princípio lógico, transformar não-matéria em partícula, porque o bosão de Higgs é alegadamente uma partícula também.

O que se teria eventualmente que procurar — em lugar do bosão de Higgs — não seria talvez uma partícula, porque a ideia de que uma partícula material pode transformar a não-matéria, em matéria, é um raciocínio circular e absurdo.

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2 Comentários »

  1. Bom dia Orlando.

    Vem mesmo a calhar. Então assim sendo, para que serve o bosão de higgs? Existirá mesmo?
    Na verdade, as palavras dos textos que refere são muito subtis, mas o cientismo em si não é apenas a validação empírica da ciência materialista, é também a sua legitimação à força nos meios catedráticos e institucionais.
    Porque andaram anos a malhar no bosão de higgs ou higgsão, como também é chamado? Ora, isto pode subentender que o próprio modelo padrão da física quântica está errado ou incompleto, gravemente incompleto na minha opinião de pequeno investigador sobre o assunto.

    A física quântica chegou a um beco sem saída. As suas teorias reflectem a inconsistência máxima a que o homem chegou. Falta algo à física quântica para a mesma poder dar o passo seguinte. Esse algo é o elemento divino que o homem vem afastando de si há alguns séculos.

    É claro que o verdadeiro Deus não poderia ser um bosão de higgs, nem um campo unificado de forças, ou um simples formalismo matemático, por muito complexo que o mesmo seja. O cientismo, tal como o positivismo, que em parte lhe deu origem, só tem em conta os aspectos físicos da questão, quando em todo e qualquer processo sub-atómico, não existem aspectos físicos, mas sim aspectos transcendentes.

    “A base do mundo real e material, é não material e não real” – Atenção que «não real e não material» não significa o nada nem se lhe equivale, é algo, mas algo que ultrapassa largamente o nosso conhecimento e sobretudo, os nossos condicionamentos político-filosóficos.

    Comentário por Filipe Crisóstomo (@Skedsen) — Terça-feira, 3 Julho 2012 @ 9:30 am | Responder

    • Não existe “um modelo” da física quântica: existem vários modelos, e talvez o problema esteja aí. Se a ciência não assenta um modelo — um paradigma — através do qual pode avançar, surgem então as teorias sem pés nem cabeça, como por exemplo, o Multiverso.

      O bosão de Higgs é o novo Santo Graal dos novos alquimistas naturalistas. Só que desta vez se estão a gastar bilhões de Euros à custa dos contribuintes para que uma casta de auto-iluminados possa viver à grande e à francesa. E, que eu saiba, o Graal nunca foi encontrado, mas ao menos a sua demanda medieval não deu grande despesa pública.

      Existem hoje, na ciência positivista, duas caixas negras: a caixa negra de Darwin, e a caixa negra de Einstein. Ambas apontam para culs-de-sac. Ou a ciência altera o método, ou não poderá ir muito mais longe, porque o método empírico-positivista esgotou-se — e vêm daí as teorias absurdas.

      Comentário por O. Braga — Terça-feira, 3 Julho 2012 @ 3:15 pm | Responder


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