perspectivas

Quinta-feira, 28 Junho 2012

O parlamento europeu condena a homofobia no Uganda e o assassinato de David Kato

Parece que o parlamento europeu apresentou uma reclamação duríssima junto do embaixador do Uganda na União Europeia, a propósito do assassinato do activista político gayzista ugandês David Kato. O parlamento europeu exigiu veementemente que o acto de extrema e radical homofobia que redundou no assassinato de David Kato seja punido exemplar e severamente pelas autoridades ugandesas.

E mais! O parlamento europeu adoptou uma Resolução que “condena o assassinato violento do defensor dos direitos humanos David Kato Kisule”, acusando o governo ugandês de “incitar à violência contra os cidadãos LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]”, denunciando o facto de “as autoridades do Uganda tolerarem e deixarem impunes os crimes baseados na orientação sexual”.

Foi uma denúncia e uma condenação firmes e pertinentes que enchem de orgulho a esquerda e a direita politicamente correcta do parlamento europeu!

O problema é que a polícia ugandesa investigou o crime e descobriu que o intrépido e glorioso activista gay David Kato foi assassinado por um prostituto. Ou melhor: o abencerragem defensor dos direitos humanos David Kato foi aos “putos” e não pagou, e vai daí, o puto pediu-lhe para ele “aparar a faca porque vinha ali a polícia”… e meteu-lhe a faca por entre as costelas!

Perante a resposta do embaixador do Uganda na União Europeia ao parlamento europeu, na qual o diplomata ugandês explicou o que se tinha passado entre o imorredouro e épico David Kato e o seu “puto” a quem não pagou o felatio, o parlamento europeu, em vez de pedir desculpa pelas suas conclusões precipitadas, enviou ao embaixador um ralhete: diz o ralhete: “a vida privada de um indivíduo — neste caso, a de David Kato — não deve ser discutida na esfera pública!”. E o ralhete do parlamento europeu ao embaixador do Uganda prossegue: “A ideia segundo a qual o sr. David Kato é co-responsável pela sua própria morte reflecte uma forma de pensar inaceitável!”

Em suma: se o governo ugandês não investiga o crime, é homófobo. Se o governo ugandês investiga o crime e descobre que o inócuo David Kato foi morto por um “puto” a quem não pagou o “serviço”, então o governo “tem uma forma de pensar inaceitável” ao chegar à conclusão de que o impoluto David Kato foi co-responsável pelo seu destino funesto.

Isto é de loucos!

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