perspectivas

Terça-feira, 26 Junho 2012

A ideologia de género é um veneno social

Are female scientist meant to be portrayed as cosmetic junkies? Are they supposed to come up with a superawesome formula for lipstick? And should women expect to receive such scrutinizing stares from male colleagues when they walk into a lab?

via ‘Breathtakingly sexist’ video backfires on the EU | Talpa brusseliensis christiana.

Ainda hoje não consigo compreender por que “carga de água” uma mulher que opta por ficar em casa, a cuidar dos filhos, há-de ter uma actividade social menos nobre do que uma “presidenta” da república.

A União Europeia meteu a pata na poça (outra vez!) com um vídeo que seria, alegadamente, de promoção do papel da mulher na ciência. O vídeo apresentava as estudantes em poses de bordel, apelando, portanto, à emoção, o que é exactamente o oposto do que é exigido ao cientista.

Este assunto, o do papel do homem e da mulher na realidade e na acção social, é complicado porque as ideologias políticas complicaram aquilo que é relativamente simples. E quando me refiro às ideologias políticas, refiro-me a quase todas. Por exemplo: por que é que, em termos gerais, os rapazes são melhores do que as raparigas em matemática?

Uma matemática americana defendeu a seguinte tese:

Perante um problema matemático de múltiplos graus, o rapaz típico mal lê a pergunta e começa logo a escrever; e normalmente erra na solução do problema, porque não compreendeu a pergunta e precipitou-se na resposta.

Pelo contrário, a rapariga lê a pergunta cuidadosamente, várias vezes, até a compreender bem. E depois esboça, na sua cabeça, o primeiro passo a seguir na resolução do problema matemático, mas não passa imediatamente à acção [escrita]. E como não consegue visualizar mentalmente e imediatamente todo o processo de solução do problema, a rapariga bloqueia emocionalmente, e pára a sua acção.

O rapaz típico apresenta uma característica da masculinidade: a assunção do risco, muitas vezes temerário e que conduz ao erro. A rapariga apresenta uma característica da feminilidade: a forte influência da emoção no seu comportamento.

Por outro lado, um curso superior ou um doutoramento, por si só, não garante a excelência de uma actividade profissional: é um erro supor que um “alvará de inteligência” é garantia de inteligência e/ou de performance excelente.

Tudo isto é normal e conforme as naturezas respectivas dos rapazes e das raparigas. Não há que mudar aquilo que é impossível mudar. O que é possível fazer é ensinar os rapazes a ter mais calma e a ler as perguntas com cuidado; e ensinar as raparigas a controlar a emoção, dentro do possível, e convencê-las a abordar os problemas e a realidade de um passo de cada vez.

De resto, haverá sempre áreas de actividade em que as mulheres são e serão sempre superiores aos homens, e outras áreas de actividade em que acontece o oposto. Não é possível dividir a sociedade em 50/50, distribuindo igualitária e administrativamente as competências por entre os dois sexos. E ainda hoje não consigo compreender por que “carga de água” uma mulher que opta por ficar em casa, a cuidar dos filhos, há-de ter uma actividade social menos nobre do que uma “presidenta” da república.


About these ads

3 Comentários »

  1. Concordando inteiramente com o seu último parágrafo, discordo apenas da sua última parte: se as sociedades actuais tivessem alguma noção do conceito de nobreza, uma dona-de-casa que fica a cuidar dos seus filhos, teria necessariamente uma actividade mais nobre socialmente que a tal (de) presidenta.
    Cumpts

    Comentário por Inspector Jaap — Sábado, 7 Julho 2012 @ 12:25 pm | Responder

    • Do ponto de vista estritamente humano — e por isso, do ponto de vista da ética, que está a montante de toda a acção humana —, penso que a função de uma mãe, que se dedica plenamente a criar e a educar os seus filhos, é mais nobre do que a de qualquer cargo político.

      Fernando Pessoa dizia que “a política é a sociologia que se ignora”, ou seja, a política inclui-se na sociologia. O que Fernando Pessoa não quis ver, foi que não existe sociologia sem ética. A ética é anterior à sociologia.

      Comentário por O. Braga — Sábado, 7 Julho 2012 @ 3:42 pm | Responder

      • Para não variar, estou 110% de acordo, eu, que tive a sorte de ter sido criado assim, e saber por via disso, o que tal significa; essa nobreza só pode ser medida pela felicidade e sensação de bem-estar que tal pode propiciar a uma criança normal.
        Calorosos cumprimentos.

        Comentário por Inspector Jaap — Segunda-feira, 9 Julho 2012 @ 5:06 pm


RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Theme: Rubric. Get a free blog at WordPress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 522 outros seguidores