perspectivas

Terça-feira, 26 Junho 2012

A “direita” portuguesa em estado de negação, face ao cadáver político da União Europeia

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Europa — O. Braga @ 7:46 pm
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La canciller alemana, Angela Merkel, ha asegurado en un encuentro con uno de los partidos de su coalición de Gobierno que Europa no tendrá una responsabilidad compartida por su deuda mientras ella esté “viva”, según declaraciones reproducidas por fuentes presentes en la reunión.

via Merkel dice que no habrá eurobonos "mientras viva" – Libre Mercado.

O problema da Euro-zona é político e não tem saída. Eu estou de acordo com Angela Merkel mas por razões diferentes das dela.

O argumento segundo o qual os Eurobonds prejudicariam a economia e/ou as finanças alemãs, é falso. Tudo o que dê maior credibilidade e fiabilidade a uma moeda, a nível global, não pode ser considerado negativo: trata-se de pura conclusão lógica! e neste sentido, dizer que “os Eurobonds são prejudiciais ao Euro” é um absurdo. E tudo o que seja bom para o Euro terá que ser bom para a Alemanha — a não ser que a Alemanha considere que o bom é inimigo do óptimo, o que é o caso.

Talvez o único país que poderia, de um dia para o outro, sair do Euro sem mazelas de grande monta, é a Alemanha. E porque é que a Alemanha não sai do Euro? Porque está a ganhar com a sua permanência no Euro, mesmo estando o Euro em crise, e sobretudo porque o Euro está em crise. O óptimo, para a Alemanha, é a situação de crise em que se encontra o Euro. O lema de Angela Merkel é o seguinte: “piri-piri no orifício anal dos outros é chupa-chupa” para a Alemanha.

O problema é que o Euro, como moeda, é um absurdo, porque uma moeda pressupõe uma unidade política!.

Será que a putativa “direita” da nossa praça não consegue entender uma coisa tão simples?!!! ao menos, a esquerda é coerente: é coerente no erro, mas é coerente!

Eu estou de acordo com Angela Merkel no sentido em que os Eurobonds não são solução sem uma união política. Mas já não estou de acordo quando ela se serve de uma situação política insolúvel — que é a da existência de uma moeda sem união política — para tentar rentabilizar ao máximo a desgraça alheia.

A união política europeia é impossível sem o recurso à violência e à força bruta.

É objectivamente impossível quebrar os patriotismos e os nacionalismos na Europa de uma forma pacífica e consensual. E mesmo com o recurso à violência, veja-se os casos da Galiza e do País Basco: mesmo depois de duzentos anos de anexação castelhana, a chama da independência continua acesa.

Acordem!!!

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