perspectivas

Quarta-feira, 20 Junho 2012

O Pacto Fiscal da União Europeia e o servilismo de Passos Coelho

Você sabia que o chamado “Pacto Fiscal” da União Europeia, que o governo de Passos Coelho assinou, tem uma cláusula de perpetuidade e que, por isso, só pode ser dissolvido mediante uma decisão unânime de todos os 27 países que o subscrevem? Isto significa que uma saída unilateral de um pequeno país, como Portugal, pode, em uma situação limite, desencadear uma invasão militar por forças de países da União Europeia.

O Pacto Fiscal transfere soberania do parlamento português [a feitura do Orçamento de Estado] para uma instância da União Europeia que ninguém sabe ao certo o que é, e quem é. E, por isso, deveria ser sujeita, pelo menos, a um referendo nacional, uma vez que a sua aprovação por decreto, ou mesmo que fosse aprovado no parlamento com a maioria PSD/CDS, vai contra os princípios da nossa Constituição: a elaboração do Orçamento de Estado pertence ao poder executivo que, por sua vez é aprovado pelo poder legislativo e sancionado pelo presidente da república.

Ora, com a aprovação do Pacto Fiscal da União Europeia, o parlamento português perde, em grande parte, a sua utilidade e portanto a sua legitimidade; o presidente da república passa a ser mais ou menos uma figura decorativa, e a democracia está profundamente ferida de morte. A democracia em Portugal passa a ser um pró-forma.

O que estamos a assistir na União Europeia não é uma revolução: antes, é um golpe-de-estado, ou um Putsch. Os organizadores desse Putsch são as elites políticas de cada país subvencionadas [em português correcto: subornadas] pela plutocracia internacional de Bilderberg, que vão retirando o poder político aos povos da Europa para entregar esse poder a uma nomenklatura elitista de tipo soviético que circula em torno de Bruxelas. Essas elites políticas são muitíssimo bem pagas pela plutocracia internacional para fazer esse trabalho de deslegitimação do poder político.

Com esta União Europeia, nós estamos a caminhar a passos largos para uma ditadura de tipo soviético, desprovida de qualquer base democrática genuína e legítima, porque as grandes decisões da União Europeia são tomadas pelas elites políticas em comités, conselhos políticos e comissões. Em todo este sistema burocrático que enforma a União Europeia, a voz dos povos da Europa é cada vez menos escutada.

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2 Comentários »

  1. Eu pergunto, será que há outra saída que não uma guerra?

    Comentário por csousa — Quarta-feira, 20 Junho 2012 @ 11:05 am | Responder

  2. É sempre uma possibilidade, mas, se calhar, haverá uma solução menos extrema: um pouco de coluna vertebral e patriotismo, em que alguém tenha a coragem de dizer: basta, ou saímos.
    Cumpts

    Comentário por Inspector Jaap — Sexta-feira, 22 Junho 2012 @ 5:05 pm | Responder


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