“Em recente trabalho (Pers. Soc. Psychol. Bull., June 2011, vol. 37, n.º 6, 784-795 ) refere-se que a inveja pode ser destrutiva – você acha que o sucesso de alguém que alcançou o que você queria não é merecido e deseja que aquela pessoa se dê mal. Já a inveja construtiva surge quando você vê o que os outros alcançam e fica motivado a buscar seus objetivos porque sente que “se outra pessoa conseguiu, você também consegue”. A inveja construtiva pode motivá-lo, torná-lo mais criativo e mais inteligente. A criatividade surge da observação (Journal of Personality and Social Psychology, Vol. 73(1), Jul. 1997, 91-103).”
Parece que a “ciência” confunde inveja, por um lado, com ambição, por outro lado. E por isso chama à ambição “inveja construtiva”. Seria como se eu chamasse ao ódio “amor destrutivo”, ou ao amor “ódio construtivo”.
A ambição é o que nos leva a desejar o que os outros têm sem querer destruir ou prejudicar alguém. A ambição não tem nada a ver com a inveja, nem é legítimo que se estabeleça uma ligação semântica entre os dois conceitos. Mas a “ciência” que temos passa a vida a desconstruir a linguagem, e depois deixa de saber o que as coisas significam.















Eu ri aqui, com sua observação
Comentário por Ronaud Pereira — Sábado, 23 Junho 2012 @ 5:24 am |