perspectivas

Terça-feira, 5 Junho 2012

Por uma vez, concordo com os muçulmanos

Filed under: A vida custa,ética,cultura,Esta gente vota,feminismo — O. Braga @ 3:27 pm

“Muslim threats last week led Lady Gaga to cancel her planned concert in Indonesia. Because of their disapproval of Lady Gaga, some conservatives in the West have applauded this, noting that Christians there opposed her as well, and asserting that any non-Muslim society with a healthy regard for decent values would not allow to her to perform, either. Society, some argued, should hold the good, not freedom, as its highest value.”

via Atlas Exclusive: Robert Spencer: Is Freedom Worth Defending? – Atlas Shrugs.

O objectivismo de Ayn Rand, que influência o libertarismo de direita, parte do pressuposto segundo o qual o princípio da liberdade, entendida como absoluto, é anti-totalitário por sua própria natureza.

Os libertários de direita vêem a sociedade como sendo composta por milhões de indivíduos, isolados, atomizados, cada qual procurando a satisfação dos seus desejos. Mas os libertários de direita não se dão conta de que os libertários de esquerda também têm uma mundividência semelhante a esta: para a esquerda libertária, a liberdade absoluta é apenas um meio para tornar possível o caos cultural e social que permita a justificação, no futuro, de uma restrição da liberdade por parte do Estado.

Os libertários de direita acreditam que se cada indivíduo — de forma isolada, e atomizada face ao Estado — procura a satisfação do seu interesse próprio mediante os mecanismos de mercado, acabará por retirar benefícios dessa procura em função do seu interesse próprio, e beneficiando também a sociedade. Desde Aristóteles que sabemos que mesmo as acções egoístas acabam por beneficiar alguém; mas isso não significa que o princípio do interesse próprio possa ser considerado um paradigma ético positivo e absoluto.

Quando os libertários de direita reduzem quase toda a realidade ao mercado, acabam por restringir a sua visão moral ao princípio do interesse próprio. Ora, isso não é liberdade: a liberdade existe com relação aos outros; não existe uma liberdade restrita exclusivamente ao indivíduo.

About these ads

1 Comentário »

  1. O Lawrence Auster escreveu dois bons posts sobre o caso: aqui e aqui.

    Como em geral acontece no blogue do Auster, os comentários são melhores do que o próprio texto.

    Comentário por pedrogarciaburgales — Terça-feira, 5 Junho 2012 @ 9:52 pm | Responder


RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Theme: Rubric. Get a free blog at WordPress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 522 outros seguidores