perspectivas

Quarta-feira, 21 Março 2012

Uma crítica demolidora ao ensino politicamente correcto

Filed under: ética,cultura,educação,politicamente correcto — O. Braga @ 7:18 pm
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“It is always worth revisiting Plato’s Parable of the Cave, that “true myth” from The Republic, Book VI. With respect to education, the parable insists on ineradicable facts that modern pedagogy finds inconvenient and tries to repress.”

via Ignorance and Envy in Academe | The John William Pope Center for Higher Education Policy.

Hoje, — e não só no ensino — vivemos uma esquizofrenia cultural que, por um lado, recusa o erro e a ignorância; mas, por outro lado, quem não concordar e não alinhar com essa esquizofrenia cultural, passa a ser chamado de “ignorante”. Ou seja: hoje, é considerado “ignorante” quem denuncia, de uma forma racional, a ignorância e o erro.

Hoje, a cultura intelectual predominante — que substituiu a intelectualidade orgânica marxista clássica, e por isso é que o politicamente correcto é o marxismo cultural com novas, mais sofisticadas e mais perigosas roupagens — é igualitarista e relativista. E sendo igualitarista e relativista, deixaram automaticamente de existir o erro e a ignorância; e quem insiste que o erro e a ignorância ainda existem, é chamado de “ignorante”.

É muito difícil combater a irracionalidade quando esta é elevada a um estatuto racional e comummente aceite como racional; combater esta esquizofrenia cultural é um bico-de-obra, porque estamos a lidar essencialmente com emoções, e não com razões.

A obsessão politicamente correcta contra a hierarquia social — que é vista, irracionalmente, como uma categoria permanente e imutável —, e principalmente a obsessão “progressista” contra a hierarquia de valores, é uma espécie de negação ontológica: é uma tentativa de negação da própria existência. Porém, o senso-comum diz-nos que “a vida é feita de hierarquias, e só a morte é totalmente democrática” [Nicolás Gómez Dávila].

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1 Comentário »

  1. [...] Tentar fazer de conta que não existem minorias, de vários tipos, na sala de aula, é uma característica do politicamente correcto que a Helena Damião tanto aprecia [ler sobre igualitarismo e relativismo]. [...]

    Pingback por Sobre o “Atirei o pau ao gato” da professora benfiquista da Ericeira « perspectivas — Domingo, 25 Março 2012 @ 11:39 am | Responder


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