
«The Greeks and the Spanish cannot devalue their own currencies – but everything else they have done has been according to the austerity-economics textbook. And it hasn’t worked. For all the current talk about a democratic crisis in euroland, the politicians themselves gave much of their own sovereignty away in the preceding decade. From Blair to Zapatero, the fashion in social-democratic thinking has been to abdicate power – and now bond markets are filling the vacuum.»
Este editorial do The Guardian é tão elucidativo que até fere a vista. Os políticos da maioria dos países da União Europeia [com excepção do directório europeu, constituído pela Alemanha e pela nova França de Vichy] abdicaram da soberania dos seus países à revelia dos seus povos, e agora os mercados financeiros ocupam o vácuo deixado pelo poder político.
O único país da zona Euro que não abdicou da sua soberania foi a Alemanha — até a França sofre agora ameaças dos mercados financeiros: a França de Vichy, submissa à soberania alemã, já está à mercê dos mercados financeiros.
Para que tenhamos uma ideia nítida do que se passa: a Espanha tem uma dívida pública inferior — em percentagem do PIB — à da Alemanha!
Porém, vemos que os mercados não incomodam a Alemanha e já ameaçam a Espanha com uma intervenção externa. Os mercados financeiros sabem “quem manda” — reconhecem a soberania que decorre do poder político —, e sabem que “quem manda”, de facto, em Espanha, é a Alemanha. Enquanto a Alemanha fizer funcionar os seus mecanismos internos de soberania e estender o seu poder político aos países do Euro, é altamente improvável que seja beliscada pelos mercados financeiros.














