perspectivas

Sábado, 24 Setembro 2011

O movimento político gayzista, os me®dia , Jamey Rodemeyer e Yasmine

Recentemente veio a público mais um aproveitamento mórbido por parte do activismo político gayzista e por parte dos me®dia em relação ao suicídio de um jovem de 14 anos, de seu nome Jamey Rodemeyer. Basta fazer uma busca no Google para verificarmos o aproveitamento político deste caso.

Porém, o mesmo Google levou-nos a outro caso, o de Yasmine, aka Hilde Rens, uma lésbica belga — que tinha sido “casada” com outra lésbica belga de seu nome Marianne Dupon — que se suicidou aos 37 anos de idade.

Ninguém procurou saber qual era o enquadramento familiar do jovem Jamey, procurando no seu meio-ambiente e habitat mais íntimo e privado, algumas indicações para um qualquer tipo de comportamento desviante: hoje, parece-me que se parte sempre do princípio de que o meio-ambiente familiar não é relevante para diagnosticar casos de suicídios em jovens adolescentes.

Depois, critica-se o actual bullying propondo, em alternativa, outro tipo de bullying — ou seja, o que está errado, para o politicamente correcto, é o tipo de bullying. E isto porque é impossível eliminar o bullying: se este não for praticado entre crianças da mesma idade, será certamente praticado por adultos em relação a crianças e em nome de uma putativa “educação” politicamente correcta. A verdade é que o que podemos fazer é controlar e atenuar o bullying entre crianças, mas nunca eliminá-lo sem incorreremos noutra forma de bullying, ainda pior do que a que existe entre as crianças.

A instrumentalização política do bullying como justificação do suicídio de homossexuais, levada a cabo pelo movimento político gayzista e pelos me®dia politicamente correctos, tem origem em algumas ideias totalmente erradas patrocinadas pela sociologia. Tal como os estudantes de economia aprendem, nas universidades, a confundir “extrapolação” com “previsão”, assim os estudantes de sociologia aprendem solenemente a fazer a confusão entre “direito” e “estatística”, por um lado, e “facto social”, por outro lado. Tal como na economia, na sociologia, a estatística pertence ao passado, e ainda está para vir quem me prove o futuro baseando-se no passado, e por maioria de razão tratando-se do futuro de seres humanos que não são propriamente um fenómeno totalmente sujeito a leis físicas determinísticas — e nem mesmo em relação às leis da física podemos ter a certeza da sua regularidade no futuro!


O raciocínio do movimento gayzista parte da seguinte concepção de Durkheim: “É a constituição moral da sociedade que fixa, em cada momento, o contingente dos mortos voluntários” [in “As Regras do Método Sociológico”, 1895 — sendo que “mortos voluntários” é um eufemismo para “suicidas”].

Esta concepção de Durkheim está errada, mas como é considerada (mesmo que só implicitamente) assertiva pelos sociólogos, vamos partir dela como se estivesse certa. Portanto, segundo a sociologia, os suicidas e a sua tipologia são definidos pela moral vigente; e decorre deste [putativo e pretenso] facto, a conclusão segundo a qual os suicidas homossexuais são vítimas da moral vigente. E o corolário deste raciocínio, produzido pelo movimento gayzista e pelos me®dia controlados pelo politicamente correcto, é que é necessário mudar a moral para alegadamente eliminar o suicídio de homossexuais.

Em primeiro lugar, o caso referido acima da belga Yasmine de 37 anos não se enquadra dentro do preconceito negativo sociológico [ou seja: dogma] concebido a partir da tese de Durkheim. A verdade é que a homossexualidade é uma parafilia e pode assumir até, em alguns casos, uma forma de patologia.

Em segundo lugar, o número de pessoas que se suicidam todos os dias, e que não são homossexuais, muitas vezes não têm uma ligação directa ou dependência, no seu acto suicida, em relação à moral vigente. Cada ser humano é um caso de futuro subjectivo, e por isso não pode ser um dado de uma mera estatística realizada a partir do passado.

Em terceiro lugar, e mesmo que a moral seja mudada a preceito — alegadamente para salvar as vidas dos homossexuais suicidas — a supracitada concepção de Durkheim não mudará por este facto: ou seja, continuará sempre a existir um “contingente de mortos voluntários”, mesmo que, por absurdo que seja, imaginemos que deste contingente não façam parte os homossexuais — a lei de Durkheim não se anula a si própria logo que a moral seja eventualmente mudada por forma a agradar ao gayzismo.

Portanto, fico com a ideia que o movimento gayzista, e os me®dia manipulados pelo politicamente correcto, não querem que se suicidem os homossexuais: mas que membros de outros grupos sociais, que não pertençam ao clube gay, se matem e se esfolem todos os dias, não é considerado “problema gay” nem de grande importância.

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1 Comentário »

  1. [...] na luta pela homossexualização da humanidade, depois de há poucas semanas ter inscrito mais um nome no panteão gayzista. Por coincidência, tratam-se de dois adolescentes (um com 14 e outro com 15 [...]

    Pingback por O problema insolúvel dos miúdos Jamie Hubley e Jamey Rodemeyer « perspectivas — Quinta-feira, 20 Outubro 2011 @ 8:12 am | Responder


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