perspectivas

Quarta-feira, 15 Junho 2011

Por que é que os activistas gay insultam invariavelmente quem não concorda com eles?


O tipo de comentário recorrente neste blogue



Ainda sobre este postal que diz respeito a um artigo publicado no semanário SOL:

Tive conhecimento da referida “notícia” do SOL através do sítio/perfil do semanário no Facebook. Em termos gerais, os comentários dos leitores em relação à referida notícia foi de perplexidade; tipo: “isto é notícia?!”; “não há mais notícias para colocar aqui?”; etc. Acto contínuo, os activistas gay passaram imediatamente ao insulto, e a caixa de comentários ficou pejada de invectivas e adjectivos do mais baixo nível. Escusado será dizer que mais ninguém comentou lá no sítio… e abalaram todos a fugir (como diz o alentejano).

Uma coisa idêntica acontece, por exemplo, neste blogue. Qualquer postal que ponha em causa qualquer reivindicação dos activistas políticos gay, a caixa de comentários fica pejada de insultos que, naturalmente, não são publicados e os seus autores são enviados para SPAM.


Em primeiro lugar, o insulto gayzista tem uma função intimidatória. Insultando, os activistas gay rompem qualquer discussão ou argumentação, calam o debate e afastam deste aqueles com quem não concordam. Calar a oposição ideológica através do insulto é uma forma de tentar esconder do público, que assiste ao debate, a fraqueza dos seus argumentos. Mas não é esta a principal razão do insulto gayzista recorrente.

A principal razão tem a ver com um assunto que se tornou, hoje, um tabu: o reconhecimento dos limites da homossexualidade.

Quem não respeitar esse tabu é tratado abaixo de cão, insultado e tem que fugir “a sete pés” do debate. O respeito absoluto em relação a esse tabu pretende formatar a política de opinião (dos me®dia , das elites ou ruling class) e de tal modo que já se assumiu, em alguns países, uma forma judiciária que impõe que se considere a homossexualidade como sendo equivalente ao que, por falsa simetria, somos obrigados a chamar de “heterossexualidade” (este último termo é, em rigor, um pleonasmo).

Esse novo tabu cultural pretende esconder o facto de a homossexualidade comportar limites específicos.

Desde logo, o discurso gayzista é limitado pela própria etimologia: o termo “sexo” provém do latim “secare”, que significa “separar”, “dividir”. Ser sexuado é estar separado, dividido, relativamente ao outro sexo. “Sexo” significa “diferença”. Significa isto que pertencer a um género e não chegar a desejar eroticamente o outro género, não pode deixar de ser sentido como uma carência. Esta carência decorre de uma ruptura no caminho em direcção à alteridade.

Essa carência é, contudo, negada. Nega-se aquilo que falta e, sobretudo, nega-se que falta alguma coisa. A negação daquilo que falta é um dos principais focos da reivindicação gayzista. Ora, não há pior obstáculo à clareza intelectual do que a negação de um limite; e é esta negação sistemática dos limites da homossexualidade que explica a violência do discurso gayzista militante, lançada sobre os contraditores.


Um outro problema é o de que sobressai aqui uma instrumentalização do debate: a exigência do respeito para com os activistas gay é posta ao serviço da negação dos limites da sua orientação sexual. E é em nome desse respeito que as pessoas toleram o insulto sistemático, e afastam-se do debate para não terem que se aborrecer.

Porém, esta situação levanta um problema ético: como reagir aos insultos invariáveis dos activistas gay que pretendem, assim, instituir o tabu da negação dos limites da homossexualidade? Será mostrar-lhes medo e fugir do debate? Será continuar no debate, mesmo sendo insultado e tratado como se vê no comentário em epígrafe, e contrapondo com um discurso muito bem educado?

A minha resposta a estas perguntas resume-se no seguinte:

  • não devemos nunca fugir do debate ou deixar de defender a verdade, mesmo sob ameaça de morte. Note-se que “verdade” é diferente de “certeza”: a verdade é objectiva e a certeza é subjectiva;
  • devemos seguir o conselho de São Tomás de Aquino: “não devemos respeitar quem não merece respeito”. E face ao insulto sistemático, não somos moralmente obrigados a responder com boa educação.

Por último, coloca-se aqui uma situação que pode tornar-se explosiva: dada a recusa gayzista em reconhecer à alteridade sexual a sua função social específica — por via da negação gayzista dos limites da condição homossexual — podemos perguntar-nos se as posições ideológicas gayzistas que marcam e definem a heterofobia não correm o risco de provocar, como resposta, um desenvolvimento da homofobia — mas desta vez, a sério!.

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2 Comentários »

  1. Eu penso que é exactamente o que acontecerá. Inevitavelmente. A homofobia será cada vez mais premente em virtude dessa recusa da alteridade sexual.
    A homofobia nada tem a ver com a pessoa concreta em si, nem com uma opção sexual legítima ou ilegítima, tem antes a ver com o “eixo distorcido” da visão sexual dessas pessoas. Não conseguem compreender que a homossexualidade é uma aberração, é um defeito genético (embora nem todos os casos o sejam). Ninguém está contra as pessoas homossexuais como dizem. Uma pessoa é uma pessoa, não é um sexo nem um estado sexual, mas parece que os homos não percebem esta questão. É óbvio que a homofobia irá crescer, com ou sem leis que criminalizem essa opinião, e serão eles próprios os causadores da homofobia.

    Comentário por Skedsen — Quarta-feira, 15 Junho 2011 @ 8:50 am | Responder

  2. Orlando,

    bonito o nome que deu à primeira imagem. lol

    Comentário por Mats — Sexta-feira, 17 Junho 2011 @ 1:42 pm | Responder


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